ANTÓNIO COSTA e a TVI.

Para o entrevistar a TVI mandou dois pesos pesados: o Director, o Figueiredo, e o director Carvalho!

Foram à sede oficial do Costa, coisa simples e comedida, e julgando-se preparados deram com uma parede firme, de betão sólido, mas, ao mesmo tempo, maleável e temperado com aquele aço que, mesmo mantendo as paredes fortes, as permitem balançar, nunca caindo. Tal como aqueles edifícios que, sofram tempestades, abalos ou seja lá que for, até podem balançar, mas mantêm-se hirtos e de pé!

Foi assim a entrevista que, supostamente pretendendo ser agressiva, se transformou num diálogo, sereno, calmo e positivo, tal como o nosso Primeiro Ministro é!

Compareceram com pólvora, mas pólvora seca, logo se concluiu. E até me deu vontade de rir quando apareceram com aquelas paredes que mais não eram que aquelas de crianças: paredes de água…

E o António Costa, para quem o trabalhar, discutir, e chegar a consensos com aqueles “radicais” todos se afigura coisa simples (entendemo-nos no que nos entendemos e o resto não vem à colação…), figura atenta, experiente e sábia, logo respondia: “ainda bem que me faz essa pergunta…” e, fazendo apelo ao seu calo e inteligência de saber e traquejo feitos, tudo superava, com uma lucidez e afirmação que não deixavam quaisquer dúvidas…

“Não têm mais perguntas”, dizia Costa! Mas o tempo escasseava, os compromissos comerciais mais altos se levantavam…” mas estejam à vontade, dizia Costa, façam todas as perguntas que entenderem…”…

Eu nunca tinha visto nada assim, confesso! Nunca na vida tinha visto tão à vontade, sinceridade e convicção nas respostas e desafios que lhe eram lançados. A defesa da “ Geringonça” feita de maneira distintiva e profunda, a distanciação comparativa com o anterior governo, a tranquilidade das relações com Bruxelas, a acalmia social, aquela linguagem simples e sincera, feita de opções claras e reiteradas, a confiança, a redução efectiva do défice, a baixa do desemprego ( mas como é possível se a economia pouco cresce,  como se não houvesse, num País como o nosso, feito de pequenas e médias empresas, a Microeconomia, pujante, afirmativa e ciosa da sua subsistência…), que só a paz social e o equilíbrio da confiança permitem…

Nunca tinha visto uma entrevista assim de um Primeiro Ministro, confesso e, repetindo, nunca tinha visto tamanho à vontade e naturalidade. Daí que a última pergunta feita tenha sido: “Sente-se satisfeito, feliz, tranquilo, ou seja lá o que for, porque só decorei o sentido, ele tenha respondido, com toda a naturalidade: “Acham que, se assim não fosse, aqui estaria?”. Inocentes é apenas, e com toda a condescendência, o que eu lhes posso chamar…

A Manuela Ferreira Leite, entrevistado pelo Carvalho, logo a seguir à passagem da entrevista, pretendendo dizer o que não lhe apetecia dizer, descaiu-se, a acabou por dizer aquilo que, na verdade, não lhe apetecia dizer. Referiu pormenores… e isso, até eu…!

A entrevista foi deprimente por um lado, por falta de objecto, e gloriosa por outro, por substância!

É o tempo da “Geringonça”, superiormente dirigida por um Homem de Estado, como poucos, e o resto é conversa…

Bravo António!

 

 

 

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