REPENSAR A PRESIDÊNCIA?

Há já uns largos dias escrevi na minha página no Facebook que doravante deixaria de escrever acerca dos casos e casinhos que vão alimentando, com a ajuda solícita e pronta dos jornais e das televisões, a nossa Direita.

Que não daria mais para esse peditório e, por isso, mas não só por isso, fiz um pequeno hiato no meu hábito de escrever pois que, como já não escrevo mais por tudo e por nada, como os profissionais que disso vivem, me passou a faltar assunto.

Assunto de reflexão que até surgiu no final do ano no discurso de Marcelo, em que aquela sua frase é preciso reinventar a confiança me fez pensar e logo escrevi um rascunho de texto que intitulei precisamente de “ REINVENTAR A CONFIANÇA”.

Mas, à face de ulteriores acontecimentos ocorridos desde o início de ano, vi-me forçado a também eu reinventar o texto e, mais ainda, o seu título. Porquê? A seguir verão…

O discurso e a frase foram proferidos pelo Sr. Presidente da República, o “General” Marcelo de Sousa, o mais alto dignitário da Nação e, portanto, seu Chefe de Estado e principal responsável. Mas, Chefe de Estado, disse eu? Pois deveria sê-lo. Mas, quando as coisas correm bem e daí obtém louros, ele é-o. Mas, ao mesmo tempo, quando correm mal, deixa de o ser. Aí nada mais faz do que enjeitar responsabilidades…

É que durante deste controverso ano de 2017, como principal figura do Estado e seu principal responsável, confirmamos que só às vezes o foi. Naquelas questões a que a imprensa se fartou de afirmar serem “falhas do Estado”, aí ele já não constava como o seu mais alto dignitário remetendo, tal como toda a imprensa, a total responsabilidade para o Governo! Aí o Governo passava a ser o Estado…

E daí resulta do seu discurso que o País terá perdido a confiança nas suas Instituições e mais concretamente no seu Governo pelo que, no seu douto raciocínio, seria preciso “reinventar” essa mesma confiança.

Pelo que, sendo preciso que o País retome a confiança no seu Governo, ele terá que mudar. Isto é, terá que demitir esta maioria e eleger uma outra de Direita. Mais claro não pode ser. Mas ele está fora disso, pois nele, pensa ele, o País confia. Circunstancialmente até pode ainda confiar, mas nesta Direita, confiará mesmo?

Mas esta estratégia, que pretendia ser obscura, é bem clara. Até pode não ter sido combinada com a Direita, e mais propriamente com seu Partido, e daí as preocupações da Cristas, mas foi por ele sempre seguida.

Primeiro foi testar o Governo, impondo metas que o seu Partido achava impossíveis de alcançar. Assim o fez, mas falhou! Segundo, impondo consensos que tinha por  impossíveis e novamente falhou porque a maioria se manteve estável! Terceiro, jogando tudo no resultado das Autárquicas, onde rotundamente falhou e, quando no início afirmou que as Autárquicas seriam o seu barómetro, engoliu em seco e foi forçado a admitir que, afinal, a maioria era mesmo estável!

E chegaram os incêndios! O alfa e o ómega da sua montra e visibilidade. Fez de bonzinho e desfez-se em beijos e abraços. O Povo gosta? Claro que gosta! Mas que foi ele mais que isso? Capelão, apenas Capelão! O protector das almas, do conforto das almas e do “tenha paciência”. E também dos “culpados não ficarão impunes”! O Governo, claro está!

Mas, para mal dos seus pecados, não foi e o resultado das Autárquicas comprovou-o. E porquê? Porque o Povo, que conhece a Natureza como ele nunca conhecerá, reconheceu nessa mesma implacável Natureza, ultrajada durante dezenas e dezenas de anos, a principal responsável e dizia: “Não havia nada a fazer…”.

É que ele, velho intérprete das mais diversas traquinices, velho inventor de factos políticos, das mais diversas urdidelas e das mais que sabidas “vichissoises”, sob todos as suas capas e mantos, em tudo mudou e tornou a mudar, menos numa coisa: na sua matriz! Uma matriz que vem do seu berço, de uma linhagem que transitou do anterior regime: a sua Matriz de Direita. De uma Direita vetusta e reaccionária que, aceitando a Democracia, nunca aceitará que ela seja protagonizada pelas ESQUERDAS!

Mas factos são factos e por muito que reclame uma reinvenção da confiança do Povo no seu Estado, quer dizer Governo, os factos teimam em traí-lo. Na sua estratégia e na estratégia angustiada dos seus pares.

Porque, como também é bem patente, ISTO MUDOU! E tanto mudou que o nosso “Marechal” anda calado! Parece ter, ainda por cima, apostado no cavalo errado (Santana)! A estratégia falhou e agora o que se diz ser na política caseira premente é repensar a Direita. Uma Direita que, perante os sucessos crescentes do tal Governo que requer “reinvenção da confiança”, ficou sem discurso.

A não ser o de desalojar as Esquerdas, nem que para isso necessitem de “vender a alma ao diabo”!

E que tal REPENSAR a sua PRESIDÊNCIA, senhor “Marechal” sem tropas?

PS– É mesmo verdade que o seu orçamento, o da Presidência, se mantém nos tais 16 milhões? Igual ao de Cavaco? Mas Cavaco tinha a Maria! O O Sr. Presidente não tem! O Cavaco tinha 38 assessores! O Sr. Presidente tem? Para quê se não lhe ensinam nada? E para quê um cozinheiro se o Sr. não come?

Que faz S.Exª a tanto dinheiro? Terão tido ao menos as vítimas dos incêndios, para lá dos beijos, dos abraços e dos afectos, algo de visível, quer dizer palpável, assim daquilo com que se compram os melões, está a ver? Será? Não me diga que não. É que, sabe, nós depois iremos informar-nos das contas da Presidência!

V. Exª gasta o dobro que a Corte Espanhola? Que venha é um Rei! Pois, esqueci-me: é que o Sr. Presidente, além de “Marechal” também é Rei. De uma rica Corte, olá se não é! Bolas…

 

 

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AS “RARÍSSIMAS” e as “FREQUENTÍSSIMAS”!

Estava fora, na Catalunha, onde estive até ontem, quando irrompeu este caso da “Raríssima”! Desconhecia de todo a sua existência, segui um pouco pelo Facebbok apenas e logo imaginei o que terá sido a estridente e exaustiva cobertura televisiva. Mas a nada assisti porque televisão também não vi estes dias todos…

Eu de “Raríssimas” nada conheço e, desde logo, achei este nome para lá de surreal, embora saiba donde advém! E, desde que vim, não mais me importei pelo caso pois, só pela rama, logo o estereótipo fiquei a conhecer. É que eu, como creio que muitos outros, percebo mais de “Frequentíssimas”! E logo, de imediato pensando, dei por mim a exprimir um desejo e esperança: que a “Raríssima” não seja a parte visível de um “iceberg” e se transforme também ela em “Frequentíssima”.

Um desejo singular e simples, como observam, de uma pessoa que, na sua completa ignorância, da sua existência nada sabia, nem pretende fazer que sabia. Não sabia e ponto! Mas como todas as “Frequentíssimas”, e de muitas e muitas muitos sabemos, fiquei a saber que também esta tinha e tem um largo manto protector, feito de uns quantos nomes, nomes de gente muito bem, muito influente e emproada na vida.

