QUEM TRAMOU “(Peter) STEPS RABBIT”?

Não foi certamente a Jessica, nem a Kathleen Turner que dá voz à mesma. E não há nenhum mistério à solta, nem detectives engabardinados e outros que tais, como no tal filme que, na altura, me fez rir a bandeiras despregadas…

Não: o único pormenor, azar?, é o seu nome em estrangeiro coincidir com o da Jessica e do Roger e eu achar piada a isso! E, muito embora o nosso “Rabbit” não ser personagem de ficção, apesar de já sobre ele alguém ter escrito um laudatório livro (a Felícia Cabrita, lembram-se?), a sua vida dava um filme e o guião, não podendo ser escrito pela Felícia, pois ninguém sabe dela, teria que ser escrito por alguém com aptidões e adequadas competências na sua envolvência e, para tal empreitada, eu só vejo um nome: O Saraiva! Esse mesmo! O que não tendo ganho o Nobel com o livro, de certeza seria nomeado pela Academia de Hollywood para o Óscar de melhor guião…e, impondo-se ao seu amigo “Rabbit”, convencendo-o das largas hipóteses de o ganhar…

Até porque, tendo sido por Saraiva desobrigado das obrigações que perante ele tinha contraído, mais livre fica o caminho para a sua liberdade criativa e a obrigação de agradecer a desobrigação de que foi libertado, ficaria assim saldada. Como costumamos dizer: “Uma mão lava a outra e…”, não é verdade? Sigamos, pois…

Mas o nosso “Rabbit”, uma pessoa fora do comum, como dizem ter escrito a Felícia, não fez da sua vida uma correria e andou sempre “step by step”, fazendo jus ao seu nome, devagar, devagarinho e, depois de concluída a licenciatura aos 37 anos, lá foi construindo alianças, umas tímidas e desalinhadas, outras, mesmo de diferente índole mais dolorosas, mas alianças, até que…até que chegou ao Ângelo, que depois trocou pelo Relvas, este pela Ângela e, no final de tudo, todos eles e elas pela Marilu!

E foi a sua desgraça a Marilu ( ele há mulheres que nunca se deveriam atrever a atravessar-se no nosso caminho…), foi a sua tentação, qual Jessica Rabbit…

Foi ela que provocou o “irrevogável”, catapultando assim o Portas para dono efectivo daquela coisa toda, foi ela que fez dele o nosso embaixador itinerante de negócios de todas as cores, de empreitadas, de armas, de “golds” and so on…foi ela que fez com que ele, o seu “Rabbit”, mentisse a Bruxelas, adiasse o Banif e esquecesse a Caixa! E ele, o nosso querido “Rabbit”, fazia que mandava mas, no fundo, era o outro que, em troca da sua solidariedade, lhe exigia tudo em troca, resultando tudo nas mentiras da sua bem amada Marilu: no cumprimento do PIB que falhou, na devolução da sobretaxa quera para ser toda, passou para metade e depois para nada, mais um rotundo falhanço, enfim…uma tragédia!

Até que ele, o outro, o abandonou, e o deixou entregue à Marilu e do lado de lá, separados de facto e já sem as dedais alianças, apareceu-lhe outra mulher, a Cristas! Já é azar uma, agora duas… E ela, a Cristas, apesar de também mentir com os dentes todos (apanágio comum de quem passou pelo seu governo) tem uma vantagem: é cristã, cristianíssima, vai à missa e confessa-se. E confessando-se, já pode pecar novamente e assim sucessivamente. E o “Rabbit”, mais a sua Marilu, que conste não, não são dessas coisas e não se dão ao trabalho desses exercícios de regeneração e das inevitáveis penitências e começa a ser cada vez mais acossado pelo que diz agora e que é o contrário do que antes dizia…E não vai ao confesso…

E, perante tudo isto, o nosso querido “Rabbit” meteu-se na sua toca e começou a disparar contra tudo o que é caçador e o rondava, fazendo com que, num acto de desespero, fizesse o contrário do normal: passou de caçado a caçador. Mas, sem munições de jeito, recorreu a quem? A uns franco atiradores: O José Gomes Ferreira, que o corrobora na sua acusação de saque fiscal à classe média, o Camilo Lourenço que diz por ele que este OGE não deveria passar em Bruxelas, e que devia ser mesmo sancionado, por vir a ficar só uma décima abaixo do comprometido com Bruxelas, e não duas como tinha afirmado, mais os outros todos que, secundando a Marilu, dizem que este OGE é uma desgraça e tira a muitos para dar a poucos…! A mim, por exemplo, não me dá nada e não sou tão pouco assim…

E esgotadas as munições, todas elas de pólvora seca, o nosso querido e amado “Rabbit” tem estado mudo e quedo na sua toca donde, de vez em quando, de lá sai para anunciar o fim do mundo, qual contemplativo eremita e depois, por ausência de audiência e cansaço acumulado, ele recolhe novamente à sua toca. Onde já ninguém o procura nem quer caçar, pois já não há caçador que o queira ostentar como troféu…Os “Pokemons” ou lá o que isso é são irreais e parece também já terem passado de moda…

Em Lisboa, um tipo que não gosta do “Rabbit” e por isso nunca o quis caçar, foi nomeado por um tipo qualquer seu inferior para fazer um programa eleitoral para as Autárquicas em Lisboa. Um tal de “Joseph Edwards Martins”, um tipo que aparece muito nas TV,s a discutir assim com uns esquerdalhotes como o Daniel Oliveira, o João Galamba, o Rui Tavares ou o Pedro Adão e Silva e o Francisco Mendes da Silva, um direitola que, no meio daquela selva toda, até parece igual a eles, para que o “Rabbit”, perante aquele programa, escolha um nome à medida!

Assim como que um fato à medida, como antigamente se fazia, e ainda hoje alguns ricotes fazem, mas têm um privativo, mas para quê? Agora vai tudo ao pronto a vestir, onde há para todos os gostos, alturas, larguras e medidas…

Mas dizem que o “Martins” não vai e vai ter que ser outro a decorar o programa para combater o Medina. Ele tinha um Medina que também tem Carreira ali à mão, com punções para todos os males, mas o Carreiras lembrou-se de chamar o Isaltino, que já o conhece de carreirinha e mandou o Carreiras dar uma volta mais o Carreira! E parece que lhe disse: trabalhar para os teus “Rabbits”, nem por um par de charutos… E quem, assim, tem feito a carreirinha é o Medina, que já nem de programa precisa…

O lugar do nosso “Rabbit”, do nosso querido “Rabbit” passou a ser na sua toca, ou lura como também chamam àquele habitáculo, de onde continua a, de vez em quando, sair, para apanhar ar ou dizer umas graçolas, assim exactamente iguais às que sempre disse, e para anunciar que o fim do mundo não chegou, mas vai chegar ainda e ele vai estar pacientemente à sua espera, eternamente se for preciso, como qualquer eremita…

Mas, nesse seu ermitério, que poderá ele fazer? Rezar? Para apressar o fim do mundo? Pensar? Mas pensar em quê e em quem? Na Marilu, que consta o vai substituir. Rogar? Rogar por quem? Só se for pela Marilu para ver se ela consegue salvar o mundo, já que ele não o conseguiu? Meditar, mas meditar no quê se da vida só teme o pior?

Eu acho que um convento era o sítio certo, sim o sítio certo onde poderia purificar a sua alma e rezar, sim rezar, para que o mundo se converta aos seus ideais….

Que, já agora, quais são?

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