NEM SE GOVERNAM, NEM SE QUEREM GOVERNAR!

Esta frase não é a frase em que estão a pensar, mas é pensando nessa frase que esta frase como titulo eu escrevo.

Segundo reza a lenda, um general Romano destacado para a Ibéria, escreveu ao imperador dando-lhe conta da situação nesses confins do império, dizendo-lhe que por aqueles lados vivia um povo muito estranho que “Nem se governava, nem se deixava governar”.

Eram os nossos antepassados, os Lusitanos, que liderados por Viriato, que l+a pelos montes Hermínios, ofereceram rija luta à ocupação Romana ficando, através da referida frase, para sempre célebres.

Mas, se repararem bem, embora as frases sejam parecidas, o seu significado é quase o seu oposto. Os Lusitanos “Nao se deixavam governar”! Já estes a quem me refiro- e quem poderia mais ser que não o PPD/PSD- “Não querem ser governados, nem aceitam governar“!

Pois vejamos: acabaram de eleger um novo comandante, um novo general, um novo imperador, um novo chefe ou lá o que lhe queiram chamar e as tropas, vá lá saber-se porquê, continuam fiéis ao antigo líder, ou o que lhe queiram chamar, mesmo tendo ele, sem que se perguntem porquê, abdicado!

Mas, mais estranho ainda, tal se verifica não pela dedicação ao abdicante, não pela lealdade ao mesmo, pois de motu próprio abdicou, pois ninguém o empurrou borda fora ou demitiu, mas porque sendo eles a reminiscência, a emanação ou simplesmente seres por ele nomeados, sendo agora a ala perdedora, temem pelos seus mandatos!

E temem porque têm por seguras duas coisas: a primeira é que numas próximas eleições seguirão para as suas vidinhas, se por acaso as tiverem- e isso será um problema danado- e que, assim sendo, outra alternativa não lhes resta que não a de sabotarem o poder agora eleito e eleito contra as suas vontades. Mais a mais verificaram como o novo Comandante em Chefe que, tendo entrado de patas afiadas e em riste, saiu quase rastejando ao peso de uma mísera, pírrica e mais que tísica vitória! Ou, como se costuma dizer cá pelo burgo: “ousaram fazer-lhe a cama”!

Que bom serviço até seria, serviço de bons camareiros e camareiras, mas que presumindo a vontade destes, vejam cravejada de pregos a dita cama! O Huguinho, o anterior chefe parlamentar, fez birra e disse alto e bom som que não saía! Esperneou, espingardou e inclusive estremeceu, até que se cansou e saiu! Mas quem se propôs ao seu lugar? Um NEGRÃO! Mas também dizem que, para além de Fernando, ainda é MIMOSO!

Mas que aconteceu ao “Negão”? O inacreditável, o inesperado e o nunca visto: levou com uma catorzada de brancos em cima! Mas, ainda não refeito do susto, veio dizer serem esses brancos, não seguidores de um Ku Klux Klan qualquer, mas por si e seus aliados, o mesmo sucedendo com os nulos! Não houve quem de tanto rir se contivesse, mas ele lá seguiu, sonhando com um novo movimento esclavagista, mas ao contrário: os brancos e os nulos feitos escravos do “negraço”!

Mas tudo porquê? Pela inacção, pela indecisão e pela inércia de um Rio que, pensando ser um Mississipi, não passa afinal de um riacho qualquer… Mas coitado deste Rio: procura um leito e anseia desembocar. Quer correr caminho à Foz e só vê leito abaixo pedregulhos, escarpas imensas e perigosas, precipicios inultrapassáveis por humanos seres e pedras, calhaus mesmo, que o obrigam a saltitar, lançar cordas para penhascos descer, por estreitas margens e fauna amazónica.

Mas como o fará este Rio, que ainda assim não passa de um afluente, para o descer se não sabe mesmo por onde se esgueirar? É que o outro, o de grande caudal e delta imenso e fértil, mais parecendo o mítico Nilo ou mesmo o seu sósia Mississipi, até mostra estar disposto a alugar-lhe a modos que um dique, para que mantenha algum caudal, pois perante esta continua seca mais não lhe poderá oferecer, não vá a D. Cristas reclamar que a seca tão mais violenta será quanto mais caudal oferecer a esse Rio, que de afluente não passa, diz mesmo ela!

É que a D. Cristas, agora de chapéu à Portas e tão lavradeira e feirante quanto ele, reclama-se a “Bispa” de uma igreja universal qualquer da chuva, dita e decreta que só por rezas suas ela virá e que se o tal outro, o tal de largo delta, insistir nessa patética caridade para com o seu arqui-amigo, terá que se sujeitar aos seus ditames, pois senão haverá seca eterna e o culpado será sempre ele, como o foi na anterior seca, por ajuda só lhe ter pedido quando o céu já praguejava!

Eu, por acaso, tenho passado esta semana na Catalunha tenho ouvido dizer que em Portugal não tem parado de chover e que a D. Cristas tem andado a desviar as chuvas para que elas não cheguem ao tal Rio! Por esse mesmo motivo, desvio das águas, havia antigamente, pelas aldeias, imensos assassinatos…é da História, Madame!

Mas grande País somos nós que, apesar da seca e de tudo, temos ainda quem governe, quem saiba distribuir a parca água e quem ainda aceite ser governado! Ao contrario desses tais que apenas querem governar, mas que não entendem que, para poderem governar, terão que aceitar serem governados!

Estou neste momento na Catalunha, em Barcelona, e concluo que, passados estes meses todos, desde 1 de Outubro p.p., também estes Catalães, não aceitando ser governados, pois desejavam eles governar, acabam por não governar e, pior ainda, a serem governados por quem nunca quereriam que governasse! Confuso? É o que é…

Por isso eu até vou ao ponto de dar graças a Deus por viver no País em que vivo, e não naquele onde agora estou, país este onde os súbditos são obrigados a beijar a mão ao Rei ( a ADA COLAU, bendita ela seja, recusou fazê-lo), um Rapper é preso três anos e meio por fazer uma cantiga anti-Rei, como se este fosse assim como um Cavaco, políticos eleitos serem enjaulados, dizem que por tentativa de sedição, e impossibilitados de governar…e coisas mais. Ó Miguel (de Sousa Tavares): aqui não lhe chamavas tu “palhaço”!!!

Perante este autêntico “fascismo” em que se está a transformar a sociedade espanhola, perante a sua cobarde abulia, complacência e até alheamento, como se de algo normal se tratasse, eu apenas posso concluindo dizer:

Perante tudo isto, que viva a “sedição” no PPD/PSD, mais os devaneios da D.Cristas!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MARLENE, uma Passionária RIOISTA!

Habituamo-nos ao longo destes largos quarenta e quatro anos de Democracia a reconhecer que não há “Circo” como o do PPD/PSD, não só em apresentações (já vai na trigésima sétima) como na qualidade circense dos seus artistas. Em Portugal, para além do “Soleil”, nenhum se lhe equipara.

