O CRESCIMENTO do PEDRO

Do Pedro, sim, mas do outro que não o meu Neto. É que o meu Neto é Vassalo e o de quem vou falar é Coelho!

Como sabem, eu já há uns quinze dias que, por motivos de ordem superior, ando literalmente afastado das notícias e do mundo e só agora, devagarinho, vou retomando a sequência de vida que se aproxime da realidade. E vou-me actualizando e lendo, por alto, o que de mais relevante tem acontecido na nosso País. Mas não tanto do mundo! É isso: uma coisa de cada vez!

E, mesmo estando actualmente em Barcelona, soube coisas várias: que o PIB Português deu, com este governo, um estimulante salto; que o nosso défice continua em trajectória descendente; que o nosso saldo primário está entre os melhores da Europa; que a confiança dos cidadãos e empresários continua em alta; que o desemprego continua a sua trajectória descendente e a concomitante criação de emprego em subida; que o nosso Centeno é cada vez mais respeitado na Europa e que, finalmente, vamos sair do procedimento por défice excessivo!

Não é coisa pouca, mas o Pedro, não o meu neto mas o outro, que tanto desejou a vinda do Diabo, vê-se agora constrangido a apelar a conselhos impuros e decadentes para que o tal “crescimento” seja sustentável e, quiçá, maior que o naturalmente atingível…

E sugere ao Costa que tome ” coisas”. Aquelas ” coisas” que alguns tomam para ter mais ” vitalidade”, mais ” virilidade”, mais ” potência”, mais ” pujança”, mais ” desempenho” e coisas assim e a que ele, assim como não quer dizer o que quer dizer, chama de ” reformas”! Ou ainda, e isto não passa de uma não sei se plausível hipótese, recorrer, para crescer, a um daqueles tratamentos que aparecem nalguns jornais, na internet e em sites que ninguém vê, que resolvem de imediato o problema da dimensão da coisa, e do seu precário crescimento…

Vocês até se podem rir e achar isto demasiado estúpido mas, pensando bem, depois da “TINA”, que restará ao Pedro?

O que fica é que, afinal, o Pedro diz que, apesar do ” there is no alternative”, ao ” sadismo” que ele praticou, e ” coisas” que experimentou e tomou, só com “reformas” estruturais é que vamos,  diz ele, lá!

Mas Pedro, cuidado! Essas coisas criam habituação e, qualquer dia, nem o coração aguenta. Eu conheço muitos casos e daí o meu aviso. E Pedro, repare: eu tenho a dimensão que tenho, sou até para o baixo, normalíssimo da silva, gostaria de ter crescido mais um pouco, em todos os aspectos, mas…para quê Pedro? Sempre cumpri os meus deveres  de cidadão na sua plenitude e, de reformas, só preciso da que tenho, e que, ao fim de 43 anos de trabalho e descontos, acho que mereço.

E mais Pedro: eu quando era jovem também li os livros proibidos do Marquês de Sade. E vi os ” 120 dias de Sodoma” do PASOLINI. E abjurei e esqueci. E conheço a história, Pedro!

Com que então os heróis são os Portugueses, não é? Sabe-me dizer, Pedro, qual foi ao longo da História o General, o Almirante, o Marechal, o Rei, o Governador que morreu em guerra? Ficou o D. Sebastião porque se perdeu no nevoeiro. E o Vasco da Gama? E o D. Henrique? É o Fernão de Magalhães ( ouvi dizer que partiram cinco naus com quase trezentos tripulantes  e só chegaram dezoito. O Fernão incluído! ) Eles têm todos estátuas e nomes de ruas e os Portugueses, os tais para quem o Pedro dirige o mérito?

E fala o Pedro de ” reformas” que façam diferença no futuro?  As suas Pedro? Dispensamos, definitivamente dispensamos e eu, como Português, que sofreu também, embora muito menos que outros, os mais frágeis, os mais marginalizados, os mais pobres, digo-lhe, e digo-lhe também em nome de todos estes, que dispenso o seu elogio.

Dispenso os parabéns de quem nos impôs sádicamente os sacrifícios que impôs e que tanto “gozo” deram à sua deturpada mente.

Vá, emigre, vá para longe, desapareça e vá ensinar as suas ” reformas” a outros…olhe: aos alemães, aos húngaros, aos austríacos, aos eslovacos, aos polacos, ao Trump, à May, ao Schauble, ao Rajoy, ao …. Isso mesmo.

E, já agora, cresça Pedro, cresça e cresça bem, mas desapareça. E leve consigo a Madona! Aquilo é que iria ser, Pedro!

 

 

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A NOSSA GRACIETE- Recordando e Agradecendo.

Na Missa de despedida da nossa GRACIETE, minha querida esposa e companheira de há quase 45 anos, na passada sexta-feira, dia 12, eu, apesar de emocionado mas sustendo as lágrimas, pedi autorização ao amigo oficiante Padre Fernando Nogueira para, depois de uma comovente saudação da minha Irmã, dirigir umas curtas palavras a todos os presentes, fazer uma coisa que a minha consciência me ditava dever fazer: um Agradecimento público a algumas especiais pessoas.

Pessoas essas que durante estes longos anos de martírio da GRACIETE se evidenciaram na sua ajuda, companhia e apoio. Mas, dado o momento, o improviso, o nervosismo e as circunstâncias, apenas referi alguns e, penso agora,  que posso ter sido injusto para com outros.

Quero agora, e publicamente, rectificar essa falha, recordando a síntese que a minha memória gravou e o que a minha consciência me manda acrescentar.

Referi em primeiro lugar toda a sua Família, Irmãs, Cunhados, Sobrinhos e todos mais, incorporando-os todos numa pessoa: a sua Irmã MARGARIDA, minha querida cunhada, cúmplice e amiga de sempre e o seu marido António Covas. Foram sempre e sempre, durante todo o processo de uma Amizade e disponibilidade inexcedíveis. Para definir o que ao longo destes anos fizeram só existe uma palavra: AMOR!

Referi em segundo lugar a minha Família que corporizei na figura estratosférica e carismática da nossa Irmã SAMEIRO : a bondade, a generosidade, a sabedoria, a dedicação e tudo o que imaginar se possa em pessoa. Minha irmã, mas também sua irmã de sempre. Como a minha Mãe, também sua Mãe de sempre e a quem sempre chamou de Mãe. Mas esqueci o seu marido e meu cunhado AMORIM, a quem peço desculpas pois sabe o quanto dele gosto e admiro. Ele a quem todos nós também consideramos como irmão. Ele é a ” muleta” da nossa Irmã e sem o nosso querido cunhado tudo seria muito mais difícil, quiçá impossível!

