O “VOYERISMO” e os “BITAITES”!

Enfim, no meu retorno à escrita, não pensava falar de coisas destas, tão arredias da minha forma de ser e pensar elas são. Mas, dadas as circunstâncias, apetece-me sobre elas algo dissertar, precisamente porque, não coincidindo com a minha maneira de ser e estar, elas, pelos vistos, têm de tal modo vindo a ganhar protagonismo no “mainstream”, redes sociais e comunicação social, que talvez valha a pena algum tempo com elas dispensar. E algumas palavras dizer!

Primeiramente, e por uma questão de verdade e sanidade, é preciso reconhecer que todos nós temos, bem no fundo da nossa essência, algo de “voyeristas”! E quem disser o contrário…isso mesmo! E todos temos também tendência para mandar “bitaites”! É da natureza humana!

Só que uns fazem um esforço, mesmo ocasionalmente cedendo, para disso não terem amarras, e outros cedem e fazem disso coisa de vida normal…Também é da natureza humana. Mas mal…

A questão pode-se colocar em várias vertentes, diria até que variadíssimas, mas vou-me ater apenas a uma ou duas.

Comecemos pela imprensa escrita. Eu todos os dias apenas leio, antes de me deitar, as capas dos jornais. Mas cedo a lê-las todas, inclusive as do Correio da Manhã e do “I”. Pelas do Desporto já só passo mesmo de soslaio. Mas, ao mesmo tempo, quando estou em casa, e tenho estado pouco, e nesse tempo em que não tenho estado nada tenho visto ou ouvido, cedo sempre à tentação de fazer o tal de “zapping”. Só que, e esta é a minha verdade, aí não cedo a ficar na TVI 24 quando passa a noite a falar de casos de polícia e ultrapasso a correr todos os restantes canais até chegar à Sportv. E, se aí nada de interessante ocorrer, desligo mesmo a TV. É assim, quer acreditem ou não!

Como me mantenho informado? Simples: tal como escrevi no meu Facebook, a melhor maneira de estar informado é nada ver ou ouvir e ler apenas coisas de pessoas que pensam e são independentes, inteligentes e formadas…Se assim estou informado? Totalmente! Como o que quero e, francamente, não gosto de “palha”! Esse alimento é para outros…

Há dias, numa reunião familiar a tocar o completo, relembrando a minha e nossa Graciete, em conversa amena sobre estes temas, diante de pessoas da Família , uns Professores de Direito, outros gente da Economia e outros formados na Vida, eu declarei, alto e bom som: “ Eu não sei se sou o único, mas devo ser dos poucos que se podem orgulhar de nunca ter cedido à tentação de ter ouvido qualquer escuta ou ter sequer lido quaisquer transcrições (ilegais) de todos esses processos mediáticos que, de há anos a esta parte, tanto têm sido propalados em toda a comunicação social. Uns mais privilegiadamente que outros, sem dúvida, mas todos. Nunca cedi a ouvir nem ler nada. Seja do “Apito Dourado”, seja da “Operação Marquês”, seja da do “ Ferro Velho”, seja dos “Emais”, seja do raio que o parta…disso nada sei e continuo sem saber! “

Todos algo já tinham lido ou ouvido! E quase todos formaram uma pequena opinião que fosse…nem que tal fosse ditado pela tal inércia…O que nunca me impediu de ter a “minha “ opinião!

Eu posso orgulhar-me que, nesse aspecto, nunca cedi. E porquê? Porque tudo aquilo foi obtido, cedido, entregue, adquirido, ou seja lá como tenha sido, de forma ILEGAL! E nisso nunca transigi!

Pecador? Sou com certeza e logo no início o admiti. Mas há limites. Como os há ou deveria haver no chamado “Jornalismo”.

Por exemplo: eu, que já vou fazer 64 anos no próximo mês, sou do tempo em que, não existindo ainda “redes sociais”, escolhíamos o Jornal para ler pela sua qualidade. Pela qualidade dos seus jornalistas, dos seus comentadores, dos seus colaboradores e pela qualidade literária que apresentavam. E tínhamos a Capital, o Diário de Lisboa, o Jornal do Fundão etc, e neles colaboravam todos os que de melhor havia nas Letras e nas Artes. A qualidade era a bitola!

E hoje? O que sucede hoje? Precisamente o contrário: a bitola, tanto nos jornais como, infelizmente, nas TV´s, é precisamente o contrário: quanto mais sórdido melhor. Quanto mais “vouyerista” melhor. E ultrapassa-se tudo em nome da concorrência e das audiências…e vale tudo… Até ceder na sua própria dignidade…Enfim…

Não, não vale tudo! Pelo menos para mim, e espero que para a maioria dos meus Amigos, não vale tudo.

A nossa Dignidade, a nossa Lucidez e a nossa Clarividência como Homens livres e conscientes do nosso dever enquanto tal, a isso não se podem permitir…

Pecadores, sim, agora agentes do retrocesso civilizacional? NUNCA!

E não falei de “incêndios”, essa coisa tão nova e recente…

Advertisements
Standard

Este BARRETO é um “Barrete”!

Lentamente vou-me actualizando, depois de muitos dias de imensa amargura e alheamento. Mas a vida continua…

E se há coisa, que até por aqui algures referi, que me faz pensar e me faz ficar cada vez mais perplexo é, acerca do processo por que passei durante uma dezena de anos, o facto de muita gente, maioritariamente mulheres, por acaso, me dizerem: nenhum (eu acrescento “quase”)  homem faria o que você fez!

A minha perplexidade conduziu a que eu dissesse e escrevesse o que disse e escrevi: Mas como, perguntava eu? Mas haverá possibilidade de se ser Homem só pela metade? Ser-se honesto só pela metade? Ser-se vertical mais ou menos? Ser-se sério mais ou menos? Ser-se íntegro em part-time? E, finalmente : AMAR mais ou menos ou assim-assim?

Portanto, seguindo como sempre procurei seguir aquilo que sempre me foi ensinado, eu considero e sempre considerei que o que vivi não passou da “normalidade” e sempre respondi a essas pessoas: Eu? Que sofri ou sofro eu? E ELA?

Portanto, passado este pequeno introito, ele apenas é referido, como vão ver e ler, como introdução a uma apreciação, que não passa de uma pessoal apreciação, a uma pessoa que eu não posso considerar, pese a sua cultura, pese o seu estudo, pese o seu estatuto ou pese os lugares ou cargos que ocupou, como um Homem na sua essência total, mas apenas “mais ou menos” homem.

