ESTE AMIGO QUE EU CANTO ( PORTUGAL)

Na Pandemia do Covid 19 o campeonato dos números está na ordem do dia!

Se isso me interessa? Interessa! Se me interessa de sobremaneira? Não! Se estou atento? Estou! Se me deixa feliz estar Portugal num óptimo lugar no ranking mundial da luta? Deixa e muito! Se isso me sossega? Não!

Mas há várias coisas que me deixam extremamente feliz e nem é preciso comparar com os nossos vizinhos Espanhóis que em nada se entendem! Nós felizmente entendemo-nos e assumimos nesta “guerra” sermos todos soldados!

Na união por um objectivo e, ultrapassando demais considerandos, sabendo e intuindo ser por ora a grande batalha das nossas vidas!

Os nossos vizinhos olham para nós e não entendem como o nosso Parlamento, com pequenas divisões apenas de pormenor, não amplifica qualquer diferença e ao contrário deles se mostra solidário e uno nessa mesma missão, missão essa que, de resto, pertence a todos. E sem ódios nem acrimónias! Somos assim, nem convencidos nem arrogantes, somos assim…

Como pode um qualquer país vencer uma guerra se os seus Generais não se entendem, nem quanto à táctica nem quanto à acção? É o paradoxo Espanhol numa ocasião como esta.

E aí sinto-me particularmente orgulhoso do nosso sentido de Nação mas, muito mais ainda, da nossa consciência solidária e no deixar para outros tempos o explicitar das diferentes visões! Pois elas são hoje uma só: A Nossa sobrevivência colectiva! Sem mais…

E a homenagem de gente que tem estado permanentemente no terreno, numa atitude sempre profilática e aconselhadora, que não repressiva, mas cumprindo e zelando sempre de modo eficiente e ao mesmo tempo condescendente a causa comum, numa sabedoria inata que vem do sentir de comunidade, Todas as Forças de Segurança, aos verdadeiros “soldados” das frentes de trincheira, emocionou-me ontem! 

 E emocionou-me porque senti não ser nada programado e nem sequer com qualquer resquício de hipocrisia, mas sim um acto voluntário de gente que estando de corpo e alma na mesma batalha reconhece que é ali, nos Hospitais, que trabalhando e doando, se salvam vidas mas também de arrisca a sua própria vida. E eles, todas as Forças de Segurança e de Protecção, que sabem ter um estatuto de exclusividade aceite e normativo, melhor reconhece que outra classe que não o tem, isso mesmo aceite e cumpra! De louvar? Sim, e duplamente!

Mas isto relembrou-me uma coisa que eu pela vida já um pouco longa que tenho nunca esqueci, nem a nossa História recusa: podemos ser tudo, ter todos os defeitos desta vida e nem vale a pena enumera-los pois também são nosso património ( cada Povo é como é…) , mas quando o nosso mesmo que diverso sentimento converge, venha lá quem venha, como no Futebol, venham Franças, Brasis ou Alemanhas… Somos sempre um só!

E como disse o Presidente ( que agora e nestes tempos também é o meu Presidente) :  Milagre? Milagre é Portugal!

E por isso hoje, sem qualquer rebuço eu digo: que sorte nós temos neste preciso momento histórico:

Ter um autêntico “couraçado” como Primeiro Ministro! Um Capitão do navio equilibrado e colaborante; marinheiros às velas que de tão atentos nem dormem; e todos os restantes membros da tripulação, qual olímpica regata, coordenados e eficientes e apenas fixados na vitória.

E comedidos todos, acrescento agora depois da metáfora!

Orgulho imenso eu sinto em ter nascido neste lugar no extremo da Europa e dando lições de vida ao poderoso vizinho, que é tão meu amigo, no Amor sim, mas muitas vezes exagerado no seu auto convencimento.

Este Amigo que eu Canto-

Portugal ( Ary dos Santos)

Desde quando nasci

Que o conheço e lhe quero

Como a um irmão meu

Como ao pai que perdi,

Como tudo o que espero.

