RIO, o “GRANDE EDUCADOR DA CLASSE POLÍTICA”!

 E, três meses depois, “I,m back”

Os do meu o meu tempo, os de bem antes do 25 do quatro de 74 e que viveram o PREC, poderão pensar que estou a parafrasear o Arnaldo de Matos, o “Grande Educador da Classe Operária” como à altura lhe apelidavam os seus correligionários do MRPP, esse “grande” Partido Reorganizador da Classe Operária” e onde proliferavam “grandes” organizadores dessa mesma classe, como o Durão, o Saldanha, o Monteiro, a Gomes, o Lamego, a Maria José (também grande “organizadora” da Classe Judicial), o Garcia e tantos outros que por aí pontificam como grandes “organizadores” sim… mas de interesses vários!

Não, nem pensar, o Rio é outra coisa e de outra estirpe. O Rio era pouco mais que imberbe nessa altura e mergulhava mais na cultura calvinista do Colégio Alemão na Foz do Porto. Não pertencia, portanto, àquela classe de “durões”, mais tarde transformados, grande parte deles, em autênticos “cabrões”.

 O Rio não! O Rio não pretende “reorganizar” a Classe Política: O Rio pretende “educá-la”! E sério de mais como se afirma para se confundir com o resto da sua Classe e do seu próprio Partido, a quem apelida de uma cambada de interesseiros sem ética e de gastadores compulsivos, começou por dentro. Gastaste mais que o orçamentado? Tribunal e já!

Assim é que se educa! Habituados aos bons, usuais e estruturais nossos brandos costumes, os visados ficaram atarantados com tamanha ousadia e desataram a protestar. Que isso não faz. Que não pode ser. Tivesse ao menos avisado. Que os obrigasse ao menos a devolver o “guito” gasto a mais, mas a bem do Partido, agora…Tribunal? Onde já se viu?

É que o Rio, para além de tudo o mais também o “grande” credibilizador da Classe dos Contabilistas, olhou para cima e quem é que viu? O Centeno, o tal que não quebra a mola nem que o diabo tussa e concluiu: eu tenho que fazer melhor e ser mais rigoroso ainda. E, para dar o exemplo, zás, começou logo por dentro! Mas, valha a verdade, começaria por onde?

 Mas o meu maior espanto é que, não tendo lido jornais durante estes três meses (apenas, e não sempre, as capas no Sapo) e pouca TV ter visto (apenas o Mundial de Futebol, os Campeonatos Europeus de Atletismo, a Volta a França, a da Espanha agora a agora também o Open dos EUA, para além de tudo o que de Desporto der, menos os paineis que não vejo nenhum, não vá eu ficar a saber mais que os “paineleiros”…), indo vasculhar os Expressos Diário e Curto que os da Impresa insistem em mandar para o meu Mail e que eu, para memória futura guardo religiosamente, apenas vi ao facto uma pequena e inócua referência. E pasmei!

Mas pasmei sem mesmo assim abrir a boca pois, dando-me ao trabalho de passar por eles os olhos, constatei que factos políticos, mas políticos de relevância mesmo, só aconteceram três:

 1º- Depois do Costa ter decretado o fim dos incêndios com a suspensão do Verão eis que, contrariando-o, este veio mesmo em força, mas com ele apenas um incêndio: o de Monchique! E o Costa perguntou: Mas, morreu alguém? E eis que vejo na TV (e isto por acaso até vi) um senhor, assim sénior como eu, a desatar a fazer perguntas ao Presidente e a dar ele mesmo as respostas, assim tipo alguns jornalistas entrevistadores que a gente conhece, não deixando falar o Presidente que, em desespero, lhe ia agarrando as mãos e os braços pedindo-lhe encarecidamente para o deixar falar…E quando isso conseguiu que é que ele disse? Apenas: Mas, morreu alguém?

 2º- O Santana resolveu casar mais uma vez e montou um Partido. E eu digo propositadamente “montar” pois, tendo-lhe chamado de “Aliança”, para esta ter aquele respeitoso significado que as boas práticas lhe atribuem, só com um casamento e o tradicional anelamento no dedo do cônjuge. Mas quem é o cônjuge, aquele ou aquela que lhe montou a aliança no seu anelar dedo? Segredo…Ou será que o champanhe é que veio das caves Aliança? Ainda ninguém percebeu, mas eu, à falta de facto mais relevante, ainda assim elejo este!

3º-  A Cristas foi andar de comboio! Oba, oba, oba! Assim do género de antigamente quando os putos do interior iam ver o mar, estão a ver? E não levou os filhos? Mal, muito mal! Só andam de Uber, disseram-me. Mas vi o Nuno Melo, desta vez não de blazer azul, lencinho a condizer, camisa alvíssima, calças beije e sapatinho de vela, como uma vez foi falar aos Pescadores das Caxinas, que lhe terão dito” Ó Tchó, olha-me este…”, mas de camisa e mangas arregaçadas, assim como que pretendendo dizer: vamos ao trabalho? Mas não, para mim foi para evitar lhe dissessem : “ vai mas é trabalhar”…

De modo que o estranho silenciamento não só do caso, mas mesmo do próprio Rio, apesar do próprio se ter dado também ao silenciamento, é para mim uma grande perplexidade. Será que a Comunicação Social, mancomunada com os seus críticos internos, o que pretende é abafar o “Grande Educador”?  Mas porquê, também me pergunto? Porque o tipo foge da norma, do estereótipo e é demasiado calvinista para quem não está na Alemanha?

 É certo que aquela malta, principalmente os da Jota, apreciam nele o gosto pelos popós e os outros uma certa sobriedade que eles não possuem, mas não aceitam tanta sobranceria!

 Ir sentar os fundilhos num Tribunal? Era o que mais faltava! Ao menos com o Flopes é só champanhe, ora! Dizem eles…

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SR. PROF. DR. FRANCISCO ANACLETO LOUÇÃ: Eu prefiro um Governo PS a uma nova PAF!

O Senhor Professor é um distinto catedrático de Ciências Económicas, todos sabemos, um experiente político, todos sabemos também, um Conselheiro de Estado desta nobre Nação Lusitana e, como tal, uma espécie de seu Senador.

Digamos ter o Senhor Professor um curriculum de fazer inveja e, tendo em consideração nunca ter passado por nenhum cargo governativo, não que para isso não tivesse bagagem de sobeja, é de louvar que, mesmo pertencendo a uma franja mais à esquerda do nosso espectro político, mesmo assim se consiga notoriamente afirmar.

Mas sempre foi, à imagem de um PCP que sempre abjurou, um seguidor daquela máxima que sempre considerou de ruptura, a do “quanto pior melhor”! Estarei errado?