E nenhum conseguiu durante todo esse tempo reunir tantos e tão díspares artistas. Desde os começos: Os Sá Carneiristas, os Balsemistas, os Marcelistas e também os Santanistas, que de tão longe já vêm. Ainda os Motistas, mais alguns que não se chegaram a estrear até se chegar à época dos Cavaquistas. Vieram depois os Nogueiristas, os Manuela Ferreiristas, os Marques Mendistas, os Barrosistas, os Jardinistas, os Menesistas, os Marcantonistas, os Relvistas, os Rangelistas e, finalmente, os Passistas. Passistas que englobam os Montenegristas, os Sarmentistas que já foram Barrosistas e que agora são Rioistas, aliados aos sempre eternos Santanistas….

O que têm todos eles em comum? O “istas” de trapezistas, de equilibristas, de contorcionistas, de malabaristas e de fazedores de listas, que passaram também a pertencerem ao ramo dos domadores, dos amestradores, dos comentadores e dos manobradores. E então sempre que eles ocorriam no Coliseu…o elenco vinha sempre completo e faziam toda a diferença.

Senão vejamos: os do PCP são o que sempre são, com números muito conservadores e contidos e sem parelhas de palhaços dignas de qualquer menção.

Dos do CDS, exceptuando aqueles célebres números do Monteiro versus Portas e aquele inesquecível do “tu sabes que eu sei que tu sabes que eu sei…” entre a Zezinha Nogueira Pinto e o Lobo Xavier, não forem os polémicos cartazes daquele puto, o coiso, o Adolfo, não vejo que Circo seja o deles!

Já os do BE são diferentes: são mais teatrais e eruditos, pelo que não são para qualquer um…Uma sensaboria, portanto.

Melhorzinhos são os do PS, mas muitos furos abaixo. Falta-lhes os “istas” pois, para além de não apresentarem nem trapezistas, nem contorcionistas, apenas conseguem apresentar alguns equilibristas e malabaristas, mas os mesmos de sempre mas incapazes de se alcandorarem a “istas” e refiro-me a uns quantos Seguristas já afastados e a uns outros quantos Assisistas em vias de afastamento. E “palhaço” só tiveram, e há muito tempo, um: o Tino de Rans!

Mas desta vez não foi no Coliseu, para um Circo que se preze a sala das salas, foi num palácio de Congressos para parecer um Congresso, e deu no que deu: um elenco curtíssimo, com baixas vultuosas, palhaços de piadas a merecerem pateada, mas uma grande novidade, uma Marlene que não Dietrich, que também usa o nome de Elina e também o de Fraga, a tentar inaugurar um Fraguismo. Só que, tentando um frentismo, terá balbuciado um “ainda acabo contigo”.

Só que, não tendo tentado saber da duplicidade do verbo “acabar”, meteu-se por ínvios e sarilhosos caminhos. Pois enquanto o “ainda acabo contigo” era para si um fim, um desiderato casamenteiro, foi entendido como uma ameaça e foi o bonito: pateada à antiga, à Menesista mesmo com aquela tirada dos sulistas, elitistas e coisas mais…

Do mulherame não se viu reação de maior, talvez ainda confusas com a ascensão e poder de síntese desta “feminista”, mas por parte de alguns “istas” foi do bom e do bonito.

Os Jardinistas, com o próprio Jardim no micro, ter-lhe-á dito de modo grosso e já grosso: “Vamos acabar com esta porcaria toda”! Já os Sarmentistas, pela voz do Sarmento hinself”, tentando perceber o que se passava pela cabeça do Rio ao convidar personagem com tanta misoginia com o sexo oposto, afirmou: “Rui Rio é a alternativa a este PREC”. Não tem sentido nenhum mas deve ter sido daquela “ai que biolência” por ela ensaiada…!

Já os “Passistas” , pela mão do Passos em pessoa, rosnaram e ensaiaram uma piada: “O PC e o BE rosnam mas não mordem…”! Mas a despedida Passista foi em glória e com frases de uma beleza estética e dialética jamais vista. Por exemplo: “Este Governo é uma Coreia do Norte com foguetes de São João”! Soam-me ao ouvido que não terá sido ele, mas outro Passista qualquer, mas vai dar ao mesmo. Mas disse: “Não é fácil bater-lhe (no Governo, claro) mas é preciso bater-lhe…”. E dizem também que, antes de sair, lançou avisos….! A quem? À Fraga?

Mas ainda a respeito da performance “Passista”, também ouvi que a ala Montenegrista, pela mão do próprio Montenegro, terá “levado faca bem afiada, e que a terá bem espetada e torcida”…..Na Fraga? E esta não chamou a Polícia? Diz que ficou amedrontada com tanta “biolência”…

E o Rio que, pelos vistos, ainda não conseguiu formar a corrente “Rioista”, que disse ele ao Circo? Que “o Governo governa mal mesmo quando parece que governa bem…”.

E o Santana? O Santana foi ver…

NOTA 1: Isto são notas de quem não tomou notas e só notou o Congresso por uns breves dez segundos, enquanto no “zapping” dele fugia e só não foi mais curto porque num deles apareceu-me de chofre a Clara Ferreira Alves e apanhei um susto que me ia imobilizando e aí também me apeteceu rosnar…

NOTA 2: Para onde vão os fugitivos do Circo? Vão todos para a TVI, menos o Passos que vai para as Universidades. Como o Montenegro, que lá vai fundar um “laboratório de ideias” para fazer render a ida!

Ide em pazzzz, diz o Rio!

Por fim e como prémio de leitura vai englobado neste um outro grátis: O CIRCO DO COLISEU! https://wp.me/p4c5So-bm

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UM FERRAZ “fascista” DEU À COSTA!

Quando hoje ainda madrugada li as capas dos jornais, como costumo sempre fazer antes de me pôr a adormecer, deparei-me com a do “I” e a minha primeira reacção foi vociferar um “não acredito”.

É que o referido pasquim traz na sua primeira página e em parangonas uma frase retirada de uma entrevista dada por Pedro Ferraz da Costa, antigo patrão dos patrões (CIP) e agora presidente do Forum da Competitividade, em que afirma esta coisa extraordinária: “As empresas não conseguem contratar porque as pessoas não querem trabalhar”.

E mais abaixo, ainda na primeira página, mais uma pérola retirada da referida entrevista: “É preciso gente nova. Qualquer dia as empresas são lares da terceira idade”.

Fiquei tão danado, tão danado, que me esqueci do sono, pois de outro modo iria remoer toda a noite e dormir era coisa que não aconteceria, e fui logo escrever umas notas, aquelas que me saltaram de imediato à mona, para que aquele sentimento de revolta e rejeição não se desvanecesse e desse lugar à costumada acalmia e ao “deixar para lá” também usual. Mas disse também para comigo: desta vez tens que deixar de parte a ironia.

E passou-me pela cabeça adjectivá-lo de tudo para além de fascista. Esses adjectivos todos que vocês que me estão a acompanhar já adivinham, razão pela qual eu de dispenso de os pronunciar! Mas também porque, num momento de maior lucidez, disse para comigo: é melhor não, pá. Que te adianta tudo isso se o que ele diz não é só ele que o diz e, antes sim, corresponde ao verdadeiro pensar de uma ampla direita retrógrada e saudosista, que tem perante o valor do trabalho e de quem trabalha uma visão puramente provocatória?

É que sendo ele o vigente presidente do Forum para a Competitividade, seja lá o que isso for, adivinham de imediato o que será para ele a competitividade.

É claro que, para eles, a riqueza não deve ser redistribuída, o progresso só se alcança com salários de miséria e um maior crescimento só com austeridade. É assim que ele e eles pensam e não toleram que um governo das Esquerdas esteja a provar o contrário.

