ENTRE O ÂNGELO e a ÂNGELA ( o Pedro).

Ao PPC, com bonomia.

Isto está a ficar difícil Pedro! Já não chegavam as redes sociais que nos atafulham de coisas sobre ti e tu, exemplo de cidadania, ainda vens dizer que não és perfeito! Assim como quem diz: “ Quem nunca pecou que lance a primeira pedra”.

Mas como tu humildemente afirmas que não és perfeito, pretendendo talvez dizer que tal  como tu ninguém o será, tratas logo de nivelar tudo por baixo, esquecendo –te que de baixo tu vens  : de serviçal! Isso mesmo, de serviçal. De quem? Do ÂNGELO!

Mas, mesmo tendo nascido e crescido serviçal, tu alcançaste aquilo que jamais sonharias e chegaste a Primeiro Ministro de Portugal, por obra e graça dessas grandes referências da democracia e da ética lusitanas chamados Relvas e Marco António. E desataste a vociferar contra aqueles que fogem aos impostos, que abrem empresas e não cumprem os seus deveres perante o fisco e se tornam empresários individuais sem se inscreverem nos devidos lugares onde têm que cumprir as suas obrigações. E que contra isso exercerias uma implacável batalha! Lembras-te Pedro? Se não te lembras alguém to lembrou e a nós também. Foi num daqueles célebres congressos do teu Partido onde se travam heróicas batalhas…pelo lugar. A aí tu foste firme e irredutível.

E cumpriste o prometido: penalizaste, cobraste e até penhoraste aqueles que não pagavam à Segurança Social e ao Fisco. Com uma  brutalidade e firmeza nunca vistos. Como exemplo e próprio de um capataz.

E agora que foste apanhado Pedro? Apanhado  no mesmo que tu verberaste e castigaste? Que vais fazer? Vais dizer “ olhem para o que eu digo e  não olhem para o que eu faço”  como dizem os Santos e os Padres, ou vais perdoar para que todos eles te perdoem? Está difícil Pedro! É que tu ao confessares a tua imperfeição tens que, de imediato, admitir a imperfeição dos outros. Verdade? E como ficamos Pedro? Tu que até tiveste a vidência de lhes chamares “ piegas”, Pedro!

Eu sei que te foste confessar ao vislumbrar o “ lapso” que cometeste. Eu não sei bem a quem mas suponho ter sido ao Aníbal. E foste a ele porque sabes que ele te perdoa tudo. Ao Ângelo não pois esse há muito te abandonou. Foste ao Relvas e ao Marco António, os que te nomearam também, pois esses, pudera, estão do teu lado e sossegaste depois os do Portas pois eles, atordoados, já temiam pela coligação. E também te perdoaram e fizeram a tua defesa, temendo ficar órfãos.

Mas surgiu aquele vídeo, o tal do congresso, Paulo. Mal, muito mal. O que tu foste dizer Pedro. Bem prega o Frei Tomás, não é Pedro? E agora Pedro?

O Santana já se demarcou; O Marcelo confessou perplexidade; o  Bacelar Gouveia diz que não se pode argumentar desconhecimento; muitos dos teus nem podem crer; o Henrique Monteiro diz que a tua segurança Social é diferente da dele e até o do Diário Económico para não confundir com o da Câmara de Lisboa diz…disparate! Eles que andavam esfusiantes com aquela tua tirada “ Não somos todos iguais”, que mais tarde teve a sequela “ eu pertenço à classe dos que pagam” e, ainda mais tarde ,  o remake do “ eu não vim para a política para enriquecer”, ficam agora desiludidos quando vens confessar a tua imperfeição que traduzida quer dizer incapacidade? Que não sabes que se tem que pagar impostos, que se tem que estar em dia quando isso a eles obrigas, quando tinhas que dar o exemplo? Sabes o que concluem? Que, afinal, não estavas preparado! Que te faltam faculdades e Faculdade, que não tens curriculum, que não estudaste, que não trabalhaste, que só andaste por aí, de empresa em empresa, de projecto em projecto até que…o Ângelo te abandonou. Uma tragédia foi o que foi. Uma vida atribulada, até sentimental ( diz-se), e cheia de imperfeições. Esquecimentos, atrasos, incumprimentos…enfim. O que te resta Pedro?