Gente que tudo aceita, com elevado sentido de altruísmo e conforto moral certamente, como dar o seu nome, desde logo requisitado nome, para Órgãos Consultivos que nada consultam, para Órgãos não Executivos que, está bom de ver, nada executam, muito menos vigiam e que, fatalmente, de nada sabem quando algo corre mal e daí fogem como o diabo da cruz, mas que sempre aparecem quando há festas, inaugurações, nomeações e eventos vários onde compareçam os mais altos dignatários da nação e suas caridosas damas e onde, respirando naturalidade, têm que ser vistos. É da praxe!

Elas fazem parte de um agregado restrito de gente que se conhece bem e cujos currículos estão impregnados em assentos vários: em Órgãos Sociais de Empresas, nos tais conselhos consultivos quando elas têm dimensão, nos conselhos fiscais, como administradores delegados e mesmo nas administrações, mesmo que sem voto, mas recebendo! Mas também nas IPSS´s, nas Fundações, nas assembleias gerais e órgãos mais onde rodam, rodam, rodam sem parar, mas sempre os mesmos…políticos, ex-políticos, ex-ministros, deputados, advogados de renome, mas também anteriores e actuais governantes…vejam lá!

Tudo normal, tudo legal, até porque são eles mesmos que fazem, fizeram, interpretaram e interpretam as leis, leis à medida, e é sempre uma honra para as instituições que os seus nomes cooptam, pelo brilho e estatuto que lhes aportam. E assim vão levando a vidinha, num mundo deles, só deles e de mais ninguém, mas pondo a mão por cima, como se usa dizer, dessas instituições…compondo o tal “manto diáfano” que tudo cobre! Até que aparece um vilão ou vilã que, mais esperto ou esperta que eles, os usa…É da praxe também~!

Mas estes são os chamados “tansos”, os que não sabem fazer a coisas, os que não “estudaram” naquelas organizações tidas por secretas, como a Maçonaria ou a Opus Dei, as mais conhecidas, onde aprendem a fazer “lobbies” e a saber que o poder tem que ser repartido: eu para aqui, tu para ali…assim mesmo, para que a distribuição de lugares obedeça a uma lógica: a da permanência e da supervivência de uma forma de estar na vida.

 Que promove mas protege também, a menos que sejam desenquadrados pássaros de arribação. Aquilo que, em suma e resumindo, costumamos chamar de “tachos”! E, neste caso, vendo TV pela primeira vez desde que cheguei, jantando, só como é usual e na cozinha, não resisti a ligar a TV e dei por mim a ver uma constrangedora entrevista a um constrangedor personagem, o ex-Secretário de Estado da Saúde. Que, fatalmente, provou que não tinha o “curso”! E deu-se à imolação!

Mas estamos num mundo “livre” e eles exercem a “liberdade”! Assim como em Espanha e mais propriamente na Catalunha de onde, como disse, acabei de chegar. Não deve haver “liberdade” igual: Vai ocorrer um acto eleitoral no próximo dia 21. Um dia da semana, dia de trabalho para que conste e, só por isso, são eleições tão livres, tão livres, que só votará quem o puder fazer. Mas com uma singularidade: alguns dos propostos líderes e primeiros nomes das listas, aspirantes portanto à presidência da Generalitat, estão presos e outros até foragidos! Na Bélgica, como todos sabem, aonde se deslocaram neste fim de semana cerca de cinquenta mil pessoas para fazer um comício com esses tais…os foragidos! Mas em total liberdade…

Um amigo meu Catalão e acérrimo independentista diz que, se eles forem eleitos, irão governar por “Face Time”! Muito livremente também…

É a “Liberdade” no seu apogeu! Não no reino das “Raríssimas” mas no das “Frequentíssimas” e, animados pelo meio por umas Paulas temos, no caso Catalão, uma Arrimadas que, qual sereia, de tão esbelta e demagoga, consegue levar o populismo ao seu zénite. E, “livremente”, até pode ganhar. Pelo “Ciudadanos”, da Direita, e com este livre slogan: “Ara Si Votarem”. Que é como quem diz: “Agora Sim Vamos Votar”! “Livremente”, está visto, porque o Referendo anterior não o foi!

Que se dane esta “liberdade”. A desta corja imunda…

 

 

 

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DA HONRA E DA DESONRA!

A propósito da eleição de MÁRIO CENTENO para Presidente do Eurogrupo, dizer-se que a eleição de qualquer Português para um alto cargo internacional é um motivo de grande honra para o País, e que Portugal pode beneficiar muito dessa eleição, é uma forma “bacoca” e provinciana de ver a questão.

É que honra será, quando muito, para o eleito, se tal lugar tiver sido conquistado com merecimento e HONRA!

A eleição de Guterres para Presidente da ONU, por exemplo, foi obtida com toda a competência e HONRA e todos fomos testemunhas do brilhantismo das suas intervenções aquando das audições prévias à votação. Guterres tal alcançou não por ser Português, mas pela sua competência e HONRA! Em que é que Portugal pode beneficiar da sua eleição mais que qualquer outro País?

Podem falar-me de prestígio mas, sejamos francos: o Luxemburgo, um país minúsculo esteve em vias de ter um Presidente da CE e um Presidente do Eurogrupo! Que estatuto histórico ou de influência terá esse pequeníssimo País para tanto? Relativizemos, portanto.

O ser Português, Letão ou Luxemburguês, é secundário e tanto assim é que um Português foi por duas vezes nomeado Presidente da Comissão Europeia- e é mais que legítimo perguntar se de tal beneficiou Portugal ou se o nosso País saiu mais prestigiado desta nomeação- e aqui, aqui sim, sem qualquer honra ou glória.

A sua nomeação, porque de uma nomeação se tratou, não adveio de um qualquer reconhecimento por quaisquer méritos ou feitos, mas como um pagamento, ou prémio, por um serviço sujo prestado: o de ter aceitado ser cicerone activo, e até protagonista, daquela cimeira da vergonha, de um dos actos mais vis que a História pode contar, a cimeira das Lages onde, ele e mais três autênticos vilões, deturparam a realidade e promoveram uma sangrenta guerra que alterou, por muitos e muitos anos, a vivência mais ou menos tranquila de uma região deveras importante na geostratégia mundial. A isto chama-se desonra! Mas com letra pequena, que mais não merece.

Ele representa, portanto, aquilo que não se conquista com honra, mas pela desonra. Que é a falta de honra de um lacaio sempre à procura de quem servir e, tal qual animal, de constante aberta boca à espera de um doce do seu dono. Ou donos!

Mas ele, mais ainda, além da desonra, representa e é o espelho do que é a “competência” e “honra” da Direita, principalmente da nossa Direita que, em contrapartida com a Esquerda, serve senhores e interesses, enquanto a Esquerda serve o Povo! A sua “clientela” como não se cansam de dizer…

A eleição de MÁRIO CENTENO, que é efectivamente uma eleição pese a que, como em qualquer eleição, tenha havido negociações e manobras de persuasão para se tentar impor, mesmo sendo o mais competente, o membro de um País saído do chamado resgate e, portanto, não integrante do bloco dominante, é um triunfo dele próprio, da sua competência, da sua afirmação e da sua HONRA!

