Do POIO do POIARES a outras BUNDAS!

Não é por Carlos Drummond de Andrade que eu vou, descansem! Para plagiador já basta um outro que, ouvi dizer, plagiou não a Bunda, mas o poio saído de uma outra que o Poiares exibe em sua peluda cabeça…

Como devem ter reparado, tenho andado arredado destes lugares. É que estive cerca de dez dias no Algarve, de férias. TV no apartamento eu até tinha, mas nos oito dias não foi ligada uma vez sequer e jornais nem vê-los! Até o meu neto Pedro meteu férias dos desenhos animados. O apartamento serviu apenas para atenuar o cansaço (daquela “cansera”, como diz o Amigo Manuel Azevedo). E que “cansera” Amigo…

De Política só soube a do dia anterior à ida e a do dia anterior à vinda! À ida fiquei a saber que do Poiares saiu um Maduro poio (uma entrevista ou coisa assim…) que continha, no meio de um amontoado de excrementos, uma pífia pérola: “O Costa até pode ser mais habilidoso, mas o Passos tem mais visão de futuro”! Não quis saber de mais nada e disso muito menos!

Fiquei-me pela Praia de Monte Gordo- não sei de onde tal nome provém, nem procurei saber, pois de monte não notei vestígio algum e de gordo menos ainda- e, logo no primeiro contacto com aquela larga, profunda, enorme, mas aconchegante Praia, dei por mim, discreta e circunstancialmente, a rodar os olhos pela dita, uma praia longa, de fina areia e pé até perder de vista, e a pensar naquilo que nela mais abundava, para além da fina areia e da cálida água. E concluí isso mesmo: Nesta Praia o que mais abunda é a Bunda! E que nela, a Bunda, o que mais abundava era a falta de vegetação (tecido), o que faz dela uma paisagem à parte dentro da própria Praia.

A Bunda é constituída, ela sim, por dois montes: uns ainda de aspecto viçoso de quase virgens, tal a hirteza que demonstram; outros já com pequenos sinais de uso e ainda outros, estes mais calejados por tantos anos de “tik-tok”, “tik-tok”, mas todos separados por um estreito e suave vale, onde corre um imperceptível fio, comprimido pelas duas erguidas e simétricas margens, mas desaguando todos num largo e ostensivo estuário, um delta mesmo, direi eu!

Deltas esses do mesmo tipo, mas de variadas configurações: uns de nula vegetação; outros com ela mais aparada e tratada e outros ainda de fauna tão espessa, qual densa mata, que quase nem dá para perceber onde o mesmo desagua!

É a Bunda, a Bunda que só vemos fragmentando o olhar! Assim tipo “frames”! Um olhar que não pode ser fixo, sob pena de nela nos perdermos de ilusão. Mas da qual o olhar não podemos arredar, sob pena de numa delas esbarrar…

E “tik-tok”, “tik-tok”, lá vão elas saltitando cadenciadas numa alternância sem par, mesmo que par nunca deixem de ser. “Tik-tok”, uma sobe outra desce, uma contrai outra descontrai, uma amolece outra enrijece, mas ganhando, e sempre alternadamente, uma nova e graciosa alma.

Se olho em frente vejo Bunda, se desfaço o olhar e para o lado o viro Bunda vejo e se o dirigir para o infinito, uma infinidade de Bundas revejo! Que fazer, então?

A “Bunda é redunda”, dizia o Carlos Drummomd de Andrade, mas também é ímpar quando quer, isso digo eu.

Imaginem atravessar aquela Praia imensa de Monte Gordo em direcção à água, na tentativa de se abstraírem da visão de tanta Bunda e, para além de nesse imenso trajecto se refastelarem de Bundas, avistarem, mesmo que ainda de longe, umas senhoritas enlevadas em descontraída conversa, acerca dos seus pequenotes ali em frente fruindo as cálidas águas das poças que o mar antecipam, só poderá ser, e que, para enganar o cansaço daquela posição rígida, se resolvem colocar em posição de descanso. Uma perna para a frente, outra perna mais contraída para trás. O que é que daí resulta? Uma exposição de beleza sem igual: uma queda mais hirta aguentando o peso, enquanto a outro desanuvia e descontrai. O Drummond de Andrade também diz que “São duas luas gémeas em rotundo meneio de cadência mimosa”, e que bem que ele diz, mas às vezes descansam de tanta cadência, acrescento eu.

Mas, deambulando o olhar Bunda a Bunda, “redunda” ou rotunda, mas todas de natureza e graciosidade ímpares, não deixando contudo nunca de serem pares…cheguei ao fim das férias…

E, como disse, foi quando soube do segundo caso político da semana: o plágio do Passos ao poio que da bunda situada na cabeça do Maduro saiu! E da bunda da cabeça melada do Passos saiu a ideia de exibir o poio que a bunda da cabeça do Poiares expeliu…Uma escatológica depravação, foi o que foi!

É que o Poiares tem a sua bunda na cabeça. E é peluda! Que “HÓRROR”!!!

Até ao ano Monte Gordo! Mas não engordes mais, tá? E “tik-tok”, “tik-tok”, “tik-Tok”…lá vim eu a toque de caixa. Mas para o ano haverá mais, muitas mais bundas! Elas abundam e são eternas!

E assim foi a minha semana Política!

Pelo que : Abaixo o poio e Viva a Bunda!

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SÃO TODOS IGUAIS…”

OuO Governo da Quadratura do Mal e da Sombra do Círculo do Eixo”, mais o Miguel de Sousa Tavares ainda

– Que São todos iguais”, diz a maior parte dos comentadores deste “governo da quadratura do mal e da sombra do círculo do eixo”, mais ainda o Miguel de Sousa Tavares, todos do alto da sua sobranceria e irrepreensível rigor.

A Clara, de cima da sua menelha oxigenada, às vezes acinzentada, outras preta às riscas, mas sempre rigorosamente penteada, lugar onde esconde o cérebro, sentencia dos Autarcas: “São todos iguais”. Iguais a quê, a quem e como? Não diz. Diz só que “são todos iguais” e fala então de um tal Hermínio, igual a um tal Valentim, igual por seu turno a um outro Isaltino, também igual a outros assim…TODOS, diz ela do alto da sua rigorosa e “queque” sabedoria de Campo Ouriquense…

– Que O Estado falhoudizem aqui também quase todos em uníssono, repetindo a tese de Passos, ilibando-o e elevando-o, aqui e assim, à categoria de esclarecido.