Referi depois a nossa colaboradora e amiga de há mais de vinte e cinco anos, a D. Linda Seixas Felix. A GRACIETE foi sempre para si uma deusa inspiradora e um exemplo. E fez durante todos os anos de doença da Graciete o que não faz qualquer normal colaboradora. Fez muito, mas muito mais que o seu normal serviço: ajudou-me nas alturas mais críticas, foi forte e, mesmo depois, na fase de acamada, sempre fez questão de a alimentar, por exemplo, dando-me algum descanso e conforto. Também a isto se chama, além de consideração e respeito, AMOR!

Também a seguir referi as Enfermeiras, que durante os últimos cinco anos contratamos para, durante todas as manhãs, cuidarem da Graciete em todos os processos de acompanhamento, tanto de enfermagem como de higiene e todas as vertentes de cuidados continuados no domicílio. De todas fiquei amigo e em todas vi, apesar de ainda novas, um profissionalismo, uma humanidade, uma postura e um respeito tais que, perante a serenidade, beleza e aceitabilidade da GRACIETE, além do profissionalismo também tudo fizeram, de certeza, com AMOR! Corporizei-as na Enfª Inês, e no Sr. Pedro Maia, gerente da empresa de cuidados continuados ELOS de TERNURA, mas podia e devia tê-las mencionado a todas. Mas todos os seus nomes ficaram gravados no meu coração.

Os Amigos, todos os Amigos eu corporizei na figura do meu grande amigo, o Poeta João Rios, cujo poema que à GRACIETE dedicou- ” Poema por saber dizer tão pouco pela minha Amiga Graciete”- eu resolvi, com sua autorização, por tão belo, colocar nas pagelas que foram distribuídas, juntamente com a sua foto.

Mas aqui eu tenho que me penitenciar pois não deveria nem poderia ter sido tão redutor, ao ponto de esquecer referir um casal na Póvoa, amigo e cúmplice de sempre: a Zirinha e o Manuel Rocha que, até justamente na noite derradeira me acompanharam. E a isto não se pode chamar outra coisa que AMOR!

Nem poderia ter deixado de referir o carinho de sempre do Valter ( Hugo Mãe) e das suas sempre ternurentas palavras, da Ana Rosendo, da Juliana Gonçalves, da Isabel Lhano, do Nélio Paulo e todos os Amigos e Amigas do Pátio, dos meus vizinhos Sr. Manuel e Filomena Maio e dos meus amigos dos Torreões. E todos os restantes amigos, de Esposende, da Ponte da Barca e de Paredes de Coura, para além dos meus amigos, amigas  e colegas dos lugares por onde trabalhei, com particular destaque para os dos últimos mais de quinze anos na última empresa onde trabalhei e à qual e aos quais me sinto ainda ligado e com um obrigado especial às minhas ” meninas” da SANIPOWER, a Xana, a Filipa, a Isabel e a Elisabete…

E referi por último um Homem, um Homem com um enorme “H”, meu Amigo de há muitos e muitos anos e meu patrào e chefe durante os últimos quinze anos! Chama-se AMÉRICO CAMPOS e a ele devo, em grandíssima parte, o ter conseguido proporcionar à Graciete  qualidade de tratamento que sempre teve e, mesmo durante a parte da doença ainda controlada, o nos ter facultado férias e viagens que seria impossível fazer e que a deixaram tão feliz e grata!

Eu sou consciente de que é preciso ter alguma sorte em ter tido como patrão um  Empresário  assim. Eu sei! Mas também acho que são estas pequenas grandes coisas que fazem os grandes Homens e os grandes Empresários: é serem no momento decisivo humanos, complacentes, solidários e sensíveis. E também reconhecidos, é claro.

A todos os enumerados e a todos os restantes anónimos que sempre, ao longo destes anos, me dedicaram palavras de conforto e coragem, o meu muito obrigado.

A GRACIETE deve estar contente pois sempre recebeu o que a todos sempre deu: Humanidade e Amor! Ela sempre soube a palavra DAR!

PS: GRACIETE, a SUSANA conseguiu hoje aqui em Barcelona, onde esta semana estou, aquele contrato que tanto almejava! Vai, num grande gabinete de arquitectura de interiores, chefiar uma equipa, com contrato estável e com hipóteses de progressividade, o que para ela, como sabes, é sempre alcansável, e o primeiro trabalho é a decoração dos interiores de um Hotel de 700 quartos em IBIZA!

Tu ajudaste, nào ajudaste?

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QUE SURREAL OPOSIÇÃO!

O “Surreal”, neste caso, corresponde a algo que se sente ser estranho, da ordem do absurdo e que dificilmente poderemos, mesmo com toda a nossa boa vontade, classificar como realidade.

Vem isto a propósito do debate quinzenal hoje ocorrido na Assembleia da República. O tema central era o “Emprego” e a sua evolução.

O Primeiro Ministro lá falou dos últimos números, da evolução recente, do impacto que isso tem na Economia real e coisas mais e, como é norma, segue-se a interpelação do líder da Oposição, para rebater, para contestar, para concordar ou então para dizer “mas”…

Estava eu a seguir em directo (agora tenho algum tempo pois sou reformado!) e quem apareceu a liderar a oposição? O Montenegro! E pensei logo (e escrevo como penso), “cadê” o outro? Sim, o que é suposto ser? Não o via ou a TV não mo mostrava…Estaria lá? Mas, afinal, estava! Delegou, portanto! Ou “encolheu-se”, para não dizer coisa melhor!

Em seu lugar, enquanto ele estava afundado na sua toca, pois não o via, surgiu aquela “sirigaita”, de pé, como elas se põem para observar em redor, de nariz empinado e orelhas encolhidas, com um espaço sobre labial pronunciado que lhe ofusca a boca, a perorar sobre as virtualidades do anterior governo (sem o qual não haveria este, é claro) que, pasme-se, criou as condições para que o emprego neste cresça e mais, que no seu a criação de emprego foi ainda maior…

Daí o “surreal”! Quer dizer: quando entraram para o governo, em  2011, o desemprego estava na ordem dos 8%, por exemplo, nos primeiros anos do seu governo subiu para 17% e, depois, com os dados que sempre soubemos (emigração, fuga, cortes nos subsídios e implemento de “emprego” fictício através de programas sazonais de cursos subsidiados pelo IEFP), conseguiram descê-lo para os cerca de 12%, para ser benévolo! Criação líquida de emprego? Próximo do zero…

E, perante a anunciada, e confirmada pelo INE, baixa do Desemprego para a volta dos 10%, em apenas um ano, perante a criação líquida, neste mesmo período, de 153 mil postos de trabalho, perante o evidente aumento da confiança dos agentes económicos e perante todos os dados disponíveis, de quem vem falar o “sirigaita”? Da estabilidade da Segurança Social! E porquê? Porque o Ministro Vieira da Silva, o autor da anterior reforma, afirmou que, perante a factualidade, o quadro social em que se vive e o que se adivinha, de um ponto de vista de normal antecipação, nos devemos precaver para um futuro que, daqui a doze ou quinze anos, a não se fazer nada, será complicado…

E então foi aí que eu descortinei (por que a TV mo mostrou) que, afinal, o “laparoto” estava lá! E mais, vi-o a rir-se! Donde pensei com os meus botões: só pode ser do “serigaita”, aquele Monte de Negro, que mandou para a liça!