A sua eleição, volto a frisar ELEIÇÃO, não foi obtida pela cedência, mas pela afirmação! A afirmação do protagonista de uma política económica alternativa à então vigente, do convencimento dos seus pares da sua bondade e, mais que bondade, da prova prática de que, ao contrário da apregoada “tina” ( there is no alternative), através dos números, dos indicadores e da sua eficácia também social, a prova da sua certeza e superioridade!

Se aqui Portugal tem algum mérito, e disso pode estar orgulhoso, é ter, por um lado, tido a coragem de inverter as políticas económicas e sociais anteriormente seguidas, as de submissão e penalização e, por outro lado, ter nelas apostado como artifícios dessa mudança, mudança essa imposta pela HONRA, pela competência e nunca pela subserviência!

Aqui sim Portugal, mais concretamente este Governo e esta solução governativa, podem e devem estar orgulhosos e de Parabéns.

Quanto aos assessores dos artistas circenses, aos prestigitadores e candidatos a Drs. Mambo, doutores de meia tigela, aos mensageiros do demo, aos despeitados e ressabiados de toda a espécie e toda a gentalha dessa estirpe…desses nunca rezará a história que não seja a do anedotário.

Porque, quais bobos da corte, só fazem rir, são motivo de chacota e só para isso servem…Para quê perder mais tempo com eles?

PARABÉNS MÁRIO CENTENO e Parabéns Governo de Portugal!

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OS TRABALHOS DE COSTA!

Dos feitos de António Costa ao longo destes ricos e intensos dois anos enquanto Primeiro Ministro de um Governo de apoio parlamentar nunca visto, que eu desde já apelido até de revolucionário, já quase tudo foi dito.

Mas, para mim, o que mais ressalta e, aqui sim, poderíamos falar de uma autêntica “Reforma Estrutural”, é a mudança radical que se verificou em relação ao “status quo” vigente durante quarenta anos, que foi o de ter sido possível alargar o chamado “arco da governação” aos Partidos mais à Esquerda no espectro político, fazendo com que o futuro não seja mais igual ao passado.

E como se trata de uma mudança radical e irreversível eu chamo de “Reforma Estrutural”. A esta não o ser o que será então uma “Reforma Estrutural”? Por isso hesitei entre este título e “Os Trabalhos das Esquerdas” mas, pensando melhor e pensando no texto acho este mais indicado. Espero que concordem…

E esta autêntica revolução foi provocada, por um lado, pelo convencimento pelas Esquerdas de que a estratégia do “quanto pior melhor” era árvore que, depois de mais de quatro anos de pesadelo, não mais daria frutos ( e eu já aqui o disse que mudei o meu sentido de voto por isso mesmo) e da subsequente sua disponibilidade para viabilizar um Governo de Esquerda e, por outro lado, pelo cansaço provocado pela política de autêntica predação social levada a cabo pelo tal governo do ajustamento, que fez com que se tivesse erguido uma autêntica barreira à sua continuação.

Temia-se que o impacto imediato resultante da solução governativa encontrada e da tremenda “azia” que tal provocou numa Direita apanhada de surpresa, acompanhados da imprevisibilidade de um novo Presidente da República, da pressão e postura de Bruxelas com ameaças de sansões, do problema das ajudas aos Bancos, da passagem do Orçamento e da exigência de planos B, C e demais dicionário e a que poderíamos acrescentar ainda alguma duplicidade dos parceiros parlamentares de Esquerda face aos temas estruturantes não negociados, desse mau resultado e a fizesse abortar à nascença.

Mas, felizmente, tal não sucedeu e passo a passo e com estoicismo, nunca cedendo às inúmeras chantagens da Direita e seus aliados nos Média, demonstrando sempre a Bruxelas a sua boa fé, ultrapassando sempre tudo o que dos seus parceiros cheirasse a imediatismo, aproveitando ainda a boleia da recuperação económica europeia, o Governo de Costa foi somando pontos, tanto na política interna como na afirmação externa, por via de uma recuperação sustentada de indicadores que, a partir de certa altura, face à precoce incredulidade, se tornaram num valiosíssimo trunfo.

E sem dar qualquer azo de contrição a Bruxelas que, de outro modo, nunca aceitaria flexibilizar a sua posição de reaccionário princípio, a da reversão de direitos aos trabalhadores e pensionistas, foi possível impor e efectuar as tais reversões, reversões que, com o aumento de rendimento disponíveis para as famílias, mais a confiança conquistada em todos os sectores sociais e da economia, mais a consequente descida do desemprego e folga da Segurança Social, deixou a Direita a falar sozinha e a “patrioticamente” desejar que tudo corresse mal e o fim do mundo chegasse a correr e vestido de diabo!

A recuperação e o crescimento económicos passaram a ser um facto e os indicadores de popularidade e satisfação globais, além de se terem tornado também uma realidade, levaram as sondagens a apontarem o limiar da maioria absoluta para o PS.

Não plenamente esgotadas as medidas contidas nos acordos inicialmente negociados e firmados, mas em vias de ficarem totalmente executadas começou, no meu entender, a instalar-se um clima de preocupação nos Partidos mais à esquerda pois, sendo eles partes integrantes da solução, começaram a ver os louros irem todos direitinhos para o PS, como de algum modo se veio a reflectir nas Autárquicas.

Mas com a Economia a responder como se sabe, a confiança dos consumidores e demais agentes em alta, o grau de satisfação das famílias e das empresas em níveis há muito tempos nunca vistos, com o desemprego a diminuir progressivamente, o crescimento a sustentar-se, as Agências de Rating a tirarem Portugal do incómodo “lixo” de risco etc. etc. e etc…aconteceram a tragédia de Pedrogão e os incêndios de Outubro, mais os acima de cem mortos que provocaram acrescidos dos enormes danos causados.

O Governo foi posto à prova e mais que o Governo o próprio Estado, nas suas múltiplas Instituições e foi o que se viu. O Governo perante o inesperado titubeou, não agiu com a eficácia na acção nem com inteligência no discurso e colocou-se em muitas mentes um ponto de interrogação em relação à sua real competência (em confronto com a eficácia conseguida a todos os níveis nos dois anos de governação) e tal situação de dúvida, exacerbada por uma comunicação social ávida de tensão e morte, foi utilizada até aos limites do imaginário por uma Direita sem quaisquer escrúpulos, bom senso e apenas sedenta de vingança. Vingança de quê? De alguém lhes ter tirado o “poleiro”!

Vieram então as justificações e respostas, as demissões e coisas mais e contrariamente ao que se poderia temer e muitos temiam, os resultados das Autárquicas vieram confirmar que os danos políticos desejados por uma Direita ansiosa por “vendetta” não correspondiam ao entendimento da “vox populi” e, no fim, o PS não saiu fragilizado, antes pelo contrário, e ganhou até em Pedrogão!

As restantes Esquerdas, pese o facto de terem votado favoravelmente o terceiro e penúltimo Orçamento desta Legislatura, começaram a manifestar sinais de indisponibilidade para novos acordos escritos pelo que, tendo de admitir que os próximos dois anos até ao fim da Legislatura venham a ser ultrapassados sem quaisquer crises políticas graves, com altos, baixos, arrufos e sei lá que mais, coloca-se-se uma questão essencial: Como vai ser até às próximas Legislativas e como será depois se, tal como espero e desejo, as Esquerdas se mantiverem maioritárias? Por falta de acordo vão entregar o poder às Direitas?