Porquê? Por uma simples e primeira razão: ninguém pode ou deve renegar nunca o que foi! Isto é, até pode mudar de ideias, mas renegar o que se foi? Para mim, nunca! Por exemplo: eu nasci pobre! Vou alguma vez esconder ou renegar isso? Para estudar fui para um Seminário. Posso isso renegar? E poderei, tendo em alguma época sido contestatário ou me ter comportado fora das regras, isso esconder? Ter pensado de maneira diferente do que agora penso e isso renegar?

Não, eu entendo que não! Acho que um Homem que é Homem, deve assumir a sua vida, os seus actos e a evolução do seu pensamento, mas nunca renegando o que foi ou como foi construindo o seu pensamento e vida.

E, no meu processo de reactualização com o dia a dia, dei por mim a ler numa capa de jornal um estrato de uma entrevista que o personagem a que me refiro (O Sociólogo António Barreto) deu a um qualquer jornal e em que dizia esta frase fundamental: “Eu não queria a “geringonça”, isto é, um Governo do PS apoiado pela Esquerda, PS e BE e Verdes…”.

Emitir a sua opinião, como eu emito a minha, não tem nada de relevante e estranho mas, ao contrário de mim, que ninguém conhece e nem algum lastro tenho, ele é uma figura que foi sempre pública, foi Ministro, presidiu a “coisas”, emitiu e emite pensamento, escreve e é SOCIÓLOGO! E aqui está a substância.

Sociólogo? Mas de quê? Eu acho que a Sociologia pressupõe estudar as Sociedades, a sua evolução ao longo dos anos, com critérios gerais mas também específicos e concretos, a sua decorrência e suas consequências, as suas melhorias ou não mas, tendo como sentido prioritário, a explicação dessa mesma evolução. Mas a palavra Sociologia tem por origem o “Social”. E tendo como pressuposto a evolução dos “Povos”, das suas conquistas, dos seus progressos e das suas lutas, isto é, da forma como foram sendo ou não adquiridas.

Por isso, sem desrespeitar o seu trabalho ao longo dos anos de pesquisa e estudo, custa-me a mim acreditar como um homem como este, com tanto rasto e lastro, consegue emitir uma afirmação destas, como que dizendo, ou pretendendo dizer, que as Sociedades só poderão progredir com a aliança das classes médias com as burguesias, mas descurando o Povo. Do povo com o capital. Da evolução sem direitos. Da evolução através do neoliberalismo. Da desmaterialização da política e das ideologias. Enfim, dos interesses globais de uma “elite” sobrepondo-se aos mais básicos direitos de uma grande maioria. Que “Sociólogo” será este?

De modo que a pergunta que se impõe a este “senhor” é a seguinte: Que diabo o levará a pensar que um governo PSD/PS seria melhor que este? Infelizmente, a uma única conclusão chego: é ele ter como apoiante o PCP! Esta é a verdade pura e dura! Partido a que pertenceu, mas renega. Como se tivesse trabalhado numa empresa e, numa entrevista de trabalho, viesse falar mal, renegar, a sua anterior empresa! Que diria ele  desta se alguma vez fosse contratado e saísse?

Sociólogo? Terá sido o seu profundo conhecimento da Sociologia que o levou a aceitar ser, como Sociólogo, é claro, o Ministro da Agricultura que acabou com a Reforma Agrária e devolveu as terras aos seus “legítimos” proprietários, os latifundiários, deixando o Povo Alentejano e Ribatejano, essencialmente, que tanto ao longo dos anos sofreram, sem terras e sem trabalho? Terá sido em nome do “Social” ou da “Sociologia”?

Sociólogo, o senhor Prof. Dr. António Barreto? Não! O Senhor é, sim, um REACCIONÁRIO! Palavra que, como Sociólogo, deve saber o que significa.

O senhor foi comunista na adolescência, foi socialista quando regressou das Suíças, foi depois duma coisa qualquer do PSD, transformou-se em politicólogo barato, passou pela Pordata (aqui fez qualquer coisa, mas depressa se foi), até que endoidou!

Tal como a outra…O senhor Prof. Dr. Barreto é tudo por metade e, por isso, é um “barrete”!

Standard

O CRESCIMENTO do PEDRO

Do Pedro, sim, mas do outro que não o meu Neto. É que o meu Neto é Vassalo e o de quem vou falar é Coelho!

Como sabem, eu já há uns quinze dias que, por motivos de ordem superior, ando literalmente afastado das notícias e do mundo e só agora, devagarinho, vou retomando a sequência de vida que se aproxime da realidade. E vou-me actualizando e lendo, por alto, o que de mais relevante tem acontecido na nosso País. Mas não tanto do mundo! É isso: uma coisa de cada vez!

E, mesmo estando actualmente em Barcelona, soube coisas várias: que o PIB Português deu, com este governo, um estimulante salto; que o nosso défice continua em trajectória descendente; que o nosso saldo primário está entre os melhores da Europa; que a confiança dos cidadãos e empresários continua em alta; que o desemprego continua a sua trajectória descendente e a concomitante criação de emprego em subida; que o nosso Centeno é cada vez mais respeitado na Europa e que, finalmente, vamos sair do procedimento por défice excessivo!

Não é coisa pouca, mas o Pedro, não o meu neto mas o outro, que tanto desejou a vinda do Diabo, vê-se agora constrangido a apelar a conselhos impuros e decadentes para que o tal “crescimento” seja sustentável e, quiçá, maior que o naturalmente atingível…

E sugere ao Costa que tome ” coisas”. Aquelas ” coisas” que alguns tomam para ter mais ” vitalidade”, mais ” virilidade”, mais ” potência”, mais ” pujança”, mais ” desempenho” e coisas assim e a que ele, assim como não quer dizer o que quer dizer, chama de ” reformas”! Ou ainda, e isto não passa de uma não sei se plausível hipótese, recorrer, para crescer, a um daqueles tratamentos que aparecem nalguns jornais, na internet e em sites que ninguém vê, que resolvem de imediato o problema da dimensão da coisa, e do seu precário crescimento…

Vocês até se podem rir e achar isto demasiado estúpido mas, pensando bem, depois da “TINA”, que restará ao Pedro?

