VOLTANDO A JOSÉ SÓCRATES (2).

NOTA: Não me intrometendo na corajosa e lúcida luta da minha queridíssima Amiga DULCÍNIA REININHO!

Eu tenho andado um tanto ou quanto arredado das coisas do mundo, mas sou de quando em vez por ele chamado à realidade, mesmo pouco fazendo para que isso aconteça.

Foi agora o regressar do caso “José Sócrates”, não porque haja algum retomar, que eu saiba, do processo judicial, mas porque alguma imprensa que, perante uma temporada de chuva que não é nada boa para aquilo de que realmente gostam, os incêndios, mas não forte o suficiente para que tenha havido inundações, para mal dos seus pecados também, já não sabe a que recorrer!

Porque, retrocedendo, lendo as primeiras páginas dos jornais, que é aquilo que apenas leio dos jornais, que vejo eu? O Expresso preocupado com o futuro de Centeno! O Público a dizer, mas em letras pequenas, que Costa e Rio têm acordo para que Portugal não perca fundos! O Diário de Notícias diz que Marcelo, em Espanha, elogia os mui “buenos” (estou sem ípsilon no meu PC) resultados em Portugal “hasta” hoje (maldito ípsilon)! O “I” diz que Rio e Santana estão em ruptura total e o Sol remata dizendo que Costa assume a austeridade!

E naqueles programas, em muito parecidos com os do Futebol, tipo Esquerda contra a Direita, Benfica contra o Porto e a Lua contra Marte, que se vê? A direita e todos os seus representantes, jornalistas incluídos, preocupadíssimos com o Orçamento para 2019 e rezando por desavenças na Geringonça! Chega a ser até comovedor…

Vejam, portanto, aquilo que diariamente eu perco! Da prisão de LULA, em contraposição com os princípios mais básicos do Direito, não falam! Mas não falam porquê? Não vale a pena pois a nossa Direita está absolutamente de acordo com ela, desde políticos a advogados, desde aqueles putos que dizem que são sociais democratas liberais e todos os que desde há muito deliberaram: um “ladrão”! Mas acrescentando, sem acrescentarem que isso de roubar é apenas privilégio seu e deles. Mas os outros também são acusados e de crimes mil vezes maiores e comprovados, interrogam-se ainda alguns? É natural! Com estes é natural: faz parte da essência das coisas!

Nem lhes falta sequer acrescentar que não há que temer: eles têm a “justiça” e os “militares” do seu lado e não mais estarão sujeitos a um LULA ou a uma DILMA. Nem nunca mais ouvirão da sua “faxineira” o dizer que tem, finalmente, um filho seu na faculdade! De volta à velha ordem, portanto. “Wellcome to The New Old World Order”, a do cada um no seu lugar…

E como falar do problema da Síria é uma autêntica seca porque, por mais volta que os leitores deem às suas já confusas mentes, nunca nada perceberão, para quê dele falar? Então não é que os Ingleses entram nos bombardeamentos aos locais onde dizem haver armas químicas, junto com os do Trump e os do Macrom, e logo a seguir ouvem dizer que tais armas foram vendidas pelos da May? Quem percebe? Não vale a pena…

Vale a pena é voltar a Sócrates! E enquanto a SIC diz que vai revelar partes de uma audiência realizada no TIC, com som e tudo, de perguntas dos procuradores e respostas de José Sócrates, a CMTV mais que depressa vem colocar essas imagens no ar e dizer: “Nós chegamos primeiro! Nós chegamos sempre primeiro”!

Estou a escrever e estou também com a TV ligada e ouço a Ana Lourenço dizer que o MP proibiu a SIC, a CMTV e outros meios de isso divulgarem! Alguma decência, portanto, já que decência é coisa há muito arredada desses Midia e do MP também…”Mea culpa” perante tanta indignidade?

A minha queridíssima Amiga DULCÍNIA REININHO, que no último texto sobre José Sócrates escrito afirmei ter um BLOG de defesa do mesmo, tem uma página no Facebook apenas para esse efeito e não um BLOG como referi. As minhas desculpa a ela e a todos.

Mas a minha queridíssima Amiga, reafirmo, DULCÍNIA REININHO, tem feito um trabalho extraordinário, não só na denúncia das incongruências do MP, no que respeita a coisas “pouco interessantes” como as fugas ao sigilo e ao segredo de justiça, como no tratamento desigual para casos iguais. E louvo-a e admiro-a por isso, como a também minha queridíssima Amiga DULCE PRESILHA e ambas pela sua coragem e lucidez!

Eu já aqui referi, por mais que uma vez, que nunca aceitei ler transcrições de escutas que, mesmo sendo legais, são de ilegal publicitação, nem tão pouco as escutar. Não só nos casos de justiça politica, como nos do futebol. Nunca aceitei, até que hoje fui traído, ou melhor, deixei-me trair quando, fazendo zapping, me deparei com umas imagens de um interrogatório a José Sócrates! Primeiro eu acho que devia haver ali uma câmara escondida! Só poderia ser! Segundo pasmei com o teor de algumas perguntas, principalmente aquela de, por causa de um terreno que teria sido de Duarte Lima, lhe perguntarem se conhecia Duarte Lima!!!

Sócrates perguntou-lhes, irritado, se andavam “à pesca”?

Andam “à pesca”, claro que andam e há muito que andam! Mas não nos enganemos, como já aqui disse e volto a afirmar: Sócrates, tal como Dilma e tal como Lula, como Puigdemont e tantos outros, foram e estão a ser imolados como exemplos!

Um porque ousou tirar milhões da pobreza e a outra porque o seguiu. Sócrates porque ousou confrontar poderes instituídos e regalias consuetudinárias. Outro porque ousou afrontar o estado central e, para além de mais autonomia, reclamar independência! Tudo “tabus” e quem os afronta tem que ser decepado e sem hesitações. Porque se tornariam um perigo imenso ao seu imenso poder…

E, como pergunta a minha queridíssima Amiga DULCÍNIA REININHO, pedir dinheiro emprestado a um Amigo, é legal? Não! Só se se pagar o imposto de selo devido! Mas pode-se? Pode-se! Marcelo, há uns anos, dixit, acerca do aborto!

Mas agora existe uma nuance: Sócrates não pode e é titulado de criminoso! O Juiz Carlos Alexandre pode, esse pode… E assim julga caso igual! É apenas uma questão de “casta”, e nada mais…

 

 

 

 

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LEVANTA-TE BRASIL!

Nota: Eu dedico este texto à minha Família Brasileira, dois Tios, Quatro Primas direitas e demais colaterais que, quer concordem ou não comigo, são uma real parte da minha preocupação e, como Brasileiros, fazem parte do meu imaginário desse enorme País!

Um País de Futuro” segundo a óptica de Stefan Zwieig que, ainda antes dos meados do século passado, assim o descreveu num livro que eu comprei e li, e penso estar algures pela minha biblioteca, a menos que o tenha doado ou ofertado ou, coisa não rara, esteja pendurado em qualquer prateleira de casa diversa mas para o qual, neste momento, não auguro bom futuro! …

E causa-me pena, muita dor e muito sofrimento íntimo tudo o que hoje se passa no Brasil e que eu não consigo, a bem da minha consciência, dissociar do que se passa na Europa e em todo o Mundo: uma imensa e impiedosa afronta de tudo quanto é poderoso contra tudo o que quer erguer a sua voz, reclamar dos seus direitos mais básicos, como o da cidadania e do direito a viver condignamente trabalhando e que se manifesta, noutro quadrante, na eliminação rasteira de todos os que politicamente a isso se oponham e manifestem, agindo, a sua discordância.

Desde já afirmo que eu não desculpo qualquer corrupção, seja ela de pequena ou grande dimensão, como não julgo a Justiça isenta e independente. Mas pergunto: neste “sistema” a que o mundo chegou e em que vivemos, alguém ocupando cargos de poder ou influência, pode levantar a mão e dizer: eu não? Ou, sendo eu poder, mesmo que local, municipal, fiscal, social etc….dizer: eu nunca pequei?