O PSD vai apresentar um novo líder, que tudo aponta venha a ser Rui Rio e, assim sendo, voltará a colocar-se em cima da mesa por muitos a hipótese de um acordo pós-eleições ao centro (o tal “centrão” novamente, PS+PSD, ou Costa mais Rui Rio). E para isso vão as Esquerdas alertar o eleitorado, tentando-o convencer a por nada deste mundo dar a maioria absoluta ao PS.

É claro que as Esquerdas vão reclamar também como seus os sucessos desses quatro anos de governação, advindos de uma maioria nunca vista ou sonhada e, a haver qualquer solução alternativa em que eles não estejam presentes, irão culpar o PS por tudo o que de menos bom posteriormente suceda.

Mas eu, como não prevejo que façam novamente acordos escritos, elas viabilizarão sempre um Governo minoritário do PS, cientes de que ficarão sempre com a faca e o queijo na mão: poderem reclamar e exigir por um lado e criticar e responsabilizar por outro!

Não prevejo, portanto, vida fácil para António Costa, não falando para já nos conflitos internos que tudo isto possa aportar e prevejo-lhe, antes, muitos e duros trabalhos.

Mas, em nome de tudo o já conseguido, em nome da tal “reforma estrutural”, esse tiro tirado da manga que foi o de introduzir as Esquerdas à sua esquerda na órbita da governação eu, como cidadão empenhado e consciente, muito lhe agradeço essa autêntica “revolução” introduzida neste sistema e desejo do fundo do coração que tudo lhe corra bem e, acima de tudo, que as Esquerdas voltem a ser maioritárias!

Esta é a minha análise! Não consigo ser hipócrita…

 

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ADEUS ZÉ PEDRO!

Poucas pessoas haverá na vida que nunca tendo entrado em nossa casa nos parece que dela nunca saíram! O ZÈ PEDRO era uma delas.

Daquelas pessoas de quem durante a vida apenas nos aproximamos, mas que temos por Amigo verdadeiro e indefectível. O ZÉ PEDRO é uma delas.

Uma pessoa que sendo Amiga de nossos Amigos é por inerência nossa Amiga. Daquelas que imediatamente tratamos por Tu, mesmo que nem apresentados sejamos.

Das que estando numa roda de Amigos em que pretendamos entrar nos convida logo para a mesma.

Uma pessoa de quem esquecemos todas as fraquezas por troca de um sorriso. De um sorriso único, de um sorriso tão convidativo que forçosamente nos contagia. De quem os nossos pequenos imediatamente gostam e para cujo colo logo vão.

A quem perdoávamos todas as imperfeições por troca de um Amor imenso e dedicado à Música e a todo o Rock and Roll. Que conhecia como ninguém.

A quem tudo perdoamos e tudo trocamos pela sua presença. Pela sua afabilidade e pela sua simpatia.

De quem nos aproximamos e por quem sofremos nas suas horas más, impelidos pela sua força de viver e pelo seu incandescente optimismo.

De quem nos fazemos de imediato participantes activos das suas causas, mesmo nelas só por simpatia participemos. Com quem estamos sempre, mesmo não estando.

Daquelas que sendo feitas de defeitos, na sua grandeza, transformamos em virtudes, pela maneira com que encaram a vida e nos ensinam dessa mesma grandeza.

Das que tendo visibilidade e palco, fãs de toda a ordem e seguidores sem fim, se portam na vida como qualquer pessoa decente se deve portar: Dando-se e dando-se sempre, como se qualquer gesto ou palavra fosse a redenção. E o elo fraterno que a todos une: o da cumplicidade.

O ZÉ PEDRO não era um virtuoso nem precisou nunca de o ser. Tinha o carisma dos grandes, daqueles que se dão à música como a maior invenção do Homem. Ou de Deus, tanto faz.

Mas não só na morte, porque na vida também assim todos fomos: seus enormes admiradores! Admiradores de quem nunca vimos ou ouvimos um lamento. Apenas um sorriso, sempre!

O Dr. Eduardo Barroso, que lhe fez o transplante do fígado, afirmou nunca ter tido um paciente assim. Um doente consciente dos danos que a vida lhe trouxe mas, ao mesmo tempo, confiante na própria vida e em quem lha poderia trazer de volta. Sem penas ou remorsos pelo que ela foi, mas com espírito sempre aberto à mudança e aos cuidados que a mesma lhe impunha. E sempre para a mesma disponível, até ao último segundo.

O ZÉ PEDRO foi e é, para além de um ícone transversal e único, um ser de uma simplicidade e humanidade desarmantes. Um ser que desconhecia a palavra ódio e só a Amizade trabalhava. Um ser incapaz de, por intrínseca educação, alguém menorizar.

Era uma pessoa progressista e virada sempre para o futuro. Sempre a matutar “cenas” de colaborações várias e sempre disposto à desinteressada ajuda. Participante de causas e agregador das mesmas. A sua simpatia a ninguém era indiferente. Ele unia!

Deixa um grande legado, para além da verdadeira Instituição que formou, os Xutos e Pontapés, banda sua, minha e de todos : o legado da BONDADE!

Adeus ZÉ PEDRO. Nós prometemos que não te vamos chorar. Prometemos que te vamos para sempre LEMBRAR!

Até sempre!

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A IRMÃ DO BELMIRO.

Soube que a irmã mais velha de Belmiro de Azevedo morreu esta quarta feira no Instituto de Oncologia do Porto, vítima de doença prolongada. Ninguém falou dela…

Nos poucos momentos que vejo TV, por exemplo ainda há pouco à hora do jantar, correndo os canais, só via individualidades comentarem os grandes méritos de Belmiro, que não contesto que alguns tenha, mas da sua irmã nem uma palavra. Desconheço se os tinha ou não mas, para Mulher, de certeza que os tinha.

A morte é a mais solitária e conclusiva das coisas da vida e, perante ela, somos todos iguais. Porque, perante ela, ao recordarem-se méritos e percursos de vida, deixamos de o ser, inapelavelmente deixamos de o ser. Assim como que a vida fosse uma coisa etérea que se desvanece no seu fim e, lembrando apenas alguns, faça com que a própria vida se torne mais pequena.

Da esposa de Belmiro, por exemplo, alguém alguma vez disse uma palavra? Se por detrás de um grande homem, como se diz, está sempre uma grande Mulher, que seria do Belmiro sem ela? E sem a sua Irmã e Família, já agora? Na morte tudo se relativiza e qualquer elogio fúnebre é circunstancial porque, quer queiramos quer não, de repente tudo se desvanece e dos chamados de importantes restará uma estátua ou nome de rua, mas só enquanto o tempo, esse terrível ofuscador da memória, não tratar de os mudar.

A Irmã do Belmiro ficará incógnita e sem estátua ou nome de rua. Mas eu não sei, e nunca saberei, quem foi mais importante, ou melhor, quem realizou melhor a sua vida, enquanto passageiro num determinado tempo do infinito, que é o que nós somos.

