OS “TERRORISTAS”

Ou o “Terrorismo”, vai dar ao mesmo. O que é, afinal, o “terrorista” ou o” terrorismo”? Em tese, e simplificadamente, será o ou quem provoca terror. Tão simples quanto isso.

Lembrei-me disto a propósito dos acontecimentos de hoje em Londres e estou ao escrever ao correr do pensamento.

Um indivíduo, desvairado, porque assim o desejou, porque lhe falharam os travões, porque queria chegar mais depressa a casa ou porque achava que se divertia abalroando peões, irrompeu sobre tudo o que aparecia na sua frente e parece que matou quatro pessoas. Coisa pouca, digo eu, para tanta hora de televisão e debates, sempre com os mesmos especialistas que dizem, recorrentemente, sempre a mesma coisa.

Quem é que de nós já não viu filmes vários, a que achamos sempre muita piada, em que o protagonista, o herói, em contra mão, abalroa tudo o que na frente lhe aparece, desvia, curva, faz pião e tudo e depois chega ao seu destino e é recebido em ombros? E dos abalroados? E dos que foram ribanceira abaixo?  E dos desgraçados todos que morreram, o filme fala? É, ui…tantos e tantos…e achamos piada e porquê? Porque aquilo não é realidade!

Pois não, a realidade é coisa curta e próxima. Tudo o resto é longínquo e não interessa.

Na América, um puto, ou não mais puto, que tem acesso livre a uma arma, pega numa caçadeira, irrompe por uma Escola a dentro, dispara e mata a torto e a direito. Que era traumatizado, vítima de “bullying”, teve infância difícil e não sei que mais, todos logo dizem. Os especialistas, os psiquiatras, os pedopsiquiatras e outros “atras”, mas…”terrorista”? Não, isso não! “terroristas” são os outros!

Poderia dar mais exemplos, das “Máfias” aos “Carteis” etc. mas, o que concluo é que o apelidar de “terrorismo” ou o “terrorista” depende sempre do lado de onde se vê e do qual se está.

Eu era pequenito ainda (8 anos) quando comecei a ouvir falar da guerra em África. Ouvia falar vagamente da guerra da Argélia mas, na altura, tratava-se de uma guerra que era nossa. Tratava-se de defender a nossa Pátria e Grei e diziam…” Angola é nossa e gritarei, é carne é sangue da nossa grei..”, ou coisa parecida, ouvia eu na TV da época. E os nossos iam combater os “Turras”, lembram-se? Diminutivo de “terroristas” era escusado dizer…

Mas os “Turras” combatiam quem e porquê, comecei-me a perguntar…

Entretanto veio a guerra do Vietnam, e quem eram os “Turras”? Os Vietcongs, os do Norte, os de Hanói, dirigidos por Ho Chi Min! Os do Sul, os de Saigão, apoiados pelos Americanos eram, para a nossa imprensa da época, os bons. Mas, como tive a sorte, como já aqui disse, de ter ido para um Seminário de Missionários cujos professores tinham corrido mundo, desde a África à América do Sul e da Ásia à Oceânia, sempre ao lado dos mais desfavorecidos, cedo aprendi que não era bem assim…

Aprendi que os invasores eram os Americanos! Abri os olhos e comecei a ter acesso a verdades e factos que a maioria não tinha. Por estar num Seminário, vejam lá…esse “ferrete” de que falava um Amigo no Facebook, mesmo depois de eu lhe explicar… E comecei a ter visão do que viria a ser mais tarde a “Teologia da Libertação”!

Mas o que é o “Terrorismo”, pergunto eu novamente? Será que, no final, há um bom e há um mau? Quando um Povo se revolta contra um invasor ele é que é o “Turra”, mas quando, dentro do próprio país, se mata a torto e a direito, será o quê? De modo que me surge a sacramental pergunta: Mas o que vale a Vida Humana, afinal?

E, mais uma vez concluo, que está mais que visto que a vida de um Americano vale muito para os Americanos, a de um Europeu vale muito para os Europeus, mas que as dos que atravessam o Mediterrâneo, dos Sírios, dos Afegãos, dos Iraquianos, dos Sudaneses, dos Paquistaneses, dos Indonésios, dos Egípcios e mesmo as dos do sul da América ou do sul da Europa, para Americanos e Europeus, ambos do Norte, pouco valem…ou não valem nada!

Um Homem é um Homem, uma Mulher é uma Mulher, uma Criança uma Criança, um Ser Humano um Ser Humano! Todos iguais! Diferentes na pele, na língua, na religião, nos costumes, no artesanato, na cultura, no folclore (como bem dizia Galeano), nos hábitos, nas tradições, mas no respeito pelos mais velhos, como os Índios, ou pelas hierarquias, como nas Tribos! Todos fazendo parte de um mundo multirracial e multicultural, mas habitado por SERES HUMANOS!

Mas todos com virtudes e defeitos e vicissitudes várias ao longo da História. Podem os Cristãos atirar a pedra quando fizeram as Cruzadas, promoveram a Inquisição e mais recentemente se envolveram na Pedofilia? Podem os Muçulmanos falar de cátedra quando exterminaram gente sem fim, em nome de impérios e incendiaram Alexandria?

Podem os Espanhóis algo dizer quando, para conquistar a América do Sul, exterminaram povos inteiros e que o digam os Cortez e Pizarros desta vida? E os Americanos? Sim, os Americanos, os arautos das Liberdades, que durante décadas e décadas tomaram de assalto todas as economias das Américas do Sul e fizeram assim como que um “Tratado de Tordesilhas” com os Russos para dividir a África? E o mundo? Eles, os polícias do mundo, que instalaram os seus porta-aviões, contratorpedeiros, submarinos e fragatas sem fim por todos os mares? Como falar de “Terrorismo” quando, em nome não se sabe ainda de quê, mas adivinha-se, invadiram por duas vezes o Iraque e deixaram um rasto de mais de 600 mil mortos? “Terrorismo”?

Mas quem foram e são os “Terroristas”, afinal, ou os responsáveis pela sua existência?

Não serão aqueles que promovem a pobreza, que promovem as guerras, a exclusão e que impõem tiranias e “tiranetes”?

A História repete-se, já dizia o nosso Pai quando, ainda pequenos, nos falava da Segunda Guerra Mundial… Onde estão os bons? Onde estão os maus?

E, já agora, qual é o Deus que a tudo isto preside?

(Nota: Escrevi de “chofre”, mas com o coração…com razão ou não…).

 

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OS “ADMINISTRADORES NÃO EXECUTIVOS”

Hoje, dia 21, de manhã, escutando as notícias na Antena 1, ouvi que tinham sido nomeados três Administradores Não Executivos para o Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos e que ainda faltavam mais três, cujos nomes ainda não tinham sido aprovados pelo BCE.

Ora eu, um leigo na matéria, conseguindo ainda alcançar o que é um Administrador Executivo, e já são uns quantos, cada qual com seu pelouro, eu sei, com assento no Conselho de Administração na gestão corrente de uma empresa, neste caso um Banco, comecei também a ouvir falar de uns quantos Não Executivos e fiz a mim próprio uma singela pergunta: se não são executivos, são administradores de quê? Sim, administram o quê?

Fui a um determinado lugar e lá encontrei-me com uma Economista e com um Contabilista (TOC) meus Amigos. E, carregado de ingenuidade, perguntei-lhes: “por acaso sabem o que é um Administrador Não Executivo”? Ela, sem qualquer hesitação, respondeu-me e de imediato:” é um lugar para justificar um salário”! Ao que ele acrescentou: “é basicamente isso”!

Não satisfeito com tão redutoras respostas, ainda por cima ditas naquele tom que vocês sabem, não resignado por nada acrescentarem ao que eu, na minha humilde sabedoria já supunha, resolvi investigar.

 E não esquecido ainda daquele mais que douto parecer que aquele Professor Doutor de Coimbra deu ao Salgado, o dos catorze milhões, e daquele consolo que deu à família de uma vítima das inundações em Albufeira, quando esteve como Ministro do MAI 15 dias, lembram-se de certeza, em que ele apelou à vontade de Deus tal como no douto parecer tinha apelado à “entreajuda e solidariedade” (até o podem aqui consultar http://wp.me/p4c5So-u2 ), eu, excepcionalmente, fui ao Google e, tendo digitado  “Administradores Não Executivos” com quem é que eu dou? Com o Prof. Dr. João Calvão da Silva! Ele mesmo!