O que fica é que, afinal, o Pedro diz que, apesar do ” there is no alternative”, ao ” sadismo” que ele praticou, e ” coisas” que experimentou e tomou, só com “reformas” estruturais é que vamos,  diz ele, lá!

Mas Pedro, cuidado! Essas coisas criam habituação e, qualquer dia, nem o coração aguenta. Eu conheço muitos casos e daí o meu aviso. E Pedro, repare: eu tenho a dimensão que tenho, sou até para o baixo, normalíssimo da silva, gostaria de ter crescido mais um pouco, em todos os aspectos, mas…para quê Pedro? Sempre cumpri os meus deveres  de cidadão na sua plenitude e, de reformas, só preciso da que tenho, e que, ao fim de 43 anos de trabalho e descontos, acho que mereço.

E mais Pedro: eu quando era jovem também li os livros proibidos do Marquês de Sade. E vi os ” 120 dias de Sodoma” do PASOLINI. E abjurei e esqueci. E conheço a história, Pedro!

Com que então os heróis são os Portugueses, não é? Sabe-me dizer, Pedro, qual foi ao longo da História o General, o Almirante, o Marechal, o Rei, o Governador que morreu em guerra? Ficou o D. Sebastião porque se perdeu no nevoeiro. E o Vasco da Gama? E o D. Henrique? É o Fernão de Magalhães ( ouvi dizer que partiram cinco naus com quase trezentos tripulantes  e só chegaram dezoito. O Fernão incluído! ) Eles têm todos estátuas e nomes de ruas e os Portugueses, os tais para quem o Pedro dirige o mérito?

E fala o Pedro de ” reformas” que façam diferença no futuro?  As suas Pedro? Dispensamos, definitivamente dispensamos e eu, como Português, que sofreu também, embora muito menos que outros, os mais frágeis, os mais marginalizados, os mais pobres, digo-lhe, e digo-lhe também em nome de todos estes, que dispenso o seu elogio.

Dispenso os parabéns de quem nos impôs sádicamente os sacrifícios que impôs e que tanto “gozo” deram à sua deturpada mente.

Vá, emigre, vá para longe, desapareça e vá ensinar as suas ” reformas” a outros…olhe: aos alemães, aos húngaros, aos austríacos, aos eslovacos, aos polacos, ao Trump, à May, ao Schauble, ao Rajoy, ao …. Isso mesmo.

E, já agora, cresça Pedro, cresça e cresça bem, mas desapareça. E leve consigo a Madona! Aquilo é que iria ser, Pedro!

 

 

Standard

A NOSSA GRACIETE- Recordando e Agradecendo.

Na Missa de despedida da nossa GRACIETE, minha querida esposa e companheira de há quase 45 anos, na passada sexta-feira, dia 12, eu, apesar de emocionado mas sustendo as lágrimas, pedi autorização ao amigo oficiante Padre Fernando Nogueira para, depois de uma comovente saudação da minha Irmã, dirigir umas curtas palavras a todos os presentes, fazer uma coisa que a minha consciência me ditava dever fazer: um Agradecimento público a algumas especiais pessoas.

Pessoas essas que durante estes longos anos de martírio da GRACIETE se evidenciaram na sua ajuda, companhia e apoio. Mas, dado o momento, o improviso, o nervosismo e as circunstâncias, apenas referi alguns e, penso agora,  que posso ter sido injusto para com outros.

Quero agora, e publicamente, rectificar essa falha, recordando a síntese que a minha memória gravou e o que a minha consciência me manda acrescentar.

Referi em primeiro lugar toda a sua Família, Irmãs, Cunhados, Sobrinhos e todos mais, incorporando-os todos numa pessoa: a sua Irmã MARGARIDA, minha querida cunhada, cúmplice e amiga de sempre e o seu marido António Covas. Foram sempre e sempre, durante todo o processo de uma Amizade e disponibilidade inexcedíveis. Para definir o que ao longo destes anos fizeram só existe uma palavra: AMOR!

Referi em segundo lugar a minha Família que corporizei na figura estratosférica e carismática da nossa Irmã SAMEIRO : a bondade, a generosidade, a sabedoria, a dedicação e tudo o que imaginar se possa em pessoa. Minha irmã, mas também sua irmã de sempre. Como a minha Mãe, também sua Mãe de sempre e a quem sempre chamou de Mãe. Mas esqueci o seu marido e meu cunhado AMORIM, a quem peço desculpas pois sabe o quanto dele gosto e admiro. Ele a quem todos nós também consideramos como irmão. Ele é a ” muleta” da nossa Irmã e sem o nosso querido cunhado tudo seria muito mais difícil, quiçá impossível!

Referi depois a nossa colaboradora e amiga de há mais de vinte e cinco anos, a D. Linda Seixas Felix. A GRACIETE foi sempre para si uma deusa inspiradora e um exemplo. E fez durante todos os anos de doença da Graciete o que não faz qualquer normal colaboradora. Fez muito, mas muito mais que o seu normal serviço: ajudou-me nas alturas mais críticas, foi forte e, mesmo depois, na fase de acamada, sempre fez questão de a alimentar, por exemplo, dando-me algum descanso e conforto. Também a isto se chama, além de consideração e respeito, AMOR!

Também a seguir referi as Enfermeiras, que durante os últimos cinco anos contratamos para, durante todas as manhãs, cuidarem da Graciete em todos os processos de acompanhamento, tanto de enfermagem como de higiene e todas as vertentes de cuidados continuados no domicílio. De todas fiquei amigo e em todas vi, apesar de ainda novas, um profissionalismo, uma humanidade, uma postura e um respeito tais que, perante a serenidade, beleza e aceitabilidade da GRACIETE, além do profissionalismo também tudo fizeram, de certeza, com AMOR! Corporizei-as na Enfª Inês, e no Sr. Pedro Maia, gerente da empresa de cuidados continuados ELOS de TERNURA, mas podia e devia tê-las mencionado a todas. Mas todos os seus nomes ficaram gravados no meu coração.

Os Amigos, todos os Amigos eu corporizei na figura do meu grande amigo, o Poeta João Rios, cujo poema que à GRACIETE dedicou- ” Poema por saber dizer tão pouco pela minha Amiga Graciete”- eu resolvi, com sua autorização, por tão belo, colocar nas pagelas que foram distribuídas, juntamente com a sua foto.

Mas aqui eu tenho que me penitenciar pois não deveria nem poderia ter sido tão redutor, ao ponto de esquecer referir um casal na Póvoa, amigo e cúmplice de sempre: a Zirinha e o Manuel Rocha que, até justamente na noite derradeira me acompanharam. E a isto não se pode chamar outra coisa que AMOR!

