PARA DESFAZER, DE VEZ, O MITO DA DÍVIDA!

      No dia 18 de Janeiro do corrente ano escrevi neste BLOG um artigo intitulado ” A DÍVIDA : É OU NÃO PARA SER PAGA?”, para exprimir a minha opinião, claro, mas, tal como Sócrates o fez, para dizer a toda essa gente que recorrentemente diz que “ temos que pagar a dívida” ou, acusando outros, que “ vocês não querem é pagar a dívida” e coisas assim, que estão totalmente equivocados, afirmam o contrário daquilo que sabem ou têm a obrigação de saber e são demagogos!

      Eu não sou especialista em Economia, como não sou especialista em coisa nenhuma. Sou, sim, atento, interesso-me e dedico-me a pensar. Tenho alguma experiência no mundo das empresas e, para o caso vertente, particularmente em empresas que sempre tiveram dívida e em que a dívida e a sua gestão são elementos essenciais para a sua  estabilidade e para o crescimento dos seus negócios. E como são capitais alheios e permanentes ao serviço das empresas, dão um contributo fundamental para a consecução das múltiplas funções para que elas existem.

      Se depois disso publico a minha opinião é porque acho que ela não é descabida. Será sempre e só aquilo que eu penso, mas se publico é porque estou convencido de que a realidade me dá razão. Doutro modo não o faria!

      E assim, hoje, folheando a Revista do Expresso. deparei-me com uma muito interessante entrevista a ANTÓNIO HORTA OSÓRIO, Português Presidente do maior Banco Inglês, O LLOYDS BANK, ele só cinco vezes maior que todo o Sistema Bancário Português, e na página 30 da mesma Revista, ao ser-lhe perguntado: “ Portugal vai conseguir pagar a Dívida?” ele responde (sic): “ O importante não é pagar a dívida, mas que a Dívida se mantenha em rácios razoáveis em relação à riqueza produzida. Enquanto, os privados devem pagar as dívidas ao longo do seu ciclo de vida, as Empresas e os Estados, que não têm  um ciclo de vida, não precisam de o fazer. Têm é de pagar o serviço de dívida”. Fim de citação.

      Não preciso de dizer mais nada. Se tiverem tempo, disponibilidade ou paciência para voltar a ler o referido artigo, verão que quase ” ipsis verbis” foi isso que eu defendi. Não tão sucintamente, é evidente.

      Espero, portanto, que o ” Mito” da obrigatoriedade do pagamento da Dívida, uma rotunda e retinta estupidez, no meu entender, esteja encerrada. Mas isto não quer dizer que não se tenham que cumprir critérios e metas para conseguir a sua gestão e honrar o seu serviço. São coisas diferentes!

     Por mim, também dou o assunto por encerrado.

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