Com um longuíssimo parecer ou estudo, sei lá, feito, elaborado, encomendado, doado, também não sei, à Ordem dos Advogados, em que o douto Prof. vai dizendo coisas como “…não lhes são cometidas funções de gestão…”, “…não vinculam a sociedade…são independentes…”, “…que libertados da gestão corrente das sociedades…têm uma função de vigilância, de controlo e fiscalização geral da actuação dos administradores executivos”, “…que acompanham o andamento geral da sociedade…”.

No fundo tudo se resume ao dever de vigilância e de controle! Mas acaba, depois de um arrazoado tal, em que até fala em hibridismo, que nos leva a crer às vezes que não podem ser responsabilizados por nada, mas depois já podem, por clara omissão do seu dever, serem penalizados no seu salário, com esta definitiva sentença. Apreciem:

“Os Administradores Não Executivos só respondem solidariamente com os Administradores Executivos pelos actos ou omissões destes quando o dano se não teria produzido se houvessem cumprido as suas obrigações de vigilância geral e de intervenção previstas no Art. 407-nº 8, sendo, portanto, uma responsabilidade própria por culpa in vigilando e não uma responsabilidade objectiva por facto de outrem (Art. 81-nº2)”. Citei!

Compreenderam? Eu também não! Mas se lessem o “coiso” completo…só citações são mais de mil…pronto, mais de cem…

Mas lembrei-me do BPN, do BCP, da PT, do BES, da própria Caixa, do BP e não sei que mais…e dos seus Administradores Não Executivos…

De modo que, depois de ter lido a parte que me interessava, porque depois vem toda a doutrina dos Conselhos Gerais e de Supervisão, os de Auditoria e Fiscalização e etc… eu disse-lhes: “Querem que vos diga o que é um Administrador Não Executivo?”. Responde-me ela, novamente e de imediato: “Basicamente um tacho!”. E ele corroborou: “Basicamente”!

Resultado: Não me valeu de nada tanto ter lido…

PS– Que em Português quer dizer: “Por Sinal”!

E então, por sinal, lembrei-me do nosso “aguenta, aguenta”, o Ulrich, que era Presidente (Executivo) do Conselho de Administração do BPI e, com a tomada da maioria do capital pelos Catalães do La Caixa, foi relegado para Administrador Não Executivo! Ele que, dizendo-se já cansado, queria ir para a reforma. Ou será que queria acumular?

Mas o FORERO (o “Forasteiro”, digo eu), que lhe tomou o lugar, esperto, pensou na melhor maneira de pôr em prática a doutrina do douto Prof. De Coimbra. E terá decidido (e se não decidiu que me leia e beba o meu conselho): Se é para me fiscalizar, para me controlar, para me acompanhar ou para me vigiar, nada melhor que nomeá-lo meu motorista!

Do Porto conhece tudo. Da noite e do dia! Da Foz a Paranhos, de Ramalde a Campanhã, de São Roque ao Freixo, do Amial à Boavista…tudo! De Lisboa tudo conhece também: do Bairro Alto à Madragoa, de Alfama a Ourique, do Campo Grande ao Campo Pequeno…tudo! Que melhor?

E, depois, na limusine, qual “woman in yellow”, vai-lhe pedir: Ulrich, dê-me algo! Sim Sr. Presidente, tem aqui um Forero Rocher, perdão, um Ferrero Rocher! E dirá: Sr. Presidente da Comissão Executiva :já não aguento! Ao que o outro, o Presidente, o vigiado, o controlado, o fiscalizado, dirá: “Ai aguentas, aguentas”, que em Castelhano quer dizer o mesmo!

De modos que é assim…

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A C(l)ARA do DONO Revisitada

Embora eu seja filho de um Azevedo, não sou nem nunca fui um tipo azedo, antes pelo contrário! Até sou de bons fígados mas, de vez em quando, perante algumas pessoas e algumas circunstâncias, como qualquer mortal, também me “salta a tampa” e destilo algum fel…

E isso passa-se, por exemplo, com a senhora de quem já falei e vou voltar a falar. Já é recorrente, portanto. Não é fixação coisa nenhuma, mas que que posso eu fazer? Ela, do alto do seu incurável pedantismo, da sua inenarrável sobranceria e da sua insuportável arrogância, insiste em tirar-me do sério. Às vezes até me pergunto o porquê de lhe dar tanta importância e abraçar as dores de outros, mas concluo também que ganhei pela dita um pequeno “odiozinho de estimação”, como “soi” dizer-se.

Tudo se precipitou em Outubro de 2013, quando o meu Amigo VALTER (Valter Hugo Mãe) lançou o seu romance, sobre a chancela da Porto Editora, “A Desumanização”! Então, por essa altura, ela escreveu um texto na revista Actual, do Expresso, em que espezinhava o VALTER, dizendo, entre outras coisas, ser ele um escritor “sobrevalorizado”! Visto agora ela deve ter inspirado o Trump, não acham?

E, no dia 10 de Outubro desse ano de 2013, escrevi um texto um pouco virulento em defesa da honra do VALTER, a quem nem consultei para o escrever. Aqui vai o Link, para que o possam consultar: http://wp.me/p4c5So-1n

Nesse texto escrevi uma frase de que ainda me lembro: “Ela não gosta de quem goste de quem ela não gosta. Por isso não gosto dela”. Esta frase concretiza e resume aquilo que dela eu penso e a razão do tal meu “odiozinho de estimação”, odiozinho que, como veem, já vem de longe. Mas porquê? Pelo que já verificaram, mas também porque não suporto lições de moral de pessoas sem espinha dorsal, de quem tem da relação com as pessoas, nomeadamente seus pares, uma relação de interesse e aproveitamento e, por último, por se abalançar a falar de coisas que não conhece, nem nunca deve ter conhecido, como o “Comunismo” ou a “Pobreza”.

Quando ela assumiu sem qualquer pensamento racional ou filosófico o seu “anticomunismo”, que eu acrescento de primário, talvez depois de ter participado, sou levado a crer que a convite do seu “dono”, num daqueles encontros do clube Bilderberg ( e vá-se lá saber porquê…) e escreveu aquele extenso artigo no Expresso, em reacção eu escrevi um texto, em 13-11-2015, que penso que já partilhei e a que chamei de: “A C(l)ara do Dono” e, para quem não leu, aqui vai também o LinK: http://wp.me/p4c5So-xl

E escrevi este texto porque, mesmo tendo boa bílis, a sua verborreia me deu vómitos tais, que não consegui deixar de os remeter para o papel…

Até que, neste seu último texto, texto este muito celebrado nas redes sociais, a que ela chamou de “Tão Felizes Que Nós Eramos”, a nossa narcisística camaleoa, a propósito daquilo que chamam de “Nova Portugalidade”, ela vem falar da velha portugalidade, como se disso alguma coisa soubesse ou tivesse vivido. Diz ela que “não põe flores nesse velho cemitério”, donde posso concluir que só as poderá colocar no novo. Que frequenta…

Mas que é que ela sabe? Foi para a Faculdade de Direito de Coimbra ali pelo 25 de Abril de 74 e não consta ter participado em coisa alguma. E acerca do antes? Acerca do antes confessou depois que “Cavaco Silva tem o pragmatismo de quem nasceu pobre…!”. Ora esta afirmação diz bem do que ela achava que era a pobreza pois, se Cavaco era filho de um comerciante e gasolineiro e não mandou os filhos para um seminário mas sim para Lisboa e Faro estudarem, era um pobre. Assim sendo, eu e a minha família à altura seríamos o quê? Lúmpen? E ela seria o quê: Condessa? Pois se Cavaco nasceu pobre, a Clara nasceu como? E eu nasci como?