Nem poderia ter deixado de referir o carinho de sempre do Valter ( Hugo Mãe) e das suas sempre ternurentas palavras, da Ana Rosendo, da Juliana Gonçalves, da Isabel Lhano, do Nélio Paulo e todos os Amigos e Amigas do Pátio, dos meus vizinhos Sr. Manuel e Filomena Maio e dos meus amigos dos Torreões. E todos os restantes amigos, de Esposende, da Ponte da Barca e de Paredes de Coura, para além dos meus amigos, amigas  e colegas dos lugares por onde trabalhei, com particular destaque para os dos últimos mais de quinze anos na última empresa onde trabalhei e à qual e aos quais me sinto ainda ligado e com um obrigado especial às minhas ” meninas” da SANIPOWER, a Xana, a Filipa, a Isabel e a Elisabete…

E referi por último um Homem, um Homem com um enorme “H”, meu Amigo de há muitos e muitos anos e meu patrào e chefe durante os últimos quinze anos! Chama-se AMÉRICO CAMPOS e a ele devo, em grandíssima parte, o ter conseguido proporcionar à Graciete  qualidade de tratamento que sempre teve e, mesmo durante a parte da doença ainda controlada, o nos ter facultado férias e viagens que seria impossível fazer e que a deixaram tão feliz e grata!

Eu sou consciente de que é preciso ter alguma sorte em ter tido como patrão um  Empresário  assim. Eu sei! Mas também acho que são estas pequenas grandes coisas que fazem os grandes Homens e os grandes Empresários: é serem no momento decisivo humanos, complacentes, solidários e sensíveis. E também reconhecidos, é claro.

A todos os enumerados e a todos os restantes anónimos que sempre, ao longo destes anos, me dedicaram palavras de conforto e coragem, o meu muito obrigado.

A GRACIETE deve estar contente pois sempre recebeu o que a todos sempre deu: Humanidade e Amor! Ela sempre soube a palavra DAR!

PS: GRACIETE, a SUSANA conseguiu hoje aqui em Barcelona, onde esta semana estou, aquele contrato que tanto almejava! Vai, num grande gabinete de arquitectura de interiores, chefiar uma equipa, com contrato estável e com hipóteses de progressividade, o que para ela, como sabes, é sempre alcansável, e o primeiro trabalho é a decoração dos interiores de um Hotel de 700 quartos em IBIZA!

Tu ajudaste, nào ajudaste?

Standard

QUE SURREAL OPOSIÇÃO!

O “Surreal”, neste caso, corresponde a algo que se sente ser estranho, da ordem do absurdo e que dificilmente poderemos, mesmo com toda a nossa boa vontade, classificar como realidade.

Vem isto a propósito do debate quinzenal hoje ocorrido na Assembleia da República. O tema central era o “Emprego” e a sua evolução.

O Primeiro Ministro lá falou dos últimos números, da evolução recente, do impacto que isso tem na Economia real e coisas mais e, como é norma, segue-se a interpelação do líder da Oposição, para rebater, para contestar, para concordar ou então para dizer “mas”…

Estava eu a seguir em directo (agora tenho algum tempo pois sou reformado!) e quem apareceu a liderar a oposição? O Montenegro! E pensei logo (e escrevo como penso), “cadê” o outro? Sim, o que é suposto ser? Não o via ou a TV não mo mostrava…Estaria lá? Mas, afinal, estava! Delegou, portanto! Ou “encolheu-se”, para não dizer coisa melhor!

Em seu lugar, enquanto ele estava afundado na sua toca, pois não o via, surgiu aquela “sirigaita”, de pé, como elas se põem para observar em redor, de nariz empinado e orelhas encolhidas, com um espaço sobre labial pronunciado que lhe ofusca a boca, a perorar sobre as virtualidades do anterior governo (sem o qual não haveria este, é claro) que, pasme-se, criou as condições para que o emprego neste cresça e mais, que no seu a criação de emprego foi ainda maior…

Daí o “surreal”! Quer dizer: quando entraram para o governo, em  2011, o desemprego estava na ordem dos 8%, por exemplo, nos primeiros anos do seu governo subiu para 17% e, depois, com os dados que sempre soubemos (emigração, fuga, cortes nos subsídios e implemento de “emprego” fictício através de programas sazonais de cursos subsidiados pelo IEFP), conseguiram descê-lo para os cerca de 12%, para ser benévolo! Criação líquida de emprego? Próximo do zero…

E, perante a anunciada, e confirmada pelo INE, baixa do Desemprego para a volta dos 10%, em apenas um ano, perante a criação líquida, neste mesmo período, de 153 mil postos de trabalho, perante o evidente aumento da confiança dos agentes económicos e perante todos os dados disponíveis, de quem vem falar o “sirigaita”? Da estabilidade da Segurança Social! E porquê? Porque o Ministro Vieira da Silva, o autor da anterior reforma, afirmou que, perante a factualidade, o quadro social em que se vive e o que se adivinha, de um ponto de vista de normal antecipação, nos devemos precaver para um futuro que, daqui a doze ou quinze anos, a não se fazer nada, será complicado…

E então foi aí que eu descortinei (por que a TV mo mostrou) que, afinal, o “laparoto” estava lá! E mais, vi-o a rir-se! Donde pensei com os meus botões: só pode ser do “serigaita”, aquele Monte de Negro, que mandou para a liça!

Agora faço aqui um parêntesis para explicar o “laparoto”! “Láparo” já sabemos o que é, e não é invenção minha pois há aí um Blog que se farta de, com propriedade, o apelidar por aquilo que realmente ele é: um láparo! Eu, até agora, o máximo onde consegui chegar foi chamar-lhe  de “Rabbit”,  num texto que publiquei. Mas é um “láparo”, disso não tenhamos dúvidas…

Mas eu, que durante vários anos vivi no Alto Minho, mais propriamente em Paredes de Coura, sei que lá o termo “laparoto” era bem comum! E que queria tal palavra significar? Nada mais que “ espertalhão”, “palerma”, “tonto”, “pobre diabo”…etc! “Lapin”, em Francês!