Mas que Estado ou qual Estado? O Político? O Autárquico? O das Forças Armadas? O do MAI mais o estado da Protecção Civil e do SIRESP? O estado da Ministra dos Incêndios ou do Ministro dos paióis de Tancos?

Qual o “Estado” de que tanto falam, afinal? São unicamente os Políticos ou são também os responsáveis das organizações que tutelam? Nenhum explica.

Só dizem que o “Estado” falhou, e falhou em toda a linha, e querem cabeças e com urgência, pois o tempo passa, vai depois tudo de férias e as cabeças sem rolar e a comissão por deliberar. E pedem um “Robespierre” e já!

Mas “Ninguém se demite? Ninguém é demitido?”. Pergunta o Passos e quase todos o seguem de imediato na pungente e angustiante pergunta. Mas, em resposta, o Chefe do Estado Maior do Exército demite cinco (cinco, ouviram?) comandantes. Mas não se demitiu a ele próprio e isso é do reino do vergonhoso, sentencia o Marques Lopes, logo acolitado pela Clara e mesmo pelo Daniel. Uma vergonha, deve ter ecoado também no “Sombra” e aqui sou eu a imaginar pois não vi! “Wanted”, proclamam quase todos. E na “quadratura” ressoaram ecos…

Mas que “Estado” é este em que Ministros não têm consciência do seu “estado” e não se demitem, nem são demitidos? Uma chora em vez de se demitir e o outro assume as suas responsabilidades “políticas” e manda demitir. Onde já se viu? Mas que “Estado” é este em que o “Estado” não demite ninguém do “Estado”? Perguntam-se perplexos…sem saberem ainda do “estado” de indignação daquela Tropa tão credenciada e medalhada…

 -Que “Se responsabilizam politicamente”. Não há governante que não o diga. Que quer isso dizer? Ninguém sabe e isso é mais uma vergonha. Uma vergonha do “Estado”, logo acrescentam…quase todos!

Essa figura já mítica, escondida ou perdida nos nevoeiros das notícias, o tal de Sebastião, anda por aí fazendo o seu trabalhinho de sapa, vestindo-se de figura anedótica mas, ao mesmo tempo, travestindo-se em muitas personagens…Quem será ele, todos se perguntam? Que quererá ele, todos, ou quase todos, se perguntam também?

E então o “Sebastião” Passos lá candidamente veio anunciar que Marcelo tem que se definir…Como Presidente ou como Comandante Em Chefe de Todas as Forças Armadas? Demite-se de uma ou da outra? Vamos lá Passos, toca a definir-se, caramba…

E é mais ou menos este o “estado” do “governo da quadratura do mal e do círculo da sombra do eixo”…Ah: Como se diz “Sebastião” em linguagem Cristas?

– Mas resta o “Tavares”, o Miguel sim, que não o João, mas o Sousa! O outro anda lá pelo “sombra”. Para o Tavares, o Sousa, que não tem casa em Paços de Sousa mas tem um “monte” no Alentejo, disseram-me que ali para os lados de Mora, a Reforma Agrária trouxe insegurança  às planícies Alentejanas em modo de estio e, não fosse a caça, temia pela segurança do seu monte, ao contrário do Lobo que se diz seguro em Paços de Sousa…

O Miguel, o de Sousa, que também é caçador e, assim sendo, dá a sua colaboração ao ordenamento territorial, é também um “franco atirador”, como já uma vez aqui o apelidei. Foi na Reforma Agrária, quando se ocuparam terras e se retiraram da posse e cuidado dos seus legítimos proprietários, que começou o desprezo pela limpeza dos montes, das montanhas , das matas, dos vales e dos regadios…foi aí que começaram os incêndios, ergue ele o dedo a esses comunas todos…

E, à semelhança de quase todos os membros do tal “governo da quadratura…e da sombra do eixo”, encurtando, também ele dispara a fatídica frase: “Os Autarcas são todos iguais, pois não há um sequer que proíba o lançamento de fogo de artifício nas festas do “querido mês de Agosto”. Li eu não no Expresso mas no Estátua de Sal, que o reproduziu na integra.

Errado, meu caro Miguel de Sousa! Erradíssimo. Tiro na água! Nem matou nem perdiz, nem galinhola e muito menos coelho bravo! Há pelo menos um e o Sr. de Sousa Tavares, como pessoa informada, que lê notícias, escreve no Expresso e até fala na SIC, devia sabê-lo e lembrar-se que, no ano passado, e este ano também, o Autarca de uma Vila do norte chamada PAREDES DE COURA (onde se faz aquele tal Festival…está a ver?), chamado VITOR PAULO PEREIRA, o proibiu e isso foi amplamente noticiado, tanto em jornais como nas rádios. E mais: por amplo consenso foi decretado que o produto desses materiais pirotécnicos revertesse para os Bombeiros!

Não se lembrava? Não sabe onde é PAREDES DE COURA? Não conhece o VITOR PAULO? Pois devia! Assim não repetiria mais esse chavão de que “são todos iguais”…

A não ser que esse “são todos iguais… ” tenha como destinatários todos os nomes desses painéis que formam o tal” governo da quadratura do mal e do círculo da sombra do eixo”, mais o Miguel de Sousa Tavares!

E já me esquecia: tenho um Irmão que é Autarca há já quase doze anos…!

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OS EUCALIPTOS DO PINHEIRAL…

Que é feito do Pinheiral? Ardeu? Desapareceu? Nada disso: foi para França e já há muitos anos que não o vejo. Emigrou, eu fui para outras vidas, e não mais o vi. Mas lembro-me bem dele e de quando em pequenos, eu e outros mais, o acompanhávamos para apanhar leitugas para os coelhos e lenha e ramos secos para os fornos e lareiras…Lembras-te Joaquim Antero?

O Pinheiral era um mestre na arte de subir ou trepar árvores, principalmente as das espécies que o seu nome levavam. É que aquelas cascas ajudavam e muito e os resíduos resinosos faziam o resto, para além de se fixarem aos seus calejados pés que não conheciam sapato.