A Clara “vende” opiniões, disse alguém, e, para ela, a “velha portugalidade, resumia-se ao que ela descreveu, como se não houvesse resistência, como se não houvesse quem não se resignasse e contra ela lutasse, quem tivesse dignidade e acreditasse na força do trabalho e na honradez e como se todos os homens fossem bêbados e batessem nas mulheres e, como escreveu, “a fé era a única coisa que as pessoas tinham e se lhes tirassem a religião tinham nada. Deus era a esperança numa vida melhor. Depois da morte, evidentemente”.

Tamanha idiotice é difícil de encontrar escrito por qualquer intelectual. Mas esta senhora conhece o mundo. Passa a vida a viajar e já foi a todo o lado. Mas como sabe tudo da “pobreza” ela, por onde anda, vê-a de longe, da alta varanda do hotel de luxo onde, tal qual a outra, se acomoda.

No “Eixo do Bem”, porque agora ali é tudo bem, tudo politicamente correcto, até do processo do Sócrates já formaram opinião, ela incluída. Factos novos, disse ela! Que o juízo público é o de que Sócrates é culpado, acrescentou. Mas parece que se formou em Direito e em Coimbra.

Repito: “Ela não gosta de quem goste de quem ela não gosta” Não me levem a mal, portanto, dela também não gostar.

É, não me levem a mal. É que isto não passa de uma “declaração de amor”…só que ao contrário!

 

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HÁ SEMPRE UM SÓCRATES À MÃO…( de 24/11/2014-Reeditado)

INTRODUÇÃO: Muitos Portugueses, e eu sou levado a pensar que a grande maioria mesmo, desde há muito já formaram o seu juízo acerca da culpabilidade de Sócrates em todo este infindável processo.

Mas, a verdade é que, passado este tempo todo, não vemos “acusação”. E assim, sem acusação, não pode haver condenamento! Mas não me vou ater em filosofias baratas e, muito menos, naquelas certezas absolutas que muitos responsáveis jornalísticos que muitos, responsáveis repito, já há muito têm das “provas consolidadas”, como se fossem os donos do processo.

O que eu vejo é aquilo que via há quase dois anos e meio e sobre o qual escrevi e publiquei em 24/11/2014 ( para além de outros textos que na época escrevi e podem consultar no meu Blog) e que agora reproduzo e republico:

HÁ SEMPRE UM SÓCRATES À MÃO… (24/11/2014)

“E recorrentemente a jeito! Há anos que é isto. Sócrates até à exaustão. Do tipo : “Quando a Justiça enlouquece, Sócrates sempre aparece”! Ou então: “ Quando a Direita estremece, Sócrates sempre aparece”!

Desde que dele me lembro, desde o dia daquela entrevista à Revista do Expresso, ainda pré-candidato a PM em que afirmou ser “ um animal feroz” que não mais teve sossego. Esta frase terá sido o seu Karma. Mas porquê? Esta é a pergunta que ainda hoje me faço e para a qual ainda não encontrei resposta. Mas atento a outra frase por ele proferida –“ eu sou o líder que a Direita gostaria de ter”- talvez a resposta ande por aí… : não o podendo ter o melhor será destruí-lo. E foi o que durante anos a fio a Direita sempre tentou: infernizar-lhe a vida. E agora utilizá-lo como arma. Como arma de arremesso.

Mas, antes que tudo, tenho que fazer uma declaração de interesses : nunca votei Sócrates. Das três vezes que foi a eleições não votei nele. As duas primeiras vezes porque sim e a última porque não! Nas duas primeiras conscientemente de outro lado e da última quase votando e só não o fazendo porque já não valia a pena, eu sabia. Mas a verdade é que sempre gostei dele e sempre o defendi. Sempre gostei do seu estilo, da sua determinação e, principalmente durante o seu primeiro governo, apoiei publicamente todas as Reformas que implementou, muitas delas determinantes e fracturantes e só possíveis com coragem e irredutibilidade. Algumas delas modificaram para sempre o nosso “ modus vivendi” nomeadamente na adopção das novas tecnologias na relação dos contribuintes com o Fisco, na redução de procedimentos administrativos de que o Programa Simplex é o exemplo, na aposta inequívoca na Ciência e na sua Investigação, na aposta nas Energias Alternativas como desígnio de futuro, nas transformações levadas a cabo na Saúde, como nas Maternidades, nas Urgências e no INEM e, ainda, entre muitas outras, na aposta na Formação Complementar através das Novas Oportunidades. Se mais não houvesse o enunciado bastaria para o perpetuar como um excelente Primeiro Ministro. E, para mim, o melhor Governo, o seu primeiro, que a democracia teve.

Por tudo isso eu sinto-me neste momento perplexo, desgostoso e angustiado. Porque nada mais será igual e a conclusão será sempre má seja qual for o modo como tudo isto acabar. Se ele for mesmo culpado sentir-me-ei atraiçoado e gravemente desiludido. Se se provar o contrário então terei que concluir que este Sistema está mesmo podre e que será quase impossível a sua regeneração. Para além disso a nossa relação com a Justiça jamais será a mesma e a nossa confiança nas Instituições sairá inevitavelmente abalada.

Mas sinto-me também confuso, melindrado e triste. Não sei especificamente de que crime ou crimes Sócrates é acusado, pois os apresentados são os sempre tipificados e carecendo também todos de prova, como é normal. Mas não vou dar opinião acerca da Justiça, pois muitos o fazem e já fizeram até à saciedade, do seu funcionamento, do indecoroso circo à sua volta montado, das sistemáticas fugas de informação e das quebras do segredo de justiça sempre presentes, das aberrações a que assistimos, dos inevitáveis aproveitamentos, dos autos de fé a que sempre assistimos…não. Não é disso que eu quero falar.

Assisti no sábado à noite ao EIXO DO MAL na Sic Notícias e, quanto a tudo o que referi relativo ao caso vertente, ao que este processo representa e pode representar, aos perigos que comporta, aos aproveitamentos, ao justicialismo emergente etc. tudo foi lá dito e escalpelizado de uma forma profunda, eloquente e séria, por todos os representados no dito programa, pelo que me escuso repetir e apenas recomendo que quem não viu veja porque vale a pena. Pela parte que me cabe eu subscrevo praticamente tudo o que lá se disse.

Mas independentemente de tudo isto, eu sei uma coisa, alias duas coisas e estas eu quero relevar: a primeira é que desde que o conheço ele é perseguido : Freeport, Licenciatura, Obras de Engenharia, Opções Sexuais, TVI, Face Oculta etc. etc. De tudo já foi acusado e de tudo já foi escrutinado. Tudo! Nunca vi nada igual. O ódio demonstrado pelos Midia, pela Direita e seus opositores ultrapassa o racional e o imaginável! A segunda é que, sendo sempre recorrente a sua chamada à liça, nomeadamente em circunstâncias em que a Direita se mostra mais débil, só demonstra ser ele um tipo realmente muito forte ou então será mesmo um vilão.

Mas isto cheira-me mal. Cheira-me mal a “oportunidade”. Vem metido numa “ enxurrada” de casos ( BES e VISTOS GOLD…) de enorme gravidade para o Regime, dando a entender que, aparecendo agora, pela sua visibilidade, mediatismo e importância públicas, aparece para “ arrefecer” e tirar do radar da visibilidade os outros. Não compreendo de outra maneira.

Se não vejamos: parece que, segundo tenho ouvido, se estará a falar de uma vida demasiado “ folgada”, da compra de uma casa e de movimentação de capitais. Mas é acusado de quê? De ter dinheiro? De comprar uma casa? De movimentar dinheiros? De receber transferências da Mãe que, pelos vistos, o tem? Que crimes são estes? Eu estou um pouco perplexo pois se isto forem crimes Portugal transforma-se numa gigante prisão. Onde tudo será crime menos receber uma prenda de 14 milhões e mandar para fora 1,5 Mil Milhões quando quem controla já sabia desse perigo.

É claro que, para haver crimes ou não é preciso provar uma coisa : A ORIGEM DO DINHEIRO! Aqui é que está a chave da questão. Só aqui poderá estar ou não o procedimento criminal.