Vamos ver: porque terá V.Exª, naquele célebre dia 23 de Março de 2011, votado, juntamente com o PCP e toda a Direita, contra o PEC 4, quando sabia que isso seria um estender de uma passadeira dourada à Direita e à PAF? Consegue explicar-nos?

O que veio a seguir você sabe e todos sabemos: a subida ao poder daquelas sinistras figuras todas: do Passos Coelho, do Paulo Portas, do seu primo, da Marilu, do Relvas, da Teixeira da Cruz, da pia Cristas e uma cambada tal que…eu achava que quem o permitiu se deveria para sempre penitenciar!

De certo modo ter-se-à arrependido e até foi um dos promotores dos primeiros diálogos, assim como um derreter do gelo, que desaguaram na chamada “Geringonça”, este Governo, do qual agora veemente discorda. E, acusando como acusa este Governo de se distanciar dos seus aliados, de se entregar à Direita com o intuito de conseguir uma maioria absoluta. E aqui divergimos completamente!

Naquele seu texto de há dias (dia 5 do corrente mês) a que deu o título de Duas parece coincidência, três parece intenção”, o Sr. Prof. emite afirmações para si tão conclusivas que eu não resisto à tentação de as reproduzir, para depois as contrapor:

O Governo está a provocar, por estratégia premeditada, crises e crispações…

-Tanta confiança que o Congresso ignorou o irritante, como agora se diz, de o Governo depender de um acordo com outros partidos…

– O Governo quer um verão e um outono de conflitos sociais…porque essa estratégia renderá votos…

– Na Educação (leia-se progressão nas carreiras) é o Ministro das Finanças quem mais ordena…e, por último,

– Exigiu aos Sindicatos dos Professores/as que façam greve…

Eu, meu caro Prof. Dr. em Ciências Económicas, Conselheiro de Estado e agora também Senador da Nação, li , fiquei perplexo e até me perguntei: mas como é que este indivíduo, um académico, de quem livros até já li, tão estudioso, minucioso e parcimonioso, austero e cauteloso nas suas análises até, consegue reduzir a isto uma situação politica, esquecendo-se do tal “antes” que atrás referi e que, deste modo, se poderá repetir?

Mas, Sr. Prof. Dr, e mais não enumero, não é apenas por isso: é pela ligeireza de um qualquer aprendiz de jornalista com que o Sr. Prof. emite tais afirmações. Pois vejamos:

– O Sr. Prof. acredita mesmo naquilo que escreve e diz? Então é o Governo que está a provocar crises e crispações? Lamento Sr. Prof., mas isso é de todo inverosímil, passa-me ao lado e não sou propriamente um destituído!

– Então acha mesmo que o Governo se esqueceu de que depende na Assembleia de outros partidos? Mas porque será? Porque não está, em nome da responsabilidade pública, a ceder a chantagens despesistas e inapropriadas? Não lhe ocorre pensar?

– Ó Sr. Prof. Dr.: como é possível V.Exª, com a educação e estatuto que tem, proferir essa afirmação, uma afirmação que nenhum membro da direita desdenharia, de que o Governo quer um verão e um outono de conflitos sociais…O Governo quer? Ó Sr. Prof. Louçã, com franqueza…

– Que em qualquer área em que exija mais despesa o Sr. sabe e todos sabemos que é do Ministro das Finanças a última palavra, mas essa do…

-Exigiu aos Sindicatos dos Professores/as que façam greveesta eleva o Sr. Prof. Dr. a um cargo que eu acho que não ocupa, mas poderia vir a ocupar: o de oráculo mor do Reino, por destituição de outros…

O Sr. Prof. sabe que aquela tal exigência sua e dos seus, dos Mários Nogueiras e do PCP e todos os que durante quase cinco anos, durante o governo da PAF, estiveram quedos e mudos, tudo aceitaram e nada fizeram, custa 600 milhões?

Claro que sabe e aquilo que eu acho, Sr. Prof. Dr., é que o Sr. Prof. Dr. em Ciências Económicas, em nome não sei de que propósito, esquece e abjura tudo aquilo que sobejamente sabe e quer que o Governo pague os tais 600 milhões, os tais que antes nunca exigiu e faça explodir o défice!

Mas o Sr. Prof. defende mais défice das contas públicas? Se defende diga-o sem sofismas e, mais, diga também aonde vai buscar o dinheiro. A mais impostos? Já sei: aos os ricos! É o que sempre dizem…Mas, desculpe Sr. Prof. Dr., o Senhor é Mestre, é Doutorado e é Catedrático em Ciências Económicas e sabe como as coisas funcionam, ainda para mais num país dependente como o nosso. Olhe que eu tenho na minha mesinha de cabeceira aquele livro que escreveu juntamente com a Mariana Mortágua, a “DIVIDADURA”, e apetece-me perguntar-lhe: revê-se no que escreveu?

Mas eu percebo, já tenho idade para isso, como funcionam estas coisas da política e por isso sempre me recusei a nela entrar. Coisa minha, claro!E sabe porquê? Porque, inevitavelmente, perdemos sempre liberdade e lucidez, contradizendo mesmo os nossos mais básicos princípios, e somos quase que intuídos a deles prescindir em nome de uma estratégia…Não será o seu caso?

Porque repare, para finalizar: o Sr. Prof. acusa este Governo, um Governo que ajudou a formar, de estar a “recusar” o apoio das Esquerdas para a aprovação do Orçamento e, consequentemente, de seentregar`Direita!

Acho que fui suficiente claro e não preciso de lhe dizer que isso tem um nome: chantagem!

Será que V. Exª, Sr. Prof. Dr., já se esqueceu daquele célebre dia 23 de Março de 2011? É que nesse preciso dia o Sr. Prof. Dr. mais outros que também disso não se deveriam orgulhar, escancararam as portas à Direita mais reaccionária e sádica que Portugal já teve.

Quer voltar ao mesmo, ou será que acha este Governo mesmo irresponsável? Certamente que terá lá um cargo nas Finanças à sua disposição! Mas não quer, pois não?!!!

Pois é…Mas eu continuo a preferir um Governo PS a uma nova PAF! O Sr. Prof. Dr. não?

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UM GONÇALVES “do” CARVALHO!

E eis como, como vão perceber, um “do” faz uma diferença abissal de um “de”!

E até que é fácil: um é “de” Jardim (ilha, flores, dinheiro, fragância, vida boa, boa vida, sinecuras várias, santo da sua igreja, sem mácula e receptuário daquilo a que tem, pelas normas do que a sua santa igreja manda, direito a uma pia reforma de 170.000 aéreos por mês…) e o outro não passa de um tresloucado energúmeno que sonhou um dia tomar posse daquilo que era dele e deles: um “do” Carvalho!

Mas que tem isso a ver com a figurinha do Carvalho e a vida do Sporting, dirigido pela figurinha? Como vão ver, muito e muito, no meu modesto entender e da minha forma um tanto oblíqua de ver as coisas!

