Do POIO do POIARES a outras BUNDAS!

Não é por Carlos Drummond de Andrade que eu vou, descansem! Para plagiador já basta um outro que, ouvi dizer, plagiou não a Bunda, mas o poio saído de uma outra que o Poiares exibe em sua peluda cabeça…

Como devem ter reparado, tenho andado arredado destes lugares. É que estive cerca de dez dias no Algarve, de férias. TV no apartamento eu até tinha, mas nos oito dias não foi ligada uma vez sequer e jornais nem vê-los! Até o meu neto Pedro meteu férias dos desenhos animados. O apartamento serviu apenas para atenuar o cansaço (daquela “cansera”, como diz o Amigo Manuel Azevedo). E que “cansera” Amigo…

De Política só soube a do dia anterior à ida e a do dia anterior à vinda! À ida fiquei a saber que do Poiares saiu um Maduro poio (uma entrevista ou coisa assim…) que continha, no meio de um amontoado de excrementos, uma pífia pérola: “O Costa até pode ser mais habilidoso, mas o Passos tem mais visão de futuro”! Não quis saber de mais nada e disso muito menos!

Fiquei-me pela Praia de Monte Gordo- não sei de onde tal nome provém, nem procurei saber, pois de monte não notei vestígio algum e de gordo menos ainda- e, logo no primeiro contacto com aquela larga, profunda, enorme, mas aconchegante Praia, dei por mim, discreta e circunstancialmente, a rodar os olhos pela dita, uma praia longa, de fina areia e pé até perder de vista, e a pensar naquilo que nela mais abundava, para além da fina areia e da cálida água. E concluí isso mesmo: Nesta Praia o que mais abunda é a Bunda! E que nela, a Bunda, o que mais abundava era a falta de vegetação (tecido), o que faz dela uma paisagem à parte dentro da própria Praia.

A Bunda é constituída, ela sim, por dois montes: uns ainda de aspecto viçoso de quase virgens, tal a hirteza que demonstram; outros já com pequenos sinais de uso e ainda outros, estes mais calejados por tantos anos de “tik-tok”, “tik-tok”, mas todos separados por um estreito e suave vale, onde corre um imperceptível fio, comprimido pelas duas erguidas e simétricas margens, mas desaguando todos num largo e ostensivo estuário, um delta mesmo, direi eu!

Deltas esses do mesmo tipo, mas de variadas configurações: uns de nula vegetação; outros com ela mais aparada e tratada e outros ainda de fauna tão espessa, qual densa mata, que quase nem dá para perceber onde o mesmo desagua!

É a Bunda, a Bunda que só vemos fragmentando o olhar! Assim tipo “frames”! Um olhar que não pode ser fixo, sob pena de nela nos perdermos de ilusão. Mas da qual o olhar não podemos arredar, sob pena de numa delas esbarrar…

E “tik-tok”, “tik-tok”, lá vão elas saltitando cadenciadas numa alternância sem par, mesmo que par nunca deixem de ser. “Tik-tok”, uma sobe outra desce, uma contrai outra descontrai, uma amolece outra enrijece, mas ganhando, e sempre alternadamente, uma nova e graciosa alma.

Se olho em frente vejo Bunda, se desfaço o olhar e para o lado o viro Bunda vejo e se o dirigir para o infinito, uma infinidade de Bundas revejo! Que fazer, então?

A “Bunda é redunda”, dizia o Carlos Drummomd de Andrade, mas também é ímpar quando quer, isso digo eu.

Imaginem atravessar aquela Praia imensa de Monte Gordo em direcção à água, na tentativa de se abstraírem da visão de tanta Bunda e, para além de nesse imenso trajecto se refastelarem de Bundas, avistarem, mesmo que ainda de longe, umas senhoritas enlevadas em descontraída conversa, acerca dos seus pequenotes ali em frente fruindo as cálidas águas das poças que o mar antecipam, só poderá ser, e que, para enganar o cansaço daquela posição rígida, se resolvem colocar em posição de descanso. Uma perna para a frente, outra perna mais contraída para trás. O que é que daí resulta? Uma exposição de beleza sem igual: uma queda mais hirta aguentando o peso, enquanto a outro desanuvia e descontrai. O Drummond de Andrade também diz que “São duas luas gémeas em rotundo meneio de cadência mimosa”, e que bem que ele diz, mas às vezes descansam de tanta cadência, acrescento eu.

Mas, deambulando o olhar Bunda a Bunda, “redunda” ou rotunda, mas todas de natureza e graciosidade ímpares, não deixando contudo nunca de serem pares…cheguei ao fim das férias…

E, como disse, foi quando soube do segundo caso político da semana: o plágio do Passos ao poio que da bunda situada na cabeça do Maduro saiu! E da bunda da cabeça melada do Passos saiu a ideia de exibir o poio que a bunda da cabeça do Poiares expeliu…Uma escatológica depravação, foi o que foi!

É que o Poiares tem a sua bunda na cabeça. E é peluda! Que “HÓRROR”!!!

Até ao ano Monte Gordo! Mas não engordes mais, tá? E “tik-tok”, “tik-tok”, “tik-Tok”…lá vim eu a toque de caixa. Mas para o ano haverá mais, muitas mais bundas! Elas abundam e são eternas!

E assim foi a minha semana Política!

Pelo que : Abaixo o poio e Viva a Bunda!

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