E o Pinheiral nunca caiu de um pinheiro abaixo! Mas uma vez vimo-lo cair de um eucalipto. Pensávamos que tinha morrido e até fugimos de susto. Mas deve ter caído com a sua melhor parte e tal não passou de uns simples “ais”…

Nunca mais o Pinheiral subiu um eucalipto e, apesar das fragâncias mentoladas que as suas folhas exalavam e que nos faziam encher ainda mais os pulmões, ficamos a detestar os eucaliptos. Eucaliptos não subo mais, dizia o Pinheiral…

Mas ainda bem que depois apareceram os mentolíptos em forma de rebuçado e isso ajudou-nos a esquecer os filhos da mãe dos eucaliptos.

Se ardiam? Não me lembro! Eu acho que isso dos incêndios, tirando aquele de Roma e que não foi por culpa dos pinheiros nem sequer dos eucaliptos, mas sim daquele maluco do Nero (e ainda há quem ponha este nome a cães…), é uma coisa pós-moderna!

Das “queimadas” lembro-me, mas isso eram fogos controlados, com que se limpavam campos e matas…juntavam-se os resíduos dos matos secos e coisas assim, fazia-se uma espécie de pilha e queimavam-se…mas sempre com o pessoal por perto.

Nunca do eucalipto tive saudades, portanto, mas tenho-as do pinheiro manso! Principalmente da sua sombra! Haverá no mundo sombra melhor que a dum pinheiro manso? Quantos eucaliptos seriam precisos para fazer uma sombra de um pinheiro manso? Falo cá do norte, porque do sul…nem as azinheiras, apesar de também fazerem sombra e também não saberem a idade…

Mas lá está, é manso, cresce lentamente, ocupa muito espaço, nunca mais morre…não dá lucro nem mais valia imediata, é o que é…

As beiras das estradas deviam estar todas repletas de pinheiros mansos e devíamos poder voltar aos piqueniques, como antigamente fazíamos nas matas do Ofir, da Apúlia, de Moledo ou mesmo nas do Anjo, aqui na Póvoa. Aquilo é que eram tardes…e aquilo é que eram sombras!

Foram proibidos! Todas as famílias tinham arsenais de mesas, cadeiras e fogões portáteis. Estendiam-se as mantas, erguiam-se as tendas e atavam-se as espreguiçadeiras. Levava-se de tudo, até assados e, lembro-me, até “pica no chão” o mulherame lá fazia…A canalha brincava naquele ar puro e ainda impregnado do iodo ali próximo e os adultos dormiam e ressonavam, de tão comidos e bebidos…Era o tempo em que todos nós, como diz uma sobrinha minha, eramos “pobretes, mas alegretes”!

Uma ASAE qualquer daqueles tempos proibiu-os pois dizia que podiam provocar incêndios e conspurcavam as matas…

Acabaram, começaram os incêndios e as matas viraram cinzeiros…!

Então aí chegou o progresso…e eu não falei de “política”…

PS- Quim: tu podes comentar e mesmo acrescentar, mas não podes renegar a história do Pinheiral…olha a minha credibilidade, pá! É que, de repente, não tenho a certeza se foi mesmo para França que emigrou…

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QUAL A COR DO SANGUE DA JUDITE?

Eu sei, mas só o revelarei no fim do texto, e quem o antecipar estará a fazer batota e isso não vale!

A mim há duas coisas que sempre me fizeram confusão: uma a cor do meu sangue e outra a cor do cavalo branco de Napoleão! E coisas mais banais não haverá, não acham?

Confusos? Eu explico: em primeiro lugar porque sempre me convenci que o meu sangue era vermelho e assim o constatava quando, em pequeno, dava uma “topada” (batia com o dedo grande do pé numa pedra ou outro obstáculo) e dali jorrava um sangue vermelho que só a sulfamídica terra curava. Vermelho, sem dúvida! A outra era saber da cor do cavalo branco do Napoleão quando ele era branco!

Era branco o cavalo, tal como o sangue era vermelho. Duas verdades para mim absolutas! Isso pensava eu…

Pois: isso pensava eu! Mas, mais tarde, quando comecei a namorar com a Graciete, comecei a ouvir dizer que ela era de sangue azul! Azul, perguntei eu? Eu que pensava que ela era do Sporting e, sangue por sangue, o dela era vermelho? Mas depois soube que isso do “sangue azul” era treta, pois não era Portista e era apenas descendente dos Viscondes de Bacelar…Sangue deles, portanto!

Mas depois descobri que o seu sangue era mesmo vermelho, pois eu amiúde bem o via…

Só que agora, há uns dias atrás, deu-se-me de novo um nó no meu occipital quando li na Net aquela notícia da TVI que dizia que o Medina tinha “sangue comunista”, pois era filho de comunistas! “Sangue comunista”? Então, sendo o “azul” uma treta, para além do vermelho, ainda haveria mais espécies de sangue? Não deverá haver quem, não dominando estas coisas dos sangues, não ficasse confuso! E eu fiquei!

E fiquei porque quem estava a dar a notícia era uma tal Judite e, retrocedendo na máquina do tempo, lembrei-me que ela morava por baixo de uma cunhada minha em Gaia e toda a gente sabia que o pai era comunista!

Assim, a TVI, sem o saber(?), abriu uma caixa de pandora e classificou também a Judite com esse novo tipo de sangue…É que a TVI ao reclamar que o sangue do Medina era “comunista”, acabou por dizer, preto no branco, que o da Judite também o era! Achei bonito…

Eu essa expressão nunca tinha ouvido, mas há uma outra que conheço e talvez isso explique e que é a de “estar-lhe no sangue”!

Mas, pensando melhor, sendo essa expressão abrangente que chegue, ela não se poderá aplicar a este caso pois, partindo do princípio de que o sangue é mesmo vermelho, tal resultará numa redundância insanável e numa conclusão óbvia e cuja é: se o ser-se comunista é consanguíneo, eu e outros mais, não o sendo, mas sendo comunistas, que raio de tipo de sangue terei ou terão? Verde, por ser sportinguista? Azul para alguém que é Portista? Neto ou bisneto de Condes e Viscondes?

É que os meus Pais não eram comunistas, nem benfiquistas tão pouco, de modo que eu, não tendo esse privilégio, só poderei ter um sangue vermelho abastardado, por mais que vermelho me sinta, bem ao contrário do Medina que o tingiu de rosado!