Mas oblíquas, porquê? Porque eu quero lá saber se o Bruno é mesmo do Carvalho, se o Jesus é mesmo o Jesus, se o Patrício é mesmo um patrício, se o Williams é mesmo português ou se o Marta Soares é tão matarruano como eu julgo ser? Quero eu lá saber! Eu quero saber é do Gonçalves…

E a minha tese é, se querem saber, que esta coisa do Sporting, de que toda a Imprensa falada e escrita faz parangonas e gasta horas e horas em horário nobre, foi provocada pelo Jardim e pelo Salgado! Também pelo Salgado, acreditem em mim…Isso é que quero saber! Para ajuizar da sua “santidade”…

E quando começou? Quando um e outro lhe emprestaram aquela pipa de massa, uma batelada mesmo e, quando fizeram aquela supimpa de uma consolidação em médio longo prazo a perder de vista, então é que foi! Os adversários até ficaram loucos de inveja, e protestaram mesmo porque, não havia direito, pois eles tinham tudo em Obrigações…

Mas, sabiam eles, e os “Carvalhos” não, que tudo isso emanava de uma terrífica estratégia, tão bem elucubrada que ninguém nunca poderia imaginar! Ficariam para sempre umbricamente ligados, não só aos imprudentes empréstimos como às suas consolidações! Eu disse “consolidações”? É, simplesmente, uma boa metáfora…

E então, ambos em dificuldades várias por motivos “normais” de gestão, essa coisa tão abrangente que dissipa em todos os reguladores todas as dúvidas, resolveram combinar que o Sporting e o seu prefeito Bruno seriam não só o seu “alibi”, como o subterfúgio que utilizariam para passarem incólumes por uma imprensa tão devoradora quanto inábil e que, ao invés de denunciá-los, deles se esqueceriam para falarem apenas do prefeito Bruno e do seu Sporting! E Kafka não faria melhor…E também do Jesus… Percebem?

Como todos sabemos o Salgado, em conflito aceso com o “verde” primo Ricciardi, jogou em antecipação, não esperou até que o “Bruninho” fosse eleito e estrepou-se! Mas ele que tinha jurado vingança sobre o primo “verde” riu-se e esperou sentado! Estou certo, não acham? Ele saiu de cena mas deixou o primo encurralado!

Mas o Jardim “do” Gonçalves, esse não! É que o Jardim, para além da sua comenda de “santo” proposta e aclamada pela “Opus Dei”, divinamente acolitado sabia bem dos passos que dava e contou sempre com um fiel aliado, um tal de Costa, o do Banco de Portugal que, depois de muito activo, desapareceu completamente dos espaços etéreos da comunicação social, como seu antigo aliado nas “tramoias” que ele fez no BCP, guardou anos e anos a fio o seu processo de Coima numa gaveta do Banco de Portugal até que agora um determinado Tribunal não só o considerou inocente (de pagar), como o tornou livre de receber a sua parca pensão mensal de 170 mil aéreos/mês! Uma bagatela…PRESCREVEU, decidiram os tais de Magistrados!

Mas voltando à minha tese: porque é que tudo assim sucedeu? Porque, na rectaguarda, ele elucubrou, e volto à palavra, tudo o que se tem passado com o “Bruninho”, coitadinho para, enfrentando-o por diversas pessoas ligadas a quadrantes díspares- seguranças, tropas de elite das claques, um tal de Marta Soares (a quem uma vez uma Empresa que eu conheço lhe penhorou a cadeira de presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares)- e que é que como um indivíduo destes pode ser presidente de uma assembleia geral de um clube- provocar aquele espalhafato todo que conhecemos e que levou toda a chamada comunicação social, e o CM incluído, a não falarem de outra coisa, esquecendo-se dele, do Gonçalves…o Jardim, pronto! Brilhante, tenho que concluir…

Eu, vou-vos confessar, ainda pensei a princípio que tudo o que vem sucedendo tivesse o dedo do Sócrates! Mesmo aquelas dívidas todas que têm vindo a público do Vieira! Porque, vamos convir, ele é assumidamente benfiquista, estão a ver? Mas porquê? Ora, ele não está em tudo e a tudo ligado?

Mas ninguém me tira da ideia! E se for o seu Amigo, o tal que lhe emprestava dinheiro, massa que supostamente era dele, como dizem os doutos Procuradores da República (República de quê? Recorram ao Woody Allen se querem mesmo saber…), que engendrou, aliviando o Sócrates, tudo isto e tivesse também jurado vingança sobre o “verde” Ricciardi? Ninguém me tira da ideia…

A dúvida pairará sempre, eu sei, mas e se a dita cuja dívida (dos de gravata verde) explodir,  quem se ficará a rir?

Admira-me as CM´s não terem tudo isto descortinado- deve ser da sua manifesta falta de inteligência e sentido da oportunidade dos tempos que os percorre- mas, para mim, a dúvida pairará sempre!

É que ninguém me tira da ideia…

 NB- Acham isto inverosímil? Dêem-me então a vossa versão!!!

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DE INSUBSTITUIVEIS ESTÁ O INFERNO CHEIO…

No fundo o que acaba por ditar o conteúdo de muitos dos meus escritos são, aparte dos assuntos que preenchem o momento, pequenas frases que leio ou vejo e onde consigo vislumbrar algo que diz respeito ou a um sentimento comum, por vezes, ou a uma tendência, outras vezes.

E hoje e agora, abstraindo-me do Congresso do PS, onde tudo o que for dito já era por mim esperado, dei por mim a ler um “post” do qual infelizmente perdi o rasto (apareceu, li, voltei a procurar e…nicles!) e que dizia, no essencial, que mexer agora na Procuradora Geral da República era provocar o caos e a confusão…Mais ou menos assim…

E eu perguntei-me logo: e substituir o Presidente? E o Primeiro Ministro? E o Líder da Oposição? E o que manda no Tribunal Constitucional? E se algum deles partir para outra ou falecer? Como é?

Pois é, concluo que quem manda são o interesse ou os interesses momentâneos. E o problema é que nunca ninguém se lembra, opinadores, jornalistas encartados, teóricos do momento, porta vozes arregimentados e muitos mais que, estando-se num cargo público, se cumpre uma missão e se interpreta a lei, mas nunca se é dono nem desta mesma lei nem do lugar que se ocupa!

E daí sermos forçados a concluir que um dos grandes défices da nossa Democracia é o da arregimentação de alguém para algum lugar onde é suposto cumprir os ditames de quem pela sua nomeação pugnou! Isto para ser assim a modos que benevolente…

E porque, na verdade, para mim que me considero um ingénuo e ainda estou convencido que quem é eleito ou nomeado para um qualquer cargo, a sua nomeação deriva da sua comprovada competência, do seu curriculum vitae e das suas qualidades de independência e probidade, custa-me acreditar que alguém defenda a continuação de alguém que exerce um cargo porque esta é precisamente acusada de parcialidade ou de inoperância.