E nessa passagem ínfima pelo tempo nascemos como nascemos e somos destinatários de uma missão: continuar a Vida, neste caso na Terra, para que o futuro seja assegurado pela continuidade das gentes. Gentes que, nesse ligeiro entretanto, cumprem o seu papel essencial: o de assegurar essa continuidade.

Neste contexto a Mulher claramente que tem um soberano papel mas, como se diz, dela não reza a História, salvo pequenas excepções. A História fala de conquistadores, por exemplo. Mas o que são ou foram os conquistadores? Conquistaram o quê? Ocuparam pela força terras de outros, muitas vezes matando indiscriminadamente milhões de seres seus donos, foi o que foi! Usurparam foi o que foi! Em nome de quê? Do poder do mais forte. São os que na História pelos seus grandes feitos na mesma aparecem em letras douradas. Por tenebrosos feitos…

A História fala também dos descobridores. Mas que descobriram eles? O que não sabiam que existia! Mas que existia e, não sendo terras virgem, inóspitas ou desertas, eram ocupadas por Gente! Gente que das Mulheres saiu…Gente que nelas vivia, delas vivia e delas tratava…E tratava da sua continuidade!

E ocuparam, como sempre fizeram, fazendo dos donos e nativos dessas terras seus escravos…Porquê? Porque era gente inferior e sem as suas culturas…Esses são os donos da História, os que descobriram, conquistaram e submeteram para glória de um qualquer poder, abusivo e iníquo poder.

A História desenvolveu-se como se desenvolveu e aqueles que realmente descobriram e inovaram, os cientistas por exemplo, nunca foram donos das suas descobertas: foram sempre os seus poderosos amos. Os que descobriram os iões, o nuclear, as fusões, e tanta coisa mais, vendo nisso um progresso para a sua Humanidade e para seu bem, viram essas mesmas descobertas confiscadas para usos militares que, qual roda da vida, se viriam a virar contra eles próprios no uso de armamentos para o seu próprio fim…Como os milhares de trabalhadores que fazem de pessoas como Belmiro e outros conquistadores pessoas poderosas, desses poderes nunca viram qualquer homenagem nem tributo.

Belmiro! O que fez Belmiro? Fez o que tantos e tantos outros ao longo dos tempos fizeram: criaram poder! Mas só se conquista poder ocupando! Tomando! Ganhando! Trocando! A vida evolui e foi evoluindo ao longo dos tempos independentemente dos seus actores. Esses nascem, vivem e morrem como todos os outros. A sua vida é efémera como a de todos. Não fosse ele seria outro. O que resta é apenas um simples pormenor: foi decente? Foi justo? Foi boa pessoa? Contribuiu com o seu crescente aumento de poder para mais justiça e compromisso e dele evoluir da História? Ou apenas enriqueceu os seus?

Mas a Irmã que, ao que parece, faleceu no mesmo dia! Nisso tornaram-se iguais! Terá sido também assim importante? Não parece, pelo menos pelas aparências. Mas de certeza que o foi, como na grande generalidade é qualquer Mulher!

Mas dela não reza a História como, fatalmente, dentro de um mísero tempo, do Belmiro não rezará.

É da vida, é da História. Mas dela, a Mulher, é e sempre será o começo e o fim de tudo!

PS: A primeira e única vez que vi Belmiro de Azevedo foi no Hospital da Boavista esperando fazer um exame nuclear (estou a falar de 2011), tal como a minha falecida esposa. Sentado numa cadeira esperando tal como nós…

Durou mais seis meses, apesar de todo o seu poder…

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TER MEMÓRIA, ESSA COISA DANADA…!

Para quem a tem, é evidente!

Se há coisa que me deixa irritado e me tira mesmo do sério é a hipocrisia da Direita quando algum Governo de Esquerda repõe rendimentos e direitos, ao mesmo tempo que promove e orçamenta o incremento de políticas sociais e as direcciona preferencialmente para os mais necessitados, quando logo vem argumentar ser este Governo irresponsável e um mãos largas que só privilegia as “suas clientelas”.

Esta afirmação poderia ser apelidada de surreal e ofensiva até mas, sendo estas clientelas aqueles que eu foquei, mais os pequenos empresários e comerciantes, as empresas pequenas e médias mais sujeitas às volatilidades dos mercados e aos humores da Banca, ela é uma demonstração tão inequívoca  do seu espírito de classe, que a pergunta que se impõe é: então se estas são as “clientelas” das Esquerdas, quais serão as suas? Complicado, não é? Pois, que lhes resta? O óbvio…

Mas também a de orquestradamente tentarem impor a ideia de que foi ela, com o sacrifício que “pediu” aos Portugueses, que nos livrou da bancarrota! Pediu? Pediu a quem? A mim, a si, à generalidade do Povo? Uma ova! Impôs, foi o que foi. Mas, antes de continuar com o meu raciocínio, faço um pequeno parêntesis para dizer algo acerca desta pretensa bancarrota.

Ponto um: Mas então quem “salvou” os Portugueses dessa pretensa bancarrota? Foi o seu/vosso governo da PAF/Coelho, Portas e quejandos, ou foram mesmo esses tais Portugueses?

Ponto dois: O que é um País? Serão apenas as suas Instituições ou serão essencialmente as suas populações, as suas empresas e o seu Povo em geral?

Ponto três: Quem se salvou então? As pessoas? Nem por sonhos e antes pelo contrário! Uma enormíssima percentagem foi empurrada para o desemprego, para a emigração e para a fome. E os que restaram com empregos, aposentações ou subsídios vários viram os seus proventos e direitos drasticamente diminuídos. E as empresas? Essas foram aos milhares desmanteladas por falências e insolvências em série, provocando desemprego em massa e um rasto de responsabilidades na Banca que, depois, todos fomos, mais uma vez, “chamados” a pagar.

Ponto quatro: E a Economia? Salvaram-na também? Não: descambou para o desastre, para a recessão e para a estagnação. Salva por quem? Pelo Povo, através dos tais sacrifícios a que foram “chamados” a fazer. Mas quem deveria ser suposto ser salvo? Sim, dessa tal pretensa bancarrota? Não seria o Povo? Esse Povo que na realidade é a Nação? Não: Foram os Bancos, que esses sim estavam “bancos rotos”, os causadores disto tudo, que foram salvos!

 E os seus gestores, os seus administradores e seus inúmeros capangas que, esses sim, nunca foram chamados a nada (nem sequer a devolverem os chorudos prémios que por má gestão receberam) e nunca viram ou souberam o que era esse tal “sacrifício”. Estes mais aqueles da PT que também não foram “chamados” a devolver os indecorosos prémios que aos milhões indevidamente receberam para mandarem uma empresa de topo e de âmbito nacional para mãos abutres . Mas os seus trabalhadores, os da PT e os Bancários, esses sabem bem o que são e sabem que também há anos que têm as suas carreiras congeladas. Também eles…A hipocrisia da Direita não tem limites! Mas a sua memória é muito curta…

Acerca deste assunto estamos então falados, tanto mais que se querem referir como “salvamento” o empréstimo da Troika (FMI, FEE e BCE), destinado à substituição de obrigações de empréstimos ora vincendos, que já todos sabiam (eu sabia) se concentravam numa elevada percentagem nesses anos terríficos da crise financeira mundial, e não para pagar responsabilidades internas (salários etc) como para aí ainda propalam, pois para isso tínhamos, como temos, as receitas correntes da colheita de impostos e outras, pois esse apoio já estava negociado.