Agora faço aqui um parêntesis para explicar o “laparoto”! “Láparo” já sabemos o que é, e não é invenção minha pois há aí um Blog que se farta de, com propriedade, o apelidar por aquilo que realmente ele é: um láparo! Eu, até agora, o máximo onde consegui chegar foi chamar-lhe  de “Rabbit”,  num texto que publiquei. Mas é um “láparo”, disso não tenhamos dúvidas…

Mas eu, que durante vários anos vivi no Alto Minho, mais propriamente em Paredes de Coura, sei que lá o termo “laparoto” era bem comum! E que queria tal palavra significar? Nada mais que “ espertalhão”, “palerma”, “tonto”, “pobre diabo”…etc! “Lapin”, em Francês!

Portanto, o “laparoto”, espertalhão, passou a bola e mandou avançar o “serigaita”! Que afirmou esta coisa extraordinária: “Agora há mais pessoas a receber o salário mínimo”! Música para os ouvidos do Costa, está-se mesmo a ver, que lhe ripostou: Pois bem, há mais pessoas a receber um Salário Mínimo que já aumentou duas vezes e ainda, até ao fim da legislatura, vai aumentar mais duas. E há mais emprego com os empregados, apesar de tudo, a receberem mais do que V.Exªs queriam e diziam ser fatal para a Economia….

Música celestial, portanto, como a questão da Segurança Social! Primeiro Costa disse-lhe aquela fatal frase que foi: “ Não podemos fazer num dia o que vocês destruíram em quatro anos!”. E quando a “serigaita”, agora já com o “laparote” ao lado rindo-se, não consigo saber do quê, mas continuo a presumir ser da figurinha do Monte Negro ao seu lado, disso falou, levou com o inevitável: “ Então quem é que dizia que ia cortar 600 milhões nas Reformas?”

Ficção, disse o “serigaita”, com a “laparoto” ao lado, agora visível, com os seus pronunciados lábios cerrados.

Até que se deu a apoteose final, qual girândola, as “Reservas” e “Provisões” do Banco de Portugal… “Francamente” disse Costa: pensava-o mais preparado! E a Catarina, feita especialista, aproveitou e fez-lhe um desenho!

Mas, entretanto, a Cristas apareceu com uns quadros dizendo, prometendo ou exigindo mais Vinte (20!) estações do Metro para Lisboa! O Costa mostrou-lhe uma fotografia, no seu telemóvel, de há um ano e… ela, o “serigaita” e o “laparoto” ficaram para segundo plano…

Se fosse eu onde é que me meteria? Na toca! E não mais de lá sairia!

Que pobreza, My God!

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O “OPORTO”…NISMO!

Vamos lá, não vamos confundir o anglicismo supra com “oportunismo”, nem tão pouco com “oportunista”. São coisas absolutamente diferentes e enquanto um “oportunista” é alguém que se aproveita de uma situação, percebe o momento e age em proveito próprio, ao arrepio da ética ou das boas normas, o “oportuno” é aquele que adivinha o momento, que o antecipa e chega a tempo, age por intuito próprio, por antecipação e risco próprios e que, no fundo, não deixa passar uma oportunidade que lhe aparece. Como se costuma dizer, não deixa que a carruagem passe sem a agarrar.

Esta gratuita explicação é para que não confundam, portanto, o “oportuno” com o “oportunista” e nenhum destes com o “OPORTOnista”!

Claro que, em certas circunstâncias, eles se podem consubstanciar num só e o “O” de diferencial que aqui aparece reduz a questão a um local único e próprio que se chama PORTO ou em estrangeiro OPORTO! Eu já sabia que tinham percebido mas, mesmo assim, frisei!

De modo que, passado este introito, pretendo informá-los que, desta vez, vou falar mesmo de Política, sem me ater apenas ao seu lado anedótico, ridículo ou caricatural e, neste caso, do Porto, ou “Oporto”, como queiram, pois acho que agora vende mais o “Oporto” que o portuguesíssimo Porto, e começar por uma simples e inocente pergunta: Que raio se passa pela cabeça de Rui Moreira?

Isto foi o que passou logo pela minha que, da dele, nada conheço! Só sei, porque me lembro e até diversas vezes escrevi, que saudei a sua “coligação” com o Manuel Pizarro e cheguei mesmo a saudá-los e dá-los como exemplo: De cooperação institucional, de entreajuda, de lealdade, de compromisso, de entrega, de arrojo, de verdade no confronto com a realidade, no diálogo franco e aberto com todos e tantas coisas mais.

Pelo que, perante a sua postura em prescindir de Manuel Pizarro como seu número dois, ou só o aceitar se ele fosse como “independente”, isto é, dispensar o apoio formal do PS através da sua pessoa, eu seja forçado a fazer a pergunta que fiz e que, no meu modesto entender, tem muito que se lhe diga.

Atestando da lealdade, não se pode rejeitar quem se quer, a não ser por insondáveis desígnios que, por ainda insondáveis, não são ainda da nossa perpepção, a não ser que, estando numa posição pretensamente preponderante, se pense que tudo se possa dispensar que não seja o seu desejo próprio. Que, neste caso, seria ter um executivo camarário totalmente “independente”, apesar de muitos dos seus membros pertencerem a estruturas partidárias.

Ora, assim sendo, resulta que Rui Moreira, no seu “independentismo”, se acha acima de tudo e de todos e não precisa do apoio formal de ninguém. Pelo que, depois disto tudo, resta apenas o CDS que, neste embrulho todo, mantém a sua fidelidade. Que remédio! Que quer Rui Moreira, volto a perguntar?