Esse simples facto, para além de deixar em muitos a sensação de parcialidade, também convoca a ideia do exercício de um cargo que, alheio a todas as irregularidades (fugas ao segredo de Justiça, escutas indiscriminadas, Ministério Público em roda livre, Imprensa a substituí-lo, e tudo à luz do dia…) procura um desiderato ou a satisfação de alguém. Torna-se num cargo pré-destinado”!

Esta é a minha análise, que felizmente não é só minha, mas uma análise que a maioria dos políticos abjuram, mesmo sabendo ser esta minha análise válida. Não querem é confusões e o que unicamente desejam é nunca virem a ser incomodados por algum desses excrementos da Imprensa e de Jornalismo.

Mas porque raio de razão não pode ou deve ser substituída se todos neste mundo somos substituídos e, acima de tudo e em regra, quem nos substitui se mostra melhor que nós? É o receio da mudança?

No fundo é! Têm medo que as coisas mudem? Que os métodos se alterem? Que a impunidade instituída acabe? E que se faça Justiça, mas uma Justiça sujeita aos ditames presentes nas actuais leis (e se não concordam então mudem-nas…) e não na “vox populi” que promovem e que os albergam de mantêm nos cargos?

Definitivamente não e um Procurador ou Procuradora Geral da República tem que ser alguém que, ao mesmo tempo que zela pela preservação das suas leis e do seu cumprimento, agindo contra quem, pelos seus actos, prejudica a mesma República seja independente de facções, de credos ou de interesses e plenamente equidistante de quem da sua postura se quer aproveitar.

Por isso, qualquer testemunho de apoio ou renega de quem se opõe, deveria ser liminarmente rejeitado e, não o lapidarmente sendo, carregará em si um sinal de inoperância e de manietação.

Donde: NÃO SERVE!  E, se faz o favor, deslargue, tá?

 

 

 

 

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O HOLOGRAMA DA MÚMIA!

A Múmia voltou e voltou sob a forma de um holograma, isto é, não se sabe bem de onde veio, em que sarcófago estava, nem o que estava ali a fazer, mas deu para notar que estava preso por pinças e por adesivos transparentes e translúcidos que lhe davam uma forma aparentemente real, mas a que faltava algo: substância e corpo!

A substância ou o conteúdo, que definem a oportunidade, não estavam presentes e o seu aparecimento, vindo de uma tumba qualquer, exalou um cheiro tão nauseabundo que até as palavras que proferiu, em tom de ameaça como sempre, como se o seu reaparecimento isso o fosse, se sentia estarem envolvidas em enxofre. Terá vindo do inferno mandatado pelo demo?

E o que ele disse, em suma, foi: se votarem a favor da Eutanásia eu não voto em vós…

Não fiquei incrédulo com o que disse, pois incrédulo apenas fiquei com o seu reaparecimento e mais até com a forma, como antes disse. O que ele disse é para mim completamente irrelevante, mas não é tão irrelevante a dita forma.

Se repararam, à sua frente na secretária de onde a custo retirou a cábula que leu, em voz grave e de um pretensiosismo ameaçador de fazer ir às lágrimas, estava visivelmente ostensivo um placard com o seu nome: Prof. Dr. Cavaco Silva!

Que terá passado pela sua já desfragmentada cabeça, ou na de quem o “ameaçou” para o fazer, ao colocar aquilo? Com o medo de, colocando lá assim à americana, um “Former President”, não ser reconhecido? Colocando um “Former Prime Minister” levar com ovos ou tomates? Só poderá para mim ter sido para, à semelhança do actual, ser lembrado como Professor! E Dr., é claro!

Mas eu pergunto, a ver se alguém me responde: mas alguém se lembrará dele como Professor? Quantos anos terá dado aulas? Que terá ele escrito de relevante para a ciência económica? Pois, mas ele quer ser lembrado, ou quer que se recordem dele, como Prof. Dr.!

Mas foi pior a emenda que o soneto! É que em ambas as situações tudo cheira a mofo, tudo cheira a podre e tudo cheira a enxofre! É que poucos o recordarão na nossa História pelo que académica e politicamente exerceu, mas a grande maioria pelo seu farisaísmo insanável, pelo seu reaccionarismo militante e pela sua vacuidade absoluta.

Como pode um ser de pensamento tão vetusto como o do regime que apoiou, vir-nos dar, ainda por cima em tom ameaçador (com o fogo dos infernos onde certamente habita), lições sobre a Nossa Liberdade Individual e o de que fazermos com a nossa Vida?

Disse ele, ainda, e em jeito de resumo da sua explanação, que “a Eutanásia é perigosa”! Assim como o Aborto, o Casamento Gay, a Mudança de Sexo, os Direitos das Minorias, a Igualdade de Sexos, a Lei da Adopção….etc e etc… são perigosos, perigosíssimos até, diria eu! Como doloroso é muitas vezes viver e ainda mais doloroso morrer-se em sofrimento.

Ser-se, em nome não sei de quê, contra a liberdade individual de se escolher partir desta vida sem sofrimento não adiando o inadiável, só de cabeças de mentes tão farisaicas e hipócritas como as das “madames” de antanhos que recorriam amiúde a “serviços externos”, em Espanha e não só, para fazerem abortos e depois apareciam a rezar contra o mesmo de cartazes em punho…

Vote lá no sua Cristas à vontade, homem! Estão muito bem um para o outro! Recomendo, sim senhor!

 

 

 

 

 

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O (NEGÓCIO) FUTEBOL E OS TEMPOS.

Seria natural que antes fosse “espectáculo”, porque disso efectivamente se trata, e só depois um negócio. Seria, mas deixou de ser.

Mas antigamente o “negócio” era transparente e puro? Os anais dizem-nos que nem por isso e contam-se mesmo mirabolantes histórias!

Lembro-me de ouvir pela rádio em pequeno, no tempo dos transístores, que determinado clube precisava de ganhar por 28-0 (!) para não descer e, por artes de magia, ganhou por 29-0! Esse número ficou-me e lembro-me de há uns anos ouvir à entrada do estádio do Dragão um repórter perguntar a um espectador prestes a entrar qual o seu prognóstico para o resultado!