De modos que a Judite, certamente bem avisada, tanto pela Prada, como pela Louis Vuitton ou pela Hermes ,e com o seu alto patrocínio, há muito o problema resolveu e fez uma transfusão.

Eu sei que isso lhe provocou algumas sequelas, principalmente na linguagem, na maneira de falar, enfim, mas o seu sangue ficou para sempre LOIRO!

O seu sangue é LOIRO e o Loiro está-lhe no sangue…Um sangue loiro varrido!

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SAIA AÍ UM PSICÓLOGO PRÓ PASSOS!

E com urgência! É que eu temo pelo seu futuro. Não político, porque desse estou-me completamente nas tintas, mas psicológico! Temo pelo Passos, mas temo mesmo. E isto é sério: ou o Estado lhe fornece já um psicólogo ou não há mesmo “Estado” que lhe valha.

Porque, na verdade, havendo para o Passos três tipos de “Estados”, por falta de apoio psicológico, ele já não se consegue reconhecer em nenhum. Senão vejamos: Primeiramente o Estado, o Estado propriamente dito, o tal Estado a que ele pertence, nem que seja como Conselheiro ou suposto líder da oposição, mas ao qual não pertence, nem se lembra de ter pertencido; depois há o chamado “Estado das coisas”, das quais demonstra não fazer a mínima ideia e, por fim, o seu “Estado”. E aqui é que está o verdadeiro “busílis” da questão!

Tornando-se um “aproveitador” de um boato que um Provedor lhe soltou ao ouvido, não requerendo a ajuda imediata de um psicólogo, ele disse saber de fonte segura que havia pessoas a suicidarem-se (depois na forma de tentativa apenas) porque o “Estado” não lhes garantia o apoio psicológico necessário. E que o “Estado” tinha falhado.

E não olhou para si mesmo, como que dizendo: Eu, Psicólogo? Eu não preciso, eu sempre levanto a cabeça e sempre sigo em frente…

Porque, no fundo, no emaranhado de laços que deverão ir lá pela sua cabeça, ele lá pensará e bem: Mas para que diabo serve um psicólogo, se ele só me manda erguer a cabeça e seguir em frente? Isso já eu faço, pensará ele…

Mas lá está, ele é como aqueles animais de raça asinina, que também erguem a cabeça, seguem em frente e coiso mas, com uma pequena diferença: enquanto estes, mesmo que com palas, em enfrentando uma parede arretam, o Passos não: o Passos vai contra ela! Porquê? Porque em vez de se tornar num “aproveitador” de um Provedor e sem conselheiros argutos ao dispor, que lhe dissessem que, em vez de ir em frente, podia virar à esquerda ou mesmo à direita à mão, ele deveria ter consigo, e sempre, isso sim, um Psicólogo!

Que até, em última análise, dada a precariedade da sua cabeça, por tantos nós entrelaçada, lhe poderia aconselhar uma baixa à Caixa de modo a evitar assim a tal tentada tentativa de esmurraço na parede.

Mas o seu “Estado” falhou, o Psicólogo não lhe enviou e contra a parede o estrepou!

Maldito este “Estado”, diz ele, mas englobando os três: o de todos, o das coisas e o dele! E o Estado desse Costa que tudo açambarcou e só o Provedor boateiro lhe deixou!

De modos que eu só tenho um conselho, um último conselho a dar-lhe: vá uns tempos para umas Caldas!

E “ele” há por aí muitas Caldas: As da Saúde, as do Gerês, as de Vizela, as das Taipas, isto só para falar aqui para norte porque, lá mais para o centro, tem umas famosas: as Caldas da Rainha!

Arranje, portanto, e de uma vez por todas, umas Caldas à medida, mas acompanhado de um psicólogo à séria,

A sério Dr. Passos, é importante que vá uns tempos para uma Caldas, mas…nunca se esqueça do respectivo acompanhamento psicológico!

Mas tudo isto à séria!

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O “VOYERISMO” e os “BITAITES”!

Enfim, no meu retorno à escrita, não pensava falar de coisas destas, tão arredias da minha forma de ser e pensar elas são. Mas, dadas as circunstâncias, apetece-me sobre elas algo dissertar, precisamente porque, não coincidindo com a minha maneira de ser e estar, elas, pelos vistos, têm de tal modo vindo a ganhar protagonismo no “mainstream”, redes sociais e comunicação social, que talvez valha a pena algum tempo com elas dispensar. E algumas palavras dizer!

Primeiramente, e por uma questão de verdade e sanidade, é preciso reconhecer que todos nós temos, bem no fundo da nossa essência, algo de “voyeristas”! E quem disser o contrário…isso mesmo! E todos temos também tendência para mandar “bitaites”! É da natureza humana!

Só que uns fazem um esforço, mesmo ocasionalmente cedendo, para disso não terem amarras, e outros cedem e fazem disso coisa de vida normal…Também é da natureza humana. Mas mal…

A questão pode-se colocar em várias vertentes, diria até que variadíssimas, mas vou-me ater apenas a uma ou duas.

Comecemos pela imprensa escrita. Eu todos os dias apenas leio, antes de me deitar, as capas dos jornais. Mas cedo a lê-las todas, inclusive as do Correio da Manhã e do “I”. Pelas do Desporto já só passo mesmo de soslaio. Mas, ao mesmo tempo, quando estou em casa, e tenho estado pouco, e nesse tempo em que não tenho estado nada tenho visto ou ouvido, cedo sempre à tentação de fazer o tal de “zapping”. Só que, e esta é a minha verdade, aí não cedo a ficar na TVI 24 quando passa a noite a falar de casos de polícia e ultrapasso a correr todos os restantes canais até chegar à Sportv. E, se aí nada de interessante ocorrer, desligo mesmo a TV. É assim, quer acreditem ou não!