 É verdade que em plena crise financeira mundial, por escassez de crédito e pelo seu exacerbado e crescente custo, a que se acrescenta o seu rateio, perdemos o acesso aos mercados de dívida, para a substituir e não propriamente para a acrescentar (e esse é outro mito), tanto mais que as Instituições de crédito Portuguesas (Banca, em suma) também viram esse acesso restringido. E a Irlanda, que também foi obrigada a socorrer-se desse instrumento, também estava em pré bancarrota?

Pois é, mas seguindo, a única conclusão que posso daqui tirar é que eles, a Direita, fizeram todo o oposto daquilo que tinham prometido fazer, mentindo antes e mentindo depois, na campanha eleitoral de 2011, após o chumbo do tal PEC IV, que garantia esses tais financiamentos e que, ao contrário do que eles prometiam, trazia efectivamente alguma austeridade (os tempos eram o que eram…), mas que eles chumbaram com a vénia e favor dos restantes Partidos de Esquerda (PCP e BE), e cuja mancha eu ainda não esqueci, para irem ao “pote” e fazerem o que depois fizeram… é da História! Mas esta memória varreu-se-lhes!

Deixem-se, portanto, de hipocrisias, como essa a que no princípio referi, a do favorecimento de clientelas! Desde logo quando as supostas “clientelas” são os mais desfavorecidos, os trabalhadores, os reformados, os pensionistas, as pequenas empresas, a Educação e o Ensino, a Saúde, a Protecção Social e os Direitos básicos em geral e que no seu reinado foram diminuídos ou mesmo retirados. Pois então que sejam clientelas, pois o são muito bem!

Mas, por mais paradoxal que possa parecer, também poderíamos apelidar de “clientelas” os Bancos em pré bancarrota que eles olvidaram, e esses é que seriam a sua suposta clientela, nem que fosse por exclusão de partes, e estou a referir-me ao Banif, ao Montepio, ao BCP, ao BPI, à CGD (este então de bradar aos céus, pela sua dimensão e responsabilidade), ao Novo Banco (outro caso paradigmático) e etc etc. Salvaram? Não, deixaram para que os vindouros os salvassem! Quem? Ora quem, o Povo, essa tal “clientela” das Esquerdas! E aqui já não é espírito de classe: é pura incompetência! E falta de memória, mais uma vez.

Quando há dificuldades, e sempre por eles e “suas clientelas” causados (vejam o crédito mal parado de puro favor que por aí inunda), para eles há sempre um alvo que tudo tem que “ser chamado” a pagar: Os de sempre, o Povo trabalhador. Como sempre foi, no tempo dos Reis, do Absolutismo ou do Feudalismo. Mas não havia revoltas? Havia sim senhor. E uma fez agora cem anos!

E, para terminar, quando falam de “despesismo” das Esquerdas, santo Deus, e se fossemos retroceder na História e lembrarmo-nos dos tempos do seu (não nosso!) Cavaco, dos Fundos Comunitários e da sua atribuição, das verbas do Fundo Social Europeu, dos seus Mercedes, Jeeps topo de gama e tractores John Deere com ar condicionado, do fim das pescas e da agricultura em troca de subsídios e rendas para uns quantos…tanta coisa que, sabida, até faz corar…E da famosa corrupção! E das rendas, das PPP´s e de não sei que mais…E disto também perderam a memória!

Como bem dizia o grande ZECA: “ NÃO ME OBRIGUEM VIR PARA A RUA GRITAR”.

Ai se a hipocrisia matasse…

PS: Também não esqueço e sempre recordo, porque a minha falecida esposa Graciete, que também era Professora, foi nisso interveniente, que depois de uma greve de oito dias (e essa custou!), o Cavaco e o seu ministro Roberto Carneiro aumentaram os Professores em quase quarenta por cento (40!).

Ela, e eu por inerência, ficou muito grata, mas nem por isso ficou a gostar mais dele. Afinal quem são os despesistas e quem criou o malfadado “monstro”? Eu ainda vou tendo memória!

 

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TER MEMÓRIA, ESSA COISA DANADA…!

Para quem a tem, é evidente!

Se há coisa que me deixa irritado e me tira mesmo do sério é a hipocrisia da Direita quando algum Governo de Esquerda repõe rendimentos e direitos, ao mesmo tempo que promove e orçamenta o incremento de políticas sociais e as direcciona preferencialmente para os mais necessitados, quando logo vem argumentar ser este Governo irresponsável e um mãos largas que só privilegia as “suas clientelas”.

Esta afirmação poderia ser apelidada de surreal e ofensiva até mas, sendo estas clientelas aqueles que eu foquei, mais os pequenos empresários e comerciantes, as empresas pequenas e médias mais sujeitas às volatilidades dos mercados e aos humores da Banca, ela é uma demonstração tão inequívoca  do seu espírito de classe, que a pergunta que se impõe é: então se estas são as “clientelas” das Esquerdas, quais serão as suas? Complicado, não é? Pois, que lhes resta? O óbvio…

Mas também a de orquestradamente tentarem impor a ideia de que foi ela, com o sacrifício que “pediu” aos Portugueses, que nos livrou da bancarrota! Pediu? Pediu a quem? A mim, a si, à generalidade do Povo? Uma ova! Impôs, foi o que foi. Mas, antes de continuar com o meu raciocínio, faço um pequeno parêntesis para dizer algo acerca desta pretensa bancarrota.

Ponto um: Mas então quem “salvou” os Portugueses dessa pretensa bancarrota? Foi o seu/vosso governo da PAF/Coelho, Portas e quejandos, ou foram mesmo esses tais Portugueses?

Ponto dois: O que é um País? Serão apenas as suas Instituições ou serão essencialmente as suas populações, as suas empresas e o seu Povo em geral?

Ponto três: Quem se salvou então? As pessoas? Nem por sonhos e antes pelo contrário! Uma enormíssima percentagem foi empurrada para o desemprego, para a emigração e para a fome. E os que restaram com empregos, aposentações ou subsídios vários viram os seus proventos e direitos drasticamente diminuídos. E as empresas? Essas foram aos milhares desmanteladas por falências e insolvências em série, provocando desemprego em massa e um rasto de responsabilidades na Banca que, depois, todos fomos, mais uma vez, “chamados” a pagar.

Ponto quatro: E a Economia? Salvaram-na também? Não: descambou para o desastre, para a recessão e para a estagnação. Salva por quem? Pelo Povo, através dos tais sacrifícios a que foram “chamados” a fazer. Mas quem deveria ser suposto ser salvo? Sim, dessa tal pretensa bancarrota? Não seria o Povo? Esse Povo que na realidade é a Nação? Não: Foram os Bancos, que esses sim estavam “bancos rotos”, os causadores disto tudo, que foram salvos!

