A C(L)ARA do dono (Texto Revisitado)

NOTA INTRODUTÓRIA: O Facebook lembra-me que, há precisamente dois anos, eu escrevi e publiquei este texto no meu Blog “aesquerdadozero”.

Olhando para o percurso da dita dama nestes dois anos, principalmente para as suas recentes prestações no “Eixo do Mal”, julgo ser de manter na íntegra o que então escrevi e que agora, de um modo mais abrangente, partilho, sem retirar absolutamente nada ao que então pensava. Mais: até poderia algo acrescentar, mas a volumetria da adjectivação usada é suficiente.

Como costumo dizer, ele há pessoas que se acham mesmo muito…

“A Clara não é um ovo porque não tem gema. É uma impossibilidade de ovo. Falta-lhe aquilo que faz do ovo um ovo. A Clara é um projecto de ovo. Só consegue fazer castelos, balançantes qual geleia, sem solidez nem estrutura. Não passa de coisa branca, gosmenta e pegajosa.

A Clara é plasticina, uma massa que se molda e se deixa moldar. Não tem vontade nem respeito próprios. É maleável e moldável e nunca completamente solidifica.

É uma ave com dono. Tem dono sim e só a ele ela obedece. Durante quatro anos, e às vezes nem tanto, ela é deixada fora da sua gaiola e lá se solta, livre e disponível. E então ela lá disserta, fala, escreve, entrevista, viaja e tudo reporta na sua caprichosa pluma. E sempre na primeira página depois do virar da capa.

Nesses “ durantes “ ela, como outros como ela, é do contra, não concorda, cutuca, critica, vocifera, maltrata, diminui, apelida de imbecis, de ignorantes, de boçais, ela subtrai, fulaniza e é sobranceira. Dá asas à liberdade condicional que o dono lhe concede. Mas apenas nesses “ durantes “, onde ela é tudo e não é nada, onde é de tudo e de todos e onde mostra à saciedade o seu diletantismo. De resto é uma Clara obscura.

Mas quando chegam os “ finalmente” tudo nela se muda : volta para a gaiola e obedece fielmente ao seu dono. Dono que, como muitos outros, também muda. Como mudam todos os que no “ durante “ se mostravam liberais, com social a rodos e compadecidos com as pobres vítimas da austeridade. Mas com os “ finalmente ” todos mudam. Todos voltam ao realismo e ao pragmatismo do alinhamento. Neles com naturalidade mas na Clara por empatia. Até anticomunista se afirma ser e sempre ter sido. Porque sabe ler a História, diz ela. Ela que já foi tudo: já foi escritora, jornalista, liberal e socialista, santanete santanista, social democrata e de esquerda, da direita e do centro, já foi até socratista, já foi do alto e do baixo… e do tacho. Diz que conhece a História mas só agora a ela chegou e pela direita baixa.

A Clara é a c(l)ara do dono. É uma vespa que zoa, que chateia de tão barulhenta, que faz ninhos onde não deve nem é benvinda, dá repulsa e é mau agoiro. A Clara é como a clara do ovo: parte-se, bate-se e reparte-se mas só dá para bolo sobrante. De pouco vale. Ela é uma vespa quadrada!

A Clara é uma pseudo-chique de Campo de Ourique e uma fútil snob. E é maluca : só vez fantasmas. A Clara é oxigenada e não sabe que cor tem. Nem no cabelo nem na pele. É basificada e por baixo da base tem bigode. E pêlos. Não como a Frida que os mostrava. Ela oculta-os por baixo da base. E dos anos. A Clara não tem cu para a esponja.

A Clara pensa ser uma Pitonisa mas não passa de pífia Bacante. Ela é vetusta. Uma valquíria de porcelana barata.

Ela não gosta de quem gosta de quem ela não gosta. Ela não gosta de quem eu gosto. Por isso não gosto dela.

Ela é uma anticomunista aberrante. Satisfará um Arroja?”

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