É um homem que tem o condão da doçura

No sorriso de água, nos olhos cansados,

É metade alegria, é metade ternura

Nas palavras cantadas, nos gestos dançados,

Nos silêncios magoados.

Tem um rosto moreno

Que o inverno o marcou

E apesar de ser forte,

É um homem pequeno

Mas maior do que eu sou.

Tem defeitos, é certo. Como todos nós.

Sonha, às vezes demais,

Fala, às vezes no ar

Mas quando dentro dele a alma ganha a voz

É tal como se fosse o som do nosso mar,

Se pudesse falar…

Foi capaz de mentir,

Foi capaz de calar

É capaz de chorar e de rir,

Tem um quê de fadista,

Tem um quê de gaivota,

E a mania que há-de ser artista.

Quando vê que precisa

É capaz de roubar,

Mas também sabe dar a camisa.

Foi capaz de sofrer,

Foi capaz de lutar,

È capaz de ganhar

E perder.

É um amigo meu que às vezes me ofende

Mas que eu sei que me escuta,

Que eu sei que me ouve

E também compreende.

Quantas vezes lhe digo que tenha juízo,

Que a mania dos copos só lhe faz é mal,

Que a preguiça não paga e que o trabalho é preciso.

Ele encolhe-me os ombros num despreso total,

Este tipo é assim, mas…

Foi capaz de mentir,

Foi capaz de calar

É capaz de chorar e de rir,

Tem um quê de fadista,

Tem um quê de gaivota,

E a mania que há-de ser artista.

Quando vê que precisa

É capaz de roubar,

Mas também sabe dar a camisa.

Qual o nome final

Deste amigo que eu canto?

Pois é claro que é

Portugal.

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UM LAMENTO EM DÓ MENOR

Nota Introdutória: Escrever sem pontuação é um exercício a que de quando em vez recorro nomeadamente quando me surge uma ideia qualquer e corro a pegar no Ipad para a passar a palavras ao mesmo tempo que me surgem É portanto de igual modo o exercício de em lendo se entrelaçarem na minha divagação Mas há aqui uma grande ajuda É que o início de frases ou parágrafos começa por uma letra maiuscula Acho que se torna mais facil

Assim como dizia o nosso Grande José Mário Branco : Palavras Palavras Palavras e não só Palavras para Si Palavras para Dó

Então vamos lá divagar

Isto não tem jeito nenhum não há casos e não há casos nem de polícia nem de politica não podemos sair do politicamente correcto até somos todos pelo Costa e o seu Governo Mas que raio de coisa é esta que deixa os jornalistas a falarem apenas da covid

Nem um cheirinho de intriga nem uma fuga de informação nem uma escuta precária que seja nada Nem podemos sequer ser contra a libertação de presos que a termos liberdade ainda se transformavam todos em tão perigosos que vinha aí uma onda de assaltos e violência nunca vistos Mas Portugal não nos deixa E de política daquela política a sério aquela que transforma montes negros em grandes estadistas e figurões em artistas Nem isto Portugal deixa

Alguns Autarcas laranjinhas ousaram pôr uma ponta do pé mais à mão de fora esses dois membros com que realmente pensam mas aí vem o chefe Rio dizer-lhes caluda a hora é de estarmos todos irmanados em redor do grande chefe Costa Mas onde já se viu praguejaram os monte negristas e qué qué isso os rangelinos claustrofobistas

Pelo grande chefe Costa também perguntaram ao que os Rioistas retorquiram  perguntando se por acaso conheciam outro Maneiras que estamos assim e até o puto o Chicão quis fazer figura apresentando-se travestido de figura de Estado O figurão comentaram as até já me esqueci do nome as as isso quem desaparece sempre esquece diz o Povo isso as Crististas 