Como me mantenho informado? Simples: tal como escrevi no meu Facebook, a melhor maneira de estar informado é nada ver ou ouvir e ler apenas coisas de pessoas que pensam e são independentes, inteligentes e formadas…Se assim estou informado? Totalmente! Como o que quero e, francamente, não gosto de “palha”! Esse alimento é para outros…

Há dias, numa reunião familiar a tocar o completo, relembrando a minha e nossa Graciete, em conversa amena sobre estes temas, diante de pessoas da Família , uns Professores de Direito, outros gente da Economia e outros formados na Vida, eu declarei, alto e bom som: “ Eu não sei se sou o único, mas devo ser dos poucos que se podem orgulhar de nunca ter cedido à tentação de ter ouvido qualquer escuta ou ter sequer lido quaisquer transcrições (ilegais) de todos esses processos mediáticos que, de há anos a esta parte, tanto têm sido propalados em toda a comunicação social. Uns mais privilegiadamente que outros, sem dúvida, mas todos. Nunca cedi a ouvir nem ler nada. Seja do “Apito Dourado”, seja da “Operação Marquês”, seja da do “ Ferro Velho”, seja dos “Emais”, seja do raio que o parta…disso nada sei e continuo sem saber! “

Todos algo já tinham lido ou ouvido! E quase todos formaram uma pequena opinião que fosse…nem que tal fosse ditado pela tal inércia…O que nunca me impediu de ter a “minha “ opinião!

Eu posso orgulhar-me que, nesse aspecto, nunca cedi. E porquê? Porque tudo aquilo foi obtido, cedido, entregue, adquirido, ou seja lá como tenha sido, de forma ILEGAL! E nisso nunca transigi!

Pecador? Sou com certeza e logo no início o admiti. Mas há limites. Como os há ou deveria haver no chamado “Jornalismo”.

Por exemplo: eu, que já vou fazer 64 anos no próximo mês, sou do tempo em que, não existindo ainda “redes sociais”, escolhíamos o Jornal para ler pela sua qualidade. Pela qualidade dos seus jornalistas, dos seus comentadores, dos seus colaboradores e pela qualidade literária que apresentavam. E tínhamos a Capital, o Diário de Lisboa, o Jornal do Fundão etc, e neles colaboravam todos os que de melhor havia nas Letras e nas Artes. A qualidade era a bitola!

E hoje? O que sucede hoje? Precisamente o contrário: a bitola, tanto nos jornais como, infelizmente, nas TV´s, é precisamente o contrário: quanto mais sórdido melhor. Quanto mais “vouyerista” melhor. E ultrapassa-se tudo em nome da concorrência e das audiências…e vale tudo… Até ceder na sua própria dignidade…Enfim…

Não, não vale tudo! Pelo menos para mim, e espero que para a maioria dos meus Amigos, não vale tudo.

A nossa Dignidade, a nossa Lucidez e a nossa Clarividência como Homens livres e conscientes do nosso dever enquanto tal, a isso não se podem permitir…

Pecadores, sim, agora agentes do retrocesso civilizacional? NUNCA!

E não falei de “incêndios”, essa coisa tão nova e recente…

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Este BARRETO é um “Barrete”!

Lentamente vou-me actualizando, depois de muitos dias de imensa amargura e alheamento. Mas a vida continua…

E se há coisa, que até por aqui algures referi, que me faz pensar e me faz ficar cada vez mais perplexo é, acerca do processo por que passei durante uma dezena de anos, o facto de muita gente, maioritariamente mulheres, por acaso, me dizerem: nenhum (eu acrescento “quase”)  homem faria o que você fez!

A minha perplexidade conduziu a que eu dissesse e escrevesse o que disse e escrevi: Mas como, perguntava eu? Mas haverá possibilidade de se ser Homem só pela metade? Ser-se honesto só pela metade? Ser-se vertical mais ou menos? Ser-se sério mais ou menos? Ser-se íntegro em part-time? E, finalmente : AMAR mais ou menos ou assim-assim?

Portanto, seguindo como sempre procurei seguir aquilo que sempre me foi ensinado, eu considero e sempre considerei que o que vivi não passou da “normalidade” e sempre respondi a essas pessoas: Eu? Que sofri ou sofro eu? E ELA?

Portanto, passado este pequeno introito, ele apenas é referido, como vão ver e ler, como introdução a uma apreciação, que não passa de uma pessoal apreciação, a uma pessoa que eu não posso considerar, pese a sua cultura, pese o seu estudo, pese o seu estatuto ou pese os lugares ou cargos que ocupou, como um Homem na sua essência total, mas apenas “mais ou menos” homem.

Porquê? Por uma simples e primeira razão: ninguém pode ou deve renegar nunca o que foi! Isto é, até pode mudar de ideias, mas renegar o que se foi? Para mim, nunca! Por exemplo: eu nasci pobre! Vou alguma vez esconder ou renegar isso? Para estudar fui para um Seminário. Posso isso renegar? E poderei, tendo em alguma época sido contestatário ou me ter comportado fora das regras, isso esconder? Ter pensado de maneira diferente do que agora penso e isso renegar?

Não, eu entendo que não! Acho que um Homem que é Homem, deve assumir a sua vida, os seus actos e a evolução do seu pensamento, mas nunca renegando o que foi ou como foi construindo o seu pensamento e vida.

E, no meu processo de reactualização com o dia a dia, dei por mim a ler numa capa de jornal um estrato de uma entrevista que o personagem a que me refiro (O Sociólogo António Barreto) deu a um qualquer jornal e em que dizia esta frase fundamental: “Eu não queria a “geringonça”, isto é, um Governo do PS apoiado pela Esquerda, PS e BE e Verdes…”.

Emitir a sua opinião, como eu emito a minha, não tem nada de relevante e estranho mas, ao contrário de mim, que ninguém conhece e nem algum lastro tenho, ele é uma figura que foi sempre pública, foi Ministro, presidiu a “coisas”, emitiu e emite pensamento, escreve e é SOCIÓLOGO! E aqui está a substância.

Sociólogo? Mas de quê? Eu acho que a Sociologia pressupõe estudar as Sociedades, a sua evolução ao longo dos anos, com critérios gerais mas também específicos e concretos, a sua decorrência e suas consequências, as suas melhorias ou não mas, tendo como sentido prioritário, a explicação dessa mesma evolução. Mas a palavra Sociologia tem por origem o “Social”. E tendo como pressuposto a evolução dos “Povos”, das suas conquistas, dos seus progressos e das suas lutas, isto é, da forma como foram sendo ou não adquiridas.