As pressões a alto nível são de tal forma violentas, ferozes e inultrapassáveis que, perante aquilo que desejamos legislar para bem comum, sendo confrontados por poderes imensos, plenos de ameaças e contraposições, organizados e corporativos, nada mais resta que negociar…e entrar no jogo! É quase impossível resistir, mesmo mantendo o essencial decoro. Todos sabemos, mesmo não aceitando como princípio…

Mas neste Brasil Brasileiro, este País imenso e pleno de contradições, houve sempre e sempre na sua quase curta história pessoas que, perante a sua deriva, sempre contra isso lutaram e muitos e muitos até a sua vida deram.

E agora os convoco! Para que se LEVANTEM! Para que voltem à luta! Por aqueles por quem sempre lutaram e que, agora, se sentem saudosos e prenhes da sua Luta e inconscientemente incapazes de resistir por não verem autênticos lideres:

LEVANTA-TE Luis Carlos Prestes, tu que deste o teu nome a tanta criançada a aos seus Pais grávidos de esperança e forma outra cavalgaria da Esperança! Retoma as rédeas do teu cavalo e vai, Brasil a dentro, levar a palavra da Esperança! LEVANTA-TE Marighela, LEVANTA-TE Marinella, tu que tão cedo te foste, LEVANTA-TE Zumbi dos Palmares!

LEVANTA-TE Chico Mendes e LEVANTEM-SE todos aqueles que pereceram pelo direito a ter um palmo de terra, naquela imensidão de terra em que um pequeno bocado era a única maneira de se ser LIVRE!

LEVANTA-TE João Cabral de Melo Neto e compõe outra “ Morte e Vida Severina! LEVANTA-TE Jorge Amado e convoca todos os teus heróis incógnitos e refaz os teus “Subterrâneos da Liberdade”.

E LEVANTA-TE Oscar Niemeyer e fala, diz, relata a tua vida e como, sendo-se rico, se pode estar sempre e sempre do lado do Pobre!

E recorda o que foi a perseguição e o massacre contínuo, nomeadamente aos grandes heróis da luta contra a ditadura, particularmente do PCB cujos alguns aqui recordo e que veementemente solicito que se LEVANTEM: Mariano Grabois, João Amazonas, Renato Rebelo, Chico Passeata, Mário Lago (que chegamos a ver em Novelas), Diógenes Arruda, Neide Alves Santos, Astrogildo Pascoal Viana. Milton Pinheiro, Severino Elias de Melo, José Pomar, Elson Costa, Nestor Veras ( do MST) e tantos e tantos outros que deram a vida por um Brasil melhor e mais igualitário…

LEVANTEM-SE e voltem à luta por que os tempos urgem e são perigosos. É preciso que de LEVANTEM  e voltem! E voltem para dar alento a esta sociedade manietada e sem vislumbre de futuro..

E LEVANTEM-SE MULHERES do Brasil! E olhem nos exemplos de DANDARA, a esposa de Zumbi dos Palmares, de Leila Diniz, de Anita Garibaldi, sim Garibaldi, de Nísia Floresta, de Leolinda Dantron e tantas e tantas outras e na vítima de tudo isto, como Mulher: DILMA ROUSSEFF, velha guerrilheira pela democracia e igualdade a quem isso não perdoaram…

Mas também em outras presentes, e estas LEVANTAM-SE sim, mas precisam de mais bocas, de mais ombros e de mais braços, como Jandira Feghali ou Luciana Santos

E LEVANTEM-SE os Nordestinos sem destinos, os Favelados sem ensinos, os Descamisados sem caminhos, os Vagabundos sem tino, os Seringueiros abandonados, as Crianças de rua estrupadas, as Mulheres de rua resignadas, os Pedintes sem eira nem beira, as Mulheres cansadas de tanta canseira, os Bêbados cachaceiros de tanta asneira, os da borracha sem borracha, os Sem Terra vendo tanta, o Boiadeiro perdido na manada, o Cangaceiro escondido na tocaia, tanto Menino perdido, tanto e tanto para nada…

LEVANTA-TE Brasil e vem ver este teu Brasil desesperançado, metralhado, judicializado, possuído e ostracizado. Quem? Tu, tu Brasil, as tuas gentes, todas essas que eu falei! Abandonadas à sua sorte e ao mando dos poderosos, que exercem a malvadez de dizerem que, vos dando emprego, são coisa sua!

As terras infinitas, as águas benditas, as florestas tão ricas, todo aquele gado marcado sob o ferro do seu dono, os imensos cafetais, de quem são? Deles, uns quantos, donos de tudo e também de vocês!

LEVANTEM-SE e venham ver o vosso Brasil violento, mas sedento do amanhã! Aquele que esbraceja e não esmorece e que se levanta sem dormir..

LEVANTA-TE e vem ver! E acusa todos esse esbirros, sanguessugas e assassinos, enlaçados e engravatados, muito bem penteados, te ternos bem azulados, mas enlameados…

LEVANTA-TE BRASIL!

 

 

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REDUZIR O PESO DO ESTADO?

Foi esta frase e esta pronunciação a que mais ouvimos durante anos e anos pela nossa Direita, acolitada por todos os pensadores, liberais e ultra liberais e, ainda, por uma plêiade de comentadores económico-televisivos da nossa praça, que não viam para além dela outra maneira de salvar o País! Quer dizer, os seus interesses ou de quem assim os mandatava!

Reduzir o peso do Estado”, era a solução para todos os males da nossa Sociedade e da nossa Economia.

E, de certo modo, no seguimento do que diagnosticava o falecido mas respeitado Medina Carreira, quando afirmava que um Estado não podia gastar mais no seu funcionamento do que aquilo que arrecadava, e eu em tese até que o sigo, foi o que se foi fazendo ( e aqui não interessa quem) durante anos, com a célebre lei ou medida do “por cada dois só entra um”, na Função Pública, é claro!

Só que esta medida, ou Lei, prefaciava que essa tal entrada, na sequência das duas saídas, ou era em trabalho precário ou a recibos verdes…Sinal dos tempos…

As FORÇAS ARMADAS, por via da não obrigatoriedade do serviço militar para todos, fatalmente viu encolhidos os meios no terreno e ficou impregnada de inúmeros velhos generais, almirantes, tenentes, coronéis e demais patentes, sem saberem bem o que fazerem…Que fazerem da vida, antes da ansiada e dourada reforma, perguntavam-se e perguntam-se eles? Exasperados por qualquer servicinho, logo despejam, enquanto negócios militares não sucedem, quando algum aparece, o do costume: Falta de Pessoal! Falta de meios!

De modo que, se algo bem não correr, está desde logo justificado: Falta de Meios! Isto é, de MAIS ESTADO!

AS AUTARQUIAS! As Autarquias, a quem cada vez são incumbidas mais responsabilidades, seja nas áreas socias, nas áreas educativas e mesmo na Protecção Civil, como se fossem agora o refúgio para todos os males, argumentam também elas, face à escassez de recursos financeiros advindos da Lei das Finanças Locais, incapacidades para tantas obrigações, tanto mais que têm falta de meios! FALTA DE  MAIS ESTADO, é o que querem dizer…Mesmo muitas não querendo!

A SAÚDE! Ela que agora, por falta de outro motivo, antes do aparecimento do milagroso Relatório dos tais incêndios de Julho ou de Outubro, já nem sei, era o refúgio da oposição, por FALTA DOS MEIOS necessários, é claro, reclamados por Enfermeiros, por Médicos, por Técnicos e por Tarefeiros e por, por via disso, provocar listas de espera sem fim, também ela, coitada, sofre de um síndrome: FALTA DE ESTADO!

E A EDUCAÇÃO? Que dizer da EDUCAÇÃO?  Idem, idem aspas e mais aspas…

E A JUSTIÇA? Ui, então aí Deus meu é que o ESTADO falha redondamente e em toda a linha! O Ministério Público não consegue cumprir prazos? Falta de meios, falta de Juízes, falta de Técnicos, falta de formação, falta de tempo e falta de rendimento. FALTA DE ESTADO, sem dúvida!