Eu estava atrás dele e com a minha resposta pronta se me interpelasse. Sorte a dele e azar o meu! É que se fizesse a mesma pergunta ter-lhe ia respondido: 28-0! Ele teria dito de imediato: Está a brincar? E eu responderia: Não, o senhor é que está a brincar comigo! Teria sido bonito…

Eram tempos surreais, tempos dos campos pelados, tempos de jogadores rijos e indomáveis e tempos das rádios! Tempos do “atenção Nuno, perigo no Barreiro” e das quase nulas transmissões televisivas. E tempo dos jornais também…E tempos da Capital possuir o unilateral mando! A Capital do Império…

Depois o “negócio”, que não o “espectáculo”, foi-se sofisticando, foram as leis se alterando, foi-se entretanto jogando e os vícios se aperfeiçoando…E veio a luta Norte Sul pelo seu domínio. É que antes o “negócio” quase só se circunscrevia à Capital, a Capital do Império…

E veio a Revolução e com ela um Pedroto disposto a deixar de ser “Andrade”, atravessar a ponte e conquistar a Capital, a ex- capital do ex-império.E com ele chegou um Pinto da Costa vindo do Boxe (estão a ver?), mas um tipo oriundo de boas famílias, de verve esfusiante, de piada fácil, acutilante e cortante e, acima de tudo, disposto a tudo fazer para mudar a Capital do “negócio” para o Porto! E com ele chegou a “fruta” ao  dito…

Entretanto uns puritanos verdes, de bigodinho curvo a pasteis de nata, olhavam para os seus umbigos e sentiam-se espantados com tanta desfaçatez naquele “savoir faire”!

Mas, mais tarde, já para os recentes tempos, veríamos ressurgir o outro da segunda circular, disposto também a recuperar o mando no “negócio”, pela mão de um tipo vindo ali de Alverca que, depois de uns falhados candidatos a “padrinhos”, assumiu com mão de maleável borracha, não tivesse ele vindo do negócio dos pneus, o comando da “empresa”. Radicou-se entretanto na Expo e, depois de fazer fortuna, para lá de um pequeno “furo” no BPN (17 milhões, que é isso?) espetou um autêntico “taco” ( há quem lhe chame “calote” e outros mesmo de “rombo”, no BES (Novo Banco) de mais de 600 milhões…trocos!

Mas isso comparado com o “furo” do Sócrates são apenas uns trocaditos, digo eu agora a tentar ter piada!

A diferença com o anterior descrito, o chamado “Rei” do Norte ou “Pinto Rei”, é que este ao menos sabe dizer Poesia, é de ironia fácil e não consta ter dado alguma vez “rombos” desses! Por favor, deixem-me pôr as coisas no seu lugar…é que este até gosta de Ópera!

Até que dos lados dos “viscondes” aparece um “paisano”, um pássaro de arribação impetuoso e de bico grave, um autêntico valentão. Sabe-se que também vem de boas famílias e que é perito em falir empresas (se os outros falem eu também falo, ora…). Diz-se que, com aquele célebre acordo com a Banca, terá salvado o Clube dos Viscondes da insolvência. Pois, mas voltou aos velhos hábitos e não consta que diga Poesia e piada não tem nenhuma! E faz-me, assim de repente, lembrar o célebre romance do grande GABO: “ O General no seu Labirinto”! Mas, será ele também contralto?

Mas é então esta gente que quer dominar, à força toda, o tal “negócio” do futebol, o tal que se deveria restringir ao “espectáculo”? Esta tal gente que noutros países já há muito foi banida, com o retorno do tal “espectáculo”? Na Inglaterra, primeiro exemplo, e até na insuspeita Itália. Em Espanha o presidente da federação foi preso e esquecido. E o “espectáculo” segue e os presidentes juntam-se, jantam, falam e vêm o “espectáculo” lado a lado. E os “teatros” estão sempre cheios, porque sem “espectáculo” não há assistências…torna-se um sítio cheio de lugares vazios…

Mas chegamos ao derradeiro tempo, o nosso tempo, o tempo da chafurdice, o tempo da impunidade e do nojo, o tempo de uma louca Justiça que ao invés de julgar esse nojo o protege e em que para a opinião pública devidamente demarcada já não interessam os crimes dos anteriores mas apenas os do último que, como sempre, se torna o fácil alibi para todos os outros. É o último, o desgraçado…

E os anteriores ainda vêm pedir justiça pois este os prejudicou…foi além do que devia, o desgraçado!

E depois há também o costumeiro “afinal são todos iguais…” quando, por falta de mais argumentos para defenderem os “seus”, se utiliza este velho refúgio que, no fundo e no essencial, quer dizer “ não se pode fazer nada, é assim e assim será e, apesar de tudo, eles continuam a ser os meus…”. E até dizem, estes ingénuos, que o clube é deles! Também estes são todos iguais, agora digo eu…

E neste degradante estado do “negócio”, um estado onde tudo isto estagna no pântano desse depravado sistema, há uma autêntica “tríade” procurando chefiar o “negócio”, ser o “padrinho”, é claro,  e chefiar todos os “capos” ao seu serviço…E nas Máfias estes matam mesmo…

E voltamos sempre ao mesmo: ao banditismo, às seitas organizadas e aos agentes procurando migalhas. Triste sina a deste “espectáculo”. E não se mudam os tempos?

Li algures que o Presidente da República, o seu melhor amigo o Dr. Eduardo Barroso, o deste amigo também Ferro Rodrigues, que é a segunda figura do Estado, o Dr. Sampaio que já foi PR, o seu irmão Daniel que nunca foi, mas é Psiquiatra, e mais uma série de viscondes, de barões e de  baronetes, e mais outros que usam bigode à pastel de nata e ainda outros “agro-betos” que por lá pululam, se sentem “constrangidos”, “desanimados”, “envergonhados”, ”apalermados”, “angustiados”, “embasbacados” e “preocupados”…

A mim só me surge dizer: “COITADOS”…

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QUE DESEJA AFINAL, SR. PRESIDENTE?

Que pretende, afinal, sua Exª o Presidente da República, Sr. Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, Marcelo por parte do padrinho, Rebelo por parte da mãe e Sousa por parte do pai e ainda PSD por adopção, V.Exª que sempre foi um simplificador?

V.Exª que é por demais conhecido por ter dois cérebros em um, o que o ajuda a simplificar, um que dorme enquanto o outro está acordado (um dorme pelos dois), um trabalha e escreve e o outro descansa, às vezes até escrevem os dois, mesmo que o outro pareça adormecido e diga que não responde pelo outro, é o que por aí se diz, e nisso da simplificação é tido como um mestre!

E ligou agora o complicodromo? Porque, o que desejava realmente dizer V.Exª quando fez as afirmações e discursos últimos, no mínimo estranhos para não dizer estapafúrdios, para um indivíduo tão inteligente e simplificador, como todos dizem ser?