 E os seus gestores, os seus administradores e seus inúmeros capangas que, esses sim, nunca foram chamados a nada (nem sequer a devolverem os chorudos prémios que por má gestão receberam) e nunca viram ou souberam o que era esse tal “sacrifício”. Estes mais aqueles da PT que também não foram “chamados” a devolver os indecorosos prémios que aos milhões indevidamente receberam para mandarem uma empresa de topo e de âmbito nacional para mãos abutres . Mas os seus trabalhadores, os da PT e os Bancários, esses sabem bem o que são e sabem que também há anos que têm as suas carreiras congeladas. Também eles…A hipocrisia da Direita não tem limites! Mas a sua memória é muito curta…

Acerca deste assunto estamos então falados, tanto mais que se querem referir como “salvamento” o empréstimo da Troika (FMI, FEE e BCE), destinado à substituição de obrigações de empréstimos ora vincendos, que já todos sabiam (eu sabia) se concentravam numa elevada percentagem nesses anos terríficos da crise financeira mundial, e não para pagar responsabilidades internas (salários etc) como para aí ainda propalam, pois para isso tínhamos, como temos, as receitas correntes da colheita de impostos e outras, pois esse apoio já estava negociado.

 É verdade que em plena crise financeira mundial, por escassez de crédito e pelo seu exacerbado e crescente custo, a que se acrescenta o seu rateio, perdemos o acesso aos mercados de dívida, para a substituir e não propriamente para a acrescentar (e esse é outro mito), tanto mais que as Instituições de crédito Portuguesas (Banca, em suma) também viram esse acesso restringido. E a Irlanda, que também foi obrigada a socorrer-se desse instrumento, também estava em pré bancarrota?

Pois é, mas seguindo, a única conclusão que posso daqui tirar é que eles, a Direita, fizeram todo o oposto daquilo que tinham prometido fazer, mentindo antes e mentindo depois, na campanha eleitoral de 2011, após o chumbo do tal PEC IV, que garantia esses tais financiamentos e que, ao contrário do que eles prometiam, trazia efectivamente alguma austeridade (os tempos eram o que eram…), mas que eles chumbaram com a vénia e favor dos restantes Partidos de Esquerda (PCP e BE), e cuja mancha eu ainda não esqueci, para irem ao “pote” e fazerem o que depois fizeram… é da História! Mas esta memória varreu-se-lhes!

Deixem-se, portanto, de hipocrisias, como essa a que no princípio referi, a do favorecimento de clientelas! Desde logo quando as supostas “clientelas” são os mais desfavorecidos, os trabalhadores, os reformados, os pensionistas, as pequenas empresas, a Educação e o Ensino, a Saúde, a Protecção Social e os Direitos básicos em geral e que no seu reinado foram diminuídos ou mesmo retirados. Pois então que sejam clientelas, pois o são muito bem!

Mas, por mais paradoxal que possa parecer, também poderíamos apelidar de “clientelas” os Bancos em pré bancarrota que eles olvidaram, e esses é que seriam a sua suposta clientela, nem que fosse por exclusão de partes, e estou a referir-me ao Banif, ao Montepio, ao BCP, ao BPI, à CGD (este então de bradar aos céus, pela sua dimensão e responsabilidade), ao Novo Banco (outro caso paradigmático) e etc etc. Salvaram? Não, deixaram para que os vindouros os salvassem! Quem? Ora quem, o Povo, essa tal “clientela” das Esquerdas! E aqui já não é espírito de classe: é pura incompetência! E falta de memória, mais uma vez.

Quando há dificuldades, e sempre por eles e “suas clientelas” causados (vejam o crédito mal parado de puro favor que por aí inunda), para eles há sempre um alvo que tudo tem que “ser chamado” a pagar: Os de sempre, o Povo trabalhador. Como sempre foi, no tempo dos Reis, do Absolutismo ou do Feudalismo. Mas não havia revoltas? Havia sim senhor. E uma fez agora cem anos!

E, para terminar, quando falam de “despesismo” das Esquerdas, santo Deus, e se fossemos retroceder na História e lembrarmo-nos dos tempos do seu (não nosso!) Cavaco, dos Fundos Comunitários e da sua atribuição, das verbas do Fundo Social Europeu, dos seus Mercedes, Jeeps topo de gama e tractores John Deere com ar condicionado, do fim das pescas e da agricultura em troca de subsídios e rendas para uns quantos…tanta coisa que, sabida, até faz corar…E da famosa corrupção! E das rendas, das PPP´s e de não sei que mais…E disto também perderam a memória!

Como bem dizia o grande ZECA: “ NÃO ME OBRIGUEM VIR PARA A RUA GRITAR”.

Ai se a hipocrisia matasse…

PS: Também não esqueço e sempre recordo, porque a minha falecida esposa Graciete, que também era Professora, foi nisso interveniente, que depois de uma greve de oito dias (e essa custou!), o Cavaco e o seu ministro Roberto Carneiro aumentaram os Professores em quase quarenta por cento (40!).

Ela, e eu por inerência, ficou muito grata, mas nem por isso ficou a gostar mais dele. Afinal quem são os despesistas e quem criou o malfadado “monstro”? Eu ainda vou tendo memória!

 

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MORREU O TONE MARIA

 

Foi um dos ícones da minha juventude e, apesar de dois ou três anos mais velho, foi meu parceiro no futebol jogado no terreiro de S. Roque e grande companheiro de farras de juventude.

Há uns anos atrás escrevi aqui um texto sobre o TEIXEIRA, que eu sempre considerei o melhor jogador de futebol que passou pelo Terreiro, que titulei de : “TEIXEIRA, O MEU MARADONA”! Tal era a sua qualidade como futebolista que, de tão superlativa, não merecia outro epíteto. Morreu cedo, infelizmente.

Mas era sobrinho do TONE MARIA e bebeu dos seus tios todos, do Eduardo, do Santana, do Vitor…todos, mas principalmente do TONE MARIA, os dotes futebolísticos que no texto exacerbei.

O TONE MARIA, tio do Grande TEIXEIRA, honrando a Família, foi talvez o futebolista de maior referência na nossa terra, Góios, e jogou a extraordinário nível tanto no Góios, que a todos ganhava, como no Marinhas, no Esposende e, mais tarde, no Gil Vicente como profissional. Eu ia muitas vezes com ele ver os treinos e aí desfrutei do grande gozo que era ver a exigência do Meirim. Mas da sua aura como futebolista todos os da época sabem…

A Família era dona  da Barbearia em Góios e o seu pai, o Tio Bítolo (Vitor), mais a Tia Bertelina, eram pessoas deveras queridas e consideradas. A sua Barbearia era ponto de encontro, onde se falava de futebol, de tudo e onde principalmente se brincava. Ainda me lembro de um dia em que o Tio Bítolo, na sua permanente bonomia, entrando uma criança amiga minha toda empertigada, lhe disse: olha meu menino, vai ver se está a chover em mim lá fora! E ele obedientemente foi…e foi, mas não chovia!

O TONE MARIA que era folgazão, também “ajudava à missa” e, tempos depois, concluí que isso era apanágio das Barbearias porque no “Berto Bicheza” era o mesmo ou ainda mais elaborado. Chegava a mandar pessoas incautas irem à praia de Esposende ver o monstro-homem que tinha dado à costa com uma chaminé no ombro! E a gente chorava a rir…e também já “ajudava à missa”!