Portanto, o “laparoto”, espertalhão, passou a bola e mandou avançar o “serigaita”! Que afirmou esta coisa extraordinária: “Agora há mais pessoas a receber o salário mínimo”! Música para os ouvidos do Costa, está-se mesmo a ver, que lhe ripostou: Pois bem, há mais pessoas a receber um Salário Mínimo que já aumentou duas vezes e ainda, até ao fim da legislatura, vai aumentar mais duas. E há mais emprego com os empregados, apesar de tudo, a receberem mais do que V.Exªs queriam e diziam ser fatal para a Economia….

Música celestial, portanto, como a questão da Segurança Social! Primeiro Costa disse-lhe aquela fatal frase que foi: “ Não podemos fazer num dia o que vocês destruíram em quatro anos!”. E quando a “serigaita”, agora já com o “laparote” ao lado rindo-se, não consigo saber do quê, mas continuo a presumir ser da figurinha do Monte Negro ao seu lado, disso falou, levou com o inevitável: “ Então quem é que dizia que ia cortar 600 milhões nas Reformas?”

Ficção, disse o “serigaita”, com a “laparoto” ao lado, agora visível, com os seus pronunciados lábios cerrados.

Até que se deu a apoteose final, qual girândola, as “Reservas” e “Provisões” do Banco de Portugal… “Francamente” disse Costa: pensava-o mais preparado! E a Catarina, feita especialista, aproveitou e fez-lhe um desenho!

Mas, entretanto, a Cristas apareceu com uns quadros dizendo, prometendo ou exigindo mais Vinte (20!) estações do Metro para Lisboa! O Costa mostrou-lhe uma fotografia, no seu telemóvel, de há um ano e… ela, o “serigaita” e o “laparoto” ficaram para segundo plano…

Se fosse eu onde é que me meteria? Na toca! E não mais de lá sairia!

Que pobreza, My God!

Standard

O “OPORTO”…NISMO!

Vamos lá, não vamos confundir o anglicismo supra com “oportunismo”, nem tão pouco com “oportunista”. São coisas absolutamente diferentes e enquanto um “oportunista” é alguém que se aproveita de uma situação, percebe o momento e age em proveito próprio, ao arrepio da ética ou das boas normas, o “oportuno” é aquele que adivinha o momento, que o antecipa e chega a tempo, age por intuito próprio, por antecipação e risco próprios e que, no fundo, não deixa passar uma oportunidade que lhe aparece. Como se costuma dizer, não deixa que a carruagem passe sem a agarrar.

Esta gratuita explicação é para que não confundam, portanto, o “oportuno” com o “oportunista” e nenhum destes com o “OPORTOnista”!

Claro que, em certas circunstâncias, eles se podem consubstanciar num só e o “O” de diferencial que aqui aparece reduz a questão a um local único e próprio que se chama PORTO ou em estrangeiro OPORTO! Eu já sabia que tinham percebido mas, mesmo assim, frisei!

De modo que, passado este introito, pretendo informá-los que, desta vez, vou falar mesmo de Política, sem me ater apenas ao seu lado anedótico, ridículo ou caricatural e, neste caso, do Porto, ou “Oporto”, como queiram, pois acho que agora vende mais o “Oporto” que o portuguesíssimo Porto, e começar por uma simples e inocente pergunta: Que raio se passa pela cabeça de Rui Moreira?

Isto foi o que passou logo pela minha que, da dele, nada conheço! Só sei, porque me lembro e até diversas vezes escrevi, que saudei a sua “coligação” com o Manuel Pizarro e cheguei mesmo a saudá-los e dá-los como exemplo: De cooperação institucional, de entreajuda, de lealdade, de compromisso, de entrega, de arrojo, de verdade no confronto com a realidade, no diálogo franco e aberto com todos e tantas coisas mais.

Pelo que, perante a sua postura em prescindir de Manuel Pizarro como seu número dois, ou só o aceitar se ele fosse como “independente”, isto é, dispensar o apoio formal do PS através da sua pessoa, eu seja forçado a fazer a pergunta que fiz e que, no meu modesto entender, tem muito que se lhe diga.

Atestando da lealdade, não se pode rejeitar quem se quer, a não ser por insondáveis desígnios que, por ainda insondáveis, não são ainda da nossa perpepção, a não ser que, estando numa posição pretensamente preponderante, se pense que tudo se possa dispensar que não seja o seu desejo próprio. Que, neste caso, seria ter um executivo camarário totalmente “independente”, apesar de muitos dos seus membros pertencerem a estruturas partidárias.

Ora, assim sendo, resulta que Rui Moreira, no seu “independentismo”, se acha acima de tudo e de todos e não precisa do apoio formal de ninguém. Pelo que, depois disto tudo, resta apenas o CDS que, neste embrulho todo, mantém a sua fidelidade. Que remédio! Que quer Rui Moreira, volto a perguntar?

Facto mesmo facto é que Rui Moreira continua a dizer que o seu “partido” é o Porto! Ora, pretendendo, desta forma, ser dono e senhor do Porto, daí só poderá resultar um novo partido: “O Partido do Porto”! Mas sendo um partido do “Porto” e apenas do “Porto” pois nem de Gaia, Matosinhos ou Maia é, como se poderá ele alcandorar a conquistar um país que nem um outro “partido” no Porto já existente, o FC do Porto, o consegue fazer? Conquistar apenas o “país” Porto? Parca miséria!

O Costa, que é seu amigo e amigo de todos, disse-lhe: força Rui, vai em frente pois “amigo não empata amigo”! E, neste clima de amizade e camaradagem, de bom senso e realismo, de boa conduta e ausência de violências, lá resolveram continuar amigos em vez de assegurar uma fidelidade que o casamento já não garantia. Separaram-se, cada um vai para a sua casa e vão agora lutar para saber quem, afinal, vai gerir a herança!

Bonito, não é? Assim dito até será, mas não é bem assim. É que um, o Manuel Pizarro, serve um Partido, o Socialista, de quem é destacado membro, e que até é Governo, e o outro, o Rui Moreira, serve-se a si próprio, aos seus desígnios e ambições, respondendo apenas a si próprio também, e tudo isto sobre a capa da “independência”!