Mas, como disse, aparece na “ embrulhada” e isso cheira-me a “ esturro”. Estando todos os casos, os grandes casos, entregues a um único Juíz, que deverá trabalhar 25 horas por dia e sem dormir, o que concluímos: se pega neste, esquece os outros. Alias do BPN já ninguém fala e são mais de 5 mil milhões. Gente ligada toda ela ao Cavaquismo! Em esquecimento público. O Salgado e o BES entregues a uma interminável Comissão de Inquérito, em banho maria, e são mais 5 mil milhões! A TECNOFORMA e suas ONG’s? Isso são trocados. Os SUBMARINOS? Isso foi na Alemanha! E os VISTOS GOLD? Já estavam a criar “ mossa”? Nada melhor que Sócrates! A Direita estava a afundar-se nas sondagens? Chama-se o Sócrates! É preciso arrefecer o ânimo do Costa? Nada melhor que o Sócrates! Um Sócrates sempre à mão dá imenso jeito, se dá! Era agora a “oportunidade”. A hora certa. E vai ser “ assado” em lume brando e tudo vai esquecer… O malvado comprou uma casa por 3 milhões! Que é isso?

O homem deixou o Governo há quatro anos, em plena crise financeira internacional e á beira da bancarrota. Passaram quatro anos. Outro governo veio e pôs tudo em pantanas. Passaram-se quatro anos. Passaram-se? Quem disse? Estes quatro anos não existiram … este Governo não existiu…estamos como estamos? Estamos como há quatro anos…culpa dele, culpa dele, do Sócrates… mas nós não vamos deixar que ele entregue o poder a esse tal Costa… tem que pagar…ele, o culpado. E vamos provar que Cavaco nunca existiu. Que Relvas foi uma pequena ventania. Que nada temos a ver com o BPN. Isso foram coisas do Constâncio. Submarinos? Isso será com o Portas. Vistos Gold? Portas, claro. BES e Salgado? Sócrates evidentemente. E dívida impagável, Desemprego galopante, Falências etc. etc. etc….tudo ele, tudo Sócrates!

Nós vamos voltar. Ele “ fritando” e nós governando…

E tudo será esquecido. E voltaremos à “ normalidade”.

Que bom que é ter sempre um Sócrates à mão…”

CONCLUSÃO: Passados dois anos e meio, quase, não retiro uma palavra  àquilo que escrevi e continuo a fazer o mesmo desafio de sempre: Acusem-no, porra! Não são capazes? Arquivem!

Afinal já fizeram o vosso “trabalho”, já cumpriram o vosso dever, já gastaram o que gastaram, já estão fartos de mostrar a vossa infinda incapacidade, já deram e mostraram tudo o que tinham a todos os “voyers” desta vida, aos lacraus de todos os desertos da dignidade….

Acusem-no de uma vez por todas e depois….depois desamparem e vão para a vossa merecida reforma…Mas, primeiro, acusem-no, porra!!!

 

 

 

 

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SEI DE UM TAVARES…

Quer dizer, eu até sei de uns quantos! E até me lembro que o primeiro de quem eu soube foi de um Açoriano, meu colega no Seminário- no Seminário sim, no Seminário do Fraião, em Braga, dos Missionários Espiritanos, de onde fui expulso porque, disseram eles, eu me comportava como outro estudante qualquer, ao que eu respondi: mas não me mandaram para aqui para eu estudar?, ao que eles disseram sim, mas para ser padre e para isso você não tem vocação, e então de lá saí, cheio de saudades de muitos colegas e do Tavaaares e do Gaudeeeeencio, Açorianos de entendimento impossível, em especial.

Mas adiante. Mas deste de quem eu vou agora falar sei pouco. Sei um pouco do que todos sabem, na verdade. Nos comentários do Facebook uns dizem que ele é um “cretino”, outros que é um “fascizoide” e outros dizem mesmo que é um indivíduo “metido a besta”, como dizem “nuestros hermanos” brasileiros. Dizem ainda outros que tem a mania que tem piada, quando naquele programa em que estão juntos, que eu não vejo, ele tenta ripostar ao Ricardo Araújo Pereira (daqui em diante RAP), em que dizem que mandam assim como um tipo de piropos um ao outro, como se fossem inimigos de estimação. Mas também dizem que não lhe chega a língua…

Sei que este Tavares está nesse tal programa da TVI24 que, repito, não vejo, embora lá participem pessoas muito estimáveis, como o Vaz Marques, o Pedro Mexia e o RAP. E não vejo porquê? Porque parece que o indivíduo usa óculos azuis e diz que é benfiquista! Inconciliável na minha maneira de ver, isto é, como fui educado: um tipo não pode ser do Benfica e ao mesmo tempo do PSD! Como não pode usar óculos azuis e ser do Benfica. E ainda por cima do PSD. Por isso na minha Família há regras e esses desfrutes lá não poderão nunca caber! Maneiras de ver…

Explicando melhor: Benfiquistas até podem ser, mas ai que sejam do…Portistas também podem ser, mas acumular não podem. Os Sportinguistas estão sempre perdoados porque, na minha Família, não há confusões dessas. Espero que tenham percebido…

Portanto, eu já soube há muitos anos de um Tavaaaaares, sei deste também e que, para além dos óculos azuis, tem barba rala e um defeito na língua, uma marca distintiva, sem dúvida, mas que tem a mania de estar sempre contra tudo o que da Esquerda vem. Mania, só pode ser.

Mas também sei, igualmente, de um outro Tavares, um Sousa, mas este sempre disse que não quer confusões com o outro, e mesmo sendo ambos “Miguéis”, tal não é tão distintivo assim, porque ambos teimam em coincidir em montes de coisas. Aqui sou eu que digo.

Mas também já ouvi falar de um outro Tavares, mas este um restaurante de elite em Lisboa, mas como é inacessível à minha bolsa e ao meu estatuto, nunca o conheci. Talvez os Tavares já lá tenham ido, quanto mais não fosse para se certificarem se aquele Tavares não pertenceria à sua árvore genealógica!

Mas este Tavares, o de óculos azuis e defeito na língua de que agora falo, apesar de tudo, bate e por muitos o outro Tavares em “Tavarismo”! Mas não confundam com “Taveirismo”, porque não foi nada disso o que eu escrevi, ok?

Mas espero bem que me compreendam, pois eu sou um ser um pouco desactualizado. Porque, do mesmo modo que nunca me permiti ouvir qualquer escuta, fosse ela do “Apito Dourado”, da “Face Oculta”, da “Operação Marquês”, do “Ataque do Tubarão” ou da “Inocência da Maria”, também me recuso a ler qualquer jornal, isto é, não me dou ao trabalho de ler aquilo que não quero ler. Já me basta aquilo que ouço e não me apetecia ouvir…Para quê, pergunto-me sempre eu?

Mas como um Amigo colocou no Face o artigo que o dito cujo publicou no “Público”, e aqui não peço desculpa pela redundância porque eu não pertenço a esse público, eu achei o título apelativo e fui cuscar o tal texto, cujo título é, nem mais nem menos que: “Sócrates e a pergunta que ninguém quer fazer”. Penosamente li o texto, aguentei a vontade de vomitar e fiquei a saber do que o cujo pensa: que o PS tinha ou tem obrigação de saber de tudo o que Sócrates terá feito ou fez! Tinha que saber de tudo, diz o Tavares.

E saber de tudo quer dizer: saber das obras que fez na Covilhã ou Guarda, de como conseguiu a sua licenciatura, como despachou o Freeport, como foi a sua relação com a Lena ou com o seu amigo, entrando aqui num complexo mundo da sexualidade, da sua concubinice com a OI(!), do seu amiganço com a PT, de como apressou o furacão Katrina, promoveu a falência do BES, terá comprado os submarinos (já que o outro não foi) e de como uma Virgínia qualquer terá perdido a virgindade! De tudo o PS teria que saber e, “pour cause”, é também responsável!

Esqueci-me, ainda, da bancarrota, da responsabilidade da PAF ter formado governo e de tudo o que fez e porquê? Porque perdeu as eleições. E muito bem, pensou ele.

De modo que, meu mais que estimado Tavares, dizem-me que tem quatro filhos. Nunca nenhum teve piolhos? Não? Sortudo, hem? Andam em colégios privados e tomam “Ritalina”, não é?

