VASSALO ABREU

Não tenho feito mais nada, não tenho pensado em mais nada a não ser aquilo que me tem nos últimos tempos ocupado: a preocupação com a Graciete, minha companheira de há quase 40 anos!
Mas, num interregno, marquei orgulhosamente presença na apresentação da ( re)candidatura do meu irmão Antonio Vassalo Abreu à Câmara Municipal da Ponte da Barca, sua terra de adopção, e por quem tanto tem dado!
E o me…u coração saiu de lá reconfortado:
Primeiro porque é meu irmão e, na nossa família, isso corresponde a sermos nós próprios incorporados nele. O que ele faz, o que ele diz, o que ele pensa…é exactamente igual ao que nós faríamos, diríamos ou pensamos! É estranho? Não, é verdade! Porque quando estamos e vivemos em família, quando decidimos sobre seja o que for, quando estamos ocupados no que quer que seja, temos sempre uma referência: os nossos pais! Um, o pai, pela sua ponderação, sentido cívico e do dever, pelo saber, pela moderação, pela visão humanista de ver sempre no outro aquilo que ele tem de positivo, pela aceitação do outro como nosso semelhante, pela frugalidade e pelo sentido único que, quando ocupamos um cargo público temos que estar limpos e imunes a tudo : temos que ser exemplos! O outro, a nossa mãe, felizmente ainda viva,pelo sentimento e pelo amor, pela bondade, por pairar sobre nós como um exemplo daquela quase santidade que nos desarma quando por nós perpassa qualquer pensamento mais dúbio… E senti- me orgulhoso e reconfortado: valeu e vale a pena o teu esforço, ainda por cima desinteressado, pela terra que te acolheu. Valeu e sempre valerá a pena a tua honestidade que nunca deixaremos que alguém ponha minimamente em causa!
Semti- me orgulhoso de ti e da nossa família, lembrei- me da tia Rosa do Porto, pessoa pobre mas que, pelo seu carisma e honestidade, servia de intermediária nos empréstimos que antigamente os que tinham menos posses faziam aos ricos: o rico nunca sabia a quem emprestava, o que pedia não sabia a quem devia, mas o rico sabia que ia receber e o que pedia sabia que tinha que pagar. E a nossa bisavó levou tudo com ela! Lembrei- me da nossa avó, tia Micas do Porto, cuja inteligência e humanidade só poderá ser comparada a seu filho nosso Pai que, lá está, por ser das poucas pessoas que sabia ler escrever, mas por ter esse algo mais, era a quem os namorados e namoradas recorriam para escrever as carta de Amor e saudade, a quem confiavam os segredos mais íntimos… Levou- os todos consigo! E lembrei- me, ainda, do nosso Pai, que nas terras do Lindoso, sendo Guarda Fiscal com honra e empenho inexcedíveis, dava o último empurrão àqueles que indo de “assalto” para França, vítimas da falta de escrúpulos de “passadores” eram abandonados à sua sorte e, se voltassem, estavam desgraçados… Lembrei- me, por fim, que estando lá tu estávamos todos nós: a nossa bisavó, a nossa avó, o nosso pai.. Ausentes mas presentes, e todos nós, como os ciganos que eu admiro, unidos e vivendo a tua gesta como se fosse a nossa!
Bravo irmão! Sabemos que nunca mudarás nem cederás! Pela nossa família, pelo nosso nome…. Vassalo Abreu não é quem quer: é só quem sabe!

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