O “PRECÁRIO” PASSOS…

Passos Coelho, ainda não ciente da sua precária situação como líder do PSD e muito menos ainda totalmente restabelecido da profunda depressão que o atingiu quando descobriu que, pese o “pin” na lapela, já não era o Primeiro Ministro de Portugal, uma depressão tão profunda como aquela em que ele mergulhou o País, mudou de estratégia desde que, como eu disse anteriormente, foi a um “Exorcista”…

Agora o “Diabo” já não vem e só virá se…se vier! Mas ele, qual Padeira de Aljubarrota, cá estará de pá em riste para o combater! Ele será o “salvador” e está destinado para isso mesmo: para ser o “salvador “da pátria e pergunta sempre, e acerca de qualquer medida mais redistributiva ou de higiene social que o Governo promulgue, “Quem é que vai pagar depois…?”.

O nosso, que não dele, Presidente Marcelo, já farto da lengalenga, resolveu “defenestrá-lo”, assim qual Miguel Vasconcelos! Vai lá carpir para outro lado e…atirou-o janela abaixo!

Salvador, tu? Do BPN, do BES, do Banif, do Novo Banco, da Caixa…do sistema financeiro? Mas ele, enquanto caía gritava: não é desses que eu falo…a Marilu é que vos chamou de “iletrados” financeiros, não fui eu…eu só falo do Resgate! Fui eu que salvei o País da bancarrota…e esparramou-se no chão da rua…

Do tal Resgate que na anterior campanha ele jurou que não pediu: quem pediu foi o outro! Mas não aceitou que fosse o outro a cumpri-lo e chumbou o PEC IV para ser ele o “salvador”. E achando que as regras que nos eram impostas no PEC IV eram demasiadas, naquele seu voluntarismo de precoce e imaturo jovem, aceitou tudo o que impuseram e achou pouco! Batam mais, dizia ele, que a gente aguenta, agora transformado em diabólico “sado”..

Mas isso são já águas passadas mas, para todos os efeitos, ele ainda acha que foi ele quem “salvou” o país, que o País isso lhe deve e, portanto, não compreende tanta animosidade contra si. Até o Marcelo… Ele, bastião da disponibilidade, sempre preparado e pronto para punir quem se porta mal, aqueles que violam a sacrossanta contenção do consumo, grave pecado, os que tentam viver como não podem, nem que com mais dignidade anseiem viver…ele lá estará, qual sentinela no seu posto, pronto para os colocar em sentido…

Como os PRECÁRIOS! Neste caso os da Função Pública, a quem o Governo prometeu uma próxima e progressiva integração no Estado e dentro das regras estabelecidas para quem mele trabalha. Não pode ser, é uma irresponsabilidade, diz ele boquiaberto! É ousadia demasiada e porquê? Por duas razões: Pela despesa em si e por ser em Setembro, a um mês das Autárquicas! É preciso ter “lata”, diz ele com toda a “lata”!

Mas aqui, e não ali, é que está o cerne da questão: nas Autárquicas! E é aqui que ele tem medo que o “Diabo” apareça mesmo e ele não tenha como o combater. Mudou de figura o “Diabo”? Mudou, claro! É que ele não tem candidatos nem para Lisboa nem para o Porto e está, em Lisboa, nas mãos da (inteligente) Cristas que, certamente aconselhada por outro inteligente, o Paulo, que desfez aquela sua união de facto e o deixou a falar sozinho, lhe deu um nó cego tal que mais parece até um “Górdio”! E no Porto? Quem se atreve a ir à liça contra o Moreira? O Carreiras diz que o Rio vai acabar por ir… para onde? Direitinho à Foz!

Que fazer, pergunta-se ele, e perguntam-lhe os dele? Não sabe! Só sabe que ele não avança, avança o tanas, ele não pode…No Brasil a tipos destes chamam “frouxo”!

Mas falemos então dos Precários e da questão da tal despesa que a ele, enquanto diz “ não sabemos quem são, o que fazem., o que é que vai custar para o futuro e quem é que vai pagar isso…”, tanto o assusta e o faz sobressaltar.  Mas dei por mim a pensar:

– São Precários mas trabalham, não trabalham? Trabalham, pois.

– E alguém lhes paga, não paga? Paga, pois.

– Então há despesa, não há? Há, pois.

– E é porque são necessários, não é? É. Então?

Pois, eles sempre existiram, o que mudaram foi de estatuto! Eram 100 mil e ele, garbosamente, orgulha-se de ter “despedido” 80 mil! Então não sabe? Deixaram de ser “Precários” pois deixaram de ser pagos pelo Estado. Mas passaram a ser pagos, pior ainda, por esses tristemente célebres empresas de trabalho temporário…Foi aquilo a que eles chamam uma “medida estrutural”! Mas quem ficou a pagar a essas empresas? O Estado! A bola “é cheia de um ar redondo”, dizia o “Toninho Piranha”…lembram-se?

Ele tinha acabado com os Precários! Ele tinha feito a “reforma estrutural”. Ele aliviou o estado de uma carga. Passaram até a contar para os números do Emprego! Portanto, à sua pergunta “ Quem vai pagar depois?” a resposta é: quem sempre pagou, o Estado!

Só com uma diferença fundamental, para ele alheia, que é pagar com regras, com dignificação dos seus trabalhos, com a sua integração no normal funcionamento do Estado, que tem que ser pessoa de bem e tratar do seu futuro, futuro que passa pela estabilidade emocional de quem trabalha, para melhor produzir, para família poder constituir, para estabilizar o défice demográfico, e tanta coisa mais…

Mas, para o “Precário” Passos, essa outra ordem de Precários, uma casta inferior porventura, é apenas um número… E ele quer que eles continuem precários, para que não haja confusões e a sociedade se esqueça da sua “precariedade” …

Mas quem nos anda há anos a apresentar “números” de comédia barata e ópera bufa é ele. Ele, sim, um “Precário” a precisar de urgente despedimento por manifesta “inaptidão…

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