OS ” MÉDICOS” do FMI.

Os ” tipos ” do FMI ( e também os poderemos configurar no feminino ) não são Médicos. Eles receitam, sim, mas não são médicos. São doutores, dizem, mas não são Doutores. Digamos que poderão ser qualquer coisa como uns Para-Médicos. Receitam o que receitam mas não deveriam receitar. Tal qual um Farmacêutico poderiam, quanto muito, aconselhar. Mas o certo é que se fazem de Médicos e receitam.

Mas também pelo que vemos qualquer Licenciado é Doutor e toda a minha gente receita. Mesmo quem sendo apenas jornalista é tratado como doutor e receita. E receita como um Doutor.

O problema está mesmo aí: é que mesmo assim receitam. E receitam o que receitam : sempre o mesmo. Nada cura, não faz nada, o doente não apresenta melhoras e, antes pelo contrário, fica pior e eles que fazem? Insistem na mesma receita! Reforçam a receita!

A sacrossanta Doutora, a Chefe deles todos, a representante máxima da Organização Intergaláctica dos Doutores, aqueles que em qualquer lugar difuso do Infinito tudo dirigem, afirma que tudo foi bem receitado, a medicação e os tratamentos foram o adequados e que, se não funcionaram, a culpa será apenas do doente e de quem acompanhou a sua ministração.

Estes dizem que fizeram tudo bem, tudo certinho, exactamente como ordenaram e que só pode haver uma justificação: ou o doente é muito resistente ou sofre de outras maleitas.

Nada disso, respondem. O doente é preguiçoso na reacção e eles não viram. Devia suportar o supositório e eles foram complacentes. Que o antibiótico era o adequado e eles não o deram a horas certas. Que o penso não foi bem colocado e a injecção tinha que ser vigiada. O choque eléctrico deveria ter acordado o doente e a vacina ministrada deveria ter matado todos os vírus. Os vírus da preguiça existente no corpo do doente e que o sedativo imposto deveria tê-los feito esquecer da sua outra vida : a dos Direitos.

Que a culpa até poderá ser do doente que estranhamente não colaborou mas também será, de certeza, de quem foi incumbido de ministrar os tratamentos e da obrigação de convencer o doente das virtualidades salvíficas dos mesmos.

E estes foram chamados à pedra e avisados. Que fosse a última vez. Alternativas, pediram estes. Que alternativas?

Que tem que continuar e continuar com doses mais fortes ainda. Insistem que ouvem dizer haver para aí umas medicinas alternativas, que dizem já terem sido testadas e tal…e tal? Uma treta! o tratamento é este. Reforçado. Não querem ministrar? Há muita gente aí à espera. É só dizerem…

E o doente? Como vai ficar o doente se o primeiro tratamento não resultou?

O doente? Qual doente?

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