Mas, antes de mais, quero-lhe dizer uma coisa, Sr. Presidente: V.Exª pode pensar tudo aquilo que entender, pode dizer tudo o que lhe der na real gana, tecer todos os cenários que lhe aprouver e, ainda, fazer todos os avisos que pretender mas, Sr. Presidente, recorrer aos malfadados incêndios e tragédias do ano passado? Que não se recandidatará se voltarem a acontecer? Isto é, se o ESTADO voltar a falhar, como tanto se disse no ano passado? Por amor da santa, Sr. Presidente…

Mas vamos então começar por aqui Sr. Presidente da República, supremo Chefe de ESTADO e Comandante de todas as Forças Armadas, concluindo de imediato uma coisa deveras simples, que qualquer cidadão minimamente atento concluirá: é que sendo V.Exª o ESTADO, e o ESTADO pelos vistos falhou, em falhando novamente, V.Exª concluirá pelas assunção das suas responsabilidades enquanto chefe desse ESTADO falhado e, como tal, declinará nova candidatura. Certo?

Isto seria o pensamento de um dos seus cérebros, mas temo que não seja bem assim e a outra parte não esteja de acordo! É que há um “mas”, como há sempre e em tudo um “mas”.

 É que tendo eu e muitos de nós concluído que V.Exª sacudiu durante todos estes meses as suas responsabilidades como Chefe de Estado, deixando que se instalasse na opinião pública a tese da Direita e de toda a imprensa que, neste caso, o Estado seria somente o Governo, optou pela posição do bom samaritano, de afagador e confidente de almas, uma espécie de Rainha Santa Isabel dos beijos e dos abraços, de receptáculo de todas as frustrações e mentor de todas as promessas, mas do resto do seu múnus nada de relevante, por que diz o que diz agora? Sim, se até saiu fortalecido do sucedido?

Essa de “se voltar a suceder o mesmo ser impeditivo da sua recandidatura é um indisfarçado “eufemismo” que quer simplesmente dizer: “se se renovar a Geringonça, para quê ser Presidente se a sua ideia de Presidente não consegue cumprir”? Impor um Bloco Central é o seu desejo, não é?

E, seguindo para o segundo capítulo da “complicodometria”, diga-me Exª o que pretendeu dizer quando afirmou que marcará eleições se não houver acordo quanto ao próximo Orçamento? Se não for aprovado um Orçamento, penso que quis dizer….

V.Exª pretende eleições antecipadas, primeiro para eliminar aqueles empecilhos do PC e BE, e depois para poder manifestar aquele poder que pretende ter e ainda não conseguiu porque a “porcaria” desta Geringonça tem conseguido levar a água ao seu moinho e, por isso, não tem podido ameaçar como queria, nem exercer a sua magistratura de influência como pretendia e isso será considerado por si como empobrecedor de uma Presidência, não será também?

Na verdade, a Geringonça foi um sapo demasiado grande que o Sr. Presidente teve que engolir, assim tipo um “aru” das Amazónias que lhe foi imposto. O que V.Exª pretendeu sempre, a meu ver claro, é que houvesse uma “jiga joga” onde V.Exª fosse o árbitro e ao mesmo tempo o “Var”, está a ver?

É o Bloco Central que deseja, seja claro Sr. Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e tal e daí, desiderato conseguido, daí eu até compreender que dando por concluído o seu contributo, o de ter ajudado aqueles intrusos (que nunca compreendeu como ao Poder foram parar…) a apearem-se desse mesmo Poder, decida afastar-se e voltar a dedicar-se aos livros, às memórias…sei lá! Tudo voltará ao passado, a História a renovar-se e o cidadão Marcelo a apaziguar-se…

E há sinais recentes de um refortalecer da velha amizade Rui e Costa, tenha esperança!

Mas deixe-se de fitas Sr. Prof. Dr. Marcelo de coisa e tal! É que já o conhecemos há quarenta e cinco anos, já pensou?

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ALIVIADOS DO EMPECILHO…finalmente!

A verborreia de alguns dirigentes do PS levou um já politicamente cansado JOSÉ SÓCRATES a bater com a porta da militância de um Partido do qual foi durante anos seu Secretário Geral. Cansado de tanta falta de solidariedade dos seus pares que o viam como um empecilho e um tipo carregado de sarna que convinha esquecer e abandonar à sua sorte.

Mas esta direcção do PS equivocou-se e enganou-se rotundamente quanto ao triste sarnento. E esqueceu-se igualmente de um pequeno mas muito importante pormenor: é que um Partido é composto pelos seus militantes, pelos seus apoiantes e simpatizantes e, almejando o poder, os seus votantes.

Esqueceu-se e esse esquecimento, ou muito me engano ou ser-lhe à fatal.

Tenho acompanhado nas redes sociais as reacções de imensos militantes e simpatizantes e, chegando à imediata conclusão de que o PS se transformou num Partido sem memória, menorizou, apoucou e nunca se deu ao trabalho de ouvir o bater do coração dos seus militantes que, ao contrário dela, manteve sempre o seu apreço por JOSÉ SÓCRATES e também, ao contrário dela, nunca se esqueceu do que foi talvez o melhor Primeiro Ministro da nossa democracia.

E vejo Amigos meus, de sempre militantes fervorosos do PS, pessoas de inequívoco sentimento de Esquerda, desgostosos, desanimados e dispostos a não mais militar nem votar no seu Partido de sempre. Eu não sei se a dita direcção tem noção disto, nem se tem noção de que eu, por exemplo, que não sou do PS mas fui às Directas e votei em António Costa, nele não voltarei a votar.

Digamos então que a direcção do PS não tem memória, mas os seus militantes e simpatizantes têm e não gostam, mas não gostam mesmo nada, de serem tratados por néscios.

Ouvimos recorrentemente os políticos usarem a gasta frase “À Justiça o que é da Justiça e à Politica o que é da Politica” quando, não querendo tomar qualquer comprometedor partido, a utilizam como subterfúgio. O politicamente correcto!

Mas vamos então à dita frase, e se ela tem algum sentido prático, pois tem que ter, façamos um pequeno exercício : vamos abstrair-nos do “À Justiça o que é da Justiça” pois, por muito que actualmente tal não pareça, ela tem timings e desideratos diferentes dos da Politica, e vamo-nos ater apenas ao “ à Politica o que é da Politica”.

Pois é este exercício, suas cabecinhas pensadoras e elucubradoras de infalíveis tacticismos, tacticismos esses que, para além da sua perfeita geometria, vêm carregados de doses maciças de vergonha e ética, que os militantes, e eu também, dão à dita frase: é não misturarem alhos com bugalhos! E, assim sendo, levarem a frase à letra, como deve ser!

E, assim sendo e continuando o raciocínio, concluo que a direcção do PS se sente envergonhada pelos Governos dirigidos por JOSÉ SÓCRATES, em que muitos deles até colaboraram. Mas os militantes e os simpatizantes não e, não disponíveis para este novel “tratado sobre o esquecimento” que a sua direcção decidiu adoptar, não se esquecem, por exemplo, ter sido o 1º Governo de JOSÉ SÓCRATES o mais revolucionário e reformador Governo da nossa democracia.