Pois olhe: o meu neto frequenta uma Escola Pública em Barcelona e apareceu em casa com piolhos! Veja só! E toma todos os dias banho! Como pode ser? Contágio, não será?

Então siga o meu conselho: aprenda a catar piolhos porque, mais dia menos dia, por mais higienizados e ritanilados que os seus filhos estejam, aparecem-lhe em casa com piolhos…

E, quando os quiser catar, e vai ter que aprender, vão-lhe dizer aquilo que eu agora sugiro: porque não vai catar piolhos para outro lado?

E tome também “Ritalina”, homem! E assim, mais calmo, desampare a loja. E sabe porquê? Porque qualquer dia é a loja que o desampara!

E que já não há loja que o ature…

 

 

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A LEAL contra a “DESLEAL”!

Não vai ser nada parecido com um “Kramer contra Kramer”, o célebre filme protagonizado por dois dos melhores actores de sempre, Meryl Streep e Dustin Hoffman, penso que ali dos finais dos setenta, nada disso, vai ser, antes sim, uma acesa disputa entre membros da mesma família política, a direita, pela Câmara de Lisboa. Ou será que já não são da mesma família?

Passo a explicar: eu ontem, naquele programa da RTP3 em que os oradores são o José Eduardo Martins, o Pedro Adão e Silva e aquele do Livre, o Rui Tavares, o José Eduardo perguntado sobre se já havia candidato ou candidata do PSD a Lisboa, disse que vai haver sim senhora e que o programa para a cidade que está a elaborar está em vias de ser apresentado.

Mas como não pode haver programa sem candidato ou candidata, embora até agora o programa não se pudesse dirigir concretamente ao perfil de qualquer candidato ou candidata, ele descaiu-se e penso, tenho a certeza mesmo, que falou de uma candidata feminina!

Ora eu, que não tenho um dedo mindinho com as capacidades daquele do Mendinhos, recorri ao meu faro. Faro sim, não porque seja de Faro, até sou quase do extremo oposto, mas porque nasci ali no sopé do Monte de Faro, em Góios, Marinhas, Esposende, ali a paredes meias com Palmeira do Faro, lá está, e Vila Chã!

Quem ali teve o sortilégio de nascer, nasceu com um faro acrescido e, fazendo uso do mesmo, antes de passar do estado de sentado para o de deitado, passei os olhos pelas capas dos jornais e o que vi? Aquilo que ninguém deve ter visto, ou então não viu como eu. O que foi, perguntarão vocês, que tu viste e mais ninguém viu? É só olhar para uma daquelas notícias de fundo de jornal “I” que diz: “Teresa Leal (esqueceram-se de acrescentar Coelho), diz não à CM de Odivelas a pensar em Lisboa”. E remete depois para as páginas 4 e 5. Eu não me remeti pois já não precisava, nem ia comprar o jornal por causa disso.

Estão a ver, portanto, o que faz ter faro. Associei logo tudo e pensei: este PSD não faz nada por acaso! Para combater uma “desleal”, que melhor escolha que uma Leal? Ainda por cima Coelho! E ainda por cima do por cima com um nome de “santa”, seja ela de Calcutá ou de Ávila!

Que ela é Leal é uma constatação. Mas quem será a “desleal”? É também óbvio que é a Maria de Assunção! Mais que desleal, uma autêntica traidora. Como é que uma Ministra, e Ministra da Agricultura e não sei se também dos Mares, de um governo superiormente dirigido por um ser tão iluminado como outro não teremos, faz o que faz e fez o que fez? Primeiro candidata-se à CM de Lisboa sem avisar sequer o seu ainda “pafiano” parceiro. Depois vem dizer que de Banca nos conselhos de ministros não se lembra de se ter falado, quanto mais no sistema financeiro. E depois, cereja em cima do bolo, que assinou de cruz a resolução do BES a pedido da Maria Luís!

Quer dizer: em plena actividade balnear, entre um mergulho, a mamada da filha mais nova e a preparação da espreguiçadeira, ela despachou um Mail de altíssima responsabilidade. Mas aqui até que não posso ser tão injusto: aqui até demonstrou lealdade. A deslealdade foi a revelação!

Mas, recorrendo novamente ao meu faro, ele cheira-me que não terá sido tão simples assim. Para mim ela primeiro telefonou ao Paulo que lhe terá dito: aguarda só um momento Maria “de”!

Entretanto o Paulo telefona, ou estava mesmo com o Coelho e pergunta-lhe: quantos lugares por esta assinatura? Ligou à Maria “de” e disse-lhe: feito, assina! Esta troca de uma assinatura por vários lugares para os seus nos mais diversos departamentos estatais. Que fique bem claro que isto não fui eu que inventei: foi o antigo ministro da economia, o Álvaro Santos Pereira, que o relatou num livro que escreveu. Verosímil, portanto…

De modos que vai ser bonita a “festa”, pá! A campanha, quero eu dizer. Os debates, direi melhor.

A Maria “de” há muito que marcou o terreno, há muito que anda em campanha prometendo reverter aquilo que tirou no seu consulado e até já reuniu com o Medina para se certificar se eram verdadeiros os boatos que diziam estar a CM de Lisboa de boa saúde financeira. E até disse: pois se assim é poderia e deveria ter feito mais, muito mais. Ela tê-lo-ia feito!

Entrementes a Leal, que vem atrasada e tem muito que recuperar, está confrontada com um dilema: gastaria mais ou pouparia mais? Mas ela vai ler o programa e vai fazer como os jogadores de futebol quando entram a substituir outros: o adjunto do Mister mostra-lhe aquelas folhas todas, com aquelas tácticas todas esquematizadas de modo que eles, quando entram, já sabem o que vão fazer, o lugar que vão ocupar, o espaço em que vão jogar e os círculos que devem vigiar. De modo a não perderem as “segundas” bolas e a ocuparem os espaços entre linhas, como dizem aqueles entendidos todos em futebolez!

Mas, como disse, vai ser bonito! Leal sou eu, dirá a Leal! Católica sou eu, dirá a Maria “de”! Traidora és tu, dirá a Leal! Traidora o “camando”, responderá a Maria “de”! Tu e a tua família trouxeram para aqui a Uber, diz a Leal! E tu andas nela, replica a Maria “de”! Eu tenho uma já longa carreira política, diz a Leal e enumera: já fui administradora da SAD do Benfica no tempo do Vale e Azevedo, já presidi a várias comissões de inquérito, fui contra o Constitucional e até combati os Maçons! E tu, desafiou ela a Maria “de”?

Mas esta não se ficou e retorquiu: eu fui Ministra e, mais que tudo, fui contra o aborto, seu “aborto”. Já agora diz-me: porque andas sempre de cachecol, mesmo no verão? Tens alguma coisa a esconder? Hummm…

O Fernando Medina, mais o João Ferreira, riam-se a bandeiras despregadas e o do Bloco, novato nessas coisas, ainda imberbe, estava amarelo e não acreditava no que ouvia.

E dizia para consigo: coisas de mulheres! Onde eu me vim meter…

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MENDES, o ” CENADOR”

Para que fique desde já bem claro, o “cenador” não é aquele que ceia, assim ao modo espanhol, mas aquele que anseia a que a palavra, em vez de um “C” no começo, tenha aí um “S”. É que aí tudo muda, de repente!

Sei que já estão a adivinhar de quem eu estou a falar! É desse mesmo, do Mendinhos, o tal que, como uma vez escrevi, e aqui vai o Link para que, se entenderem, recordarem http://wp.me/p4c5So-G7 , tem um dedo mindinho, para cuscar o olhinho, desentupir o narizinho e também coçar o rabinho! Mas adivinho…

Eu não costumo assistir à sua “missa” semanal, ele nem acólito é que fará padre, mas como li uns remendos da sua prédica, eu fiz um “rewind” e fui ouvir. E fiquei assim a modos que siderado com a sua evolução e com a seriedade com que se leva.