Quando afirma essa barbaridade do “as pessoas não querem trabalhar”, e só faltou dizer (não sei se até disse porque não li) que o que querem é viver do rendimento mínimo, enfaticamente “rendimento social de inserção”, eles, no fundo, querem dizer isso mesmo: Têm que trabalhar e receber o rendimento mínimo. Não salário mínimo, mas o rendimento mínimo porque o salário mínimo é demasiado alto. Até o outro Pedro, o tal que vai dar aulas em universidades, o disse!

O que eles não sabem, ou fingem não saber é que, quem o rendimento mínimo recebe, já há muito não consegue trabalhar pois que, mesmo pagando-lhes esse rendimento mínimo, nem assim lhes davam trabalho! São os que tendo 45, 50 anos ficaram sem emprego e depois sem fundo de desemprego e passaram o prazo de validade. Deixaram de contar para coisa alguma, a não ser para as estatísticas do rendimento mínimo garantido.

Mas, como assim, senhor competitivo Ferraz da Costa? Como assim “não querem trabalhar”? Como assim se o Desemprego tem diminuído? Como assim se o Emprego tem sustentávelmente vindo a aumentar de forma líquida? Como assim? É porque as pessoas querem trabalhar, ou não será? E não será também porque muitos empresários, principalmente aqui neste Norte Trabalhador e Exportador, não pensam como os iluminados como V.Exª e outras Exªs como V.Exª? Não será mesmo?

Mas porque razão haverá falta de pessoas (naquela idade válida, estão a ver?), as tais pessoas que V.Exª e mais muitas V.Exªas tanto desejam? É porque quando V.Exª e outras muitas V.Exªs , com a politica suicida que resolveram seguir, provocaram falências em série e despedimentos em massa, mandaram centenas e centenas de pessoas não serem piegas e partirem. Pirarem-se daqui para fora, em suma. Mas foram-se embora daqui para quê? Para irem gozar umas férias? Não, foi para terem trabalho. Para poderem educar os seus e viverem uma vida digna. Foi porque não queriam trabalhar?

V.Exª e outras muitas V.Exªs como V.Exª e que pensam como V.Exª, querem é voltar ao antigamente. Têm imensas saudades desses tempos. Desses tempos em que o trabalho não tinha nem dignidade, nem direitos, nem valor e as pessoas iam trabalhar apenas quando para isso fossem chamadas (colheitas, vindimas, guerra etc. etc…) recebendo apenas uma côdea de recompensa. Ora a isso chamamos nós “fascismo”.

Quanto ao “As empresas parecem lares da terceira idade”, idade onde V.Exª já com certeza está, só um dejeto de gente com o cérebro em estado de profunda demência o poderá afirmar. E corresponde ao que mais degradante alguém poderá pensar quando, ainda para mais, se verifica que a idade limite para a Reforma tem vindo progressivamente a aumentar, isto é, que o direito à Reforma seja cada vez mais tarde. E por pressão e exigência de V.Exª e de muitas V.Exªs como V.Exª.

Mas, supondo que assim não é e que nós é que não sabemos ler, defende então o quê V.Exª? Reformas mais prematuras para extirpar o cancro dos “velhinhos” nas empresas? Já assim infelizmente o é, mas com cortes absolutamente escandalosos nas ditas reformas. Mas o que V.Exª e muitas Exªas como V.Exª querem é despedi-los! Sim, despedi-los! É a tal “reforma estrutural” nas leis do trabalho de que tanto falam. Pois é aqui que está, realmente, o cerne da questão.

V.Exª e todas as V.Exªs como V.Exª o que desejam é a institucionalização da tal “flexibilidade”. A tal que vos permitirá despedir apenas porque assim desejam e invocando os motivos que assim entenderem, tais como: inaptidão, inadaptação, custo do posto de trabalho, extinção do posto de trabalho, falta de rendibilidade, ser de cor, ir muitas vezes fazer xixi etc e muito mais…

Mas com que intuito? Poderem contratar em sua substituição gente a recibos verdes ou com contratos a prazo. Desde logo a preços mínimos e com um prazo limite em que serão dispensados e virão outros para os seus lugares recebendo o mesmo mínimo. É também isto o que vão ensinado as universidades tipo estações do ano, essas onde são formados os quadros políticos da treta e para onde Passos Coelho vai “ensinar”…

Assim como acontece nesses grandes “empreendedores” dos Hipermercados, também dos CTT etc, onde constantemente vemos caras novas e também caras fartas. Estas fartas de ver um rodopio de caras novas e estas, de tão entusiasmadas a princípio, a passarem para um estado de desilusão por finalmente verificarem que aquilo não era um sonho mas um pesadelo. O pesadelo de se verem peças de uma engrenagem diabólica, trituradora e traiçoeira.

Mas, que “chatice”, está a faltar essa tal gente, essa gente que eles queriam em abundância para usarem e manipularem a seu belo prazer. E que, de repente, passou a gente que “não quer é trabalhar”.

Preferem emigrar, não será? E aqui no Norte não há já gente para contratar, sabia? Porquê? Porque estando a economia a crescer, idem as exportações, o turismo, o consumo e coisas mais, o emprego tende a crescer e especialmente nessa faixa etária, essa que desejam contratar. Mas são contratados, como devem ver, se não forem cegos nem surdos.

Mas, por outro lado, toda aquela mole humana que emigrou na sequência das políticas seguidas e apoiadas por V.Exª e todas as Exªas como V.Exªs, a quem disseram para deixarem de ser piegas e mandarem-se à vida, só voltará se a isso for obrigada, pois não quererão voltar para ganhar o tal mínimo que lhes querem oferecer. Estão a ver?

E querem jovens letrados, formados, com mestrados, com doutoramentos até a ganharem o mínimo, esse mínimo que para V.Exª e todas as V.Exªs como V.Exª e como o Prof. Dr. Coelho que isso defende? A terem trabalhos de escravos e ganharem uma côdea?

Não podia V.Exª ter sido mais claro. E mais não digo…


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O CAA ( Cromo Abreu Amorim) CANSOU-SE!

Na caderneta de cromos do PPD/PSD faltava este exemplar. De ombros largos e casaco ainda mais. Cabelo lambidinho, óculos a condizer e lábios finos que fazem soar as consoantes no final das frases: chama-se ele Carlos Abreu Amorim e cansou-se de tanta inglória “luta”. De uma “luta” contra nada!

O Carlos cansou-se do Abreu e ambos do Amorim. Por Carlos ninguém o conhece, por Abreu (cruzes canhoto) ainda menos e por Amorim tão pouco. Ele só existe na dimensão de um CAA. E cansou-se da vida que tem levado, a de pregador no deserto!

Ele sofre do síndrome da indissolubilidade do nome. Assim por inteiro até pode dizer algo a algumas pessoas mas, mesmo com a ajuda descritiva que acima dei, a maioria ainda se pergunta: Mas quem é?

É mais um desiludido da vida, um agastado com o ressurgir das forças progressistas e um amargurado com o sucesso da Geringonça.

Um ser para quem o crescimento económico é uma grande “chatice” e nunca poderia ser protagonizado por um governo de esquerda. Um cromo para quem a Geringonça é tão enfadante, que o faz perguntar-se: como é que é possível que na época das tecnologias sem limite, dos carros sem condutor, que até estacionam sozinhos e que qualquer dia até voam, como pode uma Geringonça assim funcionar? Ainda por cima com motores anacrónicos, como o PCP? Quem aguenta? Cansei-me, disse ele!