Dado que já muita gente escreveu sobre os outros aspectos da questão, eu limito-me a este adjacente “pormaior” e mando daqui um abraço a todos esses meus Amigos desiludidos, que se sentem ultrajados no seu fervor e militância. E perdoem-me todos os restantes, dedico este texto ao meu bom Amigo Joaquim Seixas, velho e activo militante de Caminha.

Pergunta final: será que vão apear a fotografia de JOSÉ SÓCRATES na sede do Rato? Não será uma “vergonha” mantê-la lá?

Tudo isso a Direita agradece!

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A “MINHA” VERDADE (Sobre o Suicídio Voluntário)!

No passado fim de semana, mais propriamente de quinta a domingo, tive o prazer de estar em Paredes de Coura e assistir ao REALIZAR POESIA, evento que há três anos vem acontecendo nessa Vila Minhota à qual estou muitíssimo ligado (a minha Esposa era de lá e lá casei e vivi quase toda a época de oitenta).

É um fantástico evento dedicado às artes Poéticas, com Poesia nas ruas e nas Escolas, lançamento de livros, entrevistas, leituras e performances. Lá têm estado os nomes maiores da Poesia em Portugal, os melhores “diseurs” e figuras relevantes da nossa Cultura, sob o alto patrocínio do seu incontornável Presidente, o meu mui Amigo VITOR PAULO PEREIRA, e com a competente organização e programação do também meu mui Amigo ISAQUE FERREIRA, a quem eu apelido do “Sr. Poesia”!

E este ano, para além dos Escritores, dos Poetas e também de alguns “performers”, à semelhança dos anos anteriores, também houve espaço para a intervenção de personalidades ligadas a outras áreas mas, como a Poesia é Vida, ligados a essa mesma Vida! Foi o caso de Miguel Newton, dos Mata Ratos, de António Castro Caeiro e de David Pontes, falando da Poesia no Punk (Rui Reininho à última da hora não conseguiu comparecer), de Camané falando da Poesia no Fado, cantando mesmo e do Prof. EDUARDO PINTO DA COSTA, reconhecido Médico Legista, para falar da Poesia na Morte!

E falou, conversando com Francisco José Viegas, dando uma autêntica Aula, com uma clareza, uma simplicidade, uma sabedoria e uma ironia tais que conseguiu deixar toda a gente, para além de boca aberta, completamente extasiada! O Homem é mesmo um comunicador e um Cientista estratosférico!

A sua conferência, porque entrevista pouco foi, pois o Viegas quase se limitou a ouvir (acho que só lá foi ver o ambiente e a bola!), foi sobre um tema de sempre mas agora na agenda política: a apelidada de “Morte Clinicamente Assistida” ou, como ele prefere dizer, o “Suicídio Autorizado” ou “Suicídio Voluntário”. A chamada “Eutanásia”!

Lá do meio da assistência, depois dele ter afirmado ter apenas por uma vez participado num debate na TV, num Prós e Contras penso, e que não mais foi chamado porque a “Sua Verdade” era incómoda, eu perguntei-lhe : Qual é a “Sua” Verdade?

Ele não deve ter ouvido bem e terá percebido apenas “Qual é a Verdade”? E discorreu sobre o tema e, depois de explanar sobre diversas teorias, concentrou-se no tal “Suicídio Voluntário”.

O Suicídio Voluntário existe e, todos o sabemos, é um facto. Mas, ao contrário do que acontecia antigamente, em que o suicida não tinha direito a enterro e era entregue às aves e outros animais necrófilos para ser esfacelado e comido e via todos os seus bens confiscados pelo Estado, hoje é socialmente aceite. Isto é, não sendo o seu corpo profanado nem os seus bens extorquidos, permanece apenas como resultante de uma decisão individual e voluntária. E a Lei aceita-a assim mesmo: uma decisão voluntária e individual. E eu acrescento, com o meu maior respeito.

Mais tarde, já fora e no fim da sua explanação, abeirei-me dele e disse-lhe: Sr. Professor, eu perguntei-lhe não pela Verdade mas pela “Sua” Verdade. Ele respondeu-me muito solicitamente: Mas a “Minha” Verdade é aquela de que falei e assumi como minha! Agradeci, despedi-me e calei-me!

E fiquei a pensar: Mas, afinal quem manda na minha Vida? É um voto de um Deputado, como afirmou o Prof? Mas, afinal, se eu até já posso acabar com a minha Vida, porque razão não o poderei fazer em circunstâncias de sofrimento extremo e sem vontade de mais viver de um modo mais, direi, nobre? Porque deverei eu morrer abandonado num Hospital e não no seio da minha Família e do modo que eu definir? Porque deverei eu penalizar, sobrecarregar e fazer sofrer ainda mais a minha Família, e mesmo o erário público, quando já cá nada estou a fazer senão adiar o inevitável fim que, como também disse o Prof. Eduardo Pinto da Costa, faz parte da nossa mesma Vida? Porquê adiar esse fim sofrendo?

Estas são apenas algumas das perguntas essênciais que nenhuma qualquer comissão de Ética pode subvalorizar porque o que nisto deve prevalecer é a LIBERDADE INDIVIDUAL! O direito de fazer da minha vida o que eu entender desde que não prejudique ninguém! E não julgar a Liberdade dos outros…

O que se deve legislar é sim, e apenas, a Liberdade de inscrever a nossa vontade no Testamento Vital! Esta é a “minha” verdade!

Mas, não vou ser hipócrita, pode-nos ser muito difícil, pelos mais diversos motivos, fazer cumprir a decisão de um Familiar. Vai fazer no próximo dia onze de Maio um ano que a minha esposa Graciete partiu, depois de anos e anos de um processo doloroso e irreversível em que foi paulatinamente perdendo todos as suas capacidades normais e vitais. Mas, felizmente, manteve até quase ao fim o dom de, mesmo que a partir de certo momento de modos mais periclitantes, comunicar e expressar os seus sentimentos, sentimentos esses que davam para bem perceber o quanto agarrada à Vida estava, apesar do seu sofrimento, mitigado pelo acesso à Morfina , à Lidocaína e a todos os cuidados continuados sempre no nosso domicílio.

E foi para mim um enorme alívio, apesar dela ainda consciente da sua situação várias vezes me ter dito que não queria sofrer, não ter sido colocado nunca perante esse enorme dilema que era o de me perguntar “Que Faço”? Mas sempre disse que era em casa que queria estar e nunca num Hospital…

O mesmo também pensa outra figura ilustre da nossa Cultura e da nossa cidadania, o Dr. Francisco George, actual Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa e anterior Director Nacional da Saúde Pública que, numa entrevista que há pouco tempo dele ouvi no Porto Canal dada ao Júlio Magalhães, tudo o que eu disse ele afirmou.