Por isso, sem desrespeitar o seu trabalho ao longo dos anos de pesquisa e estudo, custa-me a mim acreditar como um homem como este, com tanto rasto e lastro, consegue emitir uma afirmação destas, como que dizendo, ou pretendendo dizer, que as Sociedades só poderão progredir com a aliança das classes médias com as burguesias, mas descurando o Povo. Do povo com o capital. Da evolução sem direitos. Da evolução através do neoliberalismo. Da desmaterialização da política e das ideologias. Enfim, dos interesses globais de uma “elite” sobrepondo-se aos mais básicos direitos de uma grande maioria. Que “Sociólogo” será este?

De modo que a pergunta que se impõe a este “senhor” é a seguinte: Que diabo o levará a pensar que um governo PSD/PS seria melhor que este? Infelizmente, a uma única conclusão chego: é ele ter como apoiante o PCP! Esta é a verdade pura e dura! Partido a que pertenceu, mas renega. Como se tivesse trabalhado numa empresa e, numa entrevista de trabalho, viesse falar mal, renegar, a sua anterior empresa! Que diria ele  desta se alguma vez fosse contratado e saísse?

Sociólogo? Terá sido o seu profundo conhecimento da Sociologia que o levou a aceitar ser, como Sociólogo, é claro, o Ministro da Agricultura que acabou com a Reforma Agrária e devolveu as terras aos seus “legítimos” proprietários, os latifundiários, deixando o Povo Alentejano e Ribatejano, essencialmente, que tanto ao longo dos anos sofreram, sem terras e sem trabalho? Terá sido em nome do “Social” ou da “Sociologia”?

Sociólogo, o senhor Prof. Dr. António Barreto? Não! O Senhor é, sim, um REACCIONÁRIO! Palavra que, como Sociólogo, deve saber o que significa.

O senhor foi comunista na adolescência, foi socialista quando regressou das Suíças, foi depois duma coisa qualquer do PSD, transformou-se em politicólogo barato, passou pela Pordata (aqui fez qualquer coisa, mas depressa se foi), até que endoidou!

Tal como a outra…O senhor Prof. Dr. Barreto é tudo por metade e, por isso, é um “barrete”!

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O CRESCIMENTO do PEDRO

Do Pedro, sim, mas do outro que não o meu Neto. É que o meu Neto é Vassalo e o de quem vou falar é Coelho!

Como sabem, eu já há uns quinze dias que, por motivos de ordem superior, ando literalmente afastado das notícias e do mundo e só agora, devagarinho, vou retomando a sequência de vida que se aproxime da realidade. E vou-me actualizando e lendo, por alto, o que de mais relevante tem acontecido na nosso País. Mas não tanto do mundo! É isso: uma coisa de cada vez!

E, mesmo estando actualmente em Barcelona, soube coisas várias: que o PIB Português deu, com este governo, um estimulante salto; que o nosso défice continua em trajectória descendente; que o nosso saldo primário está entre os melhores da Europa; que a confiança dos cidadãos e empresários continua em alta; que o desemprego continua a sua trajectória descendente e a concomitante criação de emprego em subida; que o nosso Centeno é cada vez mais respeitado na Europa e que, finalmente, vamos sair do procedimento por défice excessivo!

Não é coisa pouca, mas o Pedro, não o meu neto mas o outro, que tanto desejou a vinda do Diabo, vê-se agora constrangido a apelar a conselhos impuros e decadentes para que o tal “crescimento” seja sustentável e, quiçá, maior que o naturalmente atingível…

E sugere ao Costa que tome ” coisas”. Aquelas ” coisas” que alguns tomam para ter mais ” vitalidade”, mais ” virilidade”, mais ” potência”, mais ” pujança”, mais ” desempenho” e coisas assim e a que ele, assim como não quer dizer o que quer dizer, chama de ” reformas”! Ou ainda, e isto não passa de uma não sei se plausível hipótese, recorrer, para crescer, a um daqueles tratamentos que aparecem nalguns jornais, na internet e em sites que ninguém vê, que resolvem de imediato o problema da dimensão da coisa, e do seu precário crescimento…

Vocês até se podem rir e achar isto demasiado estúpido mas, pensando bem, depois da “TINA”, que restará ao Pedro?

O que fica é que, afinal, o Pedro diz que, apesar do ” there is no alternative”, ao ” sadismo” que ele praticou, e ” coisas” que experimentou e tomou, só com “reformas” estruturais é que vamos,  diz ele, lá!

Mas Pedro, cuidado! Essas coisas criam habituação e, qualquer dia, nem o coração aguenta. Eu conheço muitos casos e daí o meu aviso. E Pedro, repare: eu tenho a dimensão que tenho, sou até para o baixo, normalíssimo da silva, gostaria de ter crescido mais um pouco, em todos os aspectos, mas…para quê Pedro? Sempre cumpri os meus deveres  de cidadão na sua plenitude e, de reformas, só preciso da que tenho, e que, ao fim de 43 anos de trabalho e descontos, acho que mereço.

E mais Pedro: eu quando era jovem também li os livros proibidos do Marquês de Sade. E vi os ” 120 dias de Sodoma” do PASOLINI. E abjurei e esqueci. E conheço a história, Pedro!

Com que então os heróis são os Portugueses, não é? Sabe-me dizer, Pedro, qual foi ao longo da História o General, o Almirante, o Marechal, o Rei, o Governador que morreu em guerra? Ficou o D. Sebastião porque se perdeu no nevoeiro. E o Vasco da Gama? E o D. Henrique? É o Fernão de Magalhães ( ouvi dizer que partiram cinco naus com quase trezentos tripulantes  e só chegaram dezoito. O Fernão incluído! ) Eles têm todos estátuas e nomes de ruas e os Portugueses, os tais para quem o Pedro dirige o mérito?

E fala o Pedro de ” reformas” que façam diferença no futuro?  As suas Pedro? Dispensamos, definitivamente dispensamos e eu, como Português, que sofreu também, embora muito menos que outros, os mais frágeis, os mais marginalizados, os mais pobres, digo-lhe, e digo-lhe também em nome de todos estes, que dispenso o seu elogio.

Dispenso os parabéns de quem nos impôs sádicamente os sacrifícios que impôs e que tanto “gozo” deram à sua deturpada mente.

