PODE ALGUÉM SER QUEM NÃO É?

Perguntava o Sérgio Godinho numa das suas canções/poemas e com toda a razão. E eu, que escrevendo estou, só lamento que, falando do que vou falar, esteja a escrever numas folhas de um caderno que custou dinheiro, ter um logotipo e este ter sido idealizado para outras coisas, que representa algo que custou e custa muito a fazer, que existe e tem nome, que envolve pessoas e esforços e não merece que, à custa deste tudo, eu sobre o que vou escrever escreva. Nesse caderno, bem entendido. E esse caderno tem um nome e o nome é PROTEU! Quem sabe o que é sabe e quem não saiba que procure saber porque esta Marca dá trabalho, dá emprego e luta numa economia que se quer pujante e activa. Fica aqui a minha penitência mas, escreva eu o que escrever, ela não sofrerá por isso porque, no fundo, quem a violenta sou eu, escrevendo sobre o que e sobre quem vou escrever mas, ela e os seus dedicados promotores, a quem tanto devo, vão-me perdoar… e, reiterando, fica aqui o meu registo de interesses, para quem saiba e para quem não saiba. Mas, quem não saiba, procure saber, porque é coisa séria, ao contrário da pessoa sobre quem vou escrever.

Podem dizer-me, e com toda a legitimidade e justiça, podias escrever numa folha lisa e em branco que também temos muitas mas aqui, penitencializando-me eu digo : perdoem-me mas é o que tinha à mão. Mas devia ser mais consciente e não conspurcar um nome digno com uma coisa menor que, e o problema está aqui, faz de conta que é maior. Mas, por ser honesto e tentando salvar a face, meus queridos promotores e amigos, fiz o que me competia : utilizei a contrapartida e fiz a devida publicidade! Para salvar a face, já que uso de honestidade…

Depois deste arrazoado todo, que quem percebe percebe e quem não percebe devia procurar perceber, vocês, meus dedicados e sofredores leitores, podem perguntar, e perguntar com toda a razão, de quem é que este “ Gajo” , aqui com letra grande não faltava mais nada, está a falar? E também têm toda a legitimidade em dizer “ Gajo” referindo-se a mim, que sou quem apresenta a tese, mas deverão dizer “ gaijo”, com letra pequena, tal como se diz quando  nos referimos a gente pequena, porque a pergunta é mesmo essa: quem é, finalmente, esse “ gaijo” a quem me quero referir e que pretende ser, na realidade, aquilo que não é?

É que o “ gaijo” não sendo realmente nada ele é: é vice presidente do PSD, o maior Partido da coligação que governa este pobre e desditoso País, e seu porta voz. Deste País pobre e desditoso que, sendo pobre e desditoso, ainda tem a desdita de ser governado por quem é, de gente irrevogável, inimputável e irresponsável e que tem este “ gaijo” por “ spin”, isto é, aquele que vem proferir aquelas tão tolas frases que, mesmo sendo tão tolas, são a resposta que apresentam como fresposta resposta a qualquer iniciativa que o seu Partido teme como perigosa para os seus interesses, porque a acham para isso perigosa e, para além de todos os dislates linguísticos que todos conhecemos, teve o seu epílogo e a sua quase exegese naquela tão profunda, premonitória, imemorial e definitiva frase que, mesmo digna dos anais da ciência política, ninguém entendeu, ninguém no seu perfeito juízo percebeu e, na pior da hipóteses ninguém alcançou mas que, saindo de quem saiu, cheirou a oráculo : “ O PS e o Syrisa estão unidos no desejo de destruir a Europa”. Assim, sem mais!

Eu quando li isto nem queria acreditar! Ele poderia dizer, muito simples e rancorosamente, que face ao que aconteceu aqui ao lado, em Espanha, aqui mesmo ao nosso lado repito, que o PODEMOS e os CIUDADANOS, e pode acrescentar o sopro do Syrisa, mais as coligações todas contra tudo o que ele, por mais que revolva o seu pequeno cérebro, não percebe por muito que pense, ele poderia dizer ser contra natura e desafiar as sagradas Instituições como elas estão, ainda acrescento eu, formatadas, mas não! Lembrou-se do PS! Por dizerem e afirmarem precisamente o contrário? Por insistirem na manutenção deste “ satus quo” que sustenta esta velha, anquilosada, osteoporizada e decadente Europa? Pensando e agindo como eles, os seus, pensam e agem? Não, não é por isso…saiu-lhe! Não sabe mais nem dizer diferente, é o que é! Quando não se sabe para onde ir todos os caminhos são perigosos…

Mas, descontando este já conhecido e reconhecido devaneio, eu sou levado a pensar, trazendo à liça o título deste texto que, “podendo alguém ser quem não é”, não estando convocando alguém que, sonhando alto, não tem os pés bem assentes na terra ou pensando em alguém que, alcandorado a algum lugar, não se perceba como lá chegou, assim como um tipo que de repente fica rico e ninguém sabe como se não é notícia ter-lhe saído o euromilhões, estou a aceitar existir alguém que, sendo polémico e mesmo não satisfazendo os requisitos que eu concebo ideais para se ser “ alguém” afinal,  o seja! E, pese tudo e o seu contrário, eu dou um exemplo escorreito, simples, linear e penso que absoluto : JESUS! Não o Cristo mas o “ JASUS”. Estão a ver? O “ Jasus” não incorpora quaisquer requisitos que eu instituo como essenciais para a minha admiração, não lhe reconheço qualquer pensamento, qualquer ensaio, qualquer escrito ( e daí, ao contrário de muitos e muitos, ainda ninguém tenha sobre ele um livro escrito ) ou publicação que me levem a tê-lo como referência em qualquer tema, seja ele qual for, mas…dou por mim a respeitá-lo! Porquê? Porque naquilo que faz, seja polémico ou não, é bom e reconhecido como bom! Diria até, como sportinguista que sou, que é Muito Bom, tão bom ao ponto de não desdenhar tê-lo no meu clube de coração!