Posto o que, depois disto dito, eu acho que Rui Moreira deu um valente tiro no próprio pé e, no meu entender, por três razões substanciais:

  • Por ter menosprezado uma pessoa que toda a gente sabe ser muito querida no Porto, séria, empenhada, íntegra e que, durante quase quatro anos, fez um louvável e competente trabalho no pelouro da Acção Social. Não há no Porto quem isso negue.
  • Por lhe ter subido a soberba à cabeça e contar como “favas contadas” a sua reeleição sem apoios partidários. Que pode suceder mas, não havendo maioria, o vai fazer cair numa outra realidade: na que ele não ousaria prever!
  • Por querer dar uma de “reizinho”! Ora ele sabe à saciedade que já houve quem quisesse erguer uma estátua a outro rei, o “Pinto Rei” (O “Hermano” José, lembram-se?), ali na serra do Pilar, e este com mais propriedade pois abarcava o Porto e todos os seus arredores, e não foi erguida, quanto mais a ele que apenas se confina ao Porto e nem a todo!

Quem não se sente não é filho de boa gente”, diz o Povo e Manuel Pizarro e o PS fizeram aquilo que deveriam fazer.

Como vai ser a campanha? Veremos! Ainda falta muito tempo e muita água correrá por debaixo das pontes do Douro!  E Rui Moreira, como disse o Costa, tem direito ao seu pensamento e estratégia mas, daí a pensar que as pessoas são estúpidas, parvas ou destituídas, vai uma grande distância e talvez, neste tempo que resta, esta venha a perceber quais serão os seus verdadeiros desígnios: Ser um novo Emannuel Macron?

“Wait and see” como eu costumo dizer em estrangeiro!

Standard

“Ó da GUARDA”!

Eu recordo-me, dos meus tempos de infância, que esta expressão era usada pelo povo quando, vítima de alguma ameaça, roubo ou qualquer flagrante delito, se chamava pela Guarda, neste caso a Republicana, gritando a plenos pulmões o pregão em epígrafe.

Vem isto a propósito do propalado encerramento do balcão da Caixa em Almeida, a quem nem a sua celebérrima “Alma” parece valer. Mas, na verdade, ela também só vai “Até Almeida”!

E ouvindo vagamente as notícias surgiu-me uma perplexidade: não me lembrava de todo do tal “dito” e surgia-me sempre o “Para lá de Almeida mandam os que lá estão!”. E, apesar de não me soar bem, pois tinha a perfeita noção que não seria bem assim, também não deixava de notar certa coerência na frase. Pois reparem: se “para lá” de Almeida mandam os que lá estão, para lá da muralha, portanto, “para cá” mandariam os Almeidenses, pese a quase simbiose existente entre estes e os seus vizinhos, que sendo quase de nascença bilingues, também apresentam cruzamentos vários que nenhuma amurada conseguiu reprimir.

Pensava eu nisto quando, de repente, me dei conta do engano e caí na realidade: o certo é “Para lá do Marão mandam os que lá estão!”. Mas como a minha memória, apesar de teimosa às vezes, me obriga a um esforço suplementar, cheguei finalmente à  tal Alma até Almeida”!

E admirado fiquei de, esta sim, demonstrativa da ancestral coragem dos Almeidenses perante as constantes investidas do vizinho, da sua perseverança em pertencer a esta ditosa e amada pátria, lutando estoicamente até contra as invasões francesas, não se tenha revelado capaz de resolver esse pequenininho problema- o do encerramento do balcão da Caixa e tenha que ter chamado a Guarda.

 “Ó da Guarrrrrrrdaaaaa”. “Ó da Guarddddddddaaaaa”, gritaram eles, em frente à de Almeida Caixa. De cadernetas ao alto nas suas mãos bem levantadas, como que perguntando: que fazemos agora às nossas cadernetas? Os bigodes do Vice-Presidente e do Presidente espelhavam os sinais de raiva incontida que lhes caíam narinas abaixo e espumavam de fúria quando alguém lhes foi dar o recado que, lamentavam, mas o balcão já dava prejuízo há cinco anos consecutivos!

Como prejuízo? Então um balcão carregado de depósitos, mesmo não emprestando ( lá paga-se tudo “al” contado), como dá prejuízo? Não empresta aos outros que, esses sim, emprestam sem o terem? Que a margem de intermediação é muito baixa e os “serviços” não compensam. Só compensava se os depositantes pagassem para lá ter o seu dinheiro! AHhhhhh, disseram eles de boca aberta! A confusão tornou-se tanta que foi aí que tiveram que chamar “O da Guarda”!

O agora capitão da Guarda, que já antes tinha sido major em Gouveia e furriel na Agricultura e que parece que não quer ficar por aí, o capitão da Guarda Amaro lá foi em auxílio dos seus consortes e correlegionários, quem sabe seus compadres até. Foi dar-lhes conforto e, em nome do seu, deles, nobre partido, prometeu-lhes uma palavrinha ao seu chefe supremo, para este dar também uma palavrinha àquele que já foi seu súbdito e que agora pensa que é o maior, o tal de Macedo, o novo general da Caixa, apesar de desconfiar que, agora, este não lhe vai ligar qualquer cartão!

De modo que este, o antigo chefe do agora general, prometeu deixar-lhe um cartão! “A ver”, como dizem os seus, deles, vizinhos espanhóis…

Mas, vendo este intrincado problema, que de tão intrincado não se lhe descortina solução à vista, eu, sim eu, aproveito este para lhe, ao capitão da Guarda, dar um conselho. Igual a muitos que vou dando e aos quais ninguém tem ligado e sempre com as consequências que se conhecem: nenhumas!

Pense comigo Sr. capitão Amaro, da Guarda: Quem manda do lado de lá? Do Marão, pergunta ele? Não capitão, do lado de lá da muralha! O “La Caixa”! Não tinha reparado? Qual é a grande diferença? Um simples “L”. Está a seguir? Bom! De modo que como o “LA CAIXA” também já manda do lado de cá, porque não reivindica um “LA CAIXA” para substituir o “A Caixa” em “La” Almeida? E, já agora, aproveite e peça também um para a sua “La Guardia” e mande às favas o “a Caixa” e o general Macedo. Isso é que era ter alma até…

E vou-lhe dar um último conselho, mas deste não diga a ninguém. Segredo, ok? Ligue ao seu amigo “Ulrico”, que ele é tu cá tu lá com o tipo de lá que agora manda cá, o Forero!

Aí é que o Sr. capitão Amaro virava Coronel! Nem que se ficasse pela Guarda!

Standard

O “DA JOANA”!