Vá, emigre, vá para longe, desapareça e vá ensinar as suas ” reformas” a outros…olhe: aos alemães, aos húngaros, aos austríacos, aos eslovacos, aos polacos, ao Trump, à May, ao Schauble, ao Rajoy, ao …. Isso mesmo.

E, já agora, cresça Pedro, cresça e cresça bem, mas desapareça. E leve consigo a Madona! Aquilo é que iria ser, Pedro!

 

 

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A NOSSA GRACIETE- Recordando e Agradecendo.

Na Missa de despedida da nossa GRACIETE, minha querida esposa e companheira de há quase 45 anos, na passada sexta-feira, dia 12, eu, apesar de emocionado mas sustendo as lágrimas, pedi autorização ao amigo oficiante Padre Fernando Nogueira para, depois de uma comovente saudação da minha Irmã, dirigir umas curtas palavras a todos os presentes, fazer uma coisa que a minha consciência me ditava dever fazer: um Agradecimento público a algumas especiais pessoas.

Pessoas essas que durante estes longos anos de martírio da GRACIETE se evidenciaram na sua ajuda, companhia e apoio. Mas, dado o momento, o improviso, o nervosismo e as circunstâncias, apenas referi alguns e, penso agora,  que posso ter sido injusto para com outros.

Quero agora, e publicamente, rectificar essa falha, recordando a síntese que a minha memória gravou e o que a minha consciência me manda acrescentar.

Referi em primeiro lugar toda a sua Família, Irmãs, Cunhados, Sobrinhos e todos mais, incorporando-os todos numa pessoa: a sua Irmã MARGARIDA, minha querida cunhada, cúmplice e amiga de sempre e o seu marido António Covas. Foram sempre e sempre, durante todo o processo de uma Amizade e disponibilidade inexcedíveis. Para definir o que ao longo destes anos fizeram só existe uma palavra: AMOR!

Referi em segundo lugar a minha Família que corporizei na figura estratosférica e carismática da nossa Irmã SAMEIRO : a bondade, a generosidade, a sabedoria, a dedicação e tudo o que imaginar se possa em pessoa. Minha irmã, mas também sua irmã de sempre. Como a minha Mãe, também sua Mãe de sempre e a quem sempre chamou de Mãe. Mas esqueci o seu marido e meu cunhado AMORIM, a quem peço desculpas pois sabe o quanto dele gosto e admiro. Ele a quem todos nós também consideramos como irmão. Ele é a ” muleta” da nossa Irmã e sem o nosso querido cunhado tudo seria muito mais difícil, quiçá impossível!

Referi depois a nossa colaboradora e amiga de há mais de vinte e cinco anos, a D. Linda Seixas Felix. A GRACIETE foi sempre para si uma deusa inspiradora e um exemplo. E fez durante todos os anos de doença da Graciete o que não faz qualquer normal colaboradora. Fez muito, mas muito mais que o seu normal serviço: ajudou-me nas alturas mais críticas, foi forte e, mesmo depois, na fase de acamada, sempre fez questão de a alimentar, por exemplo, dando-me algum descanso e conforto. Também a isto se chama, além de consideração e respeito, AMOR!

Também a seguir referi as Enfermeiras, que durante os últimos cinco anos contratamos para, durante todas as manhãs, cuidarem da Graciete em todos os processos de acompanhamento, tanto de enfermagem como de higiene e todas as vertentes de cuidados continuados no domicílio. De todas fiquei amigo e em todas vi, apesar de ainda novas, um profissionalismo, uma humanidade, uma postura e um respeito tais que, perante a serenidade, beleza e aceitabilidade da GRACIETE, além do profissionalismo também tudo fizeram, de certeza, com AMOR! Corporizei-as na Enfª Inês, e no Sr. Pedro Maia, gerente da empresa de cuidados continuados ELOS de TERNURA, mas podia e devia tê-las mencionado a todas. Mas todos os seus nomes ficaram gravados no meu coração.

Os Amigos, todos os Amigos eu corporizei na figura do meu grande amigo, o Poeta João Rios, cujo poema que à GRACIETE dedicou- ” Poema por saber dizer tão pouco pela minha Amiga Graciete”- eu resolvi, com sua autorização, por tão belo, colocar nas pagelas que foram distribuídas, juntamente com a sua foto.

Mas aqui eu tenho que me penitenciar pois não deveria nem poderia ter sido tão redutor, ao ponto de esquecer referir um casal na Póvoa, amigo e cúmplice de sempre: a Zirinha e o Manuel Rocha que, até justamente na noite derradeira me acompanharam. E a isto não se pode chamar outra coisa que AMOR!

Nem poderia ter deixado de referir o carinho de sempre do Valter ( Hugo Mãe) e das suas sempre ternurentas palavras, da Ana Rosendo, da Juliana Gonçalves, da Isabel Lhano, do Nélio Paulo e todos os Amigos e Amigas do Pátio, dos meus vizinhos Sr. Manuel e Filomena Maio e dos meus amigos dos Torreões. E todos os restantes amigos, de Esposende, da Ponte da Barca e de Paredes de Coura, para além dos meus amigos, amigas  e colegas dos lugares por onde trabalhei, com particular destaque para os dos últimos mais de quinze anos na última empresa onde trabalhei e à qual e aos quais me sinto ainda ligado e com um obrigado especial às minhas ” meninas” da SANIPOWER, a Xana, a Filipa, a Isabel e a Elisabete…

E referi por último um Homem, um Homem com um enorme “H”, meu Amigo de há muitos e muitos anos e meu patrào e chefe durante os últimos quinze anos! Chama-se AMÉRICO CAMPOS e a ele devo, em grandíssima parte, o ter conseguido proporcionar à Graciete  qualidade de tratamento que sempre teve e, mesmo durante a parte da doença ainda controlada, o nos ter facultado férias e viagens que seria impossível fazer e que a deixaram tão feliz e grata!

Eu sou consciente de que é preciso ter alguma sorte em ter tido como patrão um  Empresário  assim. Eu sei! Mas também acho que são estas pequenas grandes coisas que fazem os grandes Homens e os grandes Empresários: é serem no momento decisivo humanos, complacentes, solidários e sensíveis. E também reconhecidos, é claro.