Em primeiro lugar, e metade da prédica foi consumida com isto, com os louvores a Marcelo! E as suas loas e hossanas foram tais e de tal monta, desde a coerência e à independência, iguais às da campanha, à cooperação com todos os órgãos institucionais, à descrispação da sociedade por ele promovida, ao entendimento com o governo, à bonomia, à descompressão, ao alívio da pressão, aos afectos, à comunicação e não sei que mais adjectivos, que nada faltou…

De modo que eu de imediato, e vocês já sabem como eu sou imediato a retirar conclusões, ou melhor, a elucubrar cenários, logo pensei: das duas uma! Ou quer ocupar o seu lugar deixado vago como comentador mor do reino e, daqui a quatro anos, se o Marcelo se cansar, abalançar-se ao seu alto cargo, convencido de que, com o lastro deixado e a aceitação conseguida, tal desígnio não passe de uma miragem. Este o primeiro “supônhamos”.

O segundo é o tal passar do “C” de “Cenador”, um indivíduo que “cena” mas que também faz cenários e “cenas” com cenas, para o “S” de SENADOR! E aqui sim, aqui seria atingir o tecto da montanha. Mas, há sempre um ou muitos “mas”…

É certo que ele já fez o tirocínio, há muito que o fez pois, como em tudo na vida, tem que se começar por baixo, por trabalhos de actor secundário, e tirou um curso de alcoviteiro. Depois passou a ter aulas de aprendiz de feiticeiro (com a quele seu conterrâneo, só podia ser), fez “workshops” com tarólogas, estagiou com o Zandinga, aqui por telepatia, até chegar ao ambicionado lugar de “mensageiro do reino”.

De igual modo como antigamente nas Revistas do Parque Mayer: antes de se chegar a Artista, tinha que se começar por Corista! Todos sabem…

Mas, meu caro ex mensageiro real: você tem a suprema ousadia de ambicionar vir a ocupar o lugar do Marcelo? Nem que seja o de comentador mor do reino? Dizer a prédica assim direitinho como o Marcelo fazia? Mas você nem acólito é! O Marcelo, esse sim. Repare só: ele já anunciou que agora em Maio vai receber o Papa Francisco na sua dupla condição: de Presidente e de Católico! Mas um Católico dos que rezam. Ele reza no mar, quando toma banho, nas vezes em que almoça, no trânsito e mesmo quando recebe o Passos! Como algum dia lhe lavar sequer os pés?

Mas depois há um outro pormenor, um pequeno, mas grande pormenor, e aqui meu caro, aqui é um “handicap” e daqueles inultrapassáveis: Os LIVROS! Onde os livros, Mendes? Sem eles só lhe restam segredos de polichinelo, Mendes! É assim como ter cultura e ler a Maria e a Nova Gente, Mendes? Nunca lhe disseram assim uma coisa destas, que quem quer ser comentador a sério tem que levar livros? Nem que sejam policiais? Eu até dou uma sugestão: leve os do Viegas!

O Marcelo era às carradas, Mendes! Ele até podia não os ler todos mas tem-nos! E vou-lhe até contar um segredo: ele é Bibliófilo! Não sabe o que é? Eu digo-lhe: tem toneladas de livros! E é segredo de fonte segura. Peça-lhe alguns emprestados que ele, ele é um mãos largas…

Quanto ao “S” Mendes, aí meu caro amigo, aí a coisa está difícil. Já temos o Santana Lopes, o Vitorino, o Felix, o Mourinho que também é Felix, o Freitas mais o Mira que são ambos Amaral, o Balsemão, o Sampaio, o Eanes, a Maria Cavaco (ele não porque está a reescrever as memórias, nova versão, está a ver, pois a anterior para Senador não dá…), e falta-lhe estatura! Não a altura, mas o conhecimento global que têm, por exemplo, o Santana e o Vitorino. O Louçã e o Júdice, para não falar do Coelho e do Xavier, porque o Pacheco, esse é de outra galáxia!

E, por fim, falta-lhe um cargo de relevo. Um onde possa demonstrar, na realidade, mas uma realidade para além das anónimas em que participa (sociedades), toda a gama das suas potencialidades e que sirva de trampolim para esses desígnios. Qual? Candidato Independente pelo PSD à Câmara de Lisboa! Com o argumento do José Eduardo Martins? Tanto dá. Prestava, como Independente, um grande serviço ao seu Partido!

Isso é que era…Sem isso, nunca será! Vá por mim ou diga comigo Amen, que em Português quer dizer, vou pensar nisso!

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SÓCRATES e os SUBMARINOS!

“Os Alemães inventaram o submarino que é uma espécie de pepino que anda no fundo do mar”, ouvia eu dizer quando era ainda pequenito!

Era um luxo reservado a países com grandes arsenais bélicos, mas depois, depois tornou-se moeda de troca comercial dos países construtores (como a Alemanha na Europa) e contrapartida “oferecida” a generais, almirantes e outros tratantes, satisfazendo e justificando a sua própria existência, para os manterem calados, quietos e mudos.

Só a Grécia foi “obrigada” a comprar seis, por exemplo, e Portugal dois. Os Gregos parece que vieram com defeito e os Portugueses, mal chegados, precisaram logo de revisão. Porquê? Porque estavam parados. Uns largos milhões, “ouvi” eu escrito.

E houve luvas para os vendedores, luvas para os compradores, luvas para os intermediários e…para Sócrates, claro! Em todos os lugares houve presos, menos em Portugal.

E é claro, como foi Sócrates quem os encomendou, quem os comprou e foi ele, através de um amigo, o beneficiário das tais luvas …foi preso. Eu lembro-me bem quando ele chegou e foi detido ao entrar na manga de saída do avião. Trazia droga escondida, era o que era, presumi eu. Não é por isso que prendem as pessoas, às vezes até por engano, quando se preparam para entrar nas mangas?

Contaram-nos foi uma estória paralela. Que havia indícios de fraude fiscal, de corrupção e outra coisa que já nem me lembro. Mas porquê? Por causa da LENA, a “dealer”, justificaram eles e mandaram-no para Évora, prá cela 44!

Afinal a Lena andava era com outro, com o seu amigo, e ele o que fazia era vida de “bon vivant” “à” Paris pois o amigo, para ele não se lembrar da Lena, emprestou-lhe lá um apartamento de luxo no “sixième” ou “seizième”, não sei bem. E parece que a levou para a Venezuela, para Angola e não sei que mais e, com a inestimável ajuda de um Vara, tentaram comprar um Vale no Lobo. Não no Pulo do Lobo, mas sim no Algarve. E pimba: foram todos presos! Todos menos a Lena. Mas de submarinos…nada! Silêncio sepulcral. Devia ser o trunfo que tinham na manga, um “joker”, ou coisa que o valha.

E tanto despistaram, tanto despistaram, que acabaram despistados, isto é, perdidos. E precisavam de mais tempo para reparar a máquina, dar voltas de treino às pistas, até encontrarem, quais pilotos da Fórmula Um, o equilíbrio certo do motor e o acerto da direcção.

Mas eis que surge o Salgado, a PT, o Bava, o Granadeiro, todos amigados a um Bataglia, que se descobriu ser o verdadeiro “passador”. Mas…e os submarinos? Nada, nadica de nada! E foi-lhes dado mais tempo, mais tempo e mais tempo, até que o tempo esgotou.

O “passador” veio dizer que não passava de um passador, que só fazia favores a pedido do amigo Salgado, para quem um pedido era uma ordem, mas não sabia para quem.

O advogado João Araújo diz que o processo já vai em 93 volumes, mas só conhece 83! E aí eu arregalei os olhos e vi nisso um apoio irrefutável à minha tese: a do trunfo escondido, ou “joker”, tanto faz. E o que será? Só podem ser os submarinos! Não se fala à boca cheia que as “luvas” eram de quase trinta milhões? Bate certo, pensei de imediato.

Porque vamos lá ver: quem era o culpado de tudo, não era o Sócrates? Dos negócios com a Venezuela, da amizade com Chavez, da amizade colorida com a Lena, do Vale no Lobo, de “la vie en rose à Paris”, da filosofia dos livros, da queda da PT, do empréstimo de 900 milhões que o Bava e o Granadeiro, impelidos e obrigados sob a ameaça da caçadeira do Sócrates, resolveram fazer à Rioforte e até à derrocada do Bes. Alguém o terá subornado para abater o Bes? Também seria de mais, não? Ah, até já me esquecia, mas o Passos hoje lembrou-mo: também do crédito malparado da Caixa, reparem.