Não há ponta por onde se lhe pegue mas há aqui uma portinha que se entreabre pois parece que o Costa não pensa bem o mesmo que Marcelo e vice versa e há que aprofundar Mas o quê pergunta-se a si mesmo o chefe de redação se afinal eles se dão como noivos apaixonados e um diz o que o outro não diz pois não deve e o outro vem dizer o que o outro gostaria de dizer e não pode Mas isto é notícia perguntam uns e há matéria para primeiro página ocupar  outros

Com a Ministra a da Saúde claro não vale mesmo a pena porque aquele naquinho de gaja afinal

Já sei diz esbaforido o aprendiz O Costa anda a contradizer-se disse o PML no Eixo do Mal que avança e recua no abre ou não abre que titubeia disse ele e isso é matéria a desbastar A quê perguntou o chefe Assim como que investigar percebe chefe e o chefe disse-lhe então desbaste lá o avanço e recuo e veja-me ao menos se ele tinha travões seguro e a inspeção em dia

E o chefe circunspecto passando o lápis  pela nuca e metendo-o na boca depois de com ele ter o orifício do orelhão coçado interrogou-se do que falar pai santo acode-me que falar se mesmo o vírus já não dá leituras 

Falar mal de quem afinal se aqui parece ser proibido quer dizer proibido até nem é mas um gajo sujeita-se a um baita de algum abalroamento ao sair do parque estão a ver se falar mal do Costa ou o camandro

E se falássemos mal do Rio isso do Rio da sua capitulação ao Costa do silenciamento daqueles bravos Autarcas que queriam ser eles a avançar os números e em nome da transparência também os nomes dos mortos e infectados nos seus Concelhos onde são autoridades máximas e portanto a eles deveria competir dirigir a saúde dos seus concidadãos e antecipar o anúncio dos que pereceram no heróico combate contra o Vírus e ainda inhantes que os jornais da terra Lembrou exaltado e e a suar por todos os poros o sub chefe

Mas o Portugal não deixou e o Rio mais uma vez ajudou e a Ministra mandou-os dar uma volta assim como aos Hospitais Privados que queriam mama e nem a esses podemos acorrer pois o que querem não tem ponta por onde se lhe pegue

E pegar com quem então Essa é que é a questão disse o chefe afundando-se ainda mais cadeira abaixo

É que está mesmo difícil a nossa profissão e vejam só o caso da TBI e como toda a gente anda com a sensibilidade exacerbada e à flor da pele Por causa de um simples lapso de uma colaboradora qualquer que escreveu num daqueles rodapés que era suposto as pessoas nunca lerem até porque passam rápido e só servem para nos distrairmos das notícias tão importantes que até prevêem aquilo para que as pessoas dividam a importância das mesmas estão a ver escreveu dizia eu que no Norte o nosso sagrado Norte havia mais casos do Covid devido à sua incultura

E aí saltou toda a adrenalina contida por falta de ginásios e foi do bom e do bonito

Quem ousa agora dizer mal seja do que for

Mas quem vai ficar na História se nós os que criamos estórias e até escrevemos a História nesta história estamos proibidos de participar nós que tanto tínhamos para dizer

Mas que fizeram esses dois que parece que vão fazer parte dos anais desta guerra assim como o dos Santos na do Iraque e a de Sousa naquele hotel de sete estrelas algures em Africa

Mas que disseram eles de relevante O Rodrigo disse para as pessoas ficarem em casa e o Carvalho pediu-lhes desculpa

E eu que daria um grande Fernão Mendes Pinto da era moderna ai ai

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Ó CATARINA, VAI DAR BANHO AO CÃO!

A “Catrina”, mas sem “K”, a da “ Nau Catrineta” que é o Bloco de Esquerda, afirma que Centeno cedeu aos interesses dos Alemães…

Mas eu, minha cara “Catrina”, da “Nau Catrineta”, diria muito mais: Cedeu aos interesses dos Alemåes, dos Holandeses, dos Franceses, dos Italianos, dos Finlandeses e “and so on”, menos aos dos Espanhóis que, pelos vistos, já nem voto na matéria têm…

O teu homólogo Podemos foi para o Governo Espanhol e “e finito”, que quer dizer “foi-se”… tás a ver? Tu aprende “Catrina”, tu aprende e fala menos pois, quem pouco fala, menos asneiras diz! E desculpa tratar-te por “tu” mas, como sabes, isso é linguagem corrente entre camaradas!