E por aí adiante…

Esquecida, completamente esquecida e sem memória, a nossa Direita vem argumentar que as chamadas “FALHAS DO ESTADO” (que, para ela, se cingem apenas a uma parte dele, o Governo!) nos incêndios são, apesar dos Bombeiros serem maioritariamente voluntários, consequência da “FALTA DOS MEIOS” que foram solicitados e não apareceram…FALTA DE ESTADO, portanto!

De modo que os Incêndios, as falhas da Protecção Civil, a Legionella, o Sarampo, os acidentes de estrada, as quedas de árvores, os tufões, as marés, a comida das areias pelo mar, os trovões, os curto circuitos, as mortes súbitas, as visões, as miragens, a merda do Facebook, o Trump, o coiso da Coreia do Norte e o camelo que governa Espanha, é tudo culpa do ESTADO, um ESTADO que falha redondamente quando lhe pedem meios…Um ESTADO FALHADO, dizem eles…Porque não dá meios…

Mas entendamo-nos, senhores: QUEREM MENOS ESTADO ou querem MAIS ESTADO? Ou será que querem “mais estado” com “menos estado”?

A gente há muito já sabe que quando são Oposição querem uma coisa e a outra, e uma justifica a outra e as duas justificam tudo! Mas quando estão no Governo, em nome da “racionalidade” e do “tem que ser” tudo pode ser explicado!

A suprema demagogia com que agem só tem um desiderato: encontrar um culpado pronto a ser imolado! Como os Relatórios todos tudo irresponsabilizam, menos quem não deu os tais meios, então responsabiliza-se o Governo e, em comandita, toda a Esquerda! Incapaz de dar meios…Mas porquê? Apenas por inconsequente, dizem eles…

É que esta Direita existe, ela actua, ela está presente em tudo o que vemos, lemos e escutamos! Não vale a pena fazer de conta que não existe, só porque não segue os nossos princípios. Existe! Não age segundo os nossos códigos de consciência, segundo os nossos princípios, não olha a meios para atingir os fins, não age de boa fé como nós e tudo isto é histórico! Não tem o nosso decoro, não é solidária e não lhe interessa o bem dos outros: apenas o seu poder interessa e é legítimo. E por isso utiliza a demagogia como arma, a humilhação como meio e o farisaísmo como instrumento. O cinismo como norma e a hipocrisia como lema. Mas existe e está aí!

Mas, neste caso dos Incêndios em concreto, ela age assim porque sente ter uma espécie de um “manto diáfano” protector que faz com que, mesmo não estando os incêndios activos, pareçam que estão! E que “manto” é esse? A comunicação Social, que toda lhes pertence e a quem está submetida, e uma outra entidade que, quando o assunto emerge, os protege e lança avisos…Também essa entidade exige mais meios, repararam? MAIS ESTADO, portanto, quando também ela, a entidade, quer menos Estado! Engraçado!

Mas lança Avisos de quê? De que tem que haver mais meios e eles têm que chegar! Tem que chegar MAIS ESTADO, portanto! Também essa entidade exige…

Mas que entidade, perguntam-me? A Presidência da República! O Sr. Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, Comandante-em chefe-de todas as Forças Armadas, tanto do mar, como da terra e como dos céus, mais ainda dos Bombeiros, da Protecção Civil e, ainda, do Governo!

De modo que num próximo Incêndio eu proponho que o de tudo Supremo Comandante, vá para o seu lugar, que é o de comando, e faça valer as suas vontades e desejos! E arranje meios…

E erga das cinzas o ESTADO! E faça dele um ESTADO não falhado! Como o da Califórnia e o da Austrália, por exemplo que, em matéria de incêndios, tanto nos podem ensinar: tanto em área ardida, como em pessoas exterminadas: Eles, eles sim, nunca falham…

Confio em si, Sr. Presidente, Presidente de tudo o que de bom acontece e dos restos do que de mal acontece.

E acontece!

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DE VOLTA a JOSÉ SÓCRATES…

Eu tenho uma Amiga, uma Mulher a quem com toda a facilidade deverei apelidar de Senhora, que criou propositadamente um BLOG para nele fazer a defesa de José Sócrates, enquanto cidadão, Político e Primeiro Ministro deste País.

Tendo-nos encontrado no Facebook, através de textos por mim escritos e por mim próprio e outros divulgados, chegamos a um conhecimento real mútuo. Para a ajudar na sua Luta, enviei-lhe alguns textos que ao longo destes tristes anos escrevi acerca do tema e, em justa homenagem a esta enorme lutadora pelo encontro da verdade, mais este estou a escrever. Ao correr do pensamento, como sempre faço, mas em sua homenagem.

Há muito eu já percebi, e agora mais ainda percebo, das razões que levam esta distinta Senhora a se dar ao trabalho de por esta Luta pugnar quando, por via desta dúbia e incompreensível Justiça que vemos acolitada por alguma imprensa indigna de o ser e que, ainda por cima, faz do crime o seu “modus vivendi”, se verifica que a maior parte dos cidadãos, mesmo aqueles que antes o adularam, do seu próprio Partido concretamente, já formaram a sua opinião: Culpado, sem qualquer dúvida!

E o tão repetido “slogan” do “à Justiça o que é da Justiça”, servindo o politicamente correcto como escapatória, mais não tem feito que dar força aos inconfessáveis desígnios de alguns agentes dessa mesma Justiça.

Ao longo destes tempos e a todos os que, cientes da sua certeza, confrontando-me com as suas formadas convicções me perguntavam, “mas tu ainda o defendes?”, eu respondia muito simplesmente: Acusem-no!

Os tempos foram passando, os dias se sucedendo, um governo desgovernando e o esquecimento, coisa deveras inultrapassável, acontecendo. E ele, José Sócrates, passou a ser culpado por tudo: pelos negócios da Lena, dos seus tios, dos seus primos e dos seus cunhados e ainda dos cunhados dos seus cunhados, dos do BES e dos seus deserdados, dos da PT e dos seus acobardados, mas muito bem resguardados e com depósitos aferrolhados, da famosa “banca rota” e de dinheiros extraviados, de negócios imobiliários nunca bem explicados, da OPA da Sonae à PT e dos seus resultados, etc. etc. etc. e de tudo o que fossem negócios privados falhados…

De que mais, ela mesma se pergunta? Da queda da bolsa, pois claro! Do imobiliário, pois claro está! Da intervenção da Troika, também é óbvio! Do desemprego, da recessão, da fuga dos jovens, da descapitalização da Banca, das imparidades, das humidades, das sujidades, das maldades, das incapacidades, das obscenidades, da pobreza, da avareza, da incerteza, da impunidade, da vaidade e da precaridade! Tudo culpa sua!

E ela pasma: não será de mais?

E lá veio a acusação: quase quatro mil páginas, para três ou quatro crimes, como a nossa Justiça gosta de fazer. Se consideram um putativo crime reiterado, ele multiplica-se exaustivamente em quesitos sem fim, tentando demonstrar pela exaustão aquilo que no fim pretendem: a condenação! É um clássico…

Mas provas? Aí é está o “busílis” da questão! Os ditos crimes estão sistematizados: fuga ao fisco (não pagou o imposto de selo sobre os ditos empréstimos), corrupção nem que seja em forma tentada e outro que já nem me lembro, mas que vocês sei que sabem e, por isso,  nem vale a pena ir procurar…

Diz-se que quando algo por mais extenso e exaustivo que seja é de quase impossível comprovação, principalmente quando, para o desiderato que antes enunciei, tudo se pretende misturar (Lena, Vale do Lobo, PT, BES e ida à Lua), que a “montanha pariu um rato”! Que fatalmente irá parir…

Mas o mal que lhe pretendiam fazer está feito e a “vendetta” consumada. Foi longe de mais! Meteu-se com quem não devia: com os Magistrados quando lhes cortou o subsídio de residência quando disso não necessitavam; quando lhes cortou nas férias e pretendeu fazer deles funcionários públicos iguais aos demais; quando reduziu os mandatos camarários ao máximo de três, tentando assim acabar com as coutadas; quando promulgou a Lei das Finanças Locais, tendo como objectivo o terminar com o regabofe em que se transformaram mandatos extensos e para lá do razoável ou quando disciplinou o Fisco e acabou com o mito da impossibilidade do cruzamento de dados… foi de mais, foi longe de mais!