Facto mesmo facto é que Rui Moreira continua a dizer que o seu “partido” é o Porto! Ora, pretendendo, desta forma, ser dono e senhor do Porto, daí só poderá resultar um novo partido: “O Partido do Porto”! Mas sendo um partido do “Porto” e apenas do “Porto” pois nem de Gaia, Matosinhos ou Maia é, como se poderá ele alcandorar a conquistar um país que nem um outro “partido” no Porto já existente, o FC do Porto, o consegue fazer? Conquistar apenas o “país” Porto? Parca miséria!

O Costa, que é seu amigo e amigo de todos, disse-lhe: força Rui, vai em frente pois “amigo não empata amigo”! E, neste clima de amizade e camaradagem, de bom senso e realismo, de boa conduta e ausência de violências, lá resolveram continuar amigos em vez de assegurar uma fidelidade que o casamento já não garantia. Separaram-se, cada um vai para a sua casa e vão agora lutar para saber quem, afinal, vai gerir a herança!

Bonito, não é? Assim dito até será, mas não é bem assim. É que um, o Manuel Pizarro, serve um Partido, o Socialista, de quem é destacado membro, e que até é Governo, e o outro, o Rui Moreira, serve-se a si próprio, aos seus desígnios e ambições, respondendo apenas a si próprio também, e tudo isto sobre a capa da “independência”!

Posto o que, depois disto dito, eu acho que Rui Moreira deu um valente tiro no próprio pé e, no meu entender, por três razões substanciais:

  • Por ter menosprezado uma pessoa que toda a gente sabe ser muito querida no Porto, séria, empenhada, íntegra e que, durante quase quatro anos, fez um louvável e competente trabalho no pelouro da Acção Social. Não há no Porto quem isso negue.
  • Por lhe ter subido a soberba à cabeça e contar como “favas contadas” a sua reeleição sem apoios partidários. Que pode suceder mas, não havendo maioria, o vai fazer cair numa outra realidade: na que ele não ousaria prever!
  • Por querer dar uma de “reizinho”! Ora ele sabe à saciedade que já houve quem quisesse erguer uma estátua a outro rei, o “Pinto Rei” (O “Hermano” José, lembram-se?), ali na serra do Pilar, e este com mais propriedade pois abarcava o Porto e todos os seus arredores, e não foi erguida, quanto mais a ele que apenas se confina ao Porto e nem a todo!

Quem não se sente não é filho de boa gente”, diz o Povo e Manuel Pizarro e o PS fizeram aquilo que deveriam fazer.

Como vai ser a campanha? Veremos! Ainda falta muito tempo e muita água correrá por debaixo das pontes do Douro!  E Rui Moreira, como disse o Costa, tem direito ao seu pensamento e estratégia mas, daí a pensar que as pessoas são estúpidas, parvas ou destituídas, vai uma grande distância e talvez, neste tempo que resta, esta venha a perceber quais serão os seus verdadeiros desígnios: Ser um novo Emannuel Macron?

“Wait and see” como eu costumo dizer em estrangeiro!

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“Ó da GUARDA”!

Eu recordo-me, dos meus tempos de infância, que esta expressão era usada pelo povo quando, vítima de alguma ameaça, roubo ou qualquer flagrante delito, se chamava pela Guarda, neste caso a Republicana, gritando a plenos pulmões o pregão em epígrafe.

Vem isto a propósito do propalado encerramento do balcão da Caixa em Almeida, a quem nem a sua celebérrima “Alma” parece valer. Mas, na verdade, ela também só vai “Até Almeida”!

E ouvindo vagamente as notícias surgiu-me uma perplexidade: não me lembrava de todo do tal “dito” e surgia-me sempre o “Para lá de Almeida mandam os que lá estão!”. E, apesar de não me soar bem, pois tinha a perfeita noção que não seria bem assim, também não deixava de notar certa coerência na frase. Pois reparem: se “para lá” de Almeida mandam os que lá estão, para lá da muralha, portanto, “para cá” mandariam os Almeidenses, pese a quase simbiose existente entre estes e os seus vizinhos, que sendo quase de nascença bilingues, também apresentam cruzamentos vários que nenhuma amurada conseguiu reprimir.

Pensava eu nisto quando, de repente, me dei conta do engano e caí na realidade: o certo é “Para lá do Marão mandam os que lá estão!”. Mas como a minha memória, apesar de teimosa às vezes, me obriga a um esforço suplementar, cheguei finalmente à  tal Alma até Almeida”!

E admirado fiquei de, esta sim, demonstrativa da ancestral coragem dos Almeidenses perante as constantes investidas do vizinho, da sua perseverança em pertencer a esta ditosa e amada pátria, lutando estoicamente até contra as invasões francesas, não se tenha revelado capaz de resolver esse pequenininho problema- o do encerramento do balcão da Caixa e tenha que ter chamado a Guarda.

 “Ó da Guarrrrrrrdaaaaa”. “Ó da Guarddddddddaaaaa”, gritaram eles, em frente à de Almeida Caixa. De cadernetas ao alto nas suas mãos bem levantadas, como que perguntando: que fazemos agora às nossas cadernetas? Os bigodes do Vice-Presidente e do Presidente espelhavam os sinais de raiva incontida que lhes caíam narinas abaixo e espumavam de fúria quando alguém lhes foi dar o recado que, lamentavam, mas o balcão já dava prejuízo há cinco anos consecutivos!

Como prejuízo? Então um balcão carregado de depósitos, mesmo não emprestando ( lá paga-se tudo “al” contado), como dá prejuízo? Não empresta aos outros que, esses sim, emprestam sem o terem? Que a margem de intermediação é muito baixa e os “serviços” não compensam. Só compensava se os depositantes pagassem para lá ter o seu dinheiro! AHhhhhh, disseram eles de boca aberta! A confusão tornou-se tanta que foi aí que tiveram que chamar “O da Guarda”!

O agora capitão da Guarda, que já antes tinha sido major em Gouveia e furriel na Agricultura e que parece que não quer ficar por aí, o capitão da Guarda Amaro lá foi em auxílio dos seus consortes e correlegionários, quem sabe seus compadres até. Foi dar-lhes conforto e, em nome do seu, deles, nobre partido, prometeu-lhes uma palavrinha ao seu chefe supremo, para este dar também uma palavrinha àquele que já foi seu súbdito e que agora pensa que é o maior, o tal de Macedo, o novo general da Caixa, apesar de desconfiar que, agora, este não lhe vai ligar qualquer cartão!

De modo que este, o antigo chefe do agora general, prometeu deixar-lhe um cartão! “A ver”, como dizem os seus, deles, vizinhos espanhóis…

Mas, vendo este intrincado problema, que de tão intrincado não se lhe descortina solução à vista, eu, sim eu, aproveito este para lhe, ao capitão da Guarda, dar um conselho. Igual a muitos que vou dando e aos quais ninguém tem ligado e sempre com as consequências que se conhecem: nenhumas!

