O SR. DR. h.c. Pedro Coelho

“h.c.” de Honoris Causa”, para quem não está com estas coisas familiarizado! Pedro e Coelho são os primeiro e último nomes e é assim que ele, que terá aceite tal distinção, poderá a partir de agora auto apelidar-se.

Por causa da honra”, assim se traduz do latim, de reputação imaculada, de virtudes reconhecidas, de méritos indesmentíveis, de acções humanitárias praticadas e eu sei lá que mais, é que a alguém é atribuído o título de “ Honoris Causa” e as razões pelas quais uma Universidade a essa pessoa concede título tão proeminente, avalizando e acreditando assim a sua relevante importância.

Também consta, e está escrito, que normalmente se concede a pessoas que se tenham destacado nas Letras, nas Artes, nas Ciências, no activismo pelos Direitos Humanos, na luta contra a fome, contra a pobreza, contra a exclusão social e tenha, em suma, reconhecidos méritos de altruísmo e dedicação a essas causas.

Consta também, e está igualmente escrito, que a Universidade que outorga esse título vê incrementado o seu prestígio com essa atribuição porque, dali em diante, passa a fazer parte do seu quadro de Doutores tão destacada figura.

Será por tudo isto que consta, e li escrito, que o Dr. Pedro Coelho vai receber essa distinção da Universidade de Quioto no Japão. Cavaco até já disse ( ainda não disse?) mas se não disse vai dizer, que é uma enorme honra para o nosso País. Assim como uma medalha olímpica!

Mas eu, talvez por desatenção minha ou porque teimo em não dar relevo a muitas coisas que à minha volta se passam, não consigo, por muito esforço que faça e por muito que vasculhe, descortinar onde é que aquela Universidade foi  buscar aqueles méritos todos para lhe conceder tamanha distinção : DR, com letra grande, “ Honoris Causa”.. Mas, por favor, elucidem-me se eu estiver desmemoriado.

Terá sido o curriculum que lhe enviaram? De gestor consagrado, de economista  premiado e de político acabado? Terão sido todas aquelas teses político-científicas que durante a sua vida com outros concebeu e acompanhou e que deixaram doutrina, como aquele movimento “ Pensar Portugal” fundado em 2001 ou então aquela “ Plataforma de Reflexão Estratégica- Construir Portugal” de 2008? Terá sido por ter sido responsável  financeiro por empresas como a Tecnoforma, que nem vale a pena dizer o que fazia porque não fazia nada, ou daquela ONG famosíssima por ter tido aquela intervenção em Cabo Verde que não passou do papel e dos fundos conseguidos? Terá sido por, tendo quatro filhos, três Padinhas e um Ferreirinha, ter contribuído de modo assaz significativo para o equilíbrio da nossa demografia? Terá sido? Ou terá sido aquele “ best seller” que a Felícia Cabrita, essa reputada jornalista, escreveu e que intitulou de “ Um Homem Invulgar” que pôs os olhos em bico àqueles Japoneses?

Mas não, não creio que tivesse sido isso ou, pelo menos, só isso. Cá para mim só pode ter sido aquele seu discurso de tomada de posse, em Julho de 2011, em que ele, entre outras coisas afirma e passo a citar: “ …Procuraria que o Estado desse exemplo de rigor e contenção para que haja recursos para os que mais necessitam…Teria como tarefas prioritárias do Governo: estabilizar as finanças, socorrer os mais necessitados e fazer crescer a economia e o emprego… E prometeu ainda que: Ninguém pode ser deixado para trás. Não queremos uma sociedade que abandona os seus pobres, que ignora as pessoas com deficiência, que não socorre os seus aflitos, que esquece os seus emigrantes, que rejeita os que procuram o nosso País para trabalhar e viver, que desampara os seus idosos e que se fecha aos seus desempregados…”. Fim de citação.

Realmente depois de terem lido este seu discurso não lhes restava outra opção. Mal comparando eu até acho que, perante isto, até um Papa, que não este, faria dele um beato. A Universidade de Quioto concluiu ele ser mesmo um “ Homem Invulgar”…

NB- Também consta, mas não está escrito, que Relvas também quer ser. Que tem direito a ser e que até já há uma Universidade Brasileira, em honra ao seu mérito no intercâmbio comercial Luso-Brasileiro, que lha vai conceder : a Universidade de EQUIVALENCIÓPOLIS.  Nem mais…

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