E mesmo estando tudo isso instituído e mais que instituído, não tem perdão! E tem que ser condenado, para exemplo e para ensino. Está feito, ok, mas não se pode repetir…!

A minha querida Amiga tem toda a razão: a razão da decência! A do não julgamento antecipado e o da prevalência da Justiça como ela está edificada desde o tempo dos Gregos e Romanos. A presunção da inocência como trave mestra de qualquer decisão Judicial. O segredo de Justiça como pilar essencial e a equidade de meios da defesa como factor primordial. Depois, se tiver que ser condenado, pois que seja! Que seja a imprensa a fazer Justiça tal como uma horda incontrolável…isso NÃO!

E não o seja por qualquer que for o ângulo da ética civilizacional por que o possamos ver. Eu sei que já nos primórdios do século passado (ver o CITIZEN KANE, o THE POST, o “GARGANTA FUNDA” e outros mais…) a imprensa tomou um poder desmesurado, mas um poder que se comprovou poder tender para qualquer dos lados, o da justiça ou o da injustiça, quando começou a ser controlada pelos interesses de grupos económicos, tanto lobistas como de pressão. E aí a coisa mudou, até chegarmos a estes desgraçados tempos…

Claro que no meio de tudo isto há imensos seres ignóbeis e indignos de se chamarem de gente humana, porque “gente humana” pressupõe ser gente dirigida por princípios éticos e civilizacionais que impulsionem a Sociedade no sentido da Justiça e da Igualdade e não o seu contrário.

Por isso Minha Querida AMIGA, continue! Porque eu sei que o que apenas a move é esse sentido moral e ético de não querer ver condenada uma pessoa que, para si e para muitos mais, deu o seu melhor pelo País e pelo seu progresso…pelo menos até prova em contrário! E que, apesar de tudo, para gente de boa fé, continua sendo talvez o melhor Primeiro Ministro da nossa Democracia.

Ao inverso de um outro, que tanto mal a este mesmo País fez, ao deixar desperdiçar Fundos Comunitários sem fim e ao ter sido patrono espiritual de um bando que formou um Banco e  o saqueou, sem que ele um dedo tivesse erguido e que nos está a custar os olhos da cara. Mas que, ao fim de mais longos e penosos dez anos, ainda é premiado com um gabinete num convento e sinecuras várias.

E ainda de um outro ainda que, tendo deixado o Povo na penúria unicamente para salvar Bancos estrangeiros, vê o seu indecoroso “trabalho” reconhecido com um cargo para o qual nunca concorreu…

Por continuar pugnando para que lhe seja aplicada uma Justiça digna e limpa, o meu grande BRAVO, minha querida Amiga!

 

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R.I.P. PROFESSOR STEPHEN WAWKING!

A vida foi benévola para si, caro Professor! Quem se pode gabar de vida assim?

Diz-se que é na adversidade que se vêm os homens de fibra! Claro, todos concordamos. Mas foi benévola quando lhe deu um K.I. que ninguém consegue ter e, talvez por isso, quem sabe, tenha conseguindo atingir o que nenhum vulgar ser humano consegue atingir: tenha conseguido seguir na vida o que o seu grande Mestre, Albert Einstein, teorizou, a Teoria da Relatividade, transportando-a para o Sentido da Vida, ela própria.

Ela própria e não restrita ao verdadeiro sentido Físico da mesma! Sim porque, sabendo como ninguém do seu sentido, conseguiu transportá-la para a sua condição como ninguém: o da relatividade da própria Vida!

Isso será talvez, para além da sua superior inteligência, a marca mais profunda que nos deixa: a da superação perante a adversidade!

Confesso desde já que sou um relapso e mesmo um ignorante nessas questões da Astrofísica, apenas um periódico curioso eu sou, e só muito tarde cheguei ao conhecimento do emérito Professor, que é assim que acho lhe devo chamar.

Professor porque  é aquele que ensina. Professor porque é aquele que investiga e transmite conhecimento e Professor porque é aquele que, percorrendo um caminho, não se abstraindo da sua condição e vida, não prescinde desse caminho para o bem de todos.

Da sua condição de pessoa diminuída nas suas capacidades, só muito tarde vim a ter conhecimento e apenas, muitos anos mais após, esquecendo o mito e vendo a realidade, me espantei!

Eu explico: foi quando, num dos internamentos na ala de Neurologia do Hospital de S. João do Porto, aquando de um dos vários internamentos da minha malograda Graciete nesse Hospital e nessa mesma ala, em passando para a enfermaria, eu descortinava numa sala contígua um jovem na mesma exacta circunstância do Professor Hawking: imobilizado, incógnito, isolado de tudo, desapercebido, dependente, a tudo alheio, sem visitas e sem nada, a não ser o computador que à sua frente estava, pelo qual transmitia, com o qual dialogava e através do qual se mantinha Vivo. E pasmei!

Só depois associei e verifiquei a diferença: as armas eram as mesmas, mas o Professor, talvez devido ao seu K.I., talvez devido à sua anterior experiência, talvez mesmo à notoriedade advinda da sua vida científica, tenha conseguido esse avanço superior e que se resume a uma única constatação: a da Relatividade ou do Relativismo!

Porque, no fundo e pela minha experiência de vida, é isso que distingue os fortes dos “moles”. O meu chefe de há muitos anos não se cansa de, em sentido de incentivo e de alento, repetir uma frase, frase que mais tarde vim a saber atribuída a Che Guevara, quando eu até pensava que era mesmo do meu Chefe, que isso resume: “A Vida é mais Dura para os Moles”. E assim é!

É que, não comparando o caso da minha Graciete com o do Professor, até porque na maior parte das suas variantes é incomparável, o que distingue a resiliência de uns e de outros é precisamente a assunção desse relativismo da vida e, para além dele, o questionamento da sua situação perante o mesmo.

E, perante tal situação, só existem duas posturas: a da aceitação pura e simples sem questionamento, ou como vulgarmente se diz “por vontade de Deus”, ou uma oposta que é a de, aceitando a inevitabilidade, situação recorrente a muitos dos seus semelhantes, ela relativizar e seguir vivendo e lutando nas circunstâncias pela vida impostas, nunca deixando de lutar pelos desideratos que a sua consciência a si obriga.

E é aqui que, no meu entender, está a enormíssima contribuição do Professor Stephen Wawking para o futuro da Humanidade: o de, perante adversidades tão hostis e impróprias para qualquer ser terreno, não ter deixado de cumprir o seu dever de pessoa beneficiada por tão alto K.I.: o de cumprir a sua obrigação, a de pessoa tão pela natureza beneficiada, de retribuir perante ela tamanha dádiva!

E a de nos mostrar que, perante a vontade, a superação e o comando da nossa inteligência, todos as agruras da vida podem ser “relativizadas”. É que assim, de certo modo, fez a minha Graciete!

Durante todo o processo por que a Graciete passou, não a ousando comparar com nada, eu não me cansei de dizer a todas as pessoas que me abordavam de que “tudo é relativo” na vida e que, sem qualquer dúvida, nada é apanágio apenas nosso. È de muitos outros também e, daí, o termos que “relativizar”! Relativizar sempre e não há outra postura!

Sem dúvida que, perante esta postura, nos sentiremos mais livres e bem mais preparados para fazermos o que temos que fazer, mas inquestionávelmente com mais propriedade e mais liberdade.