Apostou as fichas todas no cavalo do Lopes e diz agora que não se revê na estratégia do Rio. Mas qual estratégia, alguém sabe? Cansado, diz-se ele, mas eu acho que é de estar há tantos anos sentado naquela cadeira dura no Parlamento, sem cargo para ocupar, nem sequer o de presidente da bancada e sem nada para dizer…

E ocorreu-lhe então a sacramental e usual existencial pergunta: Que faço eu aqui? Coisa que nunca lhe havia ocorrido na vida, nem quando largou o colo do CDS para se lançar nos braços do PPD/PSD, à semelhança do seu arqui amigo Rangel. Nem quando trocou Gaia por Viana e Viana por Lisboa, preparando o regresso ao Porto porque lá por Lisboa, que tem o seu rio poluído, mora agora um Rio do Porto!

E se esse enorme líder, o Passos Coelho, um líder só comparável a Salazar, que colocou a populaça em “su” sítio e a pôs a pão e água, se cansou, porque não poderei eu cansar-me também, raciocinou filosoficamente ele? Se ao menos ainda houvesse crise e uma austeridade para defender…E lembrou-se do seu amigo Marcantónio que também se cansou, do Montenegro que também desertou, foi tratar melhor da vida e até disse “até um dia”, do Rangel que esse tem para aí uns seis empregos…e perguntou-se: quem raio sobra?

E depois, quem apoiar? De quem dizer mal? Do Rio? Esse nem lhe passa cartucho! Do Huguinho? Mas esse coitado… Disse que não acreditava na estratégia do Rio mas, se ao menos a conhecesse, poderia puxar da sua verve e fazer uma mocão ao congresso de ficar na memória, assim como a do Meneses que saiu de lá a chorar. Mas o Lopes diz que vai andar por aí sem sair de Lisboa…Que fazer, como dizia Lenine?

Mas, pensa também ele, para quê ir ao congresso? Se ainda lá aparecesse o Marcelo. Se ainda lá fosse o João Jardim. Ah e se lá fosse o Lopes…sem eles, que raio de congresso será esse?

Estou cansado, diz ele resignado. Vou é descansar. Vou descansar na Faculdade, uma meia dúzia de aulas por mês na oficial, mais meia dúzia numa pararela, um saltinho pelo escritório, um bla-bla numa televisão qualquer, isso é que é vida. Agora, estar sentado naquelas cadeiras duras do Parlamento, sujeito a ouvir as diatribes da Catarina, a aturar a boa educação do Jerónimo e a levar com o Costa de quinze em quinze dias? Cansei-me e pronto.

Se ao menos aparecesse mais um BES para eu poder estar assim numa comissão de inquérito a sério a mostrar toda a minha sabedoria e a minha peculiar maneira de falar…lamentou-se ele. Se ao menos houvesse um Centeno dos primeiros tempos a quem a gente chamava de tudo. Mas o meu país não quer…

No que ele (o País) se tornou, desabafa. Mas o bichinho não o larga, aquele que o faz palrear e, por isso, ele anda a matutar naquela ideia do Lopes ( o Lopes é muito para a frente em ideias), aquela de formar um Movimento, uma boa altura para voltar à extrema direita, onde com muito orgulho cresceu, acrescenta. Sim, extrema direita diz ele porque o resto está tudo ocupado e se ela existe e fecunda por essa Europa fora, porque não aqui também?

O ar por aqui está irrespirável para um “democrata” como eu, assegura ele. E um tipo com o seu passado não se pode sujeitar a estar eternamente num partido que se chama Social Democrata. Razão tem o Lopes em lhe chamar PPD: Partido Popular (tem) Dias!

Como o nosso inestimável e inefável CROMO “CAA”!

 

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CARTA ABERTA AO CIDADÃO MANUEL CLEMENTE…

…Pois que isso de “Don” e “Sir” é mais para Espanhóis e Ingleses!

Quero, antes de mais, contar-lhe uma coisa da qual, eu presumo, deve ter ouvido falar: quando eu era pequenino e mesmo já jovem, lá da minha aldeia ouvia as pessoas dizerem que os Comunistas comiam criancinhas, mas pior ainda, logo ao pequeno almoço! Tem lembrança?

É que a verdade é que eu nunca ouvi ninguém, ou ligada ao regime da altura ou da própria Igreja Católica, isso desmentirem. Mas eu também desde pequeno sabia que tal não era verdade. Porquê? Porque o meu Pai, que era Guarda Fiscal, foi para o Alentejo profundo em princípios dos anos cinquenta, e nós ainda pequeninos com ele, e tal não verificou! O que constatou foi precisamente o contrário: dificilmente comiam…e eram Comunistas!

Mas, muito mais tarde, vim e viemos a saber que afinal, pois…

Isto para lhe dizer, Senhor Manuel Clemente, que V.Exª, que parece que escreve livros e mostra ser pessoa culta e dizem que Filósofo até, quando sai do seu pequeno mundo, quando o seu pensamento extravasa para aquilo que não sabe, só diz asneiras! Sim, asneiradas surreais mesmo!E não mostra ter sentido da penitência…E eu também me lembro, quando era pequeno também, tinhamos que ir confessar-nos por “pensamentos, por actos e omissões”.Lembra-se? Bem prega Frei Tomás, também se dizia lá pela aldeia!

E porquê? Porque V.Exª, que parece que jurou votos de castidade, que sabe V.Exª de sexo? Ficou-se pela leitura, não foi? Porque V.Exª, que parece que jurou ser celibatário e abstencionista em relação a sexo, que sabe V.Exª de casamento, de matrimónios, de casais, de filhos, de desavenças, de incompatibilidades várias, de violências até, para acerca disso perorar e, pior ainda, aconselhar e mesmo ditar lei? Que sabe você? Que experiência tem? É que nem sequer a da “supernanni” que, tão jovem ainda, parece que queria ensinar casais a educar filhos pequenos!

Quer dizer, segundo bem percebi: uma esposa casou pela Igreja, ponto um. O marido tinha sido um grandessíssimo filho da mãe para ela e ela, não aguentando mais tanta irresponsabilidade, tanto desamor e tanta violência, mesmo física, pediu a separação, o divórcio, ponto dois. Aceite e consumado, dando um tempo de reserva e sentindo-se ainda viva para a vida, partiu para um novo matrimónio, ponto três. Pois até ele, o marido, arrependido que estava até, achou a coisa mais que natural, mas a Igreja não! Porquê?

Porque o matrimónio é indissolúvel, diz a Igreja. Sendo, portanto, o mesmo indissolúvel, em terminado fica a pessoa sujeita à infelicidade! Ou, na sua tese enquanto “Don”, à abstinência! À anti- naturaliade. Faz isto algum sentido?

Isto é ficção  e  é um exemplo apenas , mas um exemplo que, toda a gente sabe, existe por aí às carradas. Abstinência enquanto os doutos sabedores da misericórdia Divina, da vida do além e dos ensinamentos de Jesus Cristo, um Cristo que até Maria Madalena perdoou e mandou em paz? Abstinência quando até o Papa Francisco os manda ser mais contidos, caritativos e compreensivos? Faz isto algum sentido?