Pense comigo Sr. capitão Amaro, da Guarda: Quem manda do lado de lá? Do Marão, pergunta ele? Não capitão, do lado de lá da muralha! O “La Caixa”! Não tinha reparado? Qual é a grande diferença? Um simples “L”. Está a seguir? Bom! De modo que como o “LA CAIXA” também já manda do lado de cá, porque não reivindica um “LA CAIXA” para substituir o “A Caixa” em “La” Almeida? E, já agora, aproveite e peça também um para a sua “La Guardia” e mande às favas o “a Caixa” e o general Macedo. Isso é que era ter alma até…

E vou-lhe dar um último conselho, mas deste não diga a ninguém. Segredo, ok? Ligue ao seu amigo “Ulrico”, que ele é tu cá tu lá com o tipo de lá que agora manda cá, o Forero!

Aí é que o Sr. capitão Amaro virava Coronel! Nem que se ficasse pela Guarda!

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O “DA JOANA”!

O da Joana”, “A da Joana”, “A Casa da Mãe Joana” e coisas do género são palavras e frases com sentidos vários, neste caso os primeiros querendo significar um lugar onde todos mandam e fazem o que querem, onde cada um faz o que lhe apetece ou onde todos se podem servir à vontade e o terceiro um pouco mais complicado e por cujo significado não desejo ir. Só posso dizer que, neste caso, é a Joana quem manda!

Tive que fazer esta introdução, não por que não ache os meus leitores suficientemente inteligentes para isso perceberem, mas para colocar, desde já, de lado todos os significados ínvios que me possam querer atribuir.

“O da Joana” é mesmo o terço gigante, como tudo o que ela faz que, qual escultura do José Rodrigues, que aquilo certamente não faria, encherá os olhos dos devotos peregrinos que a Fátima irão nos próximos dias doze e treze e que certamente os assombrará não só pela sua magnitude como pelo seu significado.

Tudo bem, tudo em grande, todos satisfeitos, todos admirados, mas…não passa, apesar da sua grandeza, de um terço! E, como se chama de “Suspensão”, como rezá-lo, se ele está suspenso? Pois aqui é que bate o ponto. Se fosse um “rosário”, aí até estava de acordo pois era uma obra completa. Mas, assim, ficando-se por “um terço”, cheira, apesar da sua grandeza, a coisa inacabada.

Outra desilusão: é feito de “contas brancas”! Contas brancas, Joana? Eu a pensar que ia surgir da sua cabeça de imaginação sem fim não um feito de tachos, que estes fazem um sapato, nem de corações de Viana, que fazem um coração gigante, e aqui faz todo o sentido, nem daquelas coisas que as mulheres enfiam na coisa quando lhes aparece a mensalidade, como fez para um balaústre ou alabustre, já nem sei, como dizia Camilo Pessanha, que eu ouvi outro dia o Manuel João Vieira a  declamar em Coura, um candelabro, pronto, assim uma coisa nova…agora, “contas brancas”? Nem ao menos às cores, Joana?

 Eu, se me pedisse opinião, e não seria difícil fazê-lo, eu tê-la-ia aconselhado, para evitar as críticas que aí inevitavelmente virão, logo à partida de racismo por serem apenas brancas, embora para regozijo dos daltónicos que assim não confundem a cor, depois por estarem ali imóveis e, mesmo iluminadas, não passarem de brancas, estivessem elas ao menos lapidadas para logo refulgirem em cores, eu tê-la-ia aconselhado, como vinha dizendo, a fazê-lo com sininhos!

Sininhos, sim! Repare só, ó Joana: Eu sei que ele é da Joana mas, não pretendendo assomar-me a seu consultor artístico, que disso nada percebo mas tenho a mania de ter umas ideias, mesmo que soem assim a estapafúrdias,venho alerta-la para um efeito que a Joana não previu e que é o vento! Admirada?

Eu sei que já está a pensar e certamente arrependida de não me ter ouvido. Um terço de sininhos, ali pendurados, ao vento, ao sabor da música do vento, oferecendo melodias sem fim…eu nem quero sequer pensar…E se, ainda por cima, fossem calibrados, pertencendo a cada um uma nota, um sustenido ou um bemol, programados assim para, consoante o vento, tocarem não só o Avé Maria, mas também o Hino da Alegria e, porque não também, o Hino Nacional também?

Um logro Joana, um logro! Onde a sua imaginação? Um terço apenas? Nem um “rosário” consegue fazer? Era “mais grande”? Mas não é, para si, quanto “mais grande” melhor?

Soube que aquele “Terço” se chama de “suspensão”! Que está suspenso é um facto facilmente constatável. mas mais importante que essa constatação, é a explicação. E então, enquanto lia a sua filosófica explicação, eu fui-me lembrando da Zita e pensei: mais uma convertida?

Pudera Joana, pudera! É que Fátima, não sendo propriamente a “Casa da Joana”, é uma fábrica a céu aberto, embora com a contabilidade bem fechada. E você, mesmo sendo Joana, conseguiu lá chegar!

Bravo Joana! Um “terço” já está feito. E o “rosário” quase…

 

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O Novo “PRIOR” DO CRATO!

Eu não sei se o Crato é do Crato mas, como tal nome transporta, se não é do Crato o Crato é dele. E assim de alguém fez novo “Prior”, porque o outro do Crato só tinha o nome.

O outro, segundo reza a História, era António e, em vez da carreira eclesiástica, abraçou com capa e espada a causa pátria. Ser apelidado de “Prior” é, portanto, um logro. Mas o que a mesma História também diz é que terá participado, ao lado de D. Sebastião, na batalha de Alcácer Quibir e que se terá feito passar por padre para ser libertado. E que, com ele na defesa da pátria e da grei, Portugal ficou sessenta anos nas mãos dos Filipes…Um “Prior” de meia tigela, é bom de ver… ou” fajuto”, como dizem os Brasileiros dos feitos condes e viscondes…

Mas o Crato, sendo Crato mesmo não sendo do Crato e conhecendo certamente a pífia história do tal “Prior”, resolveu dar o seu contributo para o apagamento desse embuste ligado ao seu nome e resolveu reescrever a História. Então, em entrevista ao DN, veio dizer que o seu novo “Prior”, mas este por si transportado a “Herói Nacional”, se chama Pedro! De quem foi fiel escudeiro para a educação dos portugueses e das portuguesas, tendo conseguido o heróico feito de, pagando menos aos professores e tendo imensos alunos com pais desempregados…com ele o ensino tenha substancialmente melhorado! Assim como a emigração, o desemprego e a fome.

