AS CONTAS CERTAS DA CATARINA e do RIO!

Estive ontem a ver aquele espécie de debate entre Costa e Catarina e de tudo o dito o que mais fixei foi que afinal a Catarina também é pelas contas certas!

Mas as contas certas da Catarina são apenas, e como não poderiam deixar de ser, matematicamente certas! Assim do mesmo modo que a uma despesa tem que corresponder uma igual receita e em qualquer qualquer estudo económico para qualquer custo tem que se arranjar um proveito. Assim como dois mais dois são quatro!

Mas a Catarina, que é como todos nós pela diminuição dos impostos, ao propor uma despesa de 30 mil milhões de aéreos em nacionalizações (Ana, Galp, Ren, CTT e nem sei que mais…) que propõe como contrapartida à tal despesa? A emissão de dívida… mas com contas certas, isto é: aos 30 mil milhões a gastar corresponderão exactamente os mesmos 30 a financiar! Certas? Certíssimas…À La Palisse!

Mas nós fizemos as contas, disse a Catarina! Costa ainda lhe disse que nem pensar pois isso corresponderia, não falando sequer dos juros, do impacto que teria esse aumento de dívida nas nossas contas, da retaliação dos demais agentes e do reverter de tudo o que até agora foi conseguido, a retirar fundos ao SNS, à Educação, às Pensões e demais políticas sociais em curso. Mas não, eles fizeram as contas…

Eu, cá bem do âmago do meu ser, também penso como a Catarina! Aquelas criminosas privatizações todas efectuadas nos tempos do “Troika o Passos” deveriam ser revertidas. Eu também acho mas, ao contrário dela, sei que tal só será plausível quando tivermos fundos próprios para tal.

O facto deste Governo ter atingido saldos primários positivos ( ter dado lucro, como se diz em linguagem econômica normal) não é um mal em si, como a Catarina afirma sustentando que esse superávit deveria ter seguido de imediato para responder às suas justas reivindicações, mas é a única maneira que um Estado tem, através do equilíbrio das suas contas, de conseguir uma almofada que o proteja de possíveis rupturas futuras.

A Catarina portanto, afirmando-se pelas contas certas, pensa do mesmo modo que muitos: o que interessa é resolver o imediato. Quem paga? Logo se verá!

Mas o mal parece não ser apenas coisa sua pois ainda me lembro, aquando da intervenção do Estado sobre o Banif, das declarações desse prestigiado “economista”, Rui Rio, que deve ter teses e tratados que ninguém conhece, quando depois de ter lido o seu balanço ter mostrado a sua enorme estranheza: mas como pode estar insolvente este Banco quando apresenta uma situação positiva de 600 milhões?!!!

Isto é, as contas estavam certas: o passivo era igual ao activo e até apresentava lucro! Mas este economista de pacotilha que tal afirmou, não tendo este mais crédito já, até lho forneceria. Afinal as contas estavam certas…

Mas, e os activos irrecuperáveis? Isso não interessa! Activos sobre avaliados e consequentes imparidades? Também não interessa! O Banco já não tinha mais activos para dar como garantia de empréstimos de fundos? Também não interessa! As contas batiam certo…

Tal como a Catarina: feridos de irresponsabilidade!

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