Eu sei que o Cidadão Manuel Clemente, embora seja cidadão, não consegue despir a farda do “Don”. É um problema seu, meu caro,. É um problema seu.

Como é um problema seu o de, enquanto os Leigos da sua Igreja, lutam contra a pobreza, contra a exclusão e tudo fazem para ajudar essas pessoas para quem a vida foi e é madrasta, se posicionar do lado dos poderosos e mandar palpites, políticos até, contra quem deseja um mínimo de dignidade no seu trabalho e anseia por melhores salários e particularmente o mínimo. Agente ouve e lê, meu caro “Don”.

Todos nós os que temos como sentido da Liberdade o vivermos a vida que entendermos desde que essa nossa Liberdade não colida com a de qualquer semelhante, não aceitamos nem nunca conseguiremos entender esses vossos dogmas, dogmas anti-naturais porque agarrados a conceitos quase medievais, que apenas servem para restringir essa tal Liberdade, a Liberdade a que todos e qualquer um têm direito. E à Felicidade!

O senhor Cidadão Manuel Clemente tem direito a toda sua reaccionarice, tem todo o direito e faz parte da sua Liberdade. Mas quando a sua Liberdade colide com a minha, com a nossa e de toda agente, a de sermos Felizes ou procurarmos a nossa Felicidade, desculpe e, mais, cumprirmos a missão que nos foi destinada na passagem por este mundo, a de melhorarmos e continuarmos a vida da espécie humana, o Senhor está a mais e não pode ser levado a sério!

Ao menos, caro “Don”, siga o pensamento do Papa! É o mínimo que lhe rogamos…

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MORREU O SR. EDUARDO MIRANDA, MORREU UM HOMEM BOM!

Este é um texto que embora seja aberto a toda a gente é particularmente dirigido à sua Esposa, a Srª D. Amélia Areias, aos seus filhos João Eduardo, Celina, Melinha, Zélia e Francisco José, às suas esposas, seus maridos e filhos e a todos aqueles que durante dezenas e dezenas de anos com ele conviveram e não o podem esquecer. E ao nosso Lugar de GÓIOS,  Freguesia de Marinhas e Concelho de Esposende, que nele teve um dos seus expoentes maiores.

Lugar de GÓIOS que, em nome da memória colectiva, em nome do reconhecimento e em nome de todo um passado, um passado que a tantos envolve, desde os nossos Avós, aos nossos Pais, a nós próprios e a toda uma geração, não pode olvidar este enorme Homem a quem toda essa larga geração tanto deve.

Mas também para que fique na memória dos mais novos e dos vindouros que, neste lugar e naquela casa, habitou um Homem BOM, um Homem que despida a capa com que se protegia, de Merceeiro, de Vendeiro e de negociante, para ser um Homem sempre pronto a ajudar tudo e todos, fosse qual fosse a hora do dia ou da noite, o seu pensamento ou a sua religião.

A mim e à minha Família acompanhou-nos sempre durante a nossa meninice, a nossa puberdade e juventude e a ele devemos, numa considerável parte, o que viemos a ser. Mas adiante explicarei.

Mas o quero com isso dizer? É que o Sr. EDUARDO, que tinha uma Mercearia e uma Taberna, era dos únicos que nos finais dos cinquenta e durante os sessenta mesmo, possuía carro e telefone. Pois era ele que durante as noites atendia as pessoas e as levava os doentes ao Dr. Joel Magalhães, ao Hospital e etc… no seu carro e a qualquer hora do dia ou da noite. E era a Srª Amélia que também se levantava para, a qualquer hora do dia ou da noite, dar a injecção que a Bertinha Monteiro também fornecia, a qualquer hora da noite também e sempre dizendo: paga depois!

Gente Grande, Gente de fibra e de um Humanismo sem par! Como esquecer? Como não lembrar e como evitar que tal se apague das memórias? Todos lhe e lhes devemos algo!

E a nossa Família, a Família Vassalo Abreu, ao Sr. EDUARDO MIRANDA, muito deve. O Sr. EDUARDO era grande Amigo dos meus Pais. Eram da mesma idade, mas o nosso Pai, seu grande Amigo, partiu já há quinze anos e nós sabemos o quanto ele sofreu a sua perda. Mas, naquela fase em que o nosso Pai decidiu lutar contra a inevitabilidade de, em vez de pôr os seus filhos a estudar, os pôr, como quase todos, de imediato a trabalhar, ficando logo ali sem qualquer hipótese de evolução no estudo e na cultura, foi o SR. EDUARDO quem o incentivou a isso não fazer!

E disse-lhe: Joaquim, não deixes de o fazer se for pela conta da Mercearia! E assim foi: foram anos e anos em que a nossa Família dependeu da bondade do Sr. EDUARDO, que dizia ao nosso Pai: pagas quando puderes, mas olha que ainda irás ver o teu quintal repleto de grandes carros! Isso dos carros era a metáfora que ele aplicava para dizer que iríamos ser pessoas educadas e de bem com a vida!

E quando o nosso Pai lhe dizia que podia ser como os outros seus colegas que na fronteira de Valença enriqueciam dia a dia, o Sr. EDUARDO sempre lhe disse: Joaquim, tu és feliz é assim! E foram grandes Amigos toda a vida.

Eu, também e particularmente, não me esqueço de uma fase da minha vida em que, por razões circunstanciais, parei de estudar e estive uns meses a aguardar emprego: fui o seu companheiro de escapadas! A Esposende, à Nélia, onde ele ia ter com os seus Amigos e eu com os meus ou à Feira de Barcelos, todas as quintas, onde ele, que lá não ia fazer nada, era como que digamos a sua folga, me  levava para, ali por trás do Largo da Porta Nova, lancharmos! Mas, dessa época também não me esqueço do esforço que eu e ele fazíamos para meter no seu carro o Sr. Pires “Gordo”, já velhote e com Parkinson, de uns dois metros de altura por um de largura, pois ele insistia que também queria ir à Nélia! Grande Sr. EDUARDO!O Sr. EDUARDO não sabia dizer Não!

A nossa amizade, feita de reconhecimento, de gratidão, mas também de compromisso com os valores da Vida, manteve-se sempre, tanto com o Sr. EDUARDO e Esposa, como com os Filhos! Eu acho que, fruto da Educação e das memórias, houve sempre e durante todos estes anos como que uma comunhão de sentimentos e de partilha! O SR. EDUARDO foi ao meu casamento e creio que aos de todos os meus Irmãos. Ele era Família!

Visitei-o, juntamente com a minha Irmã, por alturas deste Natal e foi a última vez! Estava débil e a principio não me reconhecia. Mas depois a coisa fluiu e recordamos as nossas estórias!  Sei que no ano passado ele foi à Ponte da Barca, à Câmara, visitar o nosso Irmão mais velho, juntamente com o seu genro Martinho, marido da Celina. Para nós o SR. EDUARDO foi sempre o nosso HERÓI!