“Maneiras que” só resta uma hipótese: os submarinos? Dizem que os documentos terão voado! Qual quê: e aqueles 10 volumes que não deram a ler ao Araújo?

Mas também dizem por aí, sem qualquer prova, claro, pois nem arguido foi constituído, que haverá um outro personagem mistério neste enredo, mas…é só fumaça, como dizia o outro.

Portanto, vão por mim: Os Submarinos! Foi o Sócrates, está mais que visto!

Esta é a minha versão actual, isto é, de pessoa mais actualizada.

Mas a memória escrita é aquela que nunca poderemos desprezar ou ignorar porque…está escrita! Mas é a mesma a que quase nenhum comentador ou analista quer voltar pois, de tão certos estavam, nem se querem recordar.

Eu não! Também nem sou analista nem comentador, serei quando muito um “gozador”( mas não no sentido de gozar com a dor, como aquele treinador que dizia que treinava a dor, ou o jogador que jogava a dor, estão a ver?), mas não renego nem me envergonho de nada daquilo que escrevi ou publiquei.

A propósito de Sócrates, por exemplo. Eu nunca votei nele, que fique claro, mas sempre o defendi, até prova em contrário, que fique claro também, e sobre a sua prisão e demais vicissitudes alguns textos escrevi, nomeadamente em Dezembro de 2014. Podem visitá-los no meu BLOG (aesquerdadozero@wordpress.com), tal como este que a seguir partilho e escrito a 6 de Dezembro desse mesmo ano de 2014 e cuja leitura, creiam em mim, aconselho vivamente. Notem só o título no Link…!

Aqui vai o Link:

 https://aesquerdadozero.wordpress.com/2017/03/12/o-verdadeiro-serial-killer-06-de-dezembro-de-2014-corrigido/

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O VERDADEIRO “SERIAL KILLER” ( 06 de Dezembro de 2014-corrigido)

E o verdadeiro “ Serial Killer”é, adivinhem? JOSÉ SÓCRATES!

Diziam os jornais do costume que o verdadeiro estava na 43, mesmo ao lado da 44 ocupada pelo Ex. Primeiro Ministro de Portugal, José Sócrates, preso em preventiva como prevenção para putativos crimes, hediondos crimes de que resolveram acusá-lo e para que ele, perigosíssimo criminoso, não ousasse fugir mesmo que não tivesse querido fugir e se tivesse, ao contrário do suposto, entregue às autoridades que, tendo entranhado tal facto, mais se convenceram estar ele a fazer uma manobra de ardilosa diversão para os enganar. E eles, experientes e causticados, não foram na dele e, “zas”, prisão preventiva em cima.

Mas, como dizia, os jornais contavam do perigo que era conviver a paredes meias com um “ Serial Killer” pelo que, o preso da 44, deveria ter especiais cautelas nomeadamente nas suas saídas da cela, mesmo que para fumar um cigarro – coisa que um ex-fumador volta a fazer depois de preso, é dos livros- não fosse ele, o da 44, um dos muitos inimigos de estimação do da 43 e este, sedento de vingança, aproveitasse o mínimo deslize ou distracção do da 44- José Sócrates- e descarregasse nele toda a adrenalina nele acumulada.

Mas, segundo esses jornais também, parece que quem se terá transferido terá sido o da 43! Porque motivos não sabemos, mas ele, o da 43, terá tido a premonição ou terá sido informado, que o verdadeiro “Serial Killer” estaria, sim, na 44 e ele, sentindo o perigo, quanto mais não fosse que o de contágio, pediu para ser transferido. Isto foi o que eu li deambulando pelas primeiras páginas dos jornais.

Pois eu, leitor diariamente atento das primeiras páginas dos jornais, como já disse- cujo conteúdo interno nunca leio, a não ser no Expresso ao fim se semana, e só leio nem um terço- também já tinha chegado à mesma conclusão do da 43 : que, afinal, o verdadeiro “ Serial Killer” estava na 44 e se chamava José Sócrates, Ex. Primeiro Ministro de Portugal. Como cheguei a esta conclusão, alias brilhante conclusão? Depois de ter lido e assimilado todas a primeiras páginas desses jornais de “referência”, o Correio da Manhã, o Sol, a revista Sábado, o Diabo a quatro e outras “cloacas” como lhes chamou Augusto Santos Silva.

Pois reparem: agregando tudo aquilo a que conclusão a que se chega? “MÁFIA”! Uma verdadeira “Família”! Com um Padrinho, um Capo…e até um Motorista! Uma “Família”, com “Omertà” estabelecida e todos relacionados: uma Ex-Mulher, a Mãe, muitos Primos, muitos Tios, uns mais chegados outos menos chegados, um Motorista, como disse, um Advogado, um Marido da Ex-Mulher, os Filhos, ainda Tios dos Tios e Primos dos Primos e, acima de todos, um Amigo, antigo, fiel e verdadeiro Amigo. E fiel depositário. “Máfia”, portanto, sem qualquer tipo de dúvidas. Só não vê quem não quiser ver e muitos, muitos já o tinham visto e quem não via era porque não queria ou estava cego. Também li…

E as Casas, os Automóveis, as Transferências, o Mercedes Topo de Gama, os negócios das empresas do Amigo, as dos Tios, as dos Primos e dos amigos dos Primos e dos Primos dos Primos, os Testas de Ferro, as origens da riqueza Familiar e a Espingardaria de um Primo…Espingardaria, disse eu? Enfim, tudo coisas que ninguém tem nem faz…haverá quaisquer dúvidas? Um verdadeiro “Mafioso” e, portanto, um tipo sem escrúpulos: um “Serial Killer”! E vejam mais nas páginas 11e 12, diziam eles…

Se isto não é uma “Máfia” então o que é? Se este “gajo” não é um “Serial Killer”, no sentido em que “mata” e “engloba” tudo o que mexe, então o que é um “Serial Killer”? Um “monstro” é o que ele é. Um “monstro” que devora tudo e de tudo se apropria, que mete tudo em nome do “Amigo” e que até a Ex-Mulher utiliza, o seu Marido ou Companheiro que, vejam só, até uma televisão lhe levou à cadeia. Onde já se viu? Marido, ou Companheiro da Ex- Mulher? Isto explica tudo.

Que utiliza o Amigo para tudo, que tudo lhe alberga e até serviu de fiador da Ex-Mulher na compra sabem de quê? De um Monte Alentejano! Monte Alentejano? Sim, coisa de ricos, coisas reservadas aos verdadeiramente ricos, tipo indivíduos dos Vistos Gold, actores de tuta e meia e… Miguel Sousa Tavares! Não, um Monte Alentejano, ainda por cima negócio avalizado pelo Amigo, não, aí é de mais.

É confusão, é estratégia a mais e tem que ser investigado. Ainda um negócio avalizado pelo Amigo, antigo Administrador da Lena? Não, não se trata da Lena, da amiga da vizinha, não: é da LENA Construções, de ali perto de Leiria! Ele que, reparem só, é suspeito de ter uma fortuna de 25 Milhões. De Euros, não de Escudos. Ele estará, no ranking dos mais ricos de Portugal lá pelo lugar 1.965 e no Mundial lá para o lugar 5 milhões e tal…uma colossal fortuna, portanto. Ganha como, se ele era apenas um Administrador de uma Empresa de Construções e Obras Públicas, mas com obras aqui e além-mar?

Eles não entendem, o que é compreensível, como eu muitos como eu não entendem como é que um construtor ali do Norte (um tal Couto Alves, dizem), que ninguém conhece, está intimado a pagar à Ex-Mulher qualquer coisa como 153 Milhões por divórcio litigioso! 153 Milhões? Mas que é isso à beira de 25 Milhões? Um pobretanas comparado com o Amigo do Sócrates! E aquele tal Guilherme da Amadora que ofereceu 14 Milhões ao Salgado? Quem oferece de prenda 14 Milhões é porque nem 25 tem, não é? Que é isso à beira do Amigo do Sócrates?