Foi isso que o Professor STEHEN HAWKING fez durante a vida, mas num sentido cósmico superior!

Obrigado Professor STEHEN HAWKING! Até sempre…

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SE BEM ME LEMBRO!

Há uns cinco anos, por uma necessidade quase fisiológica comecei, não a escrever mas a divulgar aquilo que ia escrevendo e aquilo que necessitava de deitar cá para fora, como se usa dizer. Era um acto de uma quase sobrevivência perante algo que me estava a acontecer e para o qual eu necessitava de um contraponto.

Assim começou o meu BLOG aesquerdadozero@wordpress.co, criado pelo meu bom amigo e na altura familiar Nelson D’Aires, reconhecido Fotógrafo e à altura companheiro da minha filha Susana, e Pai do meu neto Pedro, onde eu estes anos publiquei mais de quatrocentos textos. Sobre tudo! Sobre a Vida, sobre a Politica, sobre a Economia, sobre o futuro, sobre o que dele adviria e sobre, também, as características inapropriadas de quem dele, em tempo certo mandando, nada fazia ideia!

Porquê? Porque, esses intervenientes, dele só sabiam do imediato! Daí a sua fraqueza, uma inexorável fraqueza, a qual eu nunca me eximi de denunciar.

E são muitos ao longo deste tempo e basta passar os olhos sobre os temas de que escrevi! Não vou enumerar porque deixo esse trabalho aos meus queridos leitores!

Estive sempre certo? Provavelmente não mas, visto à distância, e às vezes dou-me ao trabalho de recordar o que escrevi, perdoem-me a imodéstia, verifico que, na maior parte das vezes, talvez por uma carga dos diabos, eu estava certo!

Uma Sobrinha minha uma vez, e é uma Sobrinha de alto gabarito intelectual e com uma memória selectiva sem comparação, disse-me que eu já há muitos anos lhe tinha falado da inevitabilidade da queda do BES!

Quando ela mo recordou, já em plena fase do seu autofagismo, eu não me recordava, mas ela lembrou-me de eu lhe dizer, e ainda nada se previa, e eu até considerava, como continuo a considerar, que o BES, e mesmo agora o Novo Banco, era o melhor Banco em termos funcionais, o que melhor actuava na nossa Praça, que a necessidade daquelas sociedades todas, da necessidade de actuar sobre tantas sociedades, dos mais díspares sectores ( e eu lembro-me de lhe ter falado, talvez duma coisa menor, que foi saber que a Agência de Viagens, a Top Atlântico, com a qual por desígnio e favor superior eu cheguei a viajar) era um sinal de poder, sim, mas de uma enorme fraqueza perante a enormidade do esforço financeiro que tal implicava e que, à grande maioria das pessoas, que não sabe nem têm que saber do que são as vicissitudes do negócio bancário, passava despercebido!

Sobre tudo nisso eu escrevi! E escrevi também, em contraponto com tudo isto, da farisaica pronunciação de um tal Costa, Governador do Banco de Portugal que, perante tudo isto dizia, tal como nos finalmente o destituido Silva, que tudo estava bem…

Ao que eu escrevia que, quando sentiam necessidade de dizerem que tudo estava bem, tentando sossegar as almas, os investidores e os que tinham lá as suas poupanças, era porque nada estava bem ou, no mínimo, estava periclitante! Sobre tudo isso escrevi, e ninguém ainda escrevia, quando dediquei vários textos à “SAÚDE DA BANCA PORTUGUESA”!

Por espaço remanescente, creio não ser preciso, para quem seguiu ou siga o que escrevo, recordar mais do que nele falei (escrevi) que, se alguma coisa julguem faltar, mo digam…

De modo que, à semelhança de outras ocasiões, me perpassa pela mente aquela pergunta, que já uma vez num texto publicado me surgiu, e sobre a qual eu escrevi: “Mas falar do quê”?

Eu, que não leio jornais como sabem, e dos cujos só as primeiras páginas observo tenho, como muitos, alguns canais onde me procuro informar mas que, perante a índole pessoal de sobre isso escrever, se confronta com o já escrito e, sobretudo, sobre o que concordo. De modo que eu penso: como escrever sobre o já escrito e do qual eu, no essencial, concordo? Tentar pintar com outras cores? Não, é trabalho inglório e, acima de tudo, desrespeitoso e isso eu não faço. Sublinho apenas a minha aprovação!

Pelo que tenho sempre que procurar novos interesses e daí na dificuldade! Por isso o “Falar do Quê”?

Por exemplo: Esta semana, e ao contrário do que nos últimos meses não fiz, resolvi voltar a ver a “Quadratura do Círculo e o Eixo do Mal”, este mesmo  para exorcizar meus pecados!

Temas: Na Quadratura o problema da anilha na Ponte 25 de Abril! Unânimes em dizerem que não havia perigo nenhum e em constatarem o óbvio. Para quê este assunto? Porque uma Revista, agora igual às outras todas, disse que a Ponte estava em risco. Ao que eu pensei de imediato: Até eu estou! Sempre!

Segundo e último tema, do qual abstrusamente eu confesso o meu supremo interesse, quem é o CDS e quem é o PSD? Ou seja, se já se confundem ou se tendem a confundi-ser? E eu? Interíssadimo, como podem calcular!

Mas eis que aí está o grande tema do presente: A Crista diz que é melhor que o Rio! O Rio não responde porque está agora mais interessado no curriculum do seu acólito Barreiras. Os comentadores afirmam que, assim, a Cristas vai chegar aos quarenta deputados à custa do Rio. E a nossa (Vossa)  Direita no maior sufoco para ver quem, contra o mais que ausente Costa vai, contra este, ser chamada à liça! Não num toureado bailado, mas numa pega à séria! A nossa Direita em “estado puro”, como diz aquele poeta da Sportv acerca do Futebo!!

O “Se Bem me Lembro” do saudoso Vitorino Nemésio, está a passar agora na RTP Memória! E que bem me sabe voltar a ouvir!

E que me dera lembrar como ele…

 

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NEM SE GOVERNAM, NEM SE QUEREM GOVERNAR!

Esta frase não é a frase em que estão a pensar, mas é pensando nessa frase que esta frase como titulo eu escrevo.

Segundo reza a lenda, um general Romano destacado para a Ibéria, escreveu ao imperador dando-lhe conta da situação nesses confins do império, dizendo-lhe que por aqueles lados vivia um povo muito estranho que “Nem se governava, nem se deixava governar”.

Eram os nossos antepassados, os Lusitanos, que liderados por Viriato, que l+a pelos montes Hermínios, ofereceram rija luta à ocupação Romana ficando, através da referida frase, para sempre célebres.

Mas, se repararem bem, embora as frases sejam parecidas, o seu significado é quase o seu oposto. Os Lusitanos “Nao se deixavam governar”! Já estes a quem me refiro- e quem poderia mais ser que não o PPD/PSD- “Não querem ser governados, nem aceitam governar“!

Pois vejamos: acabaram de eleger um novo comandante, um novo general, um novo imperador, um novo chefe ou lá o que lhe queiram chamar e as tropas, vá lá saber-se porquê, continuam fiéis ao antigo líder, ou o que lhe queiram chamar, mesmo tendo ele, sem que se perguntem porquê, abdicado!

Mas, mais estranho ainda, tal se verifica não pela dedicação ao abdicante, não pela lealdade ao mesmo, pois de motu próprio abdicou, pois ninguém o empurrou borda fora ou demitiu, mas porque sendo eles a reminiscência, a emanação ou simplesmente seres por ele nomeados, sendo agora a ala perdedora, temem pelos seus mandatos!

E temem porque têm por seguras duas coisas: a primeira é que numas próximas eleições seguirão para as suas vidinhas, se por acaso as tiverem- e isso será um problema danado- e que, assim sendo, outra alternativa não lhes resta que não a de sabotarem o poder agora eleito e eleito contra as suas vontades. Mais a mais verificaram como o novo Comandante em Chefe que, tendo entrado de patas afiadas e em riste, saiu quase rastejando ao peso de uma mísera, pírrica e mais que tísica vitória! Ou, como se costuma dizer cá pelo burgo: “ousaram fazer-lhe a cama”!