O da Joana”, “A da Joana”, “A Casa da Mãe Joana” e coisas do género são palavras e frases com sentidos vários, neste caso os primeiros querendo significar um lugar onde todos mandam e fazem o que querem, onde cada um faz o que lhe apetece ou onde todos se podem servir à vontade e o terceiro um pouco mais complicado e por cujo significado não desejo ir. Só posso dizer que, neste caso, é a Joana quem manda!

Tive que fazer esta introdução, não por que não ache os meus leitores suficientemente inteligentes para isso perceberem, mas para colocar, desde já, de lado todos os significados ínvios que me possam querer atribuir.

“O da Joana” é mesmo o terço gigante, como tudo o que ela faz que, qual escultura do José Rodrigues, que aquilo certamente não faria, encherá os olhos dos devotos peregrinos que a Fátima irão nos próximos dias doze e treze e que certamente os assombrará não só pela sua magnitude como pelo seu significado.

Tudo bem, tudo em grande, todos satisfeitos, todos admirados, mas…não passa, apesar da sua grandeza, de um terço! E, como se chama de “Suspensão”, como rezá-lo, se ele está suspenso? Pois aqui é que bate o ponto. Se fosse um “rosário”, aí até estava de acordo pois era uma obra completa. Mas, assim, ficando-se por “um terço”, cheira, apesar da sua grandeza, a coisa inacabada.

Outra desilusão: é feito de “contas brancas”! Contas brancas, Joana? Eu a pensar que ia surgir da sua cabeça de imaginação sem fim não um feito de tachos, que estes fazem um sapato, nem de corações de Viana, que fazem um coração gigante, e aqui faz todo o sentido, nem daquelas coisas que as mulheres enfiam na coisa quando lhes aparece a mensalidade, como fez para um balaústre ou alabustre, já nem sei, como dizia Camilo Pessanha, que eu ouvi outro dia o Manuel João Vieira a  declamar em Coura, um candelabro, pronto, assim uma coisa nova…agora, “contas brancas”? Nem ao menos às cores, Joana?

 Eu, se me pedisse opinião, e não seria difícil fazê-lo, eu tê-la-ia aconselhado, para evitar as críticas que aí inevitavelmente virão, logo à partida de racismo por serem apenas brancas, embora para regozijo dos daltónicos que assim não confundem a cor, depois por estarem ali imóveis e, mesmo iluminadas, não passarem de brancas, estivessem elas ao menos lapidadas para logo refulgirem em cores, eu tê-la-ia aconselhado, como vinha dizendo, a fazê-lo com sininhos!

Sininhos, sim! Repare só, ó Joana: Eu sei que ele é da Joana mas, não pretendendo assomar-me a seu consultor artístico, que disso nada percebo mas tenho a mania de ter umas ideias, mesmo que soem assim a estapafúrdias,venho alerta-la para um efeito que a Joana não previu e que é o vento! Admirada?

Eu sei que já está a pensar e certamente arrependida de não me ter ouvido. Um terço de sininhos, ali pendurados, ao vento, ao sabor da música do vento, oferecendo melodias sem fim…eu nem quero sequer pensar…E se, ainda por cima, fossem calibrados, pertencendo a cada um uma nota, um sustenido ou um bemol, programados assim para, consoante o vento, tocarem não só o Avé Maria, mas também o Hino da Alegria e, porque não também, o Hino Nacional também?

Um logro Joana, um logro! Onde a sua imaginação? Um terço apenas? Nem um “rosário” consegue fazer? Era “mais grande”? Mas não é, para si, quanto “mais grande” melhor?

Soube que aquele “Terço” se chama de “suspensão”! Que está suspenso é um facto facilmente constatável. mas mais importante que essa constatação, é a explicação. E então, enquanto lia a sua filosófica explicação, eu fui-me lembrando da Zita e pensei: mais uma convertida?

Pudera Joana, pudera! É que Fátima, não sendo propriamente a “Casa da Joana”, é uma fábrica a céu aberto, embora com a contabilidade bem fechada. E você, mesmo sendo Joana, conseguiu lá chegar!

Bravo Joana! Um “terço” já está feito. E o “rosário” quase…

 

Standard

O Novo “PRIOR” DO CRATO!

Eu não sei se o Crato é do Crato mas, como tal nome transporta, se não é do Crato o Crato é dele. E assim de alguém fez novo “Prior”, porque o outro do Crato só tinha o nome.

O outro, segundo reza a História, era António e, em vez da carreira eclesiástica, abraçou com capa e espada a causa pátria. Ser apelidado de “Prior” é, portanto, um logro. Mas o que a mesma História também diz é que terá participado, ao lado de D. Sebastião, na batalha de Alcácer Quibir e que se terá feito passar por padre para ser libertado. E que, com ele na defesa da pátria e da grei, Portugal ficou sessenta anos nas mãos dos Filipes…Um “Prior” de meia tigela, é bom de ver… ou” fajuto”, como dizem os Brasileiros dos feitos condes e viscondes…

Mas o Crato, sendo Crato mesmo não sendo do Crato e conhecendo certamente a pífia história do tal “Prior”, resolveu dar o seu contributo para o apagamento desse embuste ligado ao seu nome e resolveu reescrever a História. Então, em entrevista ao DN, veio dizer que o seu novo “Prior”, mas este por si transportado a “Herói Nacional”, se chama Pedro! De quem foi fiel escudeiro para a educação dos portugueses e das portuguesas, tendo conseguido o heróico feito de, pagando menos aos professores e tendo imensos alunos com pais desempregados…com ele o ensino tenha substancialmente melhorado! Assim como a emigração, o desemprego e a fome.

Mas o seu novo “Prior”, foi por si elevado não só a novo “Prior” mas também a “Herói Nacional” pois, segundo a sua matemática visão, pegou num país falido, sem dinheiro para pagar salários dali a dois meses (sim, porque um país falido não recebe impostos…) e disse-lhe: “Vamos conseguir”! E que, com o grande esforço de todos os portugueses, não se esqueceu de acrescentar, “conseguiu”. O quê? Isso não disse!

Ora daqui resulta que, segundo o nosso matemático transformado em filósofo, quem terá “conseguido” esse tal feito terão sido os portugueses e as portuguesas, mas que o “Herói Nacional” é ele, o novo “Prior”, pois terá catapultado os tais portugueses para esse heróico desígnio de salvar a Pátria para que esta continuasse a ser uma nação valente e imortal…

Que este Crato é um pândego a gente já sabia, menos ele que, mesmo assim, ainda não o descobriu. De igual modo que o seu patrono, insistindo em ostentar o “pin” identificador do seu amor pátrio, também ainda não realizou que já não é há muito, nem nunca foi, o tal “salvador” e é, quanto muito, um sebastiãozinho tão perdido no nevoeiro das suas “batalhas” que, até o Júdice lho lembrou, só ele ainda não se convenceu de que já não o é.