Poderia divagar e ir para outros campos com muita facilidade mas, para isto não passar em branco, até vou fazê-lo. FRANK SINATRA, por exemplo. Como homem, como ser, como cidadão, como exemplo de vida…um “escroque” e perdoem-me a falta de um adjectivo mais doce. Como cantor enfim…por tão difícil de catalogá-lo ficou para a eternidade como “ The VOICE”. Mas, ainda no futebol o MESSI, e eu aqui sou mesmo insuspeito porque, mesmo que irracionalmente, o tenho como um dos meus ódiozitos de estimação, porque não gosto dele e pronto , mas fico rendido à sua genialidade e o “gajo” é mesmo do outro mundo como agora se diz e ele não tem culpa de não ter um metro e oitenta de altura e dezoito ou vinte centímetros de comprimento para andar rodeado de “ gaijas” mas ao menos não anda por aí a tirar a camisola  para mostrar os músculos como aqueles que isso fazem porque têm vergonha das vergonhas que possam mostrar. Estão a ver, não estão? Ele alguma vez disse alguma frase, alguma vez falou de alguma coisa em concreto fosse ela o que fosse? Nunca! Ele é só aquilo que é e, por isso mesmo, está na galeria dos melhores de sempre naquilo que faz, só sendo ultrapassado pelo “ Deus” MARADONA a quem, sendo a prova terrena de que Deus existe como alguém muito felizmente disse, eu tudo perdoo.

É simples, não concordam? Não há, para todos nós, “gajos” que até detestamos mas respeitamos? E porquê? Porque fizeram ou fazem algo de relevante uns, outros porque estudaram e apresentaram ou apresentam pensamento estruturado, outros porque fizeram ou fazem obra reconhecida no seu campo, outros porque mostraram ou mostram dignidade e coerência… não há? Há e há muitos, felizmente.

E isto tudo para concluir: e este “ gaijo”? Como parenteses, não sei se já repararam na subtil diferença que eu faço entre “ gajo” e “ gaijo”. É que “ gajo” é um senhor “ gajo” e “ gaijo” é simplesmente um “ gaijo”. Quem não andar atento a estas subtis diferenças até pode achar estranho pensando que a diferença que aquele “i” apresenta é só um regionalismo mas não, ele faz toda a diferença: um “ gajo”  é um “ gajo” e um “ gaijo” é um projecto, um arremedo e é assim como aqueles seres advindos dos espermatozóides que ficaram para segunda escolha, um sub-produto sem razão, uma degenerescência em suma! Quem é este “ gaijo”? Que é que ele fez na vida? Que é que ele trouxe de novo, de novidade, de modernidade, de visualização, de orientação e de exemplo para todos para ser o que é? NADA! Dizem que é licenciado não sei em quê mas pouco importa, mas que deixou dívidas enormes e monstruosas na Câmara de Gaia. Que se introduziu na Política com aquela esperteza tradicional de um indivíduo ambicioso, mas esperto, que jogou com a imbecilidade dos outros, porque a sua imbecilidade foi sempre superior à dos outros e conseguiu fazer crer que a sua imbecilidade sendo superior à dos outros, que sendo imbecis não são capazes de ter a esperteza de o demonstrar, conseguiu arrebanhá-los para uma causa : a de fazer eleger um outro imbecil mas mais imbecil ainda! E é obra!

Mas ele esperto é e eu tenho que aceitar. Mas sabendo todos nós a diferença entre “ esperteza” e “ inteligência” sabemos também que a “ esperteza” é apanágio dos animais e a inteligência própria dos Homens! Esperto é o cão e inteligente é o Homem, não é?

Mas o “gaijo” anda agora um pouco acossado e sabem porquê, não sabem? Mas, apesar disso ele manda “ bitaites” e autênticas “ pérolas” que os jornais do regime, sempre á procura de pérolas, reproduzem sem qualquer arremedo de ponderação da sua autenticidade, assim como  voyeristas adicionados que distribuem soporíferos à criançada para que não se mexa e psicotrópicos às pessoas para as fazer dormir. Cambada de cabrões…

Como este “ gajo” de que, apesar de ser menor, eu falo conspurcando estas folhas que o não mereciam. Não para lhe dar a importância que ele não tem mas para a que ele, por mal dos nossos pecados, diz representar. E representa-a como um bobo da Corte, aquele infeliz que com os seus truques e tropelias faz dormir os Reis, as Rainhas, seus vassalos e mais suas enfadadas damas.

Mas de quem falei eu? Será preciso fazer um desenho?

Pronto, eu não faço mas oriento: Tem barba e óculos como eu e todos os que têm! Tem cabelo, e eu não tenho, mas sempre bem penteado. Fala monocordicamente, num adequado tom “ blazé”  sem se despentear, não mexe o corpo quando fala e é um “ pulha”. Faz de cordeiro na fala mas é um cabrão. E, ainda por cima, usa um nome clássico: Marcantónio!

Querem que desenhe mais? Eu sei que vocês podem dizer: mas porque não desenvolves  mais? E eu respondo:  é que eu não sou dado a coisas pequenas! E perguntam também : mas porque é que esta excrescência de gente diz isto como quem diz uma anedota? Porque já ninguém lhe liga e eu, com este texto, quero fazer-lhe o epitáfio. Ao bobo da corte!

Ainda se fosse um jogral…

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