A MÁQUINA DA VERDADE

Acerca da Tecnoforma e da tal ONG em que Pedro Passos Coelho esteve supostamente envolvido eu resisti sempre, e até agora, a tecer qualquer comentário escrito porque sempre achei, e continuo a achar, se tratar de um ” pecadilho” menor, por ser fruto da época e próprio e usual naqueles ” fantasiosos” anos 90, mais propriamente finais de 80 até meados de 90, anos do ” glorioso” Cavaquismo e em que, ou muito me engano, ou não haverá político, e falo apenas dos políticos, que não contenha alguma dose dessa ” “fantasia” no seu ” curriculum”…

De modo que, postas as coisas desta maneira, ter no calor daqueles tempos participado naquela imensa ” orgia” , onde as coisas lhes eram colocadas diante dos olhos e era pegar ou largar, tudo fazendo parte da vida, mesmo que para se pegar tivesse que haver alguma imaginação, postas as coisas desta maneira, repito, não constitui para mim suficiente matéria para alinhar no julgamento que muitos tentam impôr porque, como disse, dificilmente se encontrarão virgens nestes anos ” loucos”, os anos da abundãncia desperdiçada.

Na verdade os Fundos vinham em catadupa e Portugal não estava, nem de longe nem de perto, preparado para a aplicação de tal avalanche e, mesmo tendo vindo ” pipas de massa” para a Formação Profissional, não tínhamos formado ainda os Formadores dos Formadores, essa peça que se verificou fulcral no nosso desenvolvimento(!) e criação de riqueza( ! )! E de emprego como constatamos! E, assim, serviram esses Fundos para o aumento da nossa lusa creatividade e para coisas mirabolantes como as a que se dedicou o Pedro!

O Pedro vinha da Jota, estava a começar a sua carreira empresarial, depois de se ter formado aos solavancos e, como qualquer novato que vai para o seu primeiro emprego, tinha que mostrar serviço. E o seu Patrono deu-lhe uma ONG? Pois então brinquemos às ONG’s! Por aqui tudo bem e não serei eu, tão complacente, como reparam, na compreensão desta realidade, que lhe vou atirar a primeira pedra.

Mas o Patrono, ciente da sua já longa carreira política, deu-lhe uma função extra: ser a ” gazua”, aquela chave que abre todas as portas. E foi muito bem visto porque o Patrono pensou: se o Pedro lá de cima também o é, porque raio é que o Pedro cá de baixo não o poderá ser? Bem visto, não é?

E, para mais, sabe-se que o Pedro lá de cima, instado a dizer se recebia alguma coisa por cada alma a quem abria as portas do Céu, disse que não, que nem pensar. Um absurdo! No Céu nem Banco há…disse ele. Então porque haveria o Pedro cá de baixo de dizer que recebia? Bem, mas lá disse que até recebia qualquer coisa, como pagamento de despesas, coisa que o Pedro lá de cima não precisa, mas nada daquilo que as pessoas pensavam. Trocados , apenas trocados, que nem iam para o Banco. Pois, mas por isso mesmo é que começou a correr o boato que era a Laura que os guardava nos seus ” push-up”, muito em voga naquel tempos, e que, em vez daqueles ” enchumaços” serem preenchidos com algodão ou silicone, ou coisa que o valha, eram preenchidos com notas, elevando assim a sua ” personalidade”! E lá foi andando. Mas que tinha mais alternativas como, por exemplo, aquelas aplicações que se punham nas calças de ganga, ao nível das ” nalgas”, para elevar a ” gravidade”! Banco para quê?

Mas o Pedro, novamente encurralado pela insistência dos Mídia e desses chatos da UDP para confessar se recebeu ou não recebeu, remeteu para a PGR. Ela que diga que eu não me lembro, disse ele! Mas a PGR disse que não: que se ele não se lembrava que ia ela fazer? E logo o TOZÉ SEGURO, naquele que foi o seu último relevante acto político, disse: levante o sigilo bancário! E ele, escudado pela PGR, disse: nem pensar! É aí o TOZÉ amuou e vociferou: gente sem princípios…

Mas que resta então, para se saber se ele recebeu ou não recebeu, não aqueles troquitos mas a outra massa choruda ? Só resta uma coisa, e agora sou eu que a digo: ir à MÁQUINA DA VERDADE!

Ninguém se tinha lembrado? É preciso eu escrever sobre aquilo que não queria escrever, para se ver o óbvio? Anda tudo a dormir ou quê?

Mas também me dei a pensar: vamos supor que ele, assim como por birra, não aceita? Quem o poderá dissuadir? O ” Cavacus”? Esse nunca…ainda poderia ser obrigado a ir lá também…Quem? O Patrono ” Angelus”? Esse não tem necessidade pois guarda os IRS todos…O “Relvass”? A máquina avariava…Quem o poderá convencer então a ir à Máquina da Verdade ou Mentira?

Só há uma hipótese: a Laura! Porquê a Laura, perguntam? Ora, precisamente para desfazer os boatos que diziam que ela guardava a guita nos ” push-ups”…

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