Se ainda aqui estivesse o Rebaldinho, ele contar-me-ia estórias sem fim, ele que tinha um anormal jeito para se lembrar de tudo…daquelas tardes e noites passadas no Café do Sr. EDUARDO, já cheio de sono mas a aturar-nos, irritando-o no seu Portismo e no seu PPdismo! Mas sempre na galhofa e sempre com a sua condescendência!E sono…

Preencheu uma parte da minha vida e das vidas dos da minha geração mas, para além disso, e muito mais que isso, foi o Homem que lutou pela Saúde das pessoas da terra e era o Homem que lhes transformava o feijão e o milho em azeite, em  arroz e em  vinho e lhes fiava os complementos essências para as colheitas.

Este HOMEM merecia uma ESTÁTUA em GÓIOS! Naquele lugar que é a nossa sala de visitas, o TERREIRO!

Para que a Memória não se transforme em coisa fútil e o Reconhecimento em coisa estéril.

Descanse em Paz, SR. EDUARDO LOPES MIRANDA.

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MARCELO, UM PUSILÂNIME?

Poderão dizer-me: mas Marcelo é o nosso Presidente da República e, como tal, o supremo Chefe da Nação e o Comandante-em-Chefe de todas as Forças Armadas. Pois, mas Cavaco também o foi, era apenas o que me apeteceria dizer.

Mas tenho que dizer algo mais e, quanto ao título, ele é uma interrogação e não uma afirmação pois que, perante o que a seguir explanarei, a pergunta surge-me com naturalidade.

É que o que na verdade se verifica é que quando a agenda de qualquer um deles, que deveria ser normal, linear, transversal e patriótica, se torna em pessoal, nós tendemos a fazer perguntas destas, perguntas essas que põem em causa o nosso respeito pessoal  e tendemos a ficarmo-nos apenas pelo respeito institucional.

E daí a pusilanimidade! Mas o que é, no fundo, um pusilânime? É todo aquele que, mesmo pretendendo demonstrar o contrário, tem fraquezas de ânimo e mesmo alguma cobardia em enfrentar grandes desafios, desafios tidos como tabus. E também se poderá acrescentar que em relação a factos preponderantes que são da sua jurisdição eles se alheiam, virando a sua atenção para os que o não são ou apenas o são indirectamente.

Tudo isto vem a propósito das nossas Forças Armadas que, segundo o Correio da Manhã e o Expresso, cada vez mais parecidos um com o outro deva-se dizer, estarão em fase de pré levantamento! Porquê? Não sei, de facto não sei e nem sequer suspeito. Mas o Expresso deste fim de semana, do qual só li a primeira página, afirma em parangonas que “CHEFES DE ESTADO MAIOR UNEM-SE CONTRA O GOVERNO”! Acrescentando, em subtítulo, que acusam o Governo de tratar as Forças Armadas com “iniquidade” e de por em causa a “segurança colectiva”! Eu achei isto da ordem do fantástico! E vocês, não?

Mas, para ajudar, o nosso queridíssimo General Ramalho Eanes, também na mesma capa, e isto só pode ter sido obra do acaso, afirma que “Pusemos as nossas Forças Armadas num Gueto”. E mais não li!

Pusemos, Sr. General? Quem, eu? Este Governo? Eu não sei se esclareceu porque mais não li, mas suspeito que tal não tenha explicado. Mas posso tentar interpretar, mas à minha maneira, claro está.

Não vou aqui elucubrar sobre as Forças Armadas porque desse tema nada conheço, não andei na tropa, não fui à guerra, nunca peguei numa “canhota”, nem tão pouco saberei correctamente dizer todos os cargos da sua hierarquia. Apenas sei que no Exército começa em Soldado Raso e acaba em Marechal! Mas há coisas acerca delas que eu sei e que todos nós sabemos!

Sabemos, por exemplo, que é um Órgão de Soberania, que tem um específico poder, um poder que lhe advém das armas e outros apetrechos de guerra que só elas podem possuir e manobrar, mas a quem cabe o dever patriótico, especificado e aceite, de defender o nosso território de qualquer ameaça externa, de proteger as nossas fronteiras e de defender a nossa soberania, em suma. É o que lhes cabe!

Também sabemos que o Presidente da República em exercício é o seu Comandante Supremo e, portanto, o seu mais alto responsável e dignitário. Ninguém é nomeado sem a sua concordância e aval e a ele cabe, que não ao Ministro, que apenas administra as dotações orçamentais e formaliza nomeações, tratar da sua estabilidade organizacional e objectiva.

Mas observando o quão célere é este nosso Presidente a comentar tudo e todos, a dar palpites sobre as acções do Governo, sobre as suas medidas e sobre tudo aquilo a que a ele directamente não diz respeito, ficamos, pelo menos eu fico, espantados por, naquilo que directamente lhe diz respeito, ficar mudo e quedo, retraído e ausente. Mas porquê? Não será isto uma definição para “Pusilanimidade”?

Tudo isto e todas estas afirmações, afirmações que a serem verdadeiras colocam em causa a saudável convivência institucional, não lhe merecem qualquer comentário? A ele, ainda por o comentador mor do reino? Estranho, não acham?

Adjectivo esse que lhe pode igualmente ser aplicado em outros contextos como, por exemplo, no da Justiça! Porque é que ele que tanto intervém em tudo o que se trate de Administração Interna e não o faz quanto à Justiça? Será que ele, tal como eu, também não se quer meter com o Correio da Manhã, o muito preclarado verdadeiro órgão de informação do Ministério Público?

Mas eu até condescendo que em relação à Justiça ele não se pronuncie, pois o que vemos é que quanto a ela ninguém se pronuncia, muito embora se façam acerca dela programas sem fim, enfim, mas em relação às Forças Armadas Sr. Comandante-em-Chefe, nada? Mesmo quando um jornal como o Expresso, onde V. Exª foi preponderante, publica o que publica, quando um General como Ramalho Eanes diz o que diz, e já nem falo do tal CM, V.Exª nada tem a dizer? Nem se pergunta: o que se passa? Será que querem mais dinheiro? Só poderá ser e V.Exª disso terá que saber. E, não falando, aperta o nó ao cerco, não será Sr. Comandante? Quando pode lá vai ajudando, não é Sr. Presidente?

Devem queixar-se de “falta de meios”, não será? Todos dizem o mesmo, sempre dizem, os da Justiça também quando ela não funciona, não é? Os das fronteiras idem. Os da Judiciária, idem aspas e Etc.

Mas as Forças Armadas terão a tal “falta de meios” para quê? Há alguma guerra contra nós no horizonte? Algo que não saibamos? Temos mais Generais que qualquer país da Europa. Não chegam? Temos dois submarinos que não funcionam. Querem mais dois que funcionem, é? Os Pandurs são novos e estão enferrujados. Querem outros? Ou sentem-se num gueto porque, não havendo uma guerrinha que seja, se estão a sentir inúteis na sua enorme utilidade? Ou será porque, não havendo essa tal guerrinha que seja, se dão consciência da enormidade de Generais que têm para tão poucos Soldados?

É que deve ser mesmo muito chato, muito aborrecido e mesmo muito deprimente, passar horas, dias e mesmo anos esperando a dourada reforma, sitiados nos seus gabinetes jogando joguinhos de guerra virtual e à batalha naval! E aí eu até que acho compreensível o tal de “gueto” e a inevitável irritação.

Como não ter como poderem demonstrar a sua sabedoria de guerra, os seus conhecimentos geoestratégicos e coisas assim, assim num campo real e não apenas naqueles exercícios a fazer de conta.