Nós sabemos que a culpa não é toda tua. Há um grande responsável por não teres, naquele momento, seguido a carreira que tanto ambicionaste, a de Tenor, de  Barítono ou de Contralto, já nem me lembro, e esse responsável foi o FILIPE LA FERIA que não te escolheu naquele “ casting”. E tu precisavas de dinheiro. Mas ele um dia vai pagar por isso.

Aquilo foi um marco na tua vida, a gente sabe, e foste para a Política. Mas foste para a Política  e não sabias que ser Político exigia uma série de requisitos, tu que estavas habituado a ser apadrinhado, a ser nomeado para a gestão de empresas sem as gerires, a assinar relatórios sem os leres e até o Sócrates te apanhou, lembras-te? Ainda apadrinhado experimentaste ser empresário, a ir aos Fundos, a fundar ONG’s  sem qualquer actividade, tornaste-te, enfim, um empreendedor mas sem…empreendimentos. E foste novamente para a política. Agora com outros “ padrinhos”!

Eu sei que tu és um tipo decidido, como o outro um “ animal feroz” mas…convenhamos ó Pedro, tu não tens saída. Eu sei, no fundo, o que te angustia : vais para onde se não tinhas ainda preparado a tua saída e criaste leis que te dificultam essa mesma saída? É uma “porra” Pedro, é uma “ porra”!

Tu dirás : como é possível que tendo eu passado todos estes anos incólume venham agora desenterrar essas coisas, esses pequenos pecados, esses pecadilhos próprios de pessoas imperfeitas? Pois é Pedro : é que uma pessoa imperfeita como tu não pode fazer-se de perfeito e exigir aos outros a perfeição! E como tal tu não estravas capacitado para o fazer. E, simplesmente, não o estás Pedro!

Quando denunciado tu pensaste que, talvez instruído pelo teu “ oráculo” Marco António, a melhor defesa seria o ataque, mas esqueceste-te que isso é só no futebol. E começaste a disparar em todas as direcções e esqueceste-te que não  podias atribuir-te uma superioridade moral que não tens nem a tua vida o permite, Pedro.

Mas tu agiste assim porque estavas convencido da nossa proverbial magnanimidade e da nossa ancestral e católica condescendência? Ora Pedro! Tu porventura pensavas que as tuas obrigações eram coisas despiciendas que qualquer “ esquecimento”, “ não tinha consciência” ou “não sabia” resolvia? Ora Pedro!

Tu esqueceste-te de uma coisa simples: É que para se dar o exemplo é preciso ser-se exemplo. Ser-se exemplar. E tu nunca o foste, nem a tua vida, Pedro.

É que convenhamos Pedro tu foste  sempre um serviçal. Um homem sempre à mão. Primeiro do Ângelo, que te abandonou à mão daqueles dois e agora te esquece, quem diria Pedro?, E agora às mãos da Ângela ( da Merkel)

E agora Pedro? Tu esperneias e até dizes : “Não divulguem mais que não é preciso, eu já paguei tudo!”. Coisas, quantias “ mixurucas” Pedro? Cem Euros Pedro? Até isso foi para Mora? Que sorte não teres sido penhorado, como muitos outros. Mas como te penhorar se tu não tinhas salário? Pelo menos na Segurança Social, digo eu pelo que leio que eu não percebo nada disso.  É que tu, e aqui sou eu que concluo, além de imperfeito, és especial. “ A Special One”! Tu não és piegas Pedro. Tu só pagas quando queres.  És moralista, és relapso, és impoluto…não! És “ cagão”! Só pagaste quando o traseiro apertou, foi o que foi. Se o Público não tivesse anunciado a “ bomba” tu pagavas o “caraças”. Só quando saísses do Governo para não dizerem coisas. E se não saísses? Podia esquecer, não era?

Tu lembras-te quando ameaçaste aumentar os descontos para a Segurança Social aos trabalhadores e diminuir ao Patronato, num gesto de solidariedade só al alcance da tua cabeça e da tua “madrinha” Ângela, lembras-te? E tu ali, confortável…que coisa Pedro, nem isso te envergonha? Foi preciso vir o País todo para a rua? E nem assim aprendeste?

Pois é Pedro, sabes uma coisa? Nós somos mais exigentes : exigimos que vás para a madrinha. Talvez ela te arranje emprego.

Esquece o Ângelo Pedro, vira-te é pra Ângela!

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