Portanto tu, querida “Catrina”, tu não cedas à tentação do Poder, estás a ver? Sim, olha o exemplo aí ao lado. O Iglesias já nem abre a boca e limita-se, coitado, mas é escolha sua, a desfrisar o rabo de cavalo! Mas calado! Quer dizer: apenas ouvindo…

Mas tu, mui bela “Catrina”, tu falas! Confundes tudo, metes os pés pelas mãos, não tens bem noção do que dizes e apenas pretendes que o que dizes atinja um pequeno alvo que seja, e certamente que em algum acertará, mas falas! E pensas que falas bem…

Mas, querida “Catrina”, tu não sabes medir os tempos, nem a tua fogosidade feita de suores atinge seja o que for porque é baseada em “hormonimos”, compreendes? E mesmo na tua superior inteligência, que peca apenas por mal orientada, ainda não percebeste que devias era estar apoiar o Costa, assim como o esperto do Rui Rio, em vez de te expores ao ridículo…

Alguns dos seus autarcas fazem o trabalho sujo por ele mas, coitados, só as televisões lhes ligam…Mas tu nem autarcas tens!

Sabes: nesta fase ninguém vinga se estiver contra o Costa ou contra o Centeno! Mas tu, ó “Catrina”, ainda não percebeste quem manda na Europa? É o Finlandês, o Alemão, o Francês, o Italiano ou o coitado do Holandês? Não “Catrina”, eu vou-te dizer mas não divulgues, tá? São o Costa e o Centeno! 

Fazes cara de espanto, “Catrininha”? Mas não faças! Experimenta tu, a Marisa ou o Gusmão, que fala muito mas a quem falta o condão, dar um um berro a esses Holandeses piratas ou chamar-lhes de “repugnantes”… é que não mais entravas em Haia, quanto mais em Amsterdão…a tua perdição…

De modo que tu, “Catrina”, ao leme da tua “ Nau Catrineta”, tu arrepia-me caminho e não permitas que uns Corsários quaisquer transformem a tua Nau que, qual num “albergue espanhol” ainda muitos cabem, se transforme em coisa nenhuma e tu, depois impotente, assistas ao esvaziar do balão…E te vás num zepelim…

Pois quem te  avisa teu amigo é… Vai por mim, para não teres que te ausentar num zepelim…

Ou então, vai dar banho ao cão, tá?

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Os “JUBILEUS” dos SARAIVAS

Declaro-me emocionado com as reenvindicações dos donos do Futebol… e quase que choro….

Mas este País é pequeno e nele já não cabem os “Padrinhos”’do Futebol! Todos esses que actuando à margem das leis faziam entre eles a “ multiplicação dos pães “,  mas delapidando os seus Clubes e Sad’s.

Estão agora remetidos ao seu silêncio estas “abébias”, mas elas rapidamente a terreiro voltarão para reclamar do ostracismo a que estão a ser votados e lembrar da falta que fazem…e perdões, mais perdões e mais ajudas pois o Proença e o Evangelista dizem que também são filhos de Deus…

Que trajédia, Deus meu! E os dinheiros daqueles fabulosos contratos conseguidos às margens das Leis? Que tal repatria-los e devolvê-los aos Clubes que tanto dizem amar? Confesso que isto me comove…

Mas mais emocionado fiquei ainda com as exigências do Saraiva, o patrão dos patrões, mais o seu apelo a um “Jubileu”… e aqui chorei mesmo…

Mas pergunto-me: numa fase como esta vir “pedinchar” ao Estado 20 mil milhões de apoios, isenções de impostos, adiamento ou corte de responsabilidades etc etc etc, não lhes dá assim como um alerta de consciência e admitam pensar: mas como é que eu ( eles) posso pedir apoio aos pobres Portugueses, já fartos de tanto dar, quando tenho (eles) milhões de milhões nos Panamás, Curaçaus, Bahamas, Caimões e muitas Ilhas Virgens?