Que bom serviço até seria, serviço de bons camareiros e camareiras, mas que presumindo a vontade destes, vejam cravejada de pregos a dita cama! O Huguinho, o anterior chefe parlamentar, fez birra e disse alto e bom som que não saía! Esperneou, espingardou e inclusive estremeceu, até que se cansou e saiu! Mas quem se propôs ao seu lugar? Um NEGRÃO! Mas também dizem que, para além de Fernando, ainda é MIMOSO!

Mas que aconteceu ao “Negão”? O inacreditável, o inesperado e o nunca visto: levou com uma catorzada de brancos em cima! Mas, ainda não refeito do susto, veio dizer serem esses brancos, não seguidores de um Ku Klux Klan qualquer, mas por si e seus aliados, o mesmo sucedendo com os nulos! Não houve quem de tanto rir se contivesse, mas ele lá seguiu, sonhando com um novo movimento esclavagista, mas ao contrário: os brancos e os nulos feitos escravos do “negraço”!

Mas tudo porquê? Pela inacção, pela indecisão e pela inércia de um Rio que, pensando ser um Mississipi, não passa afinal de um riacho qualquer… Mas coitado deste Rio: procura um leito e anseia desembocar. Quer correr caminho à Foz e só vê leito abaixo pedregulhos, escarpas imensas e perigosas, precipicios inultrapassáveis por humanos seres e pedras, calhaus mesmo, que o obrigam a saltitar, lançar cordas para penhascos descer, por estreitas margens e fauna amazónica.

Mas como o fará este Rio, que ainda assim não passa de um afluente, para o descer se não sabe mesmo por onde se esgueirar? É que o outro, o de grande caudal e delta imenso e fértil, mais parecendo o mítico Nilo ou mesmo o seu sósia Mississipi, até mostra estar disposto a alugar-lhe a modos que um dique, para que mantenha algum caudal, pois perante esta continua seca mais não lhe poderá oferecer, não vá a D. Cristas reclamar que a seca tão mais violenta será quanto mais caudal oferecer a esse Rio, que de afluente não passa, diz mesmo ela!

É que a D. Cristas, agora de chapéu à Portas e tão lavradeira e feirante quanto ele, reclama-se a “Bispa” de uma igreja universal qualquer da chuva, dita e decreta que só por rezas suas ela virá e que se o tal outro, o tal de largo delta, insistir nessa patética caridade para com o seu arqui-amigo, terá que se sujeitar aos seus ditames, pois senão haverá seca eterna e o culpado será sempre ele, como o foi na anterior seca, por ajuda só lhe ter pedido quando o céu já praguejava!

Eu, por acaso, tenho passado esta semana na Catalunha tenho ouvido dizer que em Portugal não tem parado de chover e que a D. Cristas tem andado a desviar as chuvas para que elas não cheguem ao tal Rio! Por esse mesmo motivo, desvio das águas, havia antigamente, pelas aldeias, imensos assassinatos…é da História, Madame!

Mas grande País somos nós que, apesar da seca e de tudo, temos ainda quem governe, quem saiba distribuir a parca água e quem ainda aceite ser governado! Ao contrario desses tais que apenas querem governar, mas que não entendem que, para poderem governar, terão que aceitar serem governados!

Estou neste momento na Catalunha, em Barcelona, e concluo que, passados estes meses todos, desde 1 de Outubro p.p., também estes Catalães, não aceitando ser governados, pois desejavam eles governar, acabam por não governar e, pior ainda, a serem governados por quem nunca quereriam que governasse! Confuso? É o que é…

Por isso eu até vou ao ponto de dar graças a Deus por viver no País em que vivo, e não naquele onde agora estou, país este onde os súbditos são obrigados a beijar a mão ao Rei ( a ADA COLAU, bendita ela seja, recusou fazê-lo), um Rapper é preso três anos e meio por fazer uma cantiga anti-Rei, como se este fosse assim como um Cavaco, políticos eleitos serem enjaulados, dizem que por tentativa de sedição, e impossibilitados de governar…e coisas mais. Ó Miguel (de Sousa Tavares): aqui não lhe chamavas tu “palhaço”!!!

Perante este autêntico “fascismo” em que se está a transformar a sociedade espanhola, perante a sua cobarde abulia, complacência e até alheamento, como se de algo normal se tratasse, eu apenas posso concluindo dizer:

Perante tudo isto, que viva a “sedição” no PPD/PSD, mais os devaneios da D.Cristas!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MARLENE, uma Passionária RIOISTA!

Habituamo-nos ao longo destes largos quarenta e quatro anos de Democracia a reconhecer que não há “Circo” como o do PPD/PSD, não só em apresentações (já vai na trigésima sétima) como na qualidade circense dos seus artistas. Em Portugal, para além do “Soleil”, nenhum se lhe equipara.

E nenhum conseguiu durante todo esse tempo reunir tantos e tão díspares artistas. Desde os começos: Os Sá Carneiristas, os Balsemistas, os Marcelistas e também os Santanistas, que de tão longe já vêm. Ainda os Motistas, mais alguns que não se chegaram a estrear até se chegar à época dos Cavaquistas. Vieram depois os Nogueiristas, os Manuela Ferreiristas, os Marques Mendistas, os Barrosistas, os Jardinistas, os Menesistas, os Marcantonistas, os Relvistas, os Rangelistas e, finalmente, os Passistas. Passistas que englobam os Montenegristas, os Sarmentistas que já foram Barrosistas e que agora são Rioistas, aliados aos sempre eternos Santanistas….

O que têm todos eles em comum? O “istas” de trapezistas, de equilibristas, de contorcionistas, de malabaristas e de fazedores de listas, que passaram também a pertencerem ao ramo dos domadores, dos amestradores, dos comentadores e dos manobradores. E então sempre que eles ocorriam no Coliseu…o elenco vinha sempre completo e faziam toda a diferença.

Senão vejamos: os do PCP são o que sempre são, com números muito conservadores e contidos e sem parelhas de palhaços dignas de qualquer menção.

Dos do CDS, exceptuando aqueles célebres números do Monteiro versus Portas e aquele inesquecível do “tu sabes que eu sei que tu sabes que eu sei…” entre a Zezinha Nogueira Pinto e o Lobo Xavier, não forem os polémicos cartazes daquele puto, o coiso, o Adolfo, não vejo que Circo seja o deles!

Já os do BE são diferentes: são mais teatrais e eruditos, pelo que não são para qualquer um…Uma sensaboria, portanto.

Melhorzinhos são os do PS, mas muitos furos abaixo. Falta-lhes os “istas” pois, para além de não apresentarem nem trapezistas, nem contorcionistas, apenas conseguem apresentar alguns equilibristas e malabaristas, mas os mesmos de sempre mas incapazes de se alcandorarem a “istas” e refiro-me a uns quantos Seguristas já afastados e a uns outros quantos Assisistas em vias de afastamento. E “palhaço” só tiveram, e há muito tempo, um: o Tino de Rans!

Mas desta vez não foi no Coliseu, para um Circo que se preze a sala das salas, foi num palácio de Congressos para parecer um Congresso, e deu no que deu: um elenco curtíssimo, com baixas vultuosas, palhaços de piadas a merecerem pateada, mas uma grande novidade, uma Marlene que não Dietrich, que também usa o nome de Elina e também o de Fraga, a tentar inaugurar um Fraguismo. Só que, tentando um frentismo, terá balbuciado um “ainda acabo contigo”.

Só que, não tendo tentado saber da duplicidade do verbo “acabar”, meteu-se por ínvios e sarilhosos caminhos. Pois enquanto o “ainda acabo contigo” era para si um fim, um desiderato casamenteiro, foi entendido como uma ameaça e foi o bonito: pateada à antiga, à Menesista mesmo com aquela tirada dos sulistas, elitistas e coisas mais…

Do mulherame não se viu reação de maior, talvez ainda confusas com a ascensão e poder de síntese desta “feminista”, mas por parte de alguns “istas” foi do bom e do bonito.

