UM SONETO DESANIMADO

Me observo e às vezes me assusto.
E por não cuidar de ser mais educado,
Entrincheirado no que entendo justo,
Dou por mim um ser destrambelhado.

E convencido de fazer o que me cabe,
Dentro do meu mundo confinado,
Ao invés de recorrer a quem mais sabe,
Deixo-me restar cada vez mais isolado.

Pois seguro de tantas certezas ter
E confiante nos direitos assistidos
Não cuidei nunca de prever…

Que o que não sei e deveria saber
Tendo agora tantos desmentidos
Me deixam sem saber o que fazer…

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