Mas voltando ao “Serial Killer”, aquele que, qual Napalm, queima tudo à sua volta e por onde passa…claro que sim. Pelo menos para o Correio da Manhã, para o Sol e para a Revista Sábado, por exemplo. Um ente perigoso, perigosíssimo e que tem que estar preso. E nem deveria sequer receber visitas, dizem muitos e alguns que eu conheço…uma vergonha, dizem eles. Tratamento especial e inadmissível para um tipo tão perigoso e terrível, mais terrível ainda que o próprio “ IVAN”, o tal dos Czares…

 

É isto que devem pensar e passar pelas cabeças dos Procuradores, dos Magistrados do Ministério Público e pelos Juízes do TIC. Do Tic Tic! Pessoas visionárias, mais visionárias que eu ainda, que só vejo maldades e teorias da conspiração, convencidas que ele é que é o verdadeiro “Serial Killer”. Que nunca matou ninguém, mas poderia ter matado e se não estivesse preso mataria. Ai mataria, mataria!

Mas eles, ao contrário de mim, só querem a Justiça. A Justiça que deve ser feita a quem “ousou” meter-se com eles, os “Intocáveis”, que lhes ousou tirar direitos adquiridos e ancestrais, a eles, os “Irresponsáveis” eles sim, os “Justiceiros”, eles sim, os donos da presumível inocência e do bom nome das pessoas. “Irresponsáveis” são, sem dúvida!

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O RESSUSCITADO ( Loquaz Dandy de Joane)

O Expresso diário de 02 de Março deste ano da graça de 2017, pela pena do seu Editor Adjunto José Cardoso, diz-nos acerca dos “Offshores” que, para além de Salgado afirmar que nada sabia, o coitado, o CDS, leia-se Nuno Melo, quer que Rocha Andrade, o actual Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, vá depor a Bruxelas, para ali dizer tudo o que sabe sobre as transferências financeiras para o Panamá!

Ora isto só pode provar que o nosso ex “loquaz dandy”, do qual há muito tempo não ouvimos falar, tão ocupado deverá andar lá por Bruxelas, deve ter ficado preocupado ao ver o seu companheiro de “luta” Paulo Núncio em tão maus lençóis, que lhe deu para ter um “golpe de asa”: chamar o actual, que disso pouco sabe pois ainda anda atrás das estatísticas, em vez do outro, o seu companheiro, que de tudo sabia e tudo deixou passar ou manteve em segredo. Para “não beneficiar o infractor”, como explicou!

“Golpe de Asa”, eu disse? Não, foi um golpe de vento na sua forte cabeleira, que por tão espessa lhe tolhe toda a zona cranial e infesta com toda a bicharada que em tanta capilaridade habita, todo o seu hemisfério esquerdo! Esquerdo sim, onde se encerram a grande parte das nossas capacidades, restando para o direito apenas o “pensamento simbólico e criativo”. É o que diz quem sabe.

E, com tal “criatividade”, depois de tão longo silêncio para um tão exímio loquaz, antecipando cenários negros para a sua “cristas” e demais excrescências capilares, este tal “golpe de asa” deverá também querer dizer que se estará a posicionar para um cenário “pós”…

Mais eis que, não tendo ainda pousado a asa, levanta novamente voo e apanhado por uma rabanada de vento que lhe pôs a proeminência capilar à “la Trump”, lhe sai mais esta: “Louçã está para Carlos Costa como a Associação de Estudantes da Nova está para Jaime Nogueira Pinto”!

“Não se pode levar um partido a sério quando se tem um intelectual como Nuno Melo como vice-presidente”. Escreveu hoje mesmo o insuspeito Pedro Marques Lopes!

Mas acerca deste “dandy” eu escrevi, já vai fazer três anos, este para mim definitivo texto, pelo que apenas lhe acrescento o “RESSUSCITADO”.

Ora leiam e recuem no tempo. Às vezes até faz bem…

 

O LOQUAZ “ DANDY” de JOANE”. ( de 15/05/14)

“Nuno Melo de seu nome. Advogado de Joane e sobrinho de Eurico de Melo, importante figura do Cavaquismo, a quem outrora apelidaram de Vice-Rei do Norte, tal a influência que exercia em tudo o que decisório acontecia a norte do Douro. Tudo passava por ele : licenciamentos, estabelecimentos, autorizações de Cafés, Bombas de Gasolina…tudo. Foi o primeiro grande “ Facilitador” da era democrática. Tal como o tio também Nuno Melo tem particular aptidão para a facilidade e no seu “snobismo” convencido fala de tudo e perora sobre tudo com uma verborreia estonteante. E está em todas. Mas é um “ Dandy”, o “ Dandy” de Joane.

Mas, em vez de “Facilitador” como o tio, ele é, sim, um Simplificador. Porquê? Porque falando tanto e tão superficialmente de tudo, num exacerbado exercício de lugares comuns, ele consegue dizer Nada! Porque ele, agora candidato à reeleição como Eurodeputado pela coligação de direita, conseguiu simplificar os cinco anos em que esteve no PE com a elaboração de um Relatório denominado “ a investigação criminal entre os estados membros para recolha dos elementos de prova”. Mas, segundo dizem, tanto simplificou que parece que não é dele ou nele teve pouca intervenção! Simples e simplificador : andou cinco anos a fazer turismo. Ah, parece que também organizou dois concursos para jovens agricultores…

Mas ele é um “ Dandy”! Profere sentenças de um modo ligeiro, leviano e simplista e vai falar aos pescadores da Póvoa e Caxinas de sapato de vela, calça beije, casaco azul com botões dourados e camisa a condizer. E promete-lhes, em seu nome e do CDS, mais uma vez, um mar sempre azul e sem ondas. Com tanta palavra sem ideias ele simplifica. Como naquela comissão de inquérito ao BPN onde ele também simplificou : tudo fez para prender o polícia em vez dos ladrões…

Mas ele, o “Dandy” de Joane, é também um ilustre advogado dessa terra. Licenciado na Portucalense ali, em vez de leis, aprendeu loquacidade. E a simplificação que o leva a afirmar peremptoriamente que Sócrates foi o pior primeiro ministro de sempre e pior ainda que Salazar e Caetano. Simples! E que a Esquerda é responsável pelo estado a que chegamos e que eles nos salvaram deste estado. Com um palavreado estonteante, mas simples. E simplificador.

Mas acontece que a loquacidade deste “ Dandy” é uma capa, como a da sua cabeça acinzentada, uma espuma e um nevoeiro que servem para ocultar e fazer passar despercebidos todos quantos concorreram para a deformação moral da nossa sociedade : os do BPN, do BPP, do BCP, do Banif, dos submarinos, dos sobreiros, das contrapartidas… todos seus conhecidos, todos inimputáveis e de quem ele nunca fala. Para eles não tem verborreia…

É um “Dandy”, o “Dandy” de Joane- Famalicão. Mas eu que aqui afirmei que ele fala, fala, fala e nada diz de substantivo, não quero que me acusem de injusto e redutor e, em nome da justiça, vou aqui deixar alguns sólidos pensamentos do personagem:

  • …Portugal está muito melhor, o que não invalida que as pessoas não sintam. Pois, se calhar, até invalida, mas é só se calhar…”.
  • “…Votar no PS nestas Europeias será premiar o ex-governo e alguns dos seus membros. O infractor está nas listas do PS que tem na cabeça o líder parlamentar de Sócrates e o seu dois…”.
  • “…Mas não é o governo que é candidato às Europeias, mas sim eurodeputados sem qualquer ligação às decisões políticas…”.
  • “… Não tenho dúvidas que o desempenho deste governo será saudado na história do nosso país. Eu também não duvido nada por motivos diferentes…mas ficará…”.

Estas pedras preciosas de maturidade política deste “ Dandy” e o seu pensamento político deviam ser dadas nas escolas e universidades. De onde deveriam ser retirados Sócrates e Platão.

Ou então mandá-lo num foguetão…direitinho a Plutão!”

Nota: Era o que eu escrevia há três anos atrás! E notem o quanto actual ainda estou…!

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