Mas, tal como no “Berto Bicheza” como em qualquer Barbearia da época, havia sempre uma guitarra e uma viola que  apenas eram “arranhadas” e por pura diversão. Na Barbearia do “Tio Bítolo” o TONE MARIA era nitidamente o que tinha mais jeito e, mais tarde, já na nossa juventude, pertencendo eu ao seu grupo de farra, e visto que ele já tinha carro, um Fiat 600 !, percorríamos tudo o que era antro de diversão! E ou caíamos no Fojo ou no Tio Pepe, no Martins da Apúlia, não falando já de casas de honorabilidade mais duvidosa!

Eu carregava sempre a minha viola e ele cantava e maravilhosamente! Queria que eu tocasse fado e acompanhava-o na sua guitarra, que ele arranhava e eu, mesmo não sabendo fado, improvisava e inventava! E numa dessas míticas noitadas no Fojo lembro-me de, em pleno 25 de Abril, estarmos a cantar o “AVANTE CAMARADA” e o velho pescador “Sorriso”, carregado de álcool e de sono também acompanhar, cantando: “Avante Camarada Avante, Avante Camarada Avante e vá…”! E eram sorrisos a rodos…

Mas ele era um artista no improviso e ficam para a posteridade estas célebres quadras suas quando, improvisando um fado de Coimbra, cantou: Eu nunca fui académico, nem tão pouco escolástico! Sou filho de um sibarítico, que era um perfeito anatómico”!

Para sempre TONE MARIA! Para sempre velho Amigo!

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EXIJO QUE SE APUREM OS RESPONSÁVEIS

Exigir apenas “que se apurem as responsabilidades” é muito curto e eu exijo mais: exijo os responsáveis!

Mas não só: exijo também que se forme uma Comissão de Inquérito, que até pode ser permanente e por tempo indeterminado, pois assim estará sempre “in time” e vigilante, nem que ela apenas sirva como retaguarda de apoio ao TIC do Alexandre- O Grande, não o da Macedónia mas o de Mação e do seu fiel Rosarovski.

Para quê? Para apurar os responsáveis, pois que coisas paranormais se vão sucedendo em catadupa e tem forçosamente que haver culpados. Tem que haver nomes, tem que se encontrar nomes, nem que no fim ela se desintegre e desfaça porque, parca ração, só conseguiu encontrar um nome, o suspeito do costume: Sócrates! O único CDT (culpado de tudo)!

Os jornais irão cumprir o seu papel, que é o de manterem o povão informado e serão o seu permanente eco, ou mata borrão se assim entenderem, porque a culpa não pode morrer solteira, quanto mais divorciada ou viúva abandonada! É que a sua experiência é já legendária na coisa…

Mas como já estamos todos fartos de casos de enorme complexidade, tanto na investigação como no alinhamento dos cordelinhos, todos nas mãos do Alexandre- O Grande, não o da Macedónia mas o de Mação, mais o seu fiel Rosarovski, todos eles emaranhados nos milhares e milhares de páginas do Processo do Marquês, que se confunde com o dos Salgados, para quê desperdiçar mais tempo e dinheiro, quando os meios são o que são, apesar deles não quererem mais?

Para quê investigar as Tecnoformas, os Submarinos, o roubo e a compra de material militar, os sobreiros, o BES, as privatizações da EDP, da REN, da NAV, dos Correios, mais a queda do Banif e a recapitalização da Caixa, o Montepio, a PT, a CP, a RTP e tudo o que acaba em “P”, se tudo isso é de uma complexidade “muito mais maior” e, no fim, ainda acaba tudo no tal CDT (culpado disto tudo)? Seria tempo e dinheiro gasto e perdido. Mas a Comissão permanente essa tem que ficar de pé.

E tem que ficar de pé para concluir que aqui neste cantinho à beira mar plantado, podem suceder as coisas mais surreais mas mais que indicativas, as mais pungentes mas divertidas, as mais obscuras mas elucidativas, as mais distantes mas concludentes, as mais profundas mas emergentes, as mais radicais mas complacentes que, à falta de outrem, terão sempre todas um único culpado e não poderia ser outro: o CDT! Mas porquê? Porque está tudo na sua Operação: a do Marquês!

Mas, se mesmo assim for demasiado ostensivo acusar o dito, essa Comissão de Inquérito permanente e adstrita ao Grande, não da Macedónia mas de Mação, e ao seu fiel Rosarovski, vai apreciar coisas bem mais simples e de muito maior linearidade na acusação, de muito mais escorreita investigação e apreciação e de muito maior facilidade em proferir a acusação.

No entanto, pese o facto de até se mostrarem de nula complexidade, como são imensas e a perder de vista, desde logo se prevê que tudo isso vá demorar tempos infindos, até haver a dita acusação, pelo que, no fim, não podendo as mesmas prescrever, terão como único acusado os eternos “INCERTOS”. E tudo acabará em bem, com um condizente relatório e o gáudio pelo dever cumprido dos comissários inquiridores. Algumas delas, mas só algumas:

  • A SECA! Que culpado investigar e indiciar? O S. Pedro? Será que ele receberá a convocatória e virá responder nem que seja pelo crime de reincidência agora agravada?
  • O AQUECIMENTO GLOBAL! Chama-se quem? O Trump? Mas esse mandará é um estridente “Fuck”!
  • OS FURACÕES! Chamava-se o Poseidon, o Neptuno, ou até o Juno, para serem indiciados de crime por inércia. Pois, é que eles mandam dizer que aos anos que deixaram de mandar nos mares e nos ventos…Há muito que não exercem…
  • AS TROVOADAS? A Santa Bárbara, claro! Mas ela também manda dizer que isso já não é com ela. Que se fale com a Cristas!
  • A LEGIONELLA! Para esta podia-se chamar para depor uns Cruzados ou uns Cavaleiros de Malta, mas estes também mandam dizer que o seu trabalho há muito caducou. Que mandem chamar o Pedro pois a proibiu e terão é que saber quem a sua ordem não cumpriu!
  • A DESERTIFICAÇÃO DO INTERIOR! Só se poderá chamar não o próprio Interior, que seria o mais capacitado não estivesse ele no exterior, mas o “anterior”. E o anterior ao anterior e assim sucessivamente…e até o Salazar era de chamar!
  • A FOME NO MUNDO! Aqui é muito fácil: chama-se uns quantos comilões!
  • O ISIS! Aqui chama-se o Califado e o Daesch, se ainda estiverem vivos…
  • A CORRUPÇÃO! Isso é tão complicado, tão complicado, que é melhor nem chamar ninguém! Porque uns vão argumentar esquecimento por cansaço “celebral”, outros porque nem lá estavam, outros porque só cumpriram a Lei, outros ainda porque apenas fizeram o que os outros faziam, os do esquecimento, pelo que aqui só resta chamar dois nomes: Marcelo e Marques Mendes!

Admirados? Então raciocinem comigo. O Prof. Dr. MARCELO e Marcelo: Ele sim, pois passa a vida a pedir responsabilidades e a querer responsáveis por tudo e por nada mas, como não é de coisas pequenas, não as pede para a Tecnoforma, para os Submarinos e outras tretas…mas disto certamente saberá pois, depois de muito estudo, ainda lhe resta a experiência de muitos anos de comentador!

E o MARQUES MENDES? Este também sim, porque sabe de tudo! Ou será que disso nada sabe pois a sua memória é, como a daqueles tais, muito selectiva?

Conclusão: Acho que a culpa ainda vai morrer não viúva mas…SOLTEIRONA!

 

 

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