E os banqueiros, meu santo Deus? E os Banqueiros agora “pressionados” e “chantageados”, como li aí de um “camelo” que insiste em falar? E os Banqueiros, coitados?

Pois, os Banqueiros! Que jogam com o dinheiro dos outros, que apostam milhões em “blufs” exorbitantes, capturados por essas autênticas “máfias” das compras de ações a descoberto ( Short Selling), a troco de umas migalhas em comissões, que apostam quase tudo nos “futuros” qual roleta, e que depois, envolvidos em imparidades e prejuízos, lançam todo o ónus sobre esses tais depositantes, que lhes confiam as suas poupanças, com absurdas comissões por tudo e mais alguma coisa e ainda com custos de serviços obscenos…

Mas nunca prescindindo dos seus chorudos prémios pois eles são únicos e pertencem a um clube privado, qual seita onde elaboram suas próprias leis!

Por exemplo, aquele do BCP, para não falar já do Jardim, nunca tinha sido banqueiro e em pouco tempo saltou de uma qualquer assembleia da Opus Dei directamente para presidente desse mesmo Banco. Esteve lá dois anitos e foi-se embora com um bónus de dez milhões de aéreos. Sim, esse mesmo, o da Leya e aqui confesso que já nem lágrimas tenho….

E enquanto o Marcelo vai interceder junto dos banqueiros para que tenham memória, sejam compreensivos, sejam tolerantes, pensem desta vez um pouco nos Portugueses, num exercício de bajulação e subserviência bacocos, a tal “pressão” e “chantagem” de que fala o tal Lourenço, o Saraiva afirma que o Governo está a agir com atraso…e fala num “Jubileu”…

E que tal Dr. Saraiva dizer a todas essas empresas portuguesas,  as quais o Sr.representa e é porta voz como chefe da CIP, que “patrioticamente” mandaram para a Holanda as suas SGPS’s e lá pagam os seus IRC’s, que voltem para Portugal e ajudem a economia pátria pagando aqui os seus impostos e não engordem mais quem de modo tão egocêntrico actua?

E, já agora, tome o lugar do penitente Marcelo e denuncie V.Ex a Banca, essa Banca que, pelos vistos, nesses empréstimos concedidos à Economia, tendo garantias do Estado que chegam aos 90%, ainda exigem garantias adicionais (e até reais) aos seus sócios ou administradores…

Fazia um favorzinho ao Governo, que diz estar a agir com atraso e um ainda maior ao Marcelo para evitar que ele a seguir se vista com uma sarapilheira, tipo Egas Moniz, e lhes vá novamente bater à porta…

E, finalmente, neste perdão de leves penas, que eu acho como precaução muito bem, porque razão não é libertado Rui Pinto da sua prisão condicional, quando aqueles “assassinos” do CEF estão em domiciliária? Mas quem tem medo do que ele possa revelar? Ou por outra, quem o mandou saber tanto…?

E não me digam que não lhes dá assim como que uma vontade de chorar…

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E SE HOUVESSE MENOS ESTADO?

Desde logo não teriamos o SNS que temos! A Saúde e o acesso aos cuidados médicos seriam assim tipo EUA: tem direito (proporcional) quem melhores Seguros tem e quem não tem…pois…

Só que há aqui um pequeno pormenor que eu reputo de “pormaior”: Nenhum deles contempla Epidemias ou Pandemias!  Como ficaríamos então?

Do mesmo modo quando nos queriam impôr que as nossas Reformas fossem pagas num sistema variável, uma parte indexada aos nossos descontos para a Segurança Social e outra a Fundos e coisas mais…Como estariam elas agora, seus Liberais de pacotilha?