As messes já são uma grande chatice e Jogar às Sueca (coisa para menores e não graduados), à Canastra, ao King, ao Bridge e mesmo ao Pocker é também já uma rotina medonha e perigosa para a saúde pois é sempre acompanhada daqueles Whiskies, a cujo preço só eles têm direito, que vão suavemente destilando…Eles até que têm razão: isso não é vida!

E aí, enfim, muito me admira a falta de sensibilidade do seu Comandante-em-Chefe, alheio que demonstra estar a estes pungentes problemas. Problemas que os fazem sentir-se num “gueto” e a acharem tudo isso uma “iniquidade” que, pondo os seus cérebros num fastidioso “stress”, colocam em perigo a “segurança colectiva”!

Que afrontem o Governo eu até acho normal. Quem não o afronta por falta de meios, por falta de progressões nas carreiras e falta de condições de trabalho…Quem?

E digo mais: com todo o acervo de compaixão que o meu coração encerra, da Tropa eu tenho pena, tão abandonada mostra estar! E tenho pena porque, pretendendo sentir o que eles sentem, sem uma guerrinha que seja, para que serve ela?

E concluo: Poxa, com esta Tropa já nem é possível haver PAZ!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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UMA SALOIADA DE NABICES!

Eu escrevi no meu portal do Facebook que não mais escreveria acerca de casos e casinhos, os tais que têm sido e certamente continuarão a ser o alimento da nossa Direita, à falta de outra alternativa de normal oposição.

Prometi e tudo farei para cumprir essa minha promessa, o que não me impede de falar ou escrever sobre “não casos”, pois sendo “não casos” deixam de ser casos ou casinhos! Como o dos bilhetes para a bola do Centeno.

E dei por mim a pensar cá para comigo: meu, tu estás tramado, pá! É que se algum dia sonhares, e os sonhos ainda são gratuitos, em ires para um Governo ou seres Ministro, tira o cavalinho da chuva! É que tu (eu), nos últimos tempos, sempre que foste à bola também pediste os tais bilhetinhos e, fino como és, sempre para um camarote, esses lugares onde os bilhetinhos se transformam em convites!

Para a Pedreira em Braga ligas ao teu Amigo lá da coisa! Para o Dragão ligas ao teu Amigo que tem lá camarote e, se ele já não tiver convites disponíveis, porque de convites se trata pois estão já pré-pagos, ligas para outro Amigo que tem Amigos que também lá têm camarote. Que peça tu me saíste, ó meu! Dizia eu para comigo, já desconsolado por ver mais um sonho ir à vida…

Mas eu, que às vezes sou um tipo bem informado, sei que o Centeno tem um filho nas camadas jovens desse clube que dizem possuir uma catedral. Pois que lhes faça bom proveito pois eu prefiro umas “capelinhas” e até frequento algumas! E sei disso pois tenho um familiar em Lisboa que também tem um filho que por lá andou e viu-o lá a acompanhar o filho várias vezes. Eu não lhe gabo os gostos, mas que é devoto, disso não tenho dúvidas. De modo que dois convitezinhos…até eu se fosse devoto!

Mas eu, eu que gosto de “capelinhas” e até, como disse, algumas frequento, mas que não têm nada a ver com futebol, de santuários até que gosto. E gosto, não sendo Portista, particularmente de um: o santuário das Antas! Vejam lá se aquela avenida que vai dar ao Dragão não parece um santuário! E, por isso, é o sítio onde me dá mais prazer ir ver a bola. Catedrais? Nada! Nem a do Alvaláxia que mais parece um centro comercial!

Mas de futebol estamos falados pois é um não caso, a não ser a coisa do “coiso”! Mais a do ”descoiso” e ainda a do “trescoiso”, mas disso eu não falo! É da Justiça e com o Correio da Manhã eu não me meto…fujo!!!

Mas voltemos ao Centeno, extirpando-lhe essa mancha de escarlatina, qual tatuagem, que teima em não “deslargar”. É tudo inveja, é o que é. Dor de cotovelo como se diz na minha terra e na vossa também. O homem tem esse defeito, e depois? Quanto ao resto, quanto ao resto já foi e é um pouco de tudo e de tudo um pouco acusado. Se não vejamos:

O Daniel Oliveira, aquando daquele caso do Domingues, afirmou e escreveu que ele, o Centeno, era um “nabo” em Política! Eu que nasci e cresci na terra onde mais se criam e cultivam nabos e disso, portanto, sou algo conhecedor, respondi-lhe com contundência, vai fazer daqui a uns dias um ano. Aqui vai o Link; https://wp.me/p4c5So-LG. Seria bom que o Daniel, num acto de penitência, relesse o que escreveu! E, já agora, coisa que sei que não fará, e é pena, o que eu lhe respondi!

De “nabos” estamos, portanto, também falados e restam-nos os “saloios”, que até podem estar relacionados com nabos, porque nabos também é coisa de saloios! E, perante tanta nabice e saloiada na apreciação do Centeno, eu pergunto-me se isto não poderá configurar um caso de “Sem Moderação”, programa onde os dois peroram, tamanha é a falta de ponderação com que emitem juízos.

É que o José Eduardo Martins, pessoa que conheço e por quem até nutro amizade, uma amizade de outros Festivais que não os da Política ou do futebol, pois em ambos os casos estamos em campos opostos, li que se saiu com esta tirada: “ O Centeno é um saloio deslumbrado”!

Ó José Eduardo, que é isso? Então você chama saloio a um tipo de Olhão?

É que ele, ao contrário das “nabices” do Daniel e das suas “saloiadas”, até que tem olho para a coisa! Não fosse ele de Olhão que, como dizia o Zeca, é “Vila de Olhão, Terra da Restauração, Madrinha do Povo, Madrasta é que não”!

Vá lá: moderem-se, tá?

 

 

 

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HUGUINHO: O DONO DA BOLA?

Nota Prévia: No mesmo registo do anterior texto, mas hoje com pontuação!

 

No meu tempo de criança era assim: O dono da bola, de capão claro está, coisa apenas acessível a uns poucos privilegiados, é que escolhia a equipa e se a coisa não estivesse a seguir segundo o seu capricho, pegava na bola e ia embora…sob o protesto de todos e mesmo choro de alguns! Ele era o dono da bola!

Mas também me lembro de há uns longos anos, princípios da década de oitenta, ter visto uma rábula protagonizada pelo Óscar Branco que aí vestia a mítica figura do “Toninho Piranha”! Sucede que um Huguinho qualquer também tinha comprado uma bola nova, uma bola cheia de um ar redondo, como a definia o Toninho Piranha, pois ela “pinchava”! Mas quando o Toninho Piranha ia marcar um Penalti, o tal Huguinho virou-se para ele e avisou-o: Ó Toninho, olha que a bola é nova!

E o Toninho Piranha, sob o peso de todo aquele ar redondo, o ar redondo que fazia “pinchar” a bola, descobrindo que no Penalti a bola não “pinchava”… falhou o Penalti!

Este preâmbulo é apenas para introduzir mais um “compère” nesta espécie de peça, o Ruizinho!