Mas o seu novo “Prior”, foi por si elevado não só a novo “Prior” mas também a “Herói Nacional” pois, segundo a sua matemática visão, pegou num país falido, sem dinheiro para pagar salários dali a dois meses (sim, porque um país falido não recebe impostos…) e disse-lhe: “Vamos conseguir”! E que, com o grande esforço de todos os portugueses, não se esqueceu de acrescentar, “conseguiu”. O quê? Isso não disse!

Ora daqui resulta que, segundo o nosso matemático transformado em filósofo, quem terá “conseguido” esse tal feito terão sido os portugueses e as portuguesas, mas que o “Herói Nacional” é ele, o novo “Prior”, pois terá catapultado os tais portugueses para esse heróico desígnio de salvar a Pátria para que esta continuasse a ser uma nação valente e imortal…

Que este Crato é um pândego a gente já sabia, menos ele que, mesmo assim, ainda não o descobriu. De igual modo que o seu patrono, insistindo em ostentar o “pin” identificador do seu amor pátrio, também ainda não realizou que já não é há muito, nem nunca foi, o tal “salvador” e é, quanto muito, um sebastiãozinho tão perdido no nevoeiro das suas “batalhas” que, até o Júdice lho lembrou, só ele ainda não se convenceu de que já não o é.

Com o outro entraram cá os Filipes e com este entrou a Troika que, tal qual os Filipes, vieram resgatar esta ditosa pátria dos desmandos, da luxúria, do pecado, da cupidez e do desnorte de um povo transformado em gastador compulsivo, tanto em vinho como em “gajas” e com um salário mínimo vergonhoso de tão alto que ele era!

Mas o Sr. Prior mais a Madre Superiora resolveram agora, de há uns tempos a esta parte, mudar os seus teológicos princípios e estão a abandonar as críticas às evidentemente bem-sucedidas políticas deste governo, aceitando que os resultados são bons, que realmente a economia e a vida social melhoraram, mas que tudo se deve às políticas do anterior governo, do seu! E que fariam tudo igual, também dizem…

Já agora, Sr. Prior, travista-se de padre, como o outro, para ver se ainda o levam a sério… Em “Herói Nacional” do Crato, que do Crato ninguém conhece…

 

PS, que quer dizer, “pensamento sério”: A “Madre” diz que vai a Fátima em peregrinação para ver o Papa. E você, Sr. Prior? Deixa-se ficar?

 

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A TERESA TER “Minissaia”!

Eu, por fase de evidente falta de inspiração, que não deixo de considerar natural pois nada de atraente e significativo se tem passado, para lá do pulsar dos dias e dos Macrons, dos Fillons, dos Hamnons e dos Molenchons, mais ainda da dos “didons”, não tenho comparecido por estas bandas…

Mas a inspiração, tal como um raio de luz, surgiu-me! E quem terá sido a coisa ou a pessoa que fez despertar em mim esse clarão de luz? O inefável Dr. Pedro Passos de Coelho! Nem mais! O que, convenhamos, não é já caso de admiração.

Como normalmente faço de quinze em quinze dias, também ontem me instalei para seguir a primeira parte do debate na Assembleia. O tal que é quinzenal de quinze em quinze dias! Começa o Primeiro Ministro com um tema à sua escolha, que ontem nem sei qual foi pois cheguei atrasado, e depois segue-se aquela parte mais interessante em que o líder da oposição, que também o tema proposto nem quase aborda, desata a fazer perguntas ao Primeiro, a ver se o encalacra, se o perturba ou se o põe à rasca, em suma. E esta parte é a que eu vejo, sempre embebecido, deliciado, boquiaberto e, porque não dizê-lo, às vezes deslumbrado até, com tanta perícia dialética e de tão fina estirpe e verve.

Da outra vez, como aliás aqui comentei, senti-me defraudado porque o Dr. Pedro Passos de Coelho remeteu-se ao silêncio e mandou para a boca de cena o seu fiel (fiel?) Montenegro, que não sei de que raça será. Mas desta vez não: desta vez foi o próprio, o Dr. Pedro Passos de Coelho “himself”, que tomou para si essa tarefa: a de tentar encalacrar o calejado Costa! E foi tão bonito, tão bonito mesmo, que não posso deixar de narrar.

O Dr. Pedro Passos de Coelho insistia, reiterava e voltava a insistir, em querer saber as razões por que o Governo tinha rejeitado os dois nomes “independentes”, propostos pelo BP e não sei mais quem, para o CFP, o da Teodora. O Costa mandava-o para canto, ele marcava o canto e voltava sempre ao jogo. E os cantos sucediam-se. Até que, não tendo mais tempo, o Dr. Pedro Passos de Coelho, rápido como este, faz a fulminante pergunta, desafio até seria mais apropriado, final: “Dou-lhe, Sr. Primeiro Ministro, a última oportunidade para responder…”.

Bem, eu contive o meu riso, à espera da resposta do já muito calejado Costa. Que disse:” Ó Sr. Deputado Dr. Pedro Passos de Coelho, que o Sr. Deputado não tinha nada para dizer eu até já desconfiava, agora vir em defesa da Teresa Ter “Minissaia”…!!!”. E a troca de galhardetes terminou com o Dr. Pedro Passos de Coelho escondendo os seus dentes nos seus cerrados grandes lábios…e metendo-se na toca, donde não mais saiu!

Mas a Teresa Ter “Minissaia” já vem de longe, e de longe virá também o interesse do Dr. Pedro Passos de Coelho, na altura um imberbe e pubertano rapaz, pela “Minissaia”, por muito que lhe dissessem que ela era Minassian! Não pode ser, dizia ele, pois ela é Italiana e não Arménia! Que Arménio só conhecia um: o Gulbenkian e mais nenhum, e este era até filantropo!

Mas quando mais tarde soube que a Teresa Ter tinha chefiado a missão do FMI (Família Mafiosa Internacional) para resgatar Portugal dos desmandos da sua AD, com mais admiração por ela ficou, não se lembrando já da “Minissaia”, mas sim do nome arménio de Minassian. Ele que sempre julgou que ela fosse Italiana! Como o Mikitarian, que joga na equipa do Mourinho e que ele pensava fosse Finlandês, ou coisa assim… ou ainda a Aracy Balabanian, a Cassandra do “Sai de Baixo” que, essa sim, ele pensava ser Brasileira!