A todos os enumerados e a todos os restantes anónimos que sempre, ao longo destes anos, me dedicaram palavras de conforto e coragem, o meu muito obrigado.

A GRACIETE deve estar contente pois sempre recebeu o que a todos sempre deu: Humanidade e Amor! Ela sempre soube a palavra DAR!

PS: GRACIETE, a SUSANA conseguiu hoje aqui em Barcelona, onde esta semana estou, aquele contrato que tanto almejava! Vai, num grande gabinete de arquitectura de interiores, chefiar uma equipa, com contrato estável e com hipóteses de progressividade, o que para ela, como sabes, é sempre alcansável, e o primeiro trabalho é a decoração dos interiores de um Hotel de 700 quartos em IBIZA!

Tu ajudaste, nào ajudaste?

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QUE SURREAL OPOSIÇÃO!

O “Surreal”, neste caso, corresponde a algo que se sente ser estranho, da ordem do absurdo e que dificilmente poderemos, mesmo com toda a nossa boa vontade, classificar como realidade.

Vem isto a propósito do debate quinzenal hoje ocorrido na Assembleia da República. O tema central era o “Emprego” e a sua evolução.

O Primeiro Ministro lá falou dos últimos números, da evolução recente, do impacto que isso tem na Economia real e coisas mais e, como é norma, segue-se a interpelação do líder da Oposição, para rebater, para contestar, para concordar ou então para dizer “mas”…

Estava eu a seguir em directo (agora tenho algum tempo pois sou reformado!) e quem apareceu a liderar a oposição? O Montenegro! E pensei logo (e escrevo como penso), “cadê” o outro? Sim, o que é suposto ser? Não o via ou a TV não mo mostrava…Estaria lá? Mas, afinal, estava! Delegou, portanto! Ou “encolheu-se”, para não dizer coisa melhor!

Em seu lugar, enquanto ele estava afundado na sua toca, pois não o via, surgiu aquela “sirigaita”, de pé, como elas se põem para observar em redor, de nariz empinado e orelhas encolhidas, com um espaço sobre labial pronunciado que lhe ofusca a boca, a perorar sobre as virtualidades do anterior governo (sem o qual não haveria este, é claro) que, pasme-se, criou as condições para que o emprego neste cresça e mais, que no seu a criação de emprego foi ainda maior…

Daí o “surreal”! Quer dizer: quando entraram para o governo, em  2011, o desemprego estava na ordem dos 8%, por exemplo, nos primeiros anos do seu governo subiu para 17% e, depois, com os dados que sempre soubemos (emigração, fuga, cortes nos subsídios e implemento de “emprego” fictício através de programas sazonais de cursos subsidiados pelo IEFP), conseguiram descê-lo para os cerca de 12%, para ser benévolo! Criação líquida de emprego? Próximo do zero…

E, perante a anunciada, e confirmada pelo INE, baixa do Desemprego para a volta dos 10%, em apenas um ano, perante a criação líquida, neste mesmo período, de 153 mil postos de trabalho, perante o evidente aumento da confiança dos agentes económicos e perante todos os dados disponíveis, de quem vem falar o “sirigaita”? Da estabilidade da Segurança Social! E porquê? Porque o Ministro Vieira da Silva, o autor da anterior reforma, afirmou que, perante a factualidade, o quadro social em que se vive e o que se adivinha, de um ponto de vista de normal antecipação, nos devemos precaver para um futuro que, daqui a doze ou quinze anos, a não se fazer nada, será complicado…

E então foi aí que eu descortinei (por que a TV mo mostrou) que, afinal, o “laparoto” estava lá! E mais, vi-o a rir-se! Donde pensei com os meus botões: só pode ser do “serigaita”, aquele Monte de Negro, que mandou para a liça!

Agora faço aqui um parêntesis para explicar o “laparoto”! “Láparo” já sabemos o que é, e não é invenção minha pois há aí um Blog que se farta de, com propriedade, o apelidar por aquilo que realmente ele é: um láparo! Eu, até agora, o máximo onde consegui chegar foi chamar-lhe  de “Rabbit”,  num texto que publiquei. Mas é um “láparo”, disso não tenhamos dúvidas…

Mas eu, que durante vários anos vivi no Alto Minho, mais propriamente em Paredes de Coura, sei que lá o termo “laparoto” era bem comum! E que queria tal palavra significar? Nada mais que “ espertalhão”, “palerma”, “tonto”, “pobre diabo”…etc! “Lapin”, em Francês!

Portanto, o “laparoto”, espertalhão, passou a bola e mandou avançar o “serigaita”! Que afirmou esta coisa extraordinária: “Agora há mais pessoas a receber o salário mínimo”! Música para os ouvidos do Costa, está-se mesmo a ver, que lhe ripostou: Pois bem, há mais pessoas a receber um Salário Mínimo que já aumentou duas vezes e ainda, até ao fim da legislatura, vai aumentar mais duas. E há mais emprego com os empregados, apesar de tudo, a receberem mais do que V.Exªs queriam e diziam ser fatal para a Economia….

Música celestial, portanto, como a questão da Segurança Social! Primeiro Costa disse-lhe aquela fatal frase que foi: “ Não podemos fazer num dia o que vocês destruíram em quatro anos!”. E quando a “serigaita”, agora já com o “laparote” ao lado rindo-se, não consigo saber do quê, mas continuo a presumir ser da figurinha do Monte Negro ao seu lado, disso falou, levou com o inevitável: “ Então quem é que dizia que ia cortar 600 milhões nas Reformas?”

Ficção, disse o “serigaita”, com a “laparoto” ao lado, agora visível, com os seus pronunciados lábios cerrados.

Até que se deu a apoteose final, qual girândola, as “Reservas” e “Provisões” do Banco de Portugal… “Francamente” disse Costa: pensava-o mais preparado! E a Catarina, feita especialista, aproveitou e fez-lhe um desenho!

Mas, entretanto, a Cristas apareceu com uns quadros dizendo, prometendo ou exigindo mais Vinte (20!) estações do Metro para Lisboa! O Costa mostrou-lhe uma fotografia, no seu telemóvel, de há um ano e… ela, o “serigaita” e o “laparoto” ficaram para segundo plano…

Se fosse eu onde é que me meteria? Na toca! E não mais de lá sairia!

Que pobreza, My God!

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