Na DEFESA do ELOGIO

“A minha luta são as causas e não os casos”. Afirmou TIAGO BRANDÃO RODRIGUES, respondendo às constantes críticas que lhe eram dirigidas pela oposição e outras entidades a propósito da questão do estudo que ordenou fazer acerca dos chamados “contratos de associação”, entidades essas que muito melindradas ficaram, por ou não terem percebido do que realmente se tratava ou porque embarcaram na lancha rápida que a Direita resolveu lançar para, com demagogia e cinismo, aproveitar o rastro das ondas que a mesma deixou.

Ondas essas rapidamente cavalgadas por Passos Coelho, por exemplo, que não se coibindo mesmo de ultrapassar as fronteiras da decência, não hesitou em passar para o lado da “baderna” política e acusar o Ministro da Educação de desejos insondáveis que ultrapassavam mesmo os dos objectivos da própria Educação. Se o ridículo matasse ele já não existia e instado a concretizar apenas disse ter sido bem claro! E resolveu reiterar.

Mas disso tudo já sabemos, e sabemos também já o essencial da sem vergonhice que ostenta e da incapacidade que demonstra em assumir, explicando e concretizando, aquilo que diz. Mas disse e, sendo um facto, o anátema está criado e, não fosse nós conhecermos o titular do cargo da Educação, e não fosse a defesa cerrada e definitiva que teve, primeiro por parte de membros do Governo e depois, e de modo categórico, pelo Primeiro Ministro António Costa, alguma dúvida sempre ficaria a pairar em grande parte da opinião pública, nomeadamente da mais incauta ou alinhada.

Já aflorei o tema no artigo anterior que publiquei mas, tratando-se de pessoa que eu e grande parte dos meus Amigos bem conhecemos, isto não pode passar em claro, nem sem a nossa manifesta e irredutível solidariedade.

Não vale a pena repetir as graves insinuações que lhe foram imputadas, mas vale a pena raciocinar acerca dos motivos que levaram a Direita e Passos Coelho em particular a assim procederem. E também acerca dos motivos da defesa e do elogio, que é o principal motivo do texto.

Eu julgo que os motivos são essencialmente dois: um, o da falta de temas políticos fracturantes onde pudessem impor a sua conservadora visão política do país e do mundo e a outra a de, não conhecendo verdadeiramente o Ministro, acharem que por ser ainda jovem, vir do estrangeiro e não ter tido actividade política assinalável, tanto no passado como nos tempos mais próximos, seria um alvo fácil de abater, tanto mais que veio ocupar um dos ministérios historicamente mais difíceis e onde o grau de conflitualidade foi sempre elevado. Pensava a Direita que ele seria o elo mais fraco.

Mas, aquando da sua indigitação como Ministro da Educação, eu lembro-me de ver o Dr. Janeca, que o conhece desde o berço, dizer na Televisão esta coisa lapidar: que ia, sim, para um dos Ministérios mais complicados, mas que o Tiago, que entra do mesmo modo e à vontade na casa do mais pobre como no palácio do mais rico, teria força e saber para suplantar o desafio. Lembram-se?

E a verdade é que não sabiam de quem se tratava, nem pretenderam saber das razões por que António Costa o foi desafiar à sua quietude de investigador em Cambridge. Não sabiam, depois os jornais fizeram saber, mas, mesmo assim, não quiseram saber e pensarem ser ele o elo por onde começaria a desmanchar-se a “geringonça”.

Causava admiração que um tipo que nem pelos “jotas” passou pudesse ter sido alcandorado a um Ministério daqueles. Como é que ele, não tendo passado pelos “jotas”, nem pelas suas Universidades de Verão, a não ser a do Tabuão e dos Festivais de Coura, como eles, pivetes com já assinalável senilidade mental, onde aprenderam, depois dos colégios privados chiques que frequentaram, as teorias neoliberais da subida na vida a qualquer custo, chegou onde chegou? Eles que pensavam que só eles e mais ninguém, estavam preparados, porque leram Montesquieu ou o “Príncipe” de Maquiavel e as estórias daquelas heroicas lutas nos congressos, para serem secretários de estado ou ministros! E os “ganapos”, perguntando-se de onde terá aparecido um “ovni” daqueles, juraram fritá-lo em lume brando…coitados!

E o supremo líder deles todos, o tresloucado Passos Coelho, vivendo no seu imaginário mundo, um mundo que só ele conhece e onde o virtual se sobrepõe à realidade, e onde o saber e a ciência são coisas obsoletas, não cuidou sequer de saber que sendo, afinal, a coisa de fácil compreensão, o seu próprio eleitorado já admitisse nas redes sociais e não só, o seu, dele, completo desnorte e isolamento na defesa do indefensável.

Muitos começaram a arrepiar caminho e muitos deles confirmando até o óbvio: que o que o Ministro propõe é o certo, é o razoável e não admite sequer discussão. O Pedro Marques Lopes escreve até no seu Facebook: “O pior para o PSD é que não acredita que o grosso do seu eleitorado percebe que o partido que está sempre, e bem, a berrar contra os gastos públicos, venha defender que se pague a privados o que o Estado já disponibiliza”. Mas depois, lendo os comentários de gente social Democrata, atesta-se bem do grau de incómodo que a criatura nas suas hostes já gera.

Mas António Costa, homem inteligente e fino, aquando da sua entrevista à SIC, e já nos corredores, numa brilhante, viva, honesta, emocionada e genuína declaração, fez aquilo que nunca eu vi fazer a um Primeiro Ministro: a defesa altruísta e justa, acrescida de esclarecido elogio, a um Ministro! Justa e emocionante. Não vou aqui reproduzi-la porque já todos a sabem mas, realçando no final a sua inequívoca estima e consideração pelo TIAGO, consubstanciou aquilo que eu no título deste texto desejo realçar: A DEFESA DO ELOGIO! A minha defesa e a nossa defesa, estou mais que certo, do seu elogio ao TIAGO!

Foi bonito e eu, todos os Courenses, e muita mais gente que o conhece, ficamos de coração cheio. Não só por ele, porque o conhecemos, pela sua vida e seu percurso, pela Zé e restante Família, pela sua honradez, pela sua simplicidade e sua enorme inteligência, por tudo isso, claro, mas também pelo ANTÓNIO COSTA, pela sua pessoa e pela Grandeza do seu acto.

Ser-se Grande é ser-se assim. É não abdicar da verdade. É ser-se superior. É compreender e é saber. É saber que acima da má criação, do oportunismo, da raivece ou da inveja, há sempre alguém bem mais preparado nos princípios e valores que têm que ser defendidos e os exerce naquilo que devia ser a sua normalidade. Por isso o gesto de ANTÓNIO COSTA me caiu tão fundo porque representou a junção de tudo isto.

O TIAGO não é um elitista. O TIAGO é um ser normal. A jornalista do Correio da Manhã, que o perseguiu para saber da sua vida, a coitada de tão habituada deve ter ido procura-lo ao PAB ou ao Gambrinus e foi encontra-lo no Restaurante “O Courense”, em Lisboa. Também poderia estar num Barquense, Limiano, Vianense ou Caminhense. A coitada não sabia e descobriu, helas, que só bebia H2O (água)! Um defeito que eu lhe aponto, mas pronto, quem não tem defeitos?

Mas TIAGO BRANDÃO RODRIGUES é e continuará a ser o nosso Ministro da Educação. Com todo o nosso orgulho!

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