E agora, a propósito da sua indicação para membro do CFP da Teodora, essa entidade independente e acima de qualquer suspeita, autêntico relicário das virtudes pátrias, o Dr. Pedro Passos de Coelho vislumbrou nela um autêntico Joker: a oposição firme de uma integrante da Família às políticas da “Jiga Joga” e o retorno do seu mais que querido FMI (não vou repetir o que significa), para a preparação do resgate que ele tanto anseia.

Era para ele uma questão, para além de recordativa dos seus pubertanos tempos, os tempos de todas as Teresas, de índole sentimental : o retorno da “Minissaia”.

Que não tem perfil, afirma o Sr. Dr. Primeiro Ministro? A Teresa? A Teresa Ter! Se a Teresa não tem, quem afinal Terá?

É que ela agora usa saia comprida, Dr. Pedro Passos de Coelho! Saia comprida, ouviu? Já não chega a Teodora?

Mas ela é Italiana, saiu ele protestando…Pois que cuide da Itália, terão gritado! Ao coitado…

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O “EXPRESSO” impresso!

Uma vez o Chico Buarque proferiu uma frase, que eu penso que já aqui citei, em que ele, a propósito das “mudanças”, diz que “não receia as mudanças e que só teme que elas não aconteçam”. Qualquer coisa assim…

Eu estou e sempre estive como ele: a favor da mudança, das mudanças, de quaisquer mudanças e, talvez por isso, ao longo da minha vida, por vontade própria ou não, tantas vezes tenha mudado de casa! Claro que isto é figurativo, mas há certamente coisas da vida que, sendo bem educadas, bem criadas e bem ensinadas, não mudam. Ou melhor, não devem mudar : os princípios, os valores…e tudo isso. O que não impede que eu seja, nós sejamos, a favor das mudanças, claro! De tudo, que não dos princípios civilizacionais que nos regem…

Naquela célebre canção imortalizada pela Mercedes Sosa (“Cambia, Todo Cambia”), o seu autor, Júlio Numhauser, um dos fundadores dos Quillapayun, exilado na Suécia depois do malfadado golpe de 1973 que depôs Allende, diz: “E assim como tudo muda, que eu mude não é estranho…”. Tal como o mundo, está claro!

Mas os avanços e as mudanças que existiram, existem e poderão vir a suceder, não querem significar que, pelo simples facto de serem mudanças, vão todas no sentido que eu e nós desejaríamos. Se todas elas em vez de, como se constata, apesar da democratização e livre acesso de muitos a muitas coisas novas, se dirigirem ao uso de uma elite que as aproveita para acumular riqueza e a concomitante miséria dos outros, tivessem como objectivo a consolidação da igualdade, da liberdade, da paz, do multiculturalismo e da não segregação, todos facilmente as aceitaríamos. Mas o facto é que, apesar das nossas cada vez mais passivas resistências, elas têm tido o efeito de fazer dos fortes cada vez mais fortes e fazer da maior parte de nós seres que apenas almejam a sobrevivência.

E esta quase irracional imposição conduz-nos ao estabelecimento de prioridades e ir, no fundo e passivamente, como disse, aceitando essas malévolas mudanças. Como que demonstrativas, tanto  da nossa inépcia , como também da nossa impotência em combater forças tão fortes e tão superiores.

E a pusilanimidade, minha e de quase todos, foi-se instalando. O termos baixado os braços é uma realidade que ninguém pode negar.

Mas perguntar-me-ão, e com toda a legitimidade, que é que tem o título deste texto a ver com tudo o que narrei? Tem porque, para mim, o “Expresso” impresso, perdoem-me a redundância, é um espelho fiel e a expressão inequívoca de tudo isso. Tal como as Televisões, de resto. E isto vem a propósito de uma das tais mudanças fundamentais, o aparecimento de novas ferramentas tecnológicas de comunicação às quais os Jornais não se conseguiram adaptar. E a tentativa de, qual náufrago, se salvarem, tem mostrado à saciedade até onde se pode chegar para unicamente se conseguir, não nadar, mas apenas boiar e, desesperadamente, sobreviver.

Que os jornais perderam relevância é um facto tão nítido que, eu próprio, já há tempos que deixei de os ler, quanto mais comprar… E é um facto que eu mudei pois, depois de mais de quarenta anos, deixei de comprar e de ler o Expresso! E, como de qualquer diário ou semanário, apenas leio, e de relance, as primeiras páginas no “Sapo”.

E, hoje de manhã, li a capa do Expresso deste fim de semana e rapidamente concluí: Ao que estes “tipos” chegaram! Qual a notícia mais importante, a chamariz, a de letras mais gordas e de primeira página? Que Relvas regressa para desafiar Passos para Primárias! E que “está na hora”, acrescenta ele, assim como quem diz: Acorda, porra, ou melhor, já é tarde para acordares! Mas o Expresso acrescenta que Rio já as defendia desde 2014! Claro que tudo o resto ficou para segundo plano e vem em letra miudinha, excepto as eleições Francesas que merecem fotografias!

De modo que eu, que sou “bué” de célere e quase repentista nas minhas conclusões, disse logo para comigo: eu, ser ainda fosse leitor, já não comprava! É que tão inopinada, tão idiota e tão surreal notícia, em vez da reflexão e curiosidade convoca precisamente ao contrário: à desistência. Pelo menos das pessoas com alguma sanidade ainda…

Pois então vejamos: Primárias? Que novidade quando é certo e seguro que aquilo não ata nem desata e que Passos continua em estado de sonambulismo! Isto em primeiro lugar. Em segundo: Relvas? Relvas a propor, a tirar o tapete, a abjurar e a promover seja quem for será sempre um verdadeiro “hara kiri”! Pois, penso eu de que, quem desafia deve ser quem se propõe, como fez Costa em relação a Seguro, quem vai disputar ou, como se diz em estrangeiro, será o “challenger”! O Relvas? O Relvas é assim como que o regresso de um Dillinger, de um Dr. Strangelove, ou de um qualquer anti-herói como aqueles pistoleiros do Far West, das bandas desenhadas ou das sagas Star Wars ou seja lá o que for! Eles até poderão querer regressar, quiçá até dar luta, mas nós, quer dizer todos ou quase, o que queremos é vê-los o mais longe possível, não é assim?

Pelo que, não sendo ele, só restará uma hipótese, já que, pelos vistos, se quer desfazer do afilhado: O Rio! O Rio? Eu não sei porque não li o miolo da notícia mas, a julgar pela “parangona”, se não houve repercussões é porque se tratava mesmo de pólvora seca, assim tipo “CM”.