Com o outro entraram cá os Filipes e com este entrou a Troika que, tal qual os Filipes, vieram resgatar esta ditosa pátria dos desmandos, da luxúria, do pecado, da cupidez e do desnorte de um povo transformado em gastador compulsivo, tanto em vinho como em “gajas” e com um salário mínimo vergonhoso de tão alto que ele era!

Mas o Sr. Prior mais a Madre Superiora resolveram agora, de há uns tempos a esta parte, mudar os seus teológicos princípios e estão a abandonar as críticas às evidentemente bem-sucedidas políticas deste governo, aceitando que os resultados são bons, que realmente a economia e a vida social melhoraram, mas que tudo se deve às políticas do anterior governo, do seu! E que fariam tudo igual, também dizem…

Já agora, Sr. Prior, travista-se de padre, como o outro, para ver se ainda o levam a sério… Em “Herói Nacional” do Crato, que do Crato ninguém conhece…

 

PS, que quer dizer, “pensamento sério”: A “Madre” diz que vai a Fátima em peregrinação para ver o Papa. E você, Sr. Prior? Deixa-se ficar?

 

Standard

A TERESA TER “Minissaia”!

Eu, por fase de evidente falta de inspiração, que não deixo de considerar natural pois nada de atraente e significativo se tem passado, para lá do pulsar dos dias e dos Macrons, dos Fillons, dos Hamnons e dos Molenchons, mais ainda da dos “didons”, não tenho comparecido por estas bandas…

Mas a inspiração, tal como um raio de luz, surgiu-me! E quem terá sido a coisa ou a pessoa que fez despertar em mim esse clarão de luz? O inefável Dr. Pedro Passos de Coelho! Nem mais! O que, convenhamos, não é já caso de admiração.

Como normalmente faço de quinze em quinze dias, também ontem me instalei para seguir a primeira parte do debate na Assembleia. O tal que é quinzenal de quinze em quinze dias! Começa o Primeiro Ministro com um tema à sua escolha, que ontem nem sei qual foi pois cheguei atrasado, e depois segue-se aquela parte mais interessante em que o líder da oposição, que também o tema proposto nem quase aborda, desata a fazer perguntas ao Primeiro, a ver se o encalacra, se o perturba ou se o põe à rasca, em suma. E esta parte é a que eu vejo, sempre embebecido, deliciado, boquiaberto e, porque não dizê-lo, às vezes deslumbrado até, com tanta perícia dialética e de tão fina estirpe e verve.

Da outra vez, como aliás aqui comentei, senti-me defraudado porque o Dr. Pedro Passos de Coelho remeteu-se ao silêncio e mandou para a boca de cena o seu fiel (fiel?) Montenegro, que não sei de que raça será. Mas desta vez não: desta vez foi o próprio, o Dr. Pedro Passos de Coelho “himself”, que tomou para si essa tarefa: a de tentar encalacrar o calejado Costa! E foi tão bonito, tão bonito mesmo, que não posso deixar de narrar.

O Dr. Pedro Passos de Coelho insistia, reiterava e voltava a insistir, em querer saber as razões por que o Governo tinha rejeitado os dois nomes “independentes”, propostos pelo BP e não sei mais quem, para o CFP, o da Teodora. O Costa mandava-o para canto, ele marcava o canto e voltava sempre ao jogo. E os cantos sucediam-se. Até que, não tendo mais tempo, o Dr. Pedro Passos de Coelho, rápido como este, faz a fulminante pergunta, desafio até seria mais apropriado, final: “Dou-lhe, Sr. Primeiro Ministro, a última oportunidade para responder…”.

Bem, eu contive o meu riso, à espera da resposta do já muito calejado Costa. Que disse:” Ó Sr. Deputado Dr. Pedro Passos de Coelho, que o Sr. Deputado não tinha nada para dizer eu até já desconfiava, agora vir em defesa da Teresa Ter “Minissaia”…!!!”. E a troca de galhardetes terminou com o Dr. Pedro Passos de Coelho escondendo os seus dentes nos seus cerrados grandes lábios…e metendo-se na toca, donde não mais saiu!

Mas a Teresa Ter “Minissaia” já vem de longe, e de longe virá também o interesse do Dr. Pedro Passos de Coelho, na altura um imberbe e pubertano rapaz, pela “Minissaia”, por muito que lhe dissessem que ela era Minassian! Não pode ser, dizia ele, pois ela é Italiana e não Arménia! Que Arménio só conhecia um: o Gulbenkian e mais nenhum, e este era até filantropo!

Mas quando mais tarde soube que a Teresa Ter tinha chefiado a missão do FMI (Família Mafiosa Internacional) para resgatar Portugal dos desmandos da sua AD, com mais admiração por ela ficou, não se lembrando já da “Minissaia”, mas sim do nome arménio de Minassian. Ele que sempre julgou que ela fosse Italiana! Como o Mikitarian, que joga na equipa do Mourinho e que ele pensava fosse Finlandês, ou coisa assim… ou ainda a Aracy Balabanian, a Cassandra do “Sai de Baixo” que, essa sim, ele pensava ser Brasileira!

E agora, a propósito da sua indicação para membro do CFP da Teodora, essa entidade independente e acima de qualquer suspeita, autêntico relicário das virtudes pátrias, o Dr. Pedro Passos de Coelho vislumbrou nela um autêntico Joker: a oposição firme de uma integrante da Família às políticas da “Jiga Joga” e o retorno do seu mais que querido FMI (não vou repetir o que significa), para a preparação do resgate que ele tanto anseia.

Era para ele uma questão, para além de recordativa dos seus pubertanos tempos, os tempos de todas as Teresas, de índole sentimental : o retorno da “Minissaia”.

Que não tem perfil, afirma o Sr. Dr. Primeiro Ministro? A Teresa? A Teresa Ter! Se a Teresa não tem, quem afinal Terá?

É que ela agora usa saia comprida, Dr. Pedro Passos de Coelho! Saia comprida, ouviu? Já não chega a Teodora?

Mas ela é Italiana, saiu ele protestando…Pois que cuide da Itália, terão gritado! Ao coitado…

Standard