Nos incêndios: seriam todos os Bombeiros profissionais? Quem lhes pagaria? O Estado? O Estado que dizem que falhou? Mas com eles…Mas, com “menos estado”, quem se aventuraria a atear quinhentos fogos num só dia para depois virem dizer que o “ Estado falhou”?

Agora, por exemplo: as Reformas indexadas a Fundos diversos, nesta época e noutras ocasiões de autêntico “crash” , como ficariam? 

E os subsídios de a Desemprego ou Assistência Social, seriam à Americana?

E a Saúde perante esta Pandemia? À “la” Brasileira Bolsonariana?

“Menos Estado” sempre apregoaram apelando ao Estado quando mais necessitaram…é um clássico, grandes e eméritos “ Liberais” de pacotilha…

Mas não me esqueço de 2015 quando Passos apregoava a recuperação económica, esquecendo dramaticamente a situação da Banca, cuja resolução enviou para debaixo do tapete ( Novo Banco, Banif, Montepio, Caixa Geral de Depósitos), numa irresponsabilidade sem nome.

 Mas fazendo o que sempre outros fizeram é verdade, deixando sempre a responsabilidade para os vindouros, esses “ filhos da mãe dos vindouros”, como arremessou furiosamente o ZÉ Mário no FMI, defendeu, em pleno debate com Antonio Costa, um corte nas Pensões de 600 milhões nas Reformas…

Deviam corar de vergonha, mas isso é atributo que nunca possuíram esses “Liberais” de pacotilha!

Felizmente que, logo a seguir, veio alguém que tudo enfrentou mas com Estado e absoluto sentido do mesmo, e que a tudo ocorreu e conseguiu equilibrar o que para eles, esses “ Liberais de pacotilha”,remedio não tinha ! Coisa que o “menos estado” nunca faria! Mas endereçaria para os mesmos de sempre o seu ónus: os Contribuintes…Mas baixando salários e pensões, a sua única imaginativa solução!

Mas há que recordar para ser justo e honesto : Mas que faria agora o “ Menos Estado” perante uma situação destas, a desta Pandemia, ainda por cima “democrática” pois não escolhe entre ricos e pobres, famosos e incógnitos, crentes ou não crentes, gordos e magros, magnatas ou refugiados, do sul ou do norte…? Que faria, afinal?

Cobraria milhares de EUROS por um teste como na sua sacrossanta América, onde nem os Seguros isso asseguram? Já sei: mandá-los-iam para o Público, o do “menos Estado” que, perante falta de receitas e dotações, seria depois apelidado de ineficaz…e de falhado! “ Liberais de pacotilha, fariseus de “ Trampa”.

Eu sugiro, finalmente, que os Marques Mendes, os Paulo Portas,  os José Júdice, os José Gomes Ferreira e todos os que apelidam de “Liberais” nesta vida, esse enorme saco de gatos onde nenhum assume ser realmente gato e antes se acham onças, formem um governo…assumam responsabilidades…dêem o peito às balas, passem da retórica à prática e façam em definitivo o exame final, aquele do qual, não tenham dúvidas, não sairão com outro título, agora já não de   “Liberais de pacotilha” , mas de “ Liberais da “Trampa”! Nada de mais justo…

Mas esqueçam e ao mesmo tempo recordem:“ Esta vida“, como dizia Che Guevara, “não é para moles”! Mas é para Poetas, digo eu!

Pois como escreveu PABLO NERUDA: “Entretanto trepam os homens pelo sistema solar… Ficam pegadas de sapatos na Lua… Tudo se esforça por mudar, menos os velhos sistemas… A vida dos velhos sistemas nasceu de imensas teias de aranha medievais… Teias de aranha mais duras que os ferros das máquinas… No entanto, há gente que acredita numa mudança, que praticou a mudança, que fez triunfar a mudança, que fez florescer a mudança… Caramba!… A Primavera é inexorável!

Sim, a Primavera é inexorável!