E então eu, finalmente e para não os apoquentar mais, concluo: continuem assim, continuem, sem medos, com notícias assim, com os vossos oráculos do costume, os Ricardos, os Bernardos e os Monteiros, mais aqueles estagiários todos que por lá pululam que, qualquer dia, já nem estes vos leem…e a malta agradece!

PS- Que quer significar: para solução! Montenegro?  Vão-me deixar rir? Então eu Rio…

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O POPULISMO À PORTUGUESA!

Remetendo-me apenas para a história pós 25 de Abril de 74, o “Populismo”, agora tão em voga como modo de, aproveitando o cansaço provocado pelas políticas seguidas durante anos e anos por arcos de governação e alternância de pessoas e partidos, que não de políticas, chamar a si os descontentes, os desintegrados, os alheados, os desinformados, os desesperançados, os amuados, os transtornados, os desempregados e os não filiados, oferecendo-lhes soluções fáceis e às vezes até radicais, nunca teve grande “pasto” nesta terra! E não tem ainda…

Os fenómenos estão aí, à frente dos nossos olhos e ouvidos, com protagonistas reclamando uma superioridade moral que nem de perto nem de longe possuem, e diferentes meios que fatalmente não terão também, que apelam às pessoas, as atrás referidas, para a experimentação de algo novo e diferente, algo que os políticos “corruptos” da alternância já não lhes conseguem oferecer.  De modo parecido com as “seitas” religiosas e as “igrejas” redentoras que prometem céus…a troco do dízimo…Ou virgens sem conta num outro mundo…

No entanto o “Populismo” sempre foi uma forma usada para alavancar “massas” descontentes e que não querem revoluções. Chame-se ele “Peronismo”, “Caudilhismo” ou outros “ismos” mas, em Portugal, isso nunca teve grande “chão”, pese o Salazarismo, para se afirmar, impor, crescer ou florescer.

Mas, se repararmos, tentativas não faltaram e não vou sequer falar do PRD, que foi um epifenómeno. Logo a seguir ao 25 de Abril os então fundadores do agora PSD logo apelidaram o seu novo partido de PPD: Partido Popular Democrático! Popular por opção e Democrático porque tinha que ser. Mas, Freitas do Amaral e Amaro da Costa, vendo o “Popular” já reclamado, decidiu que o seu partido seria do Centro, Democrático, claro, mas Social! E rigorosamente ao centro, como as próprias setas o indicavam. Mas também Democrata e Cristão como filosofia agregadora e diferenciadora.

É claro que os nomes pouco significam e os espaços situados entre a direita e o centro, principalmente este, disputados por três partidos (CDS, PPD e PS), começou a ser o objecto de todas as disputas pelo que, carecendo a situação de alguma definição, o PPD abandonou o “Popular” e tornou-se PSD (Partido Social Democrata), para disputar esse centro com o PS. Mas o CDS, de imediato, abandonou a Democracia Cristã, e os Democratas Cristãos o CDS, e tornou-se ele mesmo num Partido “Popular”, para disputar, além desse famigerado centro, também a direita, mais ou menos órfã.

E foi aqui que, depois de vários líderes e de um indefinido Manuel Monteiro, irrompeu o “Popular”, o “Popularucho”, o nosso “camaleão”, o nosso “Peppe Grillo” também, o nosso Paulo de Sacadura Cabral e Portas.

Que, ao mesmo tempo que se reclamava defensor intrépido dos “feirantes”, dos “retirantes”, dos “Antigos Combatentes” e do espírito da Ordem e da Grei, também se afirmava o defensor do “contribuintes”, dos “reformados”, dos afamados e dos não afamados, dos lavradores, das donas de casa e ainda de todos os habitantes nocturnos do Parque Eduardo VII…e sei eu lá que mais… Aliás, os seus mais diversificados adereços capilares assim o indicavam: um boné para ir ter com os lavradores, uma boina para falar com os Antigos Combatentes, um boné tipo “americano” para ir falar com os contribuintes, um chapéu de abas para falar com os reformados e uma peruca para…

Mas este era um “populismo” bacoco, pois se notava na perfeição que a cara não batia com a careta, a figura não condizia com o personagem e a “bota” não batia com a “perdigota”! O Poder é um afrodisíaco tal que faz da sua tentação uma sublimação ainda maior, mesmo que em tempos de crise, não servindo esta como anestesiante desse fervor e entusiasmo. Esse sim, o Poder, é o sítio revigorador de todo o “Populismo”, ou o seu contrário! E assim sucedeu e o  nosso “Peppe Grillo” deu de “frosques”, pôs-se no “piro”… Mas para paragens que, além de afrodisíacas, são também paradisíacas…

E, finalmente, enquanto por cá um anti populista conseguiu erguer uma simbólica barreira a esses movimentos tão em voga por este Europa e pelo mundo fora, testando, com êxito, o nunca testado, a sua, dele Paulo Portas, sucessora, apostada em ultrapassar pela curva direita o seu antigo mas adormecido Ex chefe ( o do Pin) ela tenta ressuscitar o seu “Portismo”, ao qual eu chamo de “Populismo à Portuguesa”.

E, a verdade seja dita, vendo o outro a dormir a sesta à espera do dia em que lhe saia o Totoloto, ela resolve concorrer a Lisboa. Ele entreabre os olhos, olha para o relógio e diz: ainda é cedo! Então ela desata a prometer fim de “taxas e taxinhas”, mais impostos e coimas, mais….até que o outro, ainda sonâmbulo diz: já devem ser horas, vou acordar! Mas repara então que, enquanto dormitava, a fulana escaqueirou todo o seu sonho. Que lhe restava agora prometer? Só lhe restava apresentar uma “Treza” que, além de “tesa”, também é Leal e Coelho. Tudo bem, mas ela? Nada!

E, aproveitando o estado de hibernação colectivo dos seus Ex aliados, socorrendo-se da ideia do PRESI…a D. Maria de Assumpção de Oliveira Cristas Machado e Uber, profere a tonitruante e definitiva promessa: com ela…”adios” aos “Sem Abrigos”….Brilhantérrimo!!!

Mas estou um pouco preocupado: que irá agora a “Treza” prometer?

É que eu aposto que o PP já é CDS outra vez! Porque não o PSD voltar a chamar-se PPD?

Passos, é só uma ideia, eu sei, é só mais uma, sei também, mas é de graça, como todas as outras que lhe dei e que o Senhor mandou pra canto. Então está aí o “Populismo” à frente dos seus olhos e o Senhor não os abre? Qualquer dia vai tarde…

Já prometeu tudo em 2011? Como o percebo…eu também estaria descoroçoado!

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