Os Jardinistas, com o próprio Jardim no micro, ter-lhe-á dito de modo grosso e já grosso: “Vamos acabar com esta porcaria toda”! Já os Sarmentistas, pela voz do Sarmento hinself”, tentando perceber o que se passava pela cabeça do Rio ao convidar personagem com tanta misoginia com o sexo oposto, afirmou: “Rui Rio é a alternativa a este PREC”. Não tem sentido nenhum mas deve ter sido daquela “ai que biolência” por ela ensaiada…!

Já os “Passistas” , pela mão do Passos em pessoa, rosnaram e ensaiaram uma piada: “O PC e o BE rosnam mas não mordem…”! Mas a despedida Passista foi em glória e com frases de uma beleza estética e dialética jamais vista. Por exemplo: “Este Governo é uma Coreia do Norte com foguetes de São João”! Soam-me ao ouvido que não terá sido ele, mas outro Passista qualquer, mas vai dar ao mesmo. Mas disse: “Não é fácil bater-lhe (no Governo, claro) mas é preciso bater-lhe…”. E dizem também que, antes de sair, lançou avisos….! A quem? À Fraga?

Mas ainda a respeito da performance “Passista”, também ouvi que a ala Montenegrista, pela mão do próprio Montenegro, terá “levado faca bem afiada, e que a terá bem espetada e torcida”…..Na Fraga? E esta não chamou a Polícia? Diz que ficou amedrontada com tanta “biolência”…

E o Rio que, pelos vistos, ainda não conseguiu formar a corrente “Rioista”, que disse ele ao Circo? Que “o Governo governa mal mesmo quando parece que governa bem…”.

E o Santana? O Santana foi ver…

NOTA 1: Isto são notas de quem não tomou notas e só notou o Congresso por uns breves dez segundos, enquanto no “zapping” dele fugia e só não foi mais curto porque num deles apareceu-me de chofre a Clara Ferreira Alves e apanhei um susto que me ia imobilizando e aí também me apeteceu rosnar…

NOTA 2: Para onde vão os fugitivos do Circo? Vão todos para a TVI, menos o Passos que vai para as Universidades. Como o Montenegro, que lá vai fundar um “laboratório de ideias” para fazer render a ida!

Ide em pazzzz, diz o Rio!

Por fim e como prémio de leitura vai englobado neste um outro grátis: O CIRCO DO COLISEU! https://wp.me/p4c5So-bm

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UM FERRAZ “fascista” DEU À COSTA!

Quando hoje ainda madrugada li as capas dos jornais, como costumo sempre fazer antes de me pôr a adormecer, deparei-me com a do “I” e a minha primeira reacção foi vociferar um “não acredito”.

É que o referido pasquim traz na sua primeira página e em parangonas uma frase retirada de uma entrevista dada por Pedro Ferraz da Costa, antigo patrão dos patrões (CIP) e agora presidente do Forum da Competitividade, em que afirma esta coisa extraordinária: “As empresas não conseguem contratar porque as pessoas não querem trabalhar”.

E mais abaixo, ainda na primeira página, mais uma pérola retirada da referida entrevista: “É preciso gente nova. Qualquer dia as empresas são lares da terceira idade”.

Fiquei tão danado, tão danado, que me esqueci do sono, pois de outro modo iria remoer toda a noite e dormir era coisa que não aconteceria, e fui logo escrever umas notas, aquelas que me saltaram de imediato à mona, para que aquele sentimento de revolta e rejeição não se desvanecesse e desse lugar à costumada acalmia e ao “deixar para lá” também usual. Mas disse também para comigo: desta vez tens que deixar de parte a ironia.

E passou-me pela cabeça adjectivá-lo de tudo para além de fascista. Esses adjectivos todos que vocês que me estão a acompanhar já adivinham, razão pela qual eu de dispenso de os pronunciar! Mas também porque, num momento de maior lucidez, disse para comigo: é melhor não, pá. Que te adianta tudo isso se o que ele diz não é só ele que o diz e, antes sim, corresponde ao verdadeiro pensar de uma ampla direita retrógrada e saudosista, que tem perante o valor do trabalho e de quem trabalha uma visão puramente provocatória?

É que sendo ele o vigente presidente do Forum para a Competitividade, seja lá o que isso for, adivinham de imediato o que será para ele a competitividade.

É claro que, para eles, a riqueza não deve ser redistribuída, o progresso só se alcança com salários de miséria e um maior crescimento só com austeridade. É assim que ele e eles pensam e não toleram que um governo das Esquerdas esteja a provar o contrário.

Quando afirma essa barbaridade do “as pessoas não querem trabalhar”, e só faltou dizer (não sei se até disse porque não li) que o que querem é viver do rendimento mínimo, enfaticamente “rendimento social de inserção”, eles, no fundo, querem dizer isso mesmo: Têm que trabalhar e receber o rendimento mínimo. Não salário mínimo, mas o rendimento mínimo porque o salário mínimo é demasiado alto. Até o outro Pedro, o tal que vai dar aulas em universidades, o disse!

O que eles não sabem, ou fingem não saber é que, quem o rendimento mínimo recebe, já há muito não consegue trabalhar pois que, mesmo pagando-lhes esse rendimento mínimo, nem assim lhes davam trabalho! São os que tendo 45, 50 anos ficaram sem emprego e depois sem fundo de desemprego e passaram o prazo de validade. Deixaram de contar para coisa alguma, a não ser para as estatísticas do rendimento mínimo garantido.

Mas, como assim, senhor competitivo Ferraz da Costa? Como assim “não querem trabalhar”? Como assim se o Desemprego tem diminuído? Como assim se o Emprego tem sustentávelmente vindo a aumentar de forma líquida? Como assim? É porque as pessoas querem trabalhar, ou não será? E não será também porque muitos empresários, principalmente aqui neste Norte Trabalhador e Exportador, não pensam como os iluminados como V.Exª e outras Exªs como V.Exª? Não será mesmo?

Mas porque razão haverá falta de pessoas (naquela idade válida, estão a ver?), as tais pessoas que V.Exª e mais muitas V.Exªas tanto desejam? É porque quando V.Exª e outras muitas V.Exªs , com a politica suicida que resolveram seguir, provocaram falências em série e despedimentos em massa, mandaram centenas e centenas de pessoas não serem piegas e partirem. Pirarem-se daqui para fora, em suma. Mas foram-se embora daqui para quê? Para irem gozar umas férias? Não, foi para terem trabalho. Para poderem educar os seus e viverem uma vida digna. Foi porque não queriam trabalhar?

V.Exª e outras muitas V.Exªs como V.Exª e que pensam como V.Exª, querem é voltar ao antigamente. Têm imensas saudades desses tempos. Desses tempos em que o trabalho não tinha nem dignidade, nem direitos, nem valor e as pessoas iam trabalhar apenas quando para isso fossem chamadas (colheitas, vindimas, guerra etc. etc…) recebendo apenas uma côdea de recompensa. Ora a isso chamamos nós “fascismo”.

Quanto ao “As empresas parecem lares da terceira idade”, idade onde V.Exª já com certeza está, só um dejeto de gente com o cérebro em estado de profunda demência o poderá afirmar. E corresponde ao que mais degradante alguém poderá pensar quando, ainda para mais, se verifica que a idade limite para a Reforma tem vindo progressivamente a aumentar, isto é, que o direito à Reforma seja cada vez mais tarde. E por pressão e exigência de V.Exª e de muitas V.Exªs como V.Exª.