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A GUERRA DO COVID 19

Neste já fastidioso  ping pong entre EUA e CHINA sobre quem desenvolveu ou produziu o vírus, ou propositadamente o instalou, circulam várias teorias, teorias essas que muitos afirmam serem de conspiração!

Não sei se sim se não, mas a mais recente a que tive acesso, atribuída a NOAM CHOMSKY, reputado e lendário Filósofo, Ensaísta , Linguista e Activista Americano, personagem assumidamente de Esquerda que nunca regateou críticas ao sistema vigente na sua nação e anti Trumpiano assumido, é digna, por de tão elaborada se revestir, de análise!

Convém dizer que eu, tendo em conta a obra e pensamentos de CHOMSKY, não acredito ser dele a autoria mas, quanto à sua fiabilidade, eu estou como o ditado Espanhol acerca da existência das Bruxas: “ pero que las hay, hay”!

A verdade é que eu já elaborei os princípios deste texto há uns largos dias mas, para fundamentar melhor a minha tese, tenho vindo a esperar o desenvolvimento da crise dos dias para melhor me sustentar.

Diz a referida teoria que Trump, tendo em conta a crescente supremacia da China no mundo, principalmente através da pujança da sua Indústria ( por alguma razão muitos países a apelidam como a fábrica do Mundo, porque capaz de tudo produzir mais rápido e a muito melhor preço final), ordenou a produção laboratial deste vírus e o colocou precisamente em YHUAM, pois existindo aqui um grande Laboratório Bacteriológico Chinês, fácilmente seria aceite e entendida a tese da fuga acidental.

E propagando-se o vírus na extensa  China ele traria consigo,  e de uma forma inexorável, o declínio da sua economia. E começando pela China necessário era seguir de imediato para uma Europa quase na sua totalidade hostil a Trump e não havia melhor lugar para começar do que a rica e industrial Lombardia comandada por um aliado de Putin, o fascista Salvini da Liga Norte. E aí começaria a inevitável derrocada da economia Europeia…

Ressurgiria então a supremacia dos “States” no mundo, tanto ao nível económico como militar, e descoberta intra-muros a vacina ela seria uma acrescida arma de arremesso e de chantagem, podendo os EUA escolher os amigos a quem ceder patentes…

Maquiavélica que chegue esta teoria sofreu um duro inicial revez por parte de Trump e o seu sósia Boris Johnson ao desvalorizarem o impacto da Covid 19 nos seus países, talvez por admitirem que a distância e os mares a impediriam de lá chegar e foram erráticos na  sua abordagem.

Na sua postura inicial arrogante Trump não cuidou de saber, nem soube ouvir, que perante um vírus desta natureza os EUA estariam tão frágeis como quaisquer outros países, mas mais frágil ficou quando subestimando a sua propagação foi tardio a tomar medidas.

E, posto isto, tendo em consideração os seus precários Sistemas de Saúde, onde prevalecem os Seguros (quase um terço da população ou não têm qualquer Seguro ou tem apenas o mais básico) e de Assistência Social, muito se teme que possa vir a acontecer uma autêntica desgraça humanitária naquele que dizem ser o país mais rico do mundo…

A extraordinária declaração de Trump de que cem mil, vá lá duzentos mil (!) mortos já seria para ele uma grande vitória (!) atesta à saciedade não só o desconhecimento que tem da realidade demográfica da sua nação, a quantidade de pobres e excluídos do sistema que possui e basta ver o que são os túneis de Nova York pejados de sem abrigo à noite e as imensas caravanas espalhadas pelas bermas das estradas estaduais onde vivem milhões de americanos em condições periclitantes, mas também do seu estado de sanidade mental.

E não serão os biliões ou triliões de dólares que diz ir injectar na economia que essa iminente tragédia podem evitar…

Entretanto a China já da crise está a sair e, de certo modo, a ajudar o resto do mundo. E os EUA e os seus triliões de dólares servem para quê?

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NEGRO COMO O BREU.