De modo que o “Ruizinho”, parceiro na vida real do Huguinho, tal como ele bem nascido e desde sempre dono de qualquer coisa, transformou-se em dono do Campo, quis de imediato fazer uma nova equipa e, ainda mais, quis substituir o anterior Capitão. Só que o Huguinho ergueu lentamente seu indicador dedo e disse-lhe: Na, Na, Na…Aqui o Capitão da equipa sou eu e, mais, a bola é minha! E virando-se para o Ruizinho disse-lhe: Tu até podes ser dono do Campo, mas…substituir a equipa? Mudar de Capitão? Olha, tu até podes ser dono do estádio, até podes formar uma nova equipa, mas…sem bola? Quem é que joga? E relembrou-lhe: É que a bola é minha!

E o Ruizinho, à maneira de um Jasus qualquer, logo pensou: Mas como é que eu, com esta porcaria de equipa, equipa que eu até derrotei nas urnas, posso conseguir os meus “objectivos”? Que me adiantará levantar a cabeça e seguir em frente, como dizem os Jasus todos?

Então, tolhido de gestos e de imediatas acções, lá reuniu com o Huguinho que, à falta de outra bola, era o dono da única! Mas o Huguinho, com o seu anterior chefe em vias de se fazer à vida, resolveu julgar-se o lídimo repositório da sua sequela e perguntou-se: Mas quem sucede a Passos e à sua imemorável actuação? E quem sucederá ao incompreendido mas mais que fabuloso pensamento de Santana para o futuro deste País? Quem se não eu?

Quem melhor para travar este menino da Foz que quer fazer do nosso inesquecível passado recente tábua rasa e fazer esquecer estes dois valores da Pátria, ao nível de qualquer Infante da ínclita geração, ou de qualquer Vasco da Gama ou  Albuquerque? Quem? Quem mais para travar este menino mimado que aqui chega e quer logo mudar de equipa, de táctica, de capitão, de tudo…pensando que é logo tudo dele? Pois é, falta-lhe a bola, e sem bola não há jogo! A bola é minha e se ele quer a bola para jogar, esta tem que ser muito bem negociada!

E então lá surgiram todos os comentadores, todos os analistas, todos os politólogos e até economistas e todos os seus afins, a afirmarem alto e bom som: Suicídio Político! De quem? Dos dois! Um porque fez finca fé e, como alvitrou Marques Mendes, deu sinal que ficou agarrado à bola e o outro, o Ruizinho, porque não soube exercer a sua autoridade e ficou fragilizado! Isto é: o Huguinho colou-se à bola e só sabia dizer que a bola era dele e sem a sua bola não haveria jogo, fazendo birra! E o outro porque ganhou o campo, mas…nem uma bola conseguiu arranjar, quanto mais uma equipe!

Pelo que, neste imbróglio, o jogo continua parado! E parado por falta de bola! Se ainda fosse por falta de energia eléctrica…E o que é certo é que ninguém lhe dá a bola, ao Ruizinho, que é o mesmo que dizer, como se diz cá na minha terra, “ninguém lhe passa boia” ou “ninguém lhe liga bóia”!

E assim surge a pergunta final é: Que vai fazer o Huguinho com a bola e que vai o Ruizinho fazer com o campo? O Huguinho vai jogar sozinho? O Ruizinho vai rapar a relva?

É assim este “nosso” (melhor, Vosso) PPD, que também se auto intitula de PS+D! “D” de divertido

PS- Como sempre digo: analistas políticos anestesiados, economistas assalariados e comentadores deslumbrados há muitos! De modo que eu dedico-me à “medicina alternativa”!!!

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E O PASSOS FOI À VIDA…!

Passou-me pelo frontispício assim como que uma rajada de estupidez e às vezes a estupidez quer dizer mesmo maluquice e em honra aos vinte anos de Saramago Prémio Nobel resolvi escrever este texto sem pontuação

De modo que têm que adivinhar onde é que ela não está para saberem que ela deveria lá estar e tal como eu vou escrever ao correr do dedo no computador vocês vão ter que ler isto seguidinho pois senão não tem piada

E é para vos dizer que eu depois de ter ficado deveras preocupado quando o Passos disse que ia abandonar o Parlamento e até escrevi qualquer coisa como e que vai ser dele agora fiquei entretanto menos preocupado pois ele afirmou agora que se ia fazer à vida

E lembrei-me que nos meus tempos de criança e jovem um casal de namorados que se amava mas não tinha a bênção dos pais para se casarem resolviam partir o cântaro para obrigar os ditos a autorizarem o casamento ao que os pais sem escolha logo diziam pois  mas Agora Façam-se é à Vida

Mas até havia aqueles mais espirituosos que quando o noivo depois de fazer inchar a barriga da moça ia pedir a sua mão ao pai este dizia com que então a mão já a tomaste toda e agora vens pedir-me a mão

Mas com o Passos não foi bem assim pois ele foi prá vida e andou na vida muito antes de se fazer à vida e fez filhos casou e descasou e fez mais ainda mesmo antes de se fazer à vida Porquê Porque era filho de um médico um liberal médico que só pedia era que o rapaz tivesse juízo

Recuando também quero confessar que quando ele disse que se ia afastar do Parlamento e da vida politica eu logo pensei Já foste à vida ou mais simplesmente Já foste de modo que como é que vai ser agora E como se vai fazer à vida quem à vida já foi

Também me lembrei do Chato do nosso querido Nuno Lopes e do seu Vai trabalhar mas é mas como uma frase destas pode ser tão ofensiva que até um desgraçado em vez de dizer ao Cavaco Vai mas é coisa que daria para mil e uma interpretações resolveu pôr lá o Trabalhar e o Cavaco levou a mal e mandou-o pró Tribunal E desisti

Maneiras que tentando perceber o que ia pelo meu iluminado bestunto desatei a perguntar-me Diz que vai fazer-se à vida mas a que vida aqui é uma interrogação É só para ajudar E estou ansioso por saber para que vida ele irá quando na vida ele já andou e até à vida já foi

E antes mesmo de falar de Mr. Angelus e Mr. Herbs eu lembro-me que dele dizem que quando andou na vida ele era um Abridor de Portas E claro que a um tipo com o cérebro conspurcado isto poderia soar a manitas aqueles tipos que a gente chama para irem lá a casa abrir-nos a porta quando deixamos as chaves dentro e batemos a mesma mas que também abrem cofres ferrolhos fechaduras e outras aberturas Isso sabe-se que até dá dinheiro mas o Abridor de Portas eu conclui ser apenas uma metáfora

Mas também me deu para pensar com esta brilhante careca que nele também começa a refulgir que quem abre portas também as mesmas fecha e já que o Marcelo convocou para o seu Palácio que tem portas até dizer chega o maior especialista em Portugal em abrir e fechar portas sejam elas portas de carro de salas e outras assim esticando o braço e sempre dizendo faça V.Exº o favor mas dando também um valente rasteiranço a quem a cara não lhe sorria o Zeca Mendonça ele poderia não sendo tão especialista mas dando mesmo assim um jeito ir ocupar o lugar do Zeca Mendonça lá na São Caetano à Lapa para aprender economia com o Rio Assim um estágio com quem sempre trabalhou na privada diz ele

E agora vou terminar dizendo estar convencido que com Mr. Angelus ele já não se faz mais à vida e como o seu arqui amigo Paulo deu de frosques para o México ele vai pedir ao seu parceiro de outras vidas Mr. Herbs para voltarem à vida e voltarem ao negócio dos aeródromos mas agora em Angola Já foste E aqui até que também podia levar um ponto de interrogação Ficava bem

E pronto Foi pra isto que me deu

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