Mas, supondo que assim não é e que nós é que não sabemos ler, defende então o quê V.Exª? Reformas mais prematuras para extirpar o cancro dos “velhinhos” nas empresas? Já assim infelizmente o é, mas com cortes absolutamente escandalosos nas ditas reformas. Mas o que V.Exª e muitas Exªas como V.Exª querem é despedi-los! Sim, despedi-los! É a tal “reforma estrutural” nas leis do trabalho de que tanto falam. Pois é aqui que está, realmente, o cerne da questão.

V.Exª e todas as V.Exªs como V.Exª o que desejam é a institucionalização da tal “flexibilidade”. A tal que vos permitirá despedir apenas porque assim desejam e invocando os motivos que assim entenderem, tais como: inaptidão, inadaptação, custo do posto de trabalho, extinção do posto de trabalho, falta de rendibilidade, ser de cor, ir muitas vezes fazer xixi etc e muito mais…

Mas com que intuito? Poderem contratar em sua substituição gente a recibos verdes ou com contratos a prazo. Desde logo a preços mínimos e com um prazo limite em que serão dispensados e virão outros para os seus lugares recebendo o mesmo mínimo. É também isto o que vão ensinado as universidades tipo estações do ano, essas onde são formados os quadros políticos da treta e para onde Passos Coelho vai “ensinar”…

Assim como acontece nesses grandes “empreendedores” dos Hipermercados, também dos CTT etc, onde constantemente vemos caras novas e também caras fartas. Estas fartas de ver um rodopio de caras novas e estas, de tão entusiasmadas a princípio, a passarem para um estado de desilusão por finalmente verificarem que aquilo não era um sonho mas um pesadelo. O pesadelo de se verem peças de uma engrenagem diabólica, trituradora e traiçoeira.

Mas, que “chatice”, está a faltar essa tal gente, essa gente que eles queriam em abundância para usarem e manipularem a seu belo prazer. E que, de repente, passou a gente que “não quer é trabalhar”.

Preferem emigrar, não será? E aqui no Norte não há já gente para contratar, sabia? Porquê? Porque estando a economia a crescer, idem as exportações, o turismo, o consumo e coisas mais, o emprego tende a crescer e especialmente nessa faixa etária, essa que desejam contratar. Mas são contratados, como devem ver, se não forem cegos nem surdos.

Mas, por outro lado, toda aquela mole humana que emigrou na sequência das políticas seguidas e apoiadas por V.Exª e todas as Exªas como V.Exªs, a quem disseram para deixarem de ser piegas e mandarem-se à vida, só voltará se a isso for obrigada, pois não quererão voltar para ganhar o tal mínimo que lhes querem oferecer. Estão a ver?

E querem jovens letrados, formados, com mestrados, com doutoramentos até a ganharem o mínimo, esse mínimo que para V.Exª e todas as V.Exªs como V.Exª e como o Prof. Dr. Coelho que isso defende? A terem trabalhos de escravos e ganharem uma côdea?

Não podia V.Exª ter sido mais claro. E mais não digo…


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O CAA ( Cromo Abreu Amorim) CANSOU-SE!

Na caderneta de cromos do PPD/PSD faltava este exemplar. De ombros largos e casaco ainda mais. Cabelo lambidinho, óculos a condizer e lábios finos que fazem soar as consoantes no final das frases: chama-se ele Carlos Abreu Amorim e cansou-se de tanta inglória “luta”. De uma “luta” contra nada!

O Carlos cansou-se do Abreu e ambos do Amorim. Por Carlos ninguém o conhece, por Abreu (cruzes canhoto) ainda menos e por Amorim tão pouco. Ele só existe na dimensão de um CAA. E cansou-se da vida que tem levado, a de pregador no deserto!

Ele sofre do síndrome da indissolubilidade do nome. Assim por inteiro até pode dizer algo a algumas pessoas mas, mesmo com a ajuda descritiva que acima dei, a maioria ainda se pergunta: Mas quem é?

É mais um desiludido da vida, um agastado com o ressurgir das forças progressistas e um amargurado com o sucesso da Geringonça.

Um ser para quem o crescimento económico é uma grande “chatice” e nunca poderia ser protagonizado por um governo de esquerda. Um cromo para quem a Geringonça é tão enfadante, que o faz perguntar-se: como é que é possível que na época das tecnologias sem limite, dos carros sem condutor, que até estacionam sozinhos e que qualquer dia até voam, como pode uma Geringonça assim funcionar? Ainda por cima com motores anacrónicos, como o PCP? Quem aguenta? Cansei-me, disse ele!

Apostou as fichas todas no cavalo do Lopes e diz agora que não se revê na estratégia do Rio. Mas qual estratégia, alguém sabe? Cansado, diz-se ele, mas eu acho que é de estar há tantos anos sentado naquela cadeira dura no Parlamento, sem cargo para ocupar, nem sequer o de presidente da bancada e sem nada para dizer…

E ocorreu-lhe então a sacramental e usual existencial pergunta: Que faço eu aqui? Coisa que nunca lhe havia ocorrido na vida, nem quando largou o colo do CDS para se lançar nos braços do PPD/PSD, à semelhança do seu arqui amigo Rangel. Nem quando trocou Gaia por Viana e Viana por Lisboa, preparando o regresso ao Porto porque lá por Lisboa, que tem o seu rio poluído, mora agora um Rio do Porto!

E se esse enorme líder, o Passos Coelho, um líder só comparável a Salazar, que colocou a populaça em “su” sítio e a pôs a pão e água, se cansou, porque não poderei eu cansar-me também, raciocinou filosoficamente ele? Se ao menos ainda houvesse crise e uma austeridade para defender…E lembrou-se do seu amigo Marcantónio que também se cansou, do Montenegro que também desertou, foi tratar melhor da vida e até disse “até um dia”, do Rangel que esse tem para aí uns seis empregos…e perguntou-se: quem raio sobra?

E depois, quem apoiar? De quem dizer mal? Do Rio? Esse nem lhe passa cartucho! Do Huguinho? Mas esse coitado… Disse que não acreditava na estratégia do Rio mas, se ao menos a conhecesse, poderia puxar da sua verve e fazer uma mocão ao congresso de ficar na memória, assim como a do Meneses que saiu de lá a chorar. Mas o Lopes diz que vai andar por aí sem sair de Lisboa…Que fazer, como dizia Lenine?

Mas, pensa também ele, para quê ir ao congresso? Se ainda lá aparecesse o Marcelo. Se ainda lá fosse o João Jardim. Ah e se lá fosse o Lopes…sem eles, que raio de congresso será esse?

Estou cansado, diz ele resignado. Vou é descansar. Vou descansar na Faculdade, uma meia dúzia de aulas por mês na oficial, mais meia dúzia numa pararela, um saltinho pelo escritório, um bla-bla numa televisão qualquer, isso é que é vida. Agora, estar sentado naquelas cadeiras duras do Parlamento, sujeito a ouvir as diatribes da Catarina, a aturar a boa educação do Jerónimo e a levar com o Costa de quinze em quinze dias? Cansei-me e pronto.

Se ao menos aparecesse mais um BES para eu poder estar assim numa comissão de inquérito a sério a mostrar toda a minha sabedoria e a minha peculiar maneira de falar…lamentou-se ele. Se ao menos houvesse um Centeno dos primeiros tempos a quem a gente chamava de tudo. Mas o meu país não quer…

No que ele (o País) se tornou, desabafa. Mas o bichinho não o larga, aquele que o faz palrear e, por isso, ele anda a matutar naquela ideia do Lopes ( o Lopes é muito para a frente em ideias), aquela de formar um Movimento, uma boa altura para voltar à extrema direita, onde com muito orgulho cresceu, acrescenta. Sim, extrema direita diz ele porque o resto está tudo ocupado e se ela existe e fecunda por essa Europa fora, porque não aqui também?

O ar por aqui está irrespirável para um “democrata” como eu, assegura ele. E um tipo com o seu passado não se pode sujeitar a estar eternamente num partido que se chama Social Democrata. Razão tem o Lopes em lhe chamar PPD: Partido Popular (tem) Dias!

Como o nosso inestimável e inefável CROMO “CAA”!

 

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