Entendo assim que, ao invés de uns quantos legislarem colocando um “sim” contra um “não” numa simples representação numérica, se deve perseguir um amplo consenso que, no fundo, apenas servirá para ratificar uma situação há muito existente e aceite: a do “SUICÍDIO VOLUNTÁRIO”!

 

 

 

 

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VOLTANDO A JOSÉ SÓCRATES (2).

NOTA: Não me intrometendo na corajosa e lúcida luta da minha queridíssima Amiga DULCÍNIA REININHO!

Eu tenho andado um tanto ou quanto arredado das coisas do mundo, mas sou de quando em vez por ele chamado à realidade, mesmo pouco fazendo para que isso aconteça.

Foi agora o regressar do caso “José Sócrates”, não porque haja algum retomar, que eu saiba, do processo judicial, mas porque alguma imprensa que, perante uma temporada de chuva que não é nada boa para aquilo de que realmente gostam, os incêndios, mas não forte o suficiente para que tenha havido inundações, para mal dos seus pecados também, já não sabe a que recorrer!

Porque, retrocedendo, lendo as primeiras páginas dos jornais, que é aquilo que apenas leio dos jornais, que vejo eu? O Expresso preocupado com o futuro de Centeno! O Público a dizer, mas em letras pequenas, que Costa e Rio têm acordo para que Portugal não perca fundos! O Diário de Notícias diz que Marcelo, em Espanha, elogia os mui “buenos” (estou sem ípsilon no meu PC) resultados em Portugal “hasta” hoje (maldito ípsilon)! O “I” diz que Rio e Santana estão em ruptura total e o Sol remata dizendo que Costa assume a austeridade!

E naqueles programas, em muito parecidos com os do Futebol, tipo Esquerda contra a Direita, Benfica contra o Porto e a Lua contra Marte, que se vê? A direita e todos os seus representantes, jornalistas incluídos, preocupadíssimos com o Orçamento para 2019 e rezando por desavenças na Geringonça! Chega a ser até comovedor…

Vejam, portanto, aquilo que diariamente eu perco! Da prisão de LULA, em contraposição com os princípios mais básicos do Direito, não falam! Mas não falam porquê? Não vale a pena pois a nossa Direita está absolutamente de acordo com ela, desde políticos a advogados, desde aqueles putos que dizem que são sociais democratas liberais e todos os que desde há muito deliberaram: um “ladrão”! Mas acrescentando, sem acrescentarem que isso de roubar é apenas privilégio seu e deles. Mas os outros também são acusados e de crimes mil vezes maiores e comprovados, interrogam-se ainda alguns? É natural! Com estes é natural: faz parte da essência das coisas!

Nem lhes falta sequer acrescentar que não há que temer: eles têm a “justiça” e os “militares” do seu lado e não mais estarão sujeitos a um LULA ou a uma DILMA. Nem nunca mais ouvirão da sua “faxineira” o dizer que tem, finalmente, um filho seu na faculdade! De volta à velha ordem, portanto. “Wellcome to The New Old World Order”, a do cada um no seu lugar…

E como falar do problema da Síria é uma autêntica seca porque, por mais volta que os leitores deem às suas já confusas mentes, nunca nada perceberão, para quê dele falar? Então não é que os Ingleses entram nos bombardeamentos aos locais onde dizem haver armas químicas, junto com os do Trump e os do Macrom, e logo a seguir ouvem dizer que tais armas foram vendidas pelos da May? Quem percebe? Não vale a pena…

Vale a pena é voltar a Sócrates! E enquanto a SIC diz que vai revelar partes de uma audiência realizada no TIC, com som e tudo, de perguntas dos procuradores e respostas de José Sócrates, a CMTV mais que depressa vem colocar essas imagens no ar e dizer: “Nós chegamos primeiro! Nós chegamos sempre primeiro”!

Estou a escrever e estou também com a TV ligada e ouço a Ana Lourenço dizer que o MP proibiu a SIC, a CMTV e outros meios de isso divulgarem! Alguma decência, portanto, já que decência é coisa há muito arredada desses Midia e do MP também…”Mea culpa” perante tanta indignidade?

A minha queridíssima Amiga DULCÍNIA REININHO, que no último texto sobre José Sócrates escrito afirmei ter um BLOG de defesa do mesmo, tem uma página no Facebook apenas para esse efeito e não um BLOG como referi. As minhas desculpa a ela e a todos.

Mas a minha queridíssima Amiga, reafirmo, DULCÍNIA REININHO, tem feito um trabalho extraordinário, não só na denúncia das incongruências do MP, no que respeita a coisas “pouco interessantes” como as fugas ao sigilo e ao segredo de justiça, como no tratamento desigual para casos iguais. E louvo-a e admiro-a por isso, como a também minha queridíssima Amiga DULCE PRESILHA e ambas pela sua coragem e lucidez!

Eu já aqui referi, por mais que uma vez, que nunca aceitei ler transcrições de escutas que, mesmo sendo legais, são de ilegal publicitação, nem tão pouco as escutar. Não só nos casos de justiça politica, como nos do futebol. Nunca aceitei, até que hoje fui traído, ou melhor, deixei-me trair quando, fazendo zapping, me deparei com umas imagens de um interrogatório a José Sócrates! Primeiro eu acho que devia haver ali uma câmara escondida! Só poderia ser! Segundo pasmei com o teor de algumas perguntas, principalmente aquela de, por causa de um terreno que teria sido de Duarte Lima, lhe perguntarem se conhecia Duarte Lima!!!

Sócrates perguntou-lhes, irritado, se andavam “à pesca”?

Andam “à pesca”, claro que andam e há muito que andam! Mas não nos enganemos, como já aqui disse e volto a afirmar: Sócrates, tal como Dilma e tal como Lula, como Puigdemont e tantos outros, foram e estão a ser imolados como exemplos!

Um porque ousou tirar milhões da pobreza e a outra porque o seguiu. Sócrates porque ousou confrontar poderes instituídos e regalias consuetudinárias. Outro porque ousou afrontar o estado central e, para além de mais autonomia, reclamar independência! Tudo “tabus” e quem os afronta tem que ser decepado e sem hesitações. Porque se tornariam um perigo imenso ao seu imenso poder…

E, como pergunta a minha queridíssima Amiga DULCÍNIA REININHO, pedir dinheiro emprestado a um Amigo, é legal? Não! Só se se pagar o imposto de selo devido! Mas pode-se? Pode-se! Marcelo, há uns anos, dixit, acerca do aborto!

Mas agora existe uma nuance: Sócrates não pode e é titulado de criminoso! O Juiz Carlos Alexandre pode, esse pode… E assim julga caso igual! É apenas uma questão de “casta”, e nada mais…

 

 

 

 

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