A noite (aqui onde vivo) faz-me lembrar as noites de quando era ainda adolescente na aldeia onde vivia! E havia (e há) uma palavra que a definia: Breu!

A diferença agora é que há mais luz, a dos candeeiros, que antes não havia!

Para se notar alguém que vinha só pela parca luz de um cigarro em sua boca ou pelo riscar do fósforo que o acendia!

Mas a escuridão agora é diferente, pois a hora para se descansar, que tinha a ver com o ritmo da luz natural, não se põe hoje, pela abundância da luz artificial outrora apenas reduzida a velas, candeeiros a petróleo ou querosene. A vida fazia-se apenas de dia e a noite era só para os vadios, dizia-se…

O acordar também é diferente do antes pois os regulamentos das horas isso permitem…

A gente levanta-se hoje cedo mas já com o sol se erguendo ou já levantado. Antes, de tão cedo deitar, as pessoas, para irem para as suas actividades de subsistência, levantavam-se ainda no breu! O ritmo é totalmente diferente daí que esta “escuridão” de falta de gente nas praças nem os candeeiros mitigam…

Razão pela qual, relembrando esses tempos antigos, eu conclua estes presentes tempos sombrios e anormais…

Na grande Praça à minha frente eu já vi um Mercado de ululante gente, a Esplanada do Torreão cheia de vida e o parque de automóveis que nela existe a abarrotar… e pessoas pacientemente esperando que alguém saísse!

Nestes negros tempos  por que passamos mantêm-se os candeeiros mas dando a nítida ideia que a sua luz não é a mesma! É mais sombria pois lhes falta do ser humano a companhia. A das crianças correndo e brincando e segurando cães que, perante tanta abundância de relva e espaço, traquinamente as arrastavam…

A luz ficou mais escura de solidão…

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A NATUREZA e a NOSSA FRAGILIDADE

Que a força da Natureza nunca ninguém a venceu… ( António Gedeão)

Tempos houve em que as fábricas foram intimidas e obrigadas a bombas e demais material militar fabricar…eram tempos de guerra.

Agora são incentivadas a produzir ventiladores! Será apenas mais uma guerra? Que o é não restem dúvidas, mas contra um inimigo diferente porque invisível.

Insidioso e matreiro ele é, até parece que treinado e comandado, enviado não sabemos por quem nem porquê, para este estilo de vida exterminar… Ou será apenas para nos lembrar que o caminho que o mundo vinha seguindo era para inexoravelmente tudo acabar?

Sem honra nem glória pensemos pois perante o desabar dos seus equilíbrios um dia a Mãe Natureza se iria a sério zangar! E mostrar que perante a sua força, por muitos desrespeitos e afrontas, ela iria determinar o fim de todos os que durante décadas a hostilizaram e capturaram para negócios próprios e egoístas, sem tratarmos de que ela era de todos e de todos património a preservar!

Talvez com este aviso queira e exija que mudemos de vida e de paradigma. Talvez esteja exigindo que sendo todos nós mortais e assim sendo iguais a todos os demais, devendo pensarmos no bem comum ela queira dizer, enfim, que somos todos iguais quer para o bem quer para o mal…

E parecendo isto até uma paragem no tempo onde Ela, depois de nos fazer pensar, mais pujante e pródiga renascerá mas sempre pronta a nos censurar se mais uma vez desrespeitada!

A verdade é que a vida neste mundo tem estado em suspenso e envolvida por quatro pequenas letras: M-E-D-O! Mas tanto tem bastadopara que as águas dos rios estejam agora mais transparentes e nelas de novo seja possível ver-se os peixinhos serpenteando…E parados os automóveis outro ar seja possível respirar!

Abram pois as janelas e deixem este novo ar entrar. E encham a pleno os pulmões deste ar puro e digam, digamos todos: Obrigado Mãe Natureza por nos ter feito pensar!

Mas finalmente perguntemos-lhe: Mas quando poderemos Mãe Natureza a nossa vida retomar, para